História Utapri- LeitorX Mikaze Ai - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Uta no Prince-sama: Maji Love 2000%
Personagens Personagens Originais
Tags Kotobaki, Mary, Masato, Mikaze Ai, Ranmaru, Reiji, Ren, Starish, Syo, Utapri
Exibições 7
Palavras 2.355
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura, docinhos.

Capítulo 2 - A Nova Rotina


Fanfic / Fanfiction Utapri- LeitorX Mikaze Ai - Capítulo 2 - A Nova Rotina

         Após o diretor anunciar o nome do meu tutor, o vi ficar de boca aberta me olhando como se não conseguisse acreditar em tal coisa. Dei um sorriso para dizer que estava tudo bem e o vi levantar as mãos para o alto e seus companheiros dando tapinhas em seu ombro, pareciam todos muito felizes.
          O garoto comemora por mais alguns segundos e eu começo a olhar para baixo, esperando vir me cumprimentar.
            - Ei, tampinha. -chama atenção o Rem- Vai deixar mesmo sua kouhai bonitinha esperando?
             -Não me chama de tampinha, Rem! -retruca passando ajeitando o chapéu- Claro que não a deixarei esperando.
              Após dizer isso, ele vem em minha direção e começo a ficar nervosa. É esse garoto que vai ser meu responsável? Se duvidar sou até maior que ele. Estende a mão com um belo sorriso e eu a aperto retribuindo.
              - Kotobaki, vamos dar o nosso melhor juntos!
              - Sim!
              - Óóóóótimo! Agora que as apresentações terminaram, irei deixa-los se virarem como quiserem- anuncia o diretor dançando para a janela- Espero ver resultados cada vez melhores destes três novos grupos!
              O Diretor Saotome se joga da janela, literalmente. Corro para ver se está machucado, embora a janela seja no térreo, o diretor já é velho, qualquer coisinha pode o ferir. Para minha surpresa, não encontro nada lá, a não ser uma pequena plantação de margaridas.
               Minhas mãos começam a ficar frias por tocar na janela e me as tiro rapidamente. Olho ao redor da sala e vejo que Mamura e Atohira-kun estão conversando com Tokya-kun, Otoya-kun e meu irmão. Parecem animados, com um sorriso no rosto. Procuro meu senpai com os olhos e o flagro olhando para mim também. Ele cora e vira a cara. Sorrio com sua reação infantil.
            -Kotobaki-san?- alguém me chama e era nada menos que a compositora favorita de todos, Nanami Haruka, junto com a Mary-chan- Quer nos acompanhar até o dormitório das garotas?
            Aceno com a cabeça e digo que irei avisar os garotos que já vamos nos separar. Elas acenam e caminho até o outro lado da sala, onde ainda estão conversando.
            - Vamos ao dormitório feminino.-digo apontando para as garotas- Provavelmente não vamos nos ver de novo hoje. Então boa noite para vocês.
            - Sério? Não vamos mais ver vocês hoje? -pergunta Mamura.
           - Eu acho, pelo menos. Mas não se preocupe, Daiki. Tenho certeza que a Mary-chan ainda vai aparecer para vocês se pegarem.
          Vejo seu rosto de avermelhar e murmurar algum xingamento para mim. Meu irmão só ri e me dá um empurrão de brincadeira.
          - Nossa, [nome]-chan, você é tão indelicada que me deixa com vergonha de dizer que é minha companheira. - comenta Atohira-kun.
            - Acontece...- digo e aceno para os dois da Starish- Boa noite.
             Os dois retribuem o cumprimento e sorriem. Me junto às garotas e Haruka-chan abre uma porta e nos guia por outra sala que leva a duas escadas rústicas. Mary-chan fica saltitando animada os degraus e a compositora tenta puxar conversa comigo.
             - Deve ser muito animado conviver com o Kotobaki-senpai.
             - Para falar a verdade, Reiji só ficou assim quando ingressou na Academia. Em casa, era bastante quieto e tímido.
              - Sério? Isso é tão diferente do que estou acostumada.
              - Eu imagino.
              - O que vocês estão fazendo andando lento dessa forma?!- grita Mary-chan lá do topo- Venham logo, estou animada!
             -Já vamos, Kousoke-san. -diz Haruka-chan  e começa a correr.
              Estava me preparando para correr quando ouço a porta por onde viemos ser aberta e alguém correndo pelo corredor. As duas já estavam longe para ouvir, focalizo meu olhar na pessoa que está vindo. Kurusu Syo.
            - Ah! Que bom que você está aqui.- diz correndo ofegante em minha direção- Só queria lhe desejar boa noite, Kotobaki.
           - Obrigada, idem.-digo observando suas mãos se mexerem muito quando fala- Pode, por favor, me chamar pelo meu nome? É que essa história de Kotobaki é tão enjoativo...parece que estão se referindo ao Reiji...
          Parece surpreso e responde apressadamente.
          -Claro, claro... [nome]- ao me chamar por meu nome, suas bochechas coram um pouco- Eu queria que nos tivéssemos que ensaiar ou treinar algo sabe, não quero ser um senpai inútil como o Ai é para mim, vou tentar o meu melhor para seu sucesso!
         - E se eu fizer mais sucesso que você?
         - Então irei ser lembrado como o senpai da lendária idol do Mekakushi-dan, a [nome].
         Rio de seu otimismo e lhe dou um beijo na bochecha que o faz recuar um pouco.
          - Te vejo pela manhã? -pergunta olhando pro chão.
          - Claro.
          Subo as escadas pensando que meu tutor vai voltar para a sala com  seus amigos, mas invés disso não o escuto se mover. Quando estou na metade dos degraus, paro e me viro. Ainda está me observando, sorrio e dou meu último cumprimento do dia.
          - Pode ir agora, Syo-senpai- digo- Acho que consigo chegar ao dormitório sem nenhum maluco da machadinha me matar.
          - Ah...certo, claro, claro. Até amanhã, [nome].
         O vejo seguir para o corredor atrapalhado. Subo rapidamente o restante das escadas até o topo, onde encontro dois corredores, um do lado esquerdo e outro direito. Um deve ser o dormitório das garotas e outro dos garotos. Aposto na sorte e sigo pelo direito.
         Como não é muito comprido, chego logo a várias portas, uma na frente da outra. Como Haruka-chan era a única garota do dormitório, deve ter ocupado a primeira ou a última porta. Testo a primeira.
         Era um quarto que parecia ter sido dividido exatamente ao meio. Com uma cama beliche para um lado e outro que parecia bem moderno e frio. Para minha surpresa, vejo o Mikaze Ai mexendo no computador, ele se vira para mim com a mesma expressão.
        - O que faz aqui?- pergunta calmamente.
        Estou tão surpresa que me falta voz. Continuo segurando a maçaneta com força,  posso sentir minha mão ficar vermelha.
         - Você confundiu ou queria ver garotos pelados?
          Sorrio com a segunda opção e nego repetida vezes com a cabeça. Não arriscaria ver garotos pelados se um deles pode ser o Reiji!
           - Quem me dera ver você sem roupa, Ai-kun. Mas eu não faço essas coisas.
            - A Haruka me chama pelo sobrenome e junto com senpai, indicando respeito.
           - Não sou a Haruka. Nossas personalidades são bem distintas, na verdade.
          - É o que estou percebendo.
           Ele se levanta e caminha até um armário de roupas e o abre. Tira a sua camisa e caio no chão de tanto rir. Que coisa mais aleatória! Ai-kun caminha até mim e me dá a mão para me levantar, coloca suas mãos em minha cintura para me dar maior apoio.
           - O que você acha? Está feliz ao me ver sem camisa?- pergunta e pude notar que estava brincando comigo pela sua voz.
           - Nada demais, acho que as fãs especulam muitas coisas de seus ídolos, mas eles não tem nada de especial. Mas adorei o seu gesto. - digo me afastando um pouco do idol- Agora vou poder dormir tendo sonhos bem pervertidos com o Mikaze-senpai.
             Saio do quarto ainda rindo. Dessa vez, sigo pelo corredor certo e abro a primeira porta, lá vejo Mary-chan e Haruka-chan ajeitando as nossas malas. Que gentileza delas, me jogo na cama com o rosto vermelho ainda sorrindo.
            - Kotobaki-san, o que houve com você? -pergunta a compositora se ajoelhando do meu lado. - Você está com o rosto tão vermelho, é febre?
          Mary-chan pula em cima de mim e fica apoiada de joelhos na cama, em cima de mim.
             - Não, não, Haruka-chan. -responde minha amiga- [nome]-chan nunca adoece. E também nunca cora de vergonha, ela deve ter tido um ataque de risos ou está muito quente.
            - A primeira opção. - digo a empurrando, fazendo-a cair no chão, seus cabelos loiros ficam na frente de sua cara toda.
            Nanami ri de nosso comportamento e pergunta o que aconteceu para mim, digo que é segredo, pois é realmente algo que quero guardar para sempre. Foi o primeiro garoto que vi tirar a roupa para mim, literalmente. Uma lembranças dessas não quero compartilhar.
            Nós decidimos que vamos dormir as três juntas, pois a Haruka-chan já passou tempo demais solitária neste dormitório. Passamos a noite conversando e a nossa nova companheira ficou contando histórias sobre algumas experiências vividas no Curso. Mary-chan já estava cansada e acabou dormindo antes mesmo de dar boa noite. Nanami se pôs a dormir pico tempo depois. Como não tinha sono, fui até a varando e a abri.
          Era uma noite sem lua, o que me deixou um pouco angustiada. Adoro olhar para o céu e ver aquele satélite artificial, por mais idiota que pareça ser, sempre estendo a mão para tentar alcança-la. As estrelas formavam constelações que nunca conseguirei identificar. O vento ainda estava forte, mas não me importo.
           Olho para o jardim, e lá vejo o Tokya-kun caminhando por entre as árvores. Penso em ir conversar com ele, mas decido não interrompe-lo, embora o tenha visto rindo, Tokya-kun parece um sujeito sério. Alguém que não deve caminhar no meio da noite sem nenhum motivo.
           Penso em minha mãe, a vi não faz nem dois dias e já estou com saudade. Afinal, não moramos juntas a  um ano. Provavelmente ninguém me conhece melhor que ela, nem mesmo minha melhor amiga, que é a Mary-chan. Talvez a ligue amanhã.
          Verifico se a minha pulseira está ainda colocada. Sempre a verifico. É só uma pulseira com alguns pingentes de notas musicais, flores e letras. É um presente de aniversário do Atohira-kun, me dado ano passado. Me lembro que na época eu pirei, porque era apaixonada por ele. Comecei a fazer um monte de músicas românticas e a imaginar nossos filhos. Uma semana depois eu me confessei e fui rejeitada.
           Me sento na borda da varanda me lembrando desses tempos da Academia. Eu deveria lembrar tanto assim? Não sinto tanta falta, claro que foi divertido, mas não sou de ficar no passado. Preciso do presente, e nesse meu presente, preciso ensaiar e me esforçar cada vez mais para o Mekakushi-dan dar certo.
           - Kotobaki-san, o que você está fazendo sentada aí? É muito perigoso!- grita Nanami e eu me viro para ela.
           - Não se preocupe, Haruka-chan. Eu não tenho medo de morrer.
           - Por favor, Kotobaki-san, saia daí.- insistiu.
            Cedo e desço da borda, Haruka-chan me puxa para dentro e diz para eu dormir e nunca mais fazer algo assim. Obedeço e peço desculpas por preocupa-la. Haruka-chan dorme na mesma cama que eu para evitar de algo assim acontecer.
           Tento dormir, mas tenho graves problemas de insônia, demoro muito até conseguir. Isso me incomoda de uma forma que ninguém entende. É horrível o silêncio da noite quando se não tem nada a fazer. Encaro o teto até conseguir fazer o sono vir.
             Acordo com os cabelos horríveis, estão embaraçados e meus olhos estão vermelhos. Deve ser um pouco tarde, pois a Haruka-chan e a Mary-chan não estão aqui. Vou ao banheiro e vejo um bilhete:
           
            Querida Kotobaki-san,
             O Syo-kun passou aqui umas 7 e pouco da manhã pedindo para lembra-la que os dois tem uma atividade a fazer. Eu prometi que ia fazer isso, mas senti pena ao lhe ver dormindo, sei que tardou a conseguir. Então lhe deixei dormir mais um pouco. Agora são 7:45 e Kousoke-san e eu estamos indo tomar café da manhã com todos. Por favor, me desculpe por não acorda-la. Quando acordar, tome café e procure pelo seu senpai.
           Nanami Haruka.

           Olho para o despertador sobre o criado mudo de uma das camas e vejo que são 8:30. Não estou tão atrasada assim. Vou ao banheiro e escovo os dentes, tomo banho e volto correndo procurando roupa nos armários. Visto um um suéter branco com uma saia preta e meias pretas até o joelho. Calço um tênis azul e faço uma trança em meu cabelo.
          Caminho rápido pelo corredor e deslizo pelo corrimão da escada. Acho a sala de refeições e vejo que só tem uma pessoa comendo: Mikaze Ai.
          Sirvo meu prato e me sento ao seu lado.
         - Está atrasada.-diz.
         - Dormi demais. E você?
         - Tinha coisas a fazer antes do café. -respondeu calmamente- Haruka foi a última pessoa a deixar essa sala, então quando vim, a encontrei.
         Comi em silêncio esperando Ai dizer mais alguma coisa, pois parecia uma história.
        - Ela me contou sobre você de madrugada. Sentada na borda da varanda. Disse que ficou preocupada.
        - Agradeço a preocupação de Haruka-chan, mas não tem muito por que. Eu não tenho medo e sei quando devo parar.
        - Já utiliza o chan? Você a conheceu ontem...Enfim, não faça mais essas coisas insensatas, [nome]. Você parece ser o tipo de pessoa que não sabe quando parar. Pode se ferir e, isso machucaria o Reiji, que afetaria todo o Quartet Night.
        - Não irei afetar o Quartet Night só porque gosto de coisas perigosas.
        - Isso se chama efeito dominó.
        - Então não conte ao Reiji.
        Ai me olhou com atenção por alguns segundos antes de dizer algo.
        - Não tenho nenhum motivo pessoal para priva-la de fazer o que gosta. - afirma seriamente- Mas é do meu interesse o meu grupo. Então, que fique em segredo. Não seja pega.
        Enquanto conversamos, eu havia comido o meu café, até porque não como tanto. Levantei da cadeira e o olhei sorrindo de canto.
          - Faremos disso um segredo, então? - perguntei estendendo o mindinho.
           Ele fez o juramento com o seu dedo sorrindo. Ótimo, agora temos um segredo em comum.
        


Notas Finais


Desculpem por qualquer erros ortográficos ou coisa semelhante. E pela demora do capitulo, claro. Não prometo postar outro rápido, posso morrer hoje, mas se não morrer pelos próximos dias, talvez um novo capítulo sairá em breve. Até logo :)


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