História Utopia - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~dallasmendes

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Justin Bieber, Romance
Exibições 24
Palavras 3.353
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Famí­lia, Fantasia, Festa, Orange, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Sou Tata, user @Justimdreaming

-- Esta estória é exclusivamente de minha autoria com a colaboração da co-autora.

-- Não aceitamos plágios!

-- A fanfic não é movida a comentários.

-- A escrita dos capítulos podem haver diferenças por ter dois autores


Obrigada pelos favoritos.
Espero que gostem.

Boa leitura!

Capítulo 1 - What is happening?


Charlotte

Seattle

05:45 a.m.

A vida nunca é fácil, eu sempre soube disso. Mas com dinheiro com certeza facilitaria, a vida de qualquer um. Bom, desde que a pessoa não pense somente na grana, é claro.

Infelizmente eu nunca soube qual profissão seguir. Quando pequena eu queria ser tudo, professora, veterinária, bailarina e até neurocirurgiã.

De fato, eu sempre fui uma pessoa indecisa e até hoje eu não consegui decidir o que fazer.

Não sou boa em matérias de exatas, muito menos em biológicas, português... Bem, não sou analfabeta, mas eu não gosto do curso de administração, direito.... Eu não gosto de nada.

E por isso cá estou eu, trabalhando de garçonete na lanchonete do Sr. Mcguire, que fica na Califórnia, ele é aquele típico idoso bem gentil. 

-- Senhorita, poderia me dar mais uma xícara de café? Meu filho derrubou a xícara, sem querer... -- O homem alto, bem trajado chamou minha atenção do outro lado do balcão.

-- Oh, sim. Irei limpar o chão e levarei o seu café, espere um minuto! -- reconheciano que estava em cima da pia e fui em direção à mesa do homem.

-- Me desculpe, meu filho não sabe ficar quieto. Pagarei pela xícara quebrada. -- Dei um leve sorriso e me levantei do chão carregando o pano com a xícara estraçalhada.

-- Whitney, levarei o café para o Senhor na mesa 07 e farei uma pausa para o almoço, ok? -- Avisei a minha colega de trabalho. Ela apenas assentiu e foi servir a mesa 04.

Esperei a xícara encher com o café expresso, coloquei duas colhered pequenas de açúcar e levei-a para a mesa desejada.

-- Muito obrigada senhorita. Fique com o troco. -- O homem estendeu a mão com uma nota de cinquenta dolares.

-- Senhor, sua conta foi de quatorze dolares, somando com a xícara quebrada são vinte dolares!

-- Fique com o troco. A gorjeta é pela ótima recepção da lanchonete. Voltarei mais vezes aqui para der bem recepcionado por uma bela moça! -- Sorriu malicioso e eu fingí não compreender sua cantada.

-- Muito obrigada. Tenha um bom dia, Senhor!

-- Irei almoçar, Sr. Mcguire!

Tirei o avental e adentrei no cômodo em que os funcionários guardam seus pertences e peguei minha bolsa.

Saí pela porta de vidro e coloquei meu casaco.

As ruas estavam movimentadas. Respirei fundo e senti o cheiro de terra molhada, estava na estação de outono. Essa estação me lembrava a minha infância.

Adentrei no restaurante da esquina e me sentei na penúltima mesa.

-- O que deseja para hoje, senhorita? Macarrão à bolonhesa? -- Harry perguntou, ele gostava de tentar adivinhar minhas refeições.

-- Pode ser, hoje eu como qualquer coisa. Estou morrendo de fome. -- Foquei minha atenção ao celular e Harry sorriu virando-se de costas e saiu do meu campo de vista.

Em questão de trinta minutos o meu prato estava na minha mesa. Passei minha língua nos lábios ao sentir o aroma maravilhoso.

-- Justin, eu preciso que você fique aqui por no mínimo um ano. Você precisa de mais um tempo para se acostumar com seu novo cargo, não que eu esteja te subestimando...

Um cara atrás de mim falava sem parar atrapalhando minha refeição sagrada. Virei-me na cadeira e olhei para trás para pedir ao homem que falasse mais baixo ou que fechasse a boca.

-- Senhor poderia falar mais baixo, por favor? -- O homem virou seu corpo para me olhar e percebi que um cara estava à frente dele.

-- Pois não? Senhorita, estou tratando de negócios de extrema importância. Caso esteja incomodada, retire-se da mesa e vá para outra...

O olhei incrédula com a tamanha falta de respeito.

-- Não seja grosso Will, a moça só pediu que falasse mais baixo.

Moça me desculpe pelo incômodo, falaremos mais baixo.

Voltei a olhar para trás e pude ver melhor o outro rapaz. Fitei o rosto dele e lembrei-me imediatamente do meu amigo de infância.

-- Justin? -- O rapaz franciu o cenho e me encarou tentando entender como eu o conhecia.

-- Como sabe meu nome? Quem é você?

-- Não lembra de mim? Muito bom saber que meu amigo de infância mal lembra da minha pessoa... -- Revirei os olhos.

-- Charlie? Meu Deus, impossível reconhecer. Você cresceu!

-- Mas é claro, já se passaram oito anos. Você também cresceu, só te reconheci pelo fato de ser extremamente educado...

-- Creio que ficarei fora do assunto por muito tempo. Voltarei para a empresa, fique com sua amiga para o assunto nostálgico, Bieber. -- O tal do Will se levantou da mesa e saiu.

-- Sente-se aqui. -- Justin puxou a cadeira ao seu lado.

Peguei o prato e o copo com suco de melância e os levei para a mesa que estava atrás de mim.

-- Caramba. Quanto tempo, não te reconheci, está tão diferente... -- O loiro parou de comer e ficou me encarando.

-- Você também mudou, mas é impossível não te reconhecer. Sua cabeleira e sua educação. Suas duas únicas qualidades. -- Gargalhei com a mão na boca abafando o som alto e o loiro revirou os olhos.

-- Engraçada você, morrí de rir.

Então Charlie, o que faz da vida? Trabalha, estuda?

-- Só trabalho. Não penso em entrar na faculdade... -- Sorri amarelo. -- E você?

-- Entendi... Bom, eu me formei o ano passado em engenharia mecânica, estou na empresa do meu pai. Subi de cargo. -- Ele se aproximou mais de mim para cochichar. -- Você sabe, dou herdeiro...

Assenti com a cabeça e contínuamos a falar sobre assuntos aleatórios até acabar meu horário de almoço.

-- Preciso voltar para a lanchonete, meu horário de almoço já acabou... -- Olhei o relógio e depoid encarei ele.

-- Oh, sim. Trabalha em uma lanchonete? -- Assentí sorrindo. -- Tudo bem, nos falamos depois. Me passe seu número do celular. -- Estendeu a mão para mim e me deu seu iPhone.

Salvei meu numero em ceu celular e devolví o aparelho ao dono.

-- Tenha um bom dia, Charlie!

-- Igualmente, Justin!

Saí do restaurante indo em direção à lanchonete. Eliza, minha amiga que também é minha colega de trabalho estava na calçada limpando as mesas que ficam do lado de fora. De longe vi ela me encarar com uma sobrancelha arqueada.

-- Está atrasada dez minutos mocinha! -- Ela colocou as mãos na cintura e ficou me encarando.

-- Eu sei, é que eu reencontrei um amigo de infância...

-- Amigo de infância? Ora, Charlotte não minta para mim. Quem era o cara que você estava pegando?

-- Não estou mentindo Lizze, eu realmente o reencontrei. Continua a mesma coisa... -- Ri nasalado.

-- Então, por quê nunca me disse de algum amigo de infância? Ele estava morto e ressussitou? Ou ele te magoou e você nunca quis tocar no nome dele?

-- Nenhum dos dois. Eu só perdi o contato com ele e acabei me acostumando com a sua ausência...

Dei de ombros e entrei no estabelecimento.

Fui direto para o quarto que continha aventais e peguei o meu no cabide, logo colocando-o na minha cintura.

-- Então... -- Eliza adentrou no quarto sorrindo. -- Ele é gato?

Ri da sua pergunta, me olhei no pequeno espelho e arrumei os fios que estavam para cima, parecia que eu havia tomado um choque.

Parei para pensar se o meu amigo de infância era realmente gato.

E sim, ela era, ou melhor ainda é.

-- Sim, ele é muito gato...

-- Sério? Nunca pegou? Amiga, me apresenta ele. -- Debochou.

-- Bom, ele foi o primeiro menino que beijei, mas não passou disso. Somos muito amigos, naquela época eu só queria perdeu meu bv.

-- Qual o nome do gato?

-- Justin, Justin Bieber...

-- Bieber? O herdeiro daquela empresa automobilística? Oh meu Deus! Por quê não me contou que é amiga de um milionário? -- Eliza começou a pular como uma gazela.

-- Eu o vi hoje. Esqueceu?

-- Tudo bem. Eu entendo. Mas não te desculparei se não me apresentar esse seu amigo!

Eliza saiu rebolando e a segui para nossa área de trabalho.

-- Charlie, dois hambúrgueres e dois sucos de laranja para a mesa dois! -- Allan gritou chamando minha atenção.

Ajeitei o avental e fui para atrás do balcão preparar o pedido dos clientes.

...

-- Estou exausta. Não vejo a hora de chegar em casa e me jogar na cama... -- Eliza murmurava.

-- Preguiçosa, hoje o dia foi calmo. De onde tira tanta exaustão? --  Gargalhei  deixando minha amiga irritada.

-- Idiota. Só continuo sua amiga porque você tem um amigo gato!

-- Ok interesseira. Até segunda! -- Acenei com a mão me despedindo.

Abri a porta da minha humilde residência.

Ao entrar no meu pequeno, comecei a tirar a roupa indo em direção ao banheiro.

Eu estava terminando de tomar banho e meu celular começou a tocar.

Me apressei no que estava fazendo, desliguei a ducha e fui para o quarto em passos rápidos.

-- Alô. Quem é?  --  Vi na tela que era um número desconhecido.

-- Sou eu, Charlie. Salva meu número no seu celular, por favor.

-- Ah, é você? Espera um segundo.

Percebi que eu estava pelada e molhada e voltei ao banheiro para pegar a toalha. Voltei ao quarto e coloquei o celular no viva-voz.

-- Pronto. Pode falar, Jay.

-- Está ocupada?

-- Não, eu só estava... Deixa para lá.

Justin riu, com certeza ele revirou os olhos.

-- Lembra dos meninos? Alfredo, Chaz e Chris? -- Perguntou o loiro.

-- Sim, eu lembro. Na verdade, eu sempre vejo eles por aqui...

-- Então. Eles irão fazer uma festa de boas-vindas para mim amanhã, o que acho desnecessário. Mas eles farão mesmo eu não gostando. Está afim de ir?

-- Hum sei... Verei se estarei com ânimo.

-- Pare com isso. Vamos vai ser legal. Será divertido relembrar os velhos tempos! -- Ele parecia estar muito empolgado.

-- Sendo assim, eu irei.  Mas nada de me zoar na frente dos seus amigos, como fazia antigamente! -- O alertei, escutei outra gargalhada dele.

Coloquei o shorts do baby doll e me joguei na cama.

-- Tem alguma amiga gata? Se tiver, levá-a!

-- Isso foi uma ordem? Por que se foi, saiba que adoro contrariar... Tenho sim, aliás até comentei de você para ela hoje.

-- Foi um pedido, rebelde sem causa. Hum, já virei assunto? Mal cheguei em Seattle...

-- Ah, Justin. Poupe-me do seu ego sufocante. Irei dormir, até amanhã!

-- Boa noite, Charlie!


Seattle

10:20 a.m.


Ouço a campainha do apartamento soar e coloco um travesseiro em cima da minha cabeça.

O som continua a soar e bufo de raiva.

-- Já vai!  --  Grito escandalosamente.  

Me levanto da cama preguiçosamente e vou em direção à porta praticamente me arrastando.

Ao abrir a porta me deparo com um par de olhos azuís e um sorrisinho cínico que só ela sabe dar.

--  O que quer Eliza? Espero que seja algo importante, você tirou meu sono sagrado à essa hora da manhã!   --  Me jogo no sofá e minha amiga senta-se ao meu lado.

--  Louisa viajou, sabe que não gosto de ficar sozinha...  --  Fez biquinho e se aninhou em meus braços.

Eliza tem a minha idade e também não mora com os pais, ela mora com Louisa, sua prima.

Lizze é o tipo de pessoa que não consegue ficar e viver sozinha.

-- Ok, fique aqui... Ah, quase esqueci.  --  Ela levantou seu rosto para saber do que eu falaria.  --  Hoje terá uma festa de boas-vindas para aquele amigo meu. Bom, eu falei de você para ele, até mostrei umas fotos suas. Ele está exigindo que eu te leve...

A garota levantou do meu colo em um pulo. Começou a pular como uma cabrita.

--  Meu Deus! Isso não é nenhuma brincadeira de mal gosto, né? 

--  Claro que não. Por que eu te zoaria com isso?  

Dei de ombros e fui tomar meu café da manhã.

Minha amiga irritante ficou a tarde inteira me enchendo o saco para fazer um dia de beleza. Tratei logo de cortar as oequenas esperanças dela. Nunca fui disso. O máximo que minha vaidade chega é eu hidratar meu cabelo uma vez na semana e olhe lá.

-- Charlie, o que acha dessa roupa? Caramba, nada fica bom!   -- Resmungou ajeitando o vestido rosa chiclete super justo.  --  Acha que está muito curto?

-- Pela milésima vez, Eliza se dera hora de eu sair e você não estiver pronta eu te largo aqui!   --   Corri para o banheiro e dei uma olhadinha para ela que estava de frente ao espelho.   --  Você fica bonita com esse vestido, sabe disso!

--  Você vai assim?  --  Nivamente a irritante me irritando.   --  Saia preta de couro está lindo, mas essa blusinha mulambeira não caiu bem...  --  Olhou com desdém para minha blusinha de alças que, é a minha preferida.

--  A única coisa que vai cair bem é minha mão na sua cara!   --  Peguei as chaves e a bolsa em cima da mesa.   --  E essa blusinha combina com qualquer ocasião. Vamos logo!


12:35 a.m


--  Tem certeza que é aqui?  --  Lizze me perguntou pela terceira vez.   --   Apesar que seu amigo é milionário não é? Mas como vamos entrar nessa casa de rico?

--  Essa casa é do Chris, um amigo dele da época em que ele morava aqui.   --  Dois seguranças se posicionaram em nossa frente na entrada.   --  Oi, sou Charlotte amiga do Justin Bieber...

--  Charlotte? Ah sim, podem entrar.  --  Um dos brutamontes deu espaço para adentrarmos no local.

--   Caramba!!!   --  Exclamamos em uníssono.

--   Charlie!   --  Escutei uma voz grossa me chamar e olhei para onde vinha aquela voz.   --  Opa, vejo que trouxe o que lhe pedi... 

Justin se aproximou de nós e nos cumprimentou educadamente.

O loiro nos levou para o outro lado onde havia um bar e nos apresentou seus amigos.

--  Fiquem à vontade gatas!  --  Chris, o dono da casa nos deu um copo com bebida alcoólica.

--  Valeu por trazer sua amiga.  --  Bieber sussurrou no meu ouvido.  --  Acho que irei aproveitar minha festa agora. Se divirta, Charlie!  --  Deu dois tapinhas no meu ombro e saiu puxando Lizze com ele.

--  Então você é a tal Charlie?  --  Um loiro de olhos azuís se aproximou de mim. Apenas assentí sorrindo sem graça.  --  Você é muito linda!

--  Obrigada! 

03:00 a.m.

The night is young


Passaram-se horas e eu já estava um pouco bêbada.

Todos estavam dançando, inclusive eu, exceto aqueles que já estavam muito loucos caídos pelos cantos e os que estavam se pegando.

-- Sabe, acho que vocês combinam bastante. Já podem se casar amanhã! -- Comuniquei meus amigos se esfregando ao som de Drake.

-- Charlie, acho que você já bebeu demais, não? -- Vou pegar uma água para você. -- Justin deixou eu e minha amiga irritante dançando e saiu do meio da multidão.

Sentí duas mãos grandes em minha cintura. Eliza que estava em minha frente arregalou os olhos e sorriu maliciosa.

Me virei para ver quem era.

O que não deu certo.

Antes de eu ver quem era o cara, ele me agarrou sem delongas e pelo meu estado, com certeza eu deixei ele me beijar.

Longos minutos beijando aquela boca com sabor de vodka e algum tipo de doce, acho que era cereja.

Sim, era cereja.

Me arrepiei por inteiro, pelo simples fato de amar cereja, principalmente quando o sabor vem da boca de um homem.

Abri meus olhos e encarei seilenciosamente e atentamente os olhos azuís do amigo do Bieber.

-- Oi... -- Falei sem pensar.

-- Oi. -- Riu da minha cara.

Eu realmente estava muito bêbada. Chapada, ao ponto de quem não me conhece perceber.

Suas mãos grandes ainda estava em minha cintura.

Eu mal tinha percebido que estávamos dançando.

Sua boca se aproximou da minha e seus dentes brancos puxaram meu lábio inferior.

-- Cara, ela está bêbada! -- Alguém nos separou daquele beijo.

Era Justin com uma garrafa de água na mão.

-- Beba! -- Ele praticamente enfiou a garrafa em minha boca.

-- Vamos para o jardim, você precisa tomar um ar...

Fui puxada pelas mãos.

Enquanto meu amigo me levara para outro cômodo da casa observei a luxuosidade do ambiente. Mesmo bêbada, eu conseguia ver cada detalhe dali.

-- Acho que ela exagerou um pouco na bebida... -- Lizze me ajudou a me sentar numa cadeira.

-- Podem voltar oara a festa. Eu cuido dela! -- O dono do par de olhos azuís se aproximou de mim.

-- Não. Você voltará para lá e eu ficarei aqui. -- Justin praticamente ordenou.  --  O que deu na sua cabeça de pegar ela? Você tem problema? -- Semicerrou os olhos cor de mel.

-- Não vejo problema algum. Ela é gata, gostosa...

-- O que irão achar vendo você pegando Charlie? Caramba, Ryan!

-- Eu gostei dela, Drew. Qual o problema?

-- Ah, seu nome é Ryan, gostei... -- Interrompí a discussão.

-- Ela parece ser uma mulher do jeito que eu gosto. -- Colocou uma mão em minha coxa. -- Madura e decidida, além de gostosa. -- Me deu um selinho e encarou nosso amigo em comum.

Justin riu debochado e balançou a cabeça negativamente.

-- Decidida? Ela não tem ambição para nada. Saiu da casa dos pais porque não queria fazer faculdade! -- Ryan olhou para mim esperando eu me manifestar naquela discussão sem motivos.

-- Isso é verdade! -- Comecei a gargalhar como uma idiota.

O quê a vodka não faz com as pessoas...?!

-- Charlie não é uma pessoa de futuro. Nunca imaginei ver minha amiga de infância nesta situação... -- Franzí o cenho e encarei-o. -- Você deveria ser como sua amiga, Charlie. Ela me disse que está estudando para tentar entrar em Oxford. Acho que ela tem grandes chances para estudar lá!

-- O que você tem a ver com isso? Não venha me dizer que é preocupação porque não é! -- Me levantei cambaleando.

-- Só acho que você deveria amadurecer e dar um rumo na sua vida... -- Deu de ombros.

-- Eu quero muito fazer algo. Mas não é fácil assim, eu... -- Lágrimas começaram a descer pela minha face. -- Eu não sei o quê fazer. Mas um dia, escreva isso, seu idiota. -- Apontei o dedo no rosto dele. -- Eu ainda serei importante, tanto quanto você é!

-- Não seja tola à esse ponto, Charlie! -- Justin estava se mostrando ser um imbecil.

Ryan me pegou no colo e me tirou dali.

-- Vamos para sua casa. Chega de bebidas e discussões por hoje, ok? -- Sorriu docemente.

Sentí meu corpo relaxar quando o loiro me colocou na minha cama.

-- Eu acredito que você um dia será tão importante quanto eu e Justin! -- Beijou meus lábios lentamente e saíu do meu quarto fechando a porta.

...

Sentí a luz do sol invadir meus olhos ainda fechados e abrí lentamente minhas pálpebras.

Imediatamente surgiu uma dor de cabeça forte.

Entrei no banheiro e joguei minhas roupas no chão ainda sonolente, mal abria meus olhos.

Liguei a ducha e deixei a água fria cair sobre meu corpo tentando diminuir a ressaca.

Comecei a passar o sabonete no meu corpo e comecei a me sentir estranha.

Minha barriga tinha um tanquinho, eu não faço academia.

Minhas mãos estavam maiores, eu não tenho mãos assim.

Continuei a passar o sabonete e desci minha mão para lavar minhas partes íntimas.

E, eu gritei ao sentir aquilo entre minhas pernas.

Meu grito saiu grave.

-- Cacete, que merda está acontecendo? -- O resto do sono que havia em mim fora embora .

Olhei para baixo e eu realmente estava com um pênis em minhas mãos. Aquilo estava no meu corpo.

Pêlos na barriga, no peito, nas pernas grandes.

Saí correndo do box e fui para o quarto me olhar no espelho.

Eu estava no corpo de um homem, era do meu melhor amigo.

-- Que raio de bebida me deram ontem? -- Passei as mãos pelo meu rosto. -- Caramba, eu estou vendo coisas. Aquilo tinha drogas, só pode...

Meu celular começou a tocar e eu corri ainda com o corpo molhado para atendê-lo.

Era o Justin.

-- Charlie? -- Escutei sua respiração ofegante. -- Que merda está acontecendo??

Aquilo estava sendo muita coisa para uma cabeça que estava com uma ressaca.

Olhei ao meu redor e eu estava em um quarto enorme, com decoração luxuosa.

-- Justin, onde você está? Eu estou em um quarto luxuoso. Acho que é um hotel. Ryan abusou de mim, ele que me levou para casa ontem! -- Comecei a chorar desesperada.

-- E eu estou em um casebre, eu nem sei onde estou. Esta casa está aos pedaços... -- Escutei ele respirar fundo. -- Charlie, eu estou... -- Começou a dizer palavrões tentando relaxar. -- Eu estou no seu corpo. Que merda está acontecendo?


Notas Finais


Desculpe, caso tenha erros ortográficos.
Fiz o capítulo pelo celular.


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