História Vagabunda (as) - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Suho, Tao
Tags Chanbaek, Kaisoo, Suchen, Taoris, Traição, Vingança
Exibições 38
Palavras 2.589
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá!
Boa leitura!

Capítulo 10 - Homens sem rumo


ZiTao estava com a mesma roupa que havia usado no trabalho na sexta. Já era domingo e ele não se importava, estava há mais ou menos uma semana sem dormir direito. Uma culpa pesava em seu peito e as palavras de Kai ecoavam em sua mente. Não atendeu nenhuma das ligações de Kris, que foram muitas, mas a cada novo toque sua vontade de se desculpar aumentava. Ele era fraco, se sentia fraco. As olheiras começaram a fazer parte de sua fisionomia, acompanhadas pela boca seca e rachada. Ele estava em pedaços, a realidade finalmente caiu sobre sua cabeça e ele não tinha forças para colher os cacos.

            Naquele domingo tinha tomado uma dose de coragem junto com o uísque, bebida que odiava, e foi até o apartamento de Junmyeon. Era de tarde e o porteiro, como sempre, lhe deixou entrar. Quando chegou ao andar do amigo a porta já estava aberta e Suho lhe esperava.

-O que aconteceu? Você está com uma cara péssima. –Suho se preocupou.
-Eu preciso lhe contar uma coisa. –Mal chegou perto do mais velho e Suho já tampou o nariz com os dedos.
-Você bebeu? –Era uma pergunta retórica, mas Tao não percebeu.
-Talvez um pouco. Uma dose de uísque. –Apenas recebeu um revirar de olhos e um empurrão para entrar.
-Sente-se e me explique o que está acontecendo. Você simplesmente me deu as costas. Eu estava preocupado, sabia?! E por onde andou? Eu fui três vezes em sua casa e você não estava.
-Desculpe. –Sussurrou já jogado no sofá bege e familiar.
–O que quer me contar? -Suho suspirou.
-Só vou dar alguns avisos antes. –Mesmo sem entender o mais velho assentiu. –Eu não estou bêbado, nada do que vou dizer é mentira e eu não espero que entenda.
-O que é, ZiTao? –Sentou-se ao lado do amigo e o esperou começar.
-Eu me encontrei Kris e não foi um encontro acidental na empresa ou em uma cafeteria próxima, eu combinei. Eu o beijei de novo e pensei em dormir com ele. Eu senti o mesmo arrepio que sentia quando ele me olhava há meses atrás, eu queria abraçá-lo e dizer o quanto o amava. –As palavras saiam arranhando sua garganta. –Eu vim dizer que sou fraco, dizer que não sou como você e nunca serei. –O sentimento de derrota dominou seu corpo e lágrimas começaram a cair. –Ele me engole, ele me fascina, ele me constrói e destrói quando quer. –Suspirou e encarou Suho, que não esboçava nenhuma reação. –Eu me sinto vazio e inútil.
-Você me convenceu a cometer a maior loucura da minha vida, colocou um processo em minha ficha, me fez perder a cobertura dos meus pais e agora me diz que ama o meu ex-noivo?! –Suho dizia pausadamente, levantando.
-Eu peço perdão. –Disse envergonhado.
-Você não presta! –Suho começou a aumentar a voz e caminhar pela sala. –Você ferrou comigo e ainda vai me abandonar como ele fez!

            Tao não respondia, apenas chorava.

–Você me fez acreditar que éramos amigos, me convenceu a pintar a merda do meu cabelo de loiro, eu destruí todo o meu apartamento e agora você me diz que está do lado dele?! –Junmyeon se sentia perdido, abandonado. -Eu quero você fora daqui, fora da minha vida! –Finalmente o grito veio e Tao reagiu.
-Eu sinto muito. –Levantou-se e foi em direção ao mais velho.
-Não chega perto de mim! –Gritou com o rosto vermelho e com as primeiras lágrimas escorrendo.
-Se algum dia você me perdoar ou me entender, saiba que eu vou estar esperando sua ligação. Eu sinto muito por a vida lhe fazer tanto mal. –Tao fungou e foi em direção à porta. Sentia-se mais leve, mas junto abriu-se outro vazio em seu peito e tudo piorou com a frase que ouviu antes de fechar a porta.
-Não é a vida que me fez tanto mal, foi você!

            Junmyeon apenas esperou a porta ser fechada para se jogar sobre o tapete da sala. Ele havia perdido tudo, o noivo, a casa e o cúmplice. Nada havia sobrado, nada valeu a pena.

...

            Tao é acordado pelo celular. Céus, como ele odiava aquele toque. Sua mão procurou pelo aparelho, chegou até a derrubar a carteira, mas acabou encontrando antes do inconveniente desligar.

-Alô?! –Não tentou disfarçar a voz de sono.
-ZiTao?! –Era uma voz masculina.
-Provavelmente, depende do assunto da ligação.  –Ouviu uma risada. –Afinal, quem é?
-Jongdae. –A linha ficou muda. –O psicólogo. –Acrescentou.
-Jongdae. Olá, como vai? –Sentou-se em um pulo encostando as costas na cabeceira da cama.
-Sara me disse que permitiu que eu ligasse.
-Permiti. Há uma década, mas permiti. –Dramatizou e Jongdae riu.
-Eu sei que faz um tempo e peço desculpas, andei ocupado, estou terminando meu mestrado. Enfim, liguei para lhe pedir um favor.
-Claro, pode falar. –Tao respondeu animado.
-Poderia me passar o telefone de seu amigo, aquele que veio com você na terapia de casal. Junmyeon, certo?! –Tao não pôde controlar uma risadinha.
-Posso, com toda certeza. Sabe, eu notei seus sorrisos exageradamente amigáveis para ele, Jongdae. É um ótimo consolador. –Ouviu a risada sedutora do outro lado da linha. É, seu amigo tinha se dado bem.
-Não lancei sorrisos exageradamente amigáveis, seria antiprofissional. –Sua voz tinha um tom irônico.
-Certamente. –Espreguiçou-se. –Eu vou lhe passar o número, mas se ele perguntar não diga que fui eu, por favor.
-Tudo bem, eu não digo. –Jongdae preferiu não perguntar o motivo.
-Anote o número.

...

            Chanyeol se arrependia completamente de ter compartilhado aquele segredo com Baekhyun. O mais velho o convidou para um jantar em sua casa e começou a lhe fazer perguntas estranhas, dizendo que deveriam saber mais um sobre o outro. A conversa foi de pratos favoritos até a cor de gravata que nunca usariam. Tudo aquilo era novo para Chanyeol, nunca teve um namorado tão interessado e curioso sobre si. Isso muitas vezes o irritava, não tinha como negar, mas ao mesmo tempo lhe aquecia o coração, sentia-se amado.

-Mas você pode ser juiz. É só você acreditar, eu já acredito. –Baek disse animado.
-É muito difícil, Baek. Tenho que estudar muito.
-Consequência, ué. Quem dera eu ter feito uma faculdade. –O mais velho pareceu chateado.
- Pessoas formadas não são mais ou menos inteligentes que as outras. Além do mais, você também tem um diploma, fez curso de eventos e trabalha com o que gosta.

            Chanyeol colocou a mão direita sobre a do namorado, tentando consolá-lo. Estavam sentados frente a frente na pequena mesa de madeira escura.

-Ás vezes eu me sinto mal. Eu sou feliz com o meu emprego, mas mesmo tendo a capacidade igual ao meu chefe, não podem me dar um cargo melhor porque não tenho ensino superior. –Bufou.
-Eu vou lhe ajudar. –Ouviu uma voz confiante.
-Vai me arranjar um diploma falso?
-Baek, você sabe que sou advogado, não sabe?! –O outro riu.
-Desculpa, ás vezes tenho esperanças de que haja um espírito fora da lei dentro de você. –Chanyeol balançou a cabeça rindo.
-Enfim, eu não vou arranjar um diploma falso, mas algo melhor. –Baek cobriu a boca com as mãos, mostrando sua ansiedade. –Eu não me sinto pronto para ser um juiz e você não tem tempo para cursar uma faculdade, mas se morássemos juntos dividiríamos as despesas. Você poderia reduzir sua carga horária e eu reduziria o número de casos. –Sorriu esperando a aprovação do namorado.
-Você está planejando o nosso futuro? Juntos?! –Baek deu uma risadinha. –Desculpe, é que... os meus relacionamentos nunca tiveram planejamento, eu sempre terminava antes de chegarmos nessa fase. –Suspirou. –Mas eu estou muito feliz, Chanyeol, estou feliz de ter chegado nessa fase com você.

...

-Mas será que isso não vai desinchar nunca?!  -Puxou a fita com um pouco de força. –Desculpa. –Disse depois de ouvir um gemido de dor.

            Lay ainda estava com o rosto um pouco inchado. Não havia nenhuma fratura, mas aquele hematoma, agora roxo esverdeado, continuava no meio de seu rosto.

-Pronto. –Krystal disse depois de terminar o curativo. –Não faça essa cara de coitado, Yixing. –Sentou no colo do outro. –Eu fico com dó de você.
-Deve ficar mesmo. Afinal, eu levei um belo de um soco. –Ia tocar o próprio nariz, mas ganhou um tapa em sua mão.
-O Jongin é um louco paranoico. –Levantou. –Posso dormir aqui hoje?
-Pode, claro que pode. –Lay sorriu e a moça saiu do banheiro.

            O chinês tinha uma mistura de felicidade e angustia em seu peito. Estava feliz, namorava a mulher por quem era apaixonado há tempos, mas também estava angustiado, seu melhor amigo havia lhe dado às costas e um soco.

-Eu vou pedir uma pizza, pode ser de pepperoni? –Krystal voltou ao banheiro com o celular em mãos.
-Pode ser. –Disse sem olhá-la.
-No que está pensando? –O outro apenas encarou a mulher. –Você estava olhando para o espelho tão fixamente, ou estava pensando algo ou viu alguma coisa. –Deu um passo para trás. –Você vê gente morta?
-Se for um parente ou amigo, sim. –Krystal prendeu a respiração.
-Você está vendo agora? –Seus olhos passaram por todo o banheiro.
-Claro que não. Eu os vejo em funerais ou no dia de finados. –Krystal fez menção de atacar o celular em Lay, que se assustou. –Ai! O que foi?
-Você quer me matar do coração?! –Colocou a mão no peito.
-O quê?! Não! Eu nunca faria isso.
-Eu achei que você via espíritos.
-Eu?! Claro que não. Por que eu veria espíritos?
-Eu não sei, muitas vezes você chegava meio estranho no trabalho.
-Eram os calmantes, que na verdade eram antialérgicos, mas eu parei de tomar.
-Você tomava antialérgicos como calmantes? –Perguntou não acreditando no que acabara de ouvir.
-Sim.
-Vem cá, querido. Você tem muita coisa para me contar sobre si. Preciso saber de tudo antes de levarmos esse relacionamento adiante. –Estendeu a mão para Lay e o levou a sala.

...

            O quarto estava escuro e a cama quentinha, porém, um barulho o acordou. Kai afastou o edredom e se sentou na cama, seus olhos ardiam um pouco, mesmo no escuro, havia assistido séries até tarde. Esfregou o rosto e saiu do quarto.

-Finalmente! –Kyungsoo riu do rosto amassado do outro. –Bom dia.
-Que horas são? –Aproximou-se arrastando os pés.
-É tarde. –Respondeu. –Eu pedi o almoço, não estou a fim de cozinhar.

            Jongin puxou uma cadeira da mesa de jantar, uma que lhe proporcionava a visão do dono da casa na cozinha. Observou os movimentos do mais velho por um tempo.

-Obrigado, Kyungsoo.  –O outro parou com o prato na mão e encarou Kai. –Nunca pensei que um dia precisaria de sua ajuda, e muito menos que estaria disposto a me ajudar. –O prato foi largado na pia e os pés seguiram o caminho de encontro a Jongin. –Todos me largaram.
-Eu não lhe larguei, nem vou largar. –Segurou o rosto do mais novo entre as mãos. –Você sabe o motivo de eu lhe acolher, não sabe?! –O mais novo se soltou e levantou, indo para perto do sofá.
-Não fale assim. Eu sinto como se estivesse me aproveitando de você.
-Não, não. Eu sei que não está! É que... eu tenho que saber, Jongin. –Seus olhos suplicavam enquanto caminhava de encontro ao outro.
-O que você quer saber, Kyungsoo? –Seus olhos não se desviavam, não se sentia desconfortável por encarar Kyungsoo por tanto tempo.
-Eu posso esperar por você ou não?  Quando vai se decidir? –Deu um passo a frente e Jongin recuou. 
-Não é assim, Kyungsoo. Eu nunca me relacionei com um homem antes, nem senti atração. Você é um cara bonito, mas não consigo nos imaginar juntos.
-Do que você tem medo? Do que vão pensar sobre você? É do sexo? –Falou um pouco desesperançado. –Você quer ser o ativo? Por mim tudo bem. Eu só preciso saber qual é o problema. –Seu rosto estava próximo ao de Kai.

            A boca de Kai abriu e fechou algumas vezes, mas nada saiu. Kyungsoo não recuou. Na cabeça de Jongin passou milhares de coisas, o que pensava sobre Kyungsoo, o que seus pais pensariam, o que poderiam falar de si. Um último pensamento apareceu, fazendo todos os outros evaporarem e Kai morder o lábio inferior. Kyungsoo de aproximou mais, sem beijar o outro homem, apenas fez com que as respirações se misturassem. Jongin não se afastou, não pensou, somente se aproximou e beijou Kyungsoo. Uma de suas mãos foram para a nuca do mais baixo, que puxou Jongin com as duas mãos pela camiseta larga. Os corpos se chocaram, o que fez Kai hesitar em onde colocar a outra mão, no fim decidiu colocar no final das costas de Kyungsoo. As mãos do mais velho subiram para a nuca de Kai, puxando levemente os cabelos. As línguas se encontravam e provocavam arrepios nos pelos do corpo de Kyungsoo. Um suspiro saiu de seus lábios quando Jongin lhe levantou, fazendo-o sentar na cabeceira do sofá, e começou a beijar seu pescoço.

-Fica...-Suspirou com um fraco gemido. –Fica comigo. 

            Os beijos cessaram e a respiração um pouco ofegante de Jongin batia contra a orelha de Kyungsoo.

-Eu tenho medo, não quero perder você também. –O sussurro saiu contra sua vontade.
-Você só vai me perder se for embora.

...

            Suho passava a geleia de amora em sua torrada, mas estava sem fome. Deu uma mordida e o alimento descendo por sua garganta lhe deu uma ânsia, nem um gole do chá de camomila morno fez passar. Era sexta-feira e ele teria que trabalhar, como fez toda aquela semana, sem mínima vontade de levantar de sua cama. As contas nunca pareceram tão chatas, as pessoas nunca haviam lhe dado tanta vontade de ser surdo. Ele estava ficando ranzinza.

            A sua segunda mordida foi interrompida pelo toque do celular. Esperava que fosse sua chefe, afinal, estava atrasado. Levantou-se e foi pegar seu celular na bancada.

-Alô?!
-Junmyeon? –Não era voz de sua chefe.
-Sim, sou eu. Quem é? –Tentou sentar-se na bancada com a ajuda de apenas uma mão, mas não deu certo. –Um minutinho. –Colocou o celular sobre a bancada, subiu e o pegou novamente. –Pode falar.
-Eu sou Jongdae. –Esperou que Suho o reconhecesse.
-O psicólogo?
-Sim. –Respondeu contente.
-No que posso ajudar? Se for sobre o ZiTao, desculpe, mas eu não tenho mais contato com ele. 
-Não, não é sobre ele. É sobre... –Foi interrompido.
-Afinal, como conseguiu meu número?
-Bom, para marcar uma consulta os pacientes dão um número por segurança, Tao deu o seu. 
-Ah, sim... –O psicólogo identificou um tom triste.
-Eu liguei para lhe fazer um convite, se me permitir, é claro.
-Convite?! –Intrigou-se
-Sim. Eu lhe achei interessante, acho que poderíamos nos conhecer melhor. Amanhã, talvez. 

            A linha ficou em silêncio. Suho não sabia se estava preparado para se relacionar com outras pessoas. Lembrou da loucura que fez ao se separa de seu namorado para ficar com Yifan. Loucuras nunca deram certo em sua vida, elas trouxeram Yifan, Tao, Lay, Chanyeol e por fim Jongdae. De tudo que é ruim devemos tirar algo bom, era o que sua mãe sempre dizia. Será que Jongdae era o “algo bom”? Também lembrou-se do que Tao lhe disse no dia em que foi pintar o cabelo, “se você não arriscar, nunca saberá”. Ele tinha que arriscar. Nada poderia piorar, certo?!

-Tudo bem. –Respondeu.
-Ótimo. Você prefere que eu lhe busque ou prefere me encontrar em algum lugar? –Gostava do jeito educado de Jongdae, era sedutor aos seus olhos.
-Pode me buscar. Quer o endereço?
-Sim, por favor. 


Notas Finais


Bom, eu sei que estou mais atrasadinha que o normal, porém tem um motivo sério (meu futuro).
Espero que o kaisoo tenha acalmado seu coraçãozinho e que me perdoe...


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