História Vagabunda (as) - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Suho, Tao
Tags Chanbaek, Kaisoo, Suchen, Taoris, Traição, Vingança
Exibições 81
Palavras 1.422
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá!
Boa leitura...

Capítulo 7 - O terceiro traidor


            Depois do incidente Chanyeol parou de trazer trabalhos para casa. Todos os seus casos eram resolvidos no escritório, o que lhe deu uma média de uma hora extra por dia no trabalho.

-O Chanyeol não liga mais pra mim. –Baek entrou reclamando na casa de Suho, onde Tao já estava.

A porta já tinha sido aberta pelo dono na casa, já que o porteiro avisou a subida do amigo pelo interfone.

-Como assim? –Suho perguntou.
-Ele vive naquela merda de escritório. –Sentou-se sobre a bancada que dividia a cozinha da sala.
-Mas é claro, você lia os casos dele. –Tao, como sempre, o provocou.
-Vai á merda, amante de quinta.
-Já disse para enterrar esta história. –Junmyeon repreendeu enquanto enchia as três taças de vinho.
-Você pode ter superado, mas eu não. Principalmente o fato de ter me largado na boate para ir embora com ele. –Baek disse emburrado.
-Largado?! Você estava pendurado no pescoço do Chanyeol e só lembrou de mim no dia seguinte. –Suho dizia enquanto entregava as taças.
-Mas eu lembrei, é o que importa. –Defendeu-se.

O interfone toca mais uma vez.

-Caralho, Junmyeon! É festa?! –Tao não parecia feliz com as outras visitas.

            O mais velho atendeu o interfone e voltou para a cozinha.

-É o Lay. –Disse encarando ZiTao.
-O advogado? –Baek perguntou.

            Os dois preferiram não contar ao amigo que Yixing não era um advogado. Temeram que Baekhyun abrisse a boca para o namorado.

-É ele mesmo. Pode deixar, eu vou atendê-lo. –Tao largou a taça no balcão e foi até a entrada.
-Cara abusado, a casa nem é dele. –Baek resmungou.

            Tao já esperava Lay com a porta aberta e tocou a campainha quando viu um homem sair do elevador.

-Yixing, certo? –O outro assentiu.
-Tudo bem. Eu sou o ZiTao, e o namorado do advogado de verdade está na cozinha. Então, por tudo que é mais sagrado, haja como um advogado.
-Mas eu... –Foi interrompido.
-Ótimo. –Empurrou Lay para dentro da casa, levando-o até a cozinha. –Aqui está ele.
-Espero que ZiTao não tenha lhe assustado no caminho. –Baek riu. –Bom, eu sou Baekhyun. –Desceu do balcão e cumprimentou Lay.
-Yixing.
-Aceita uma taça de vinho? –Suho perguntou e o falso advogado negou com a cabeça.
-Só vim avisar que Chanyeol me mandou um e-mail. O acordo está marcado para sexta-feira ás 10 da manhã. –Disse um pouco nervoso. Sentia que seria desvendado por Baekhyun a qualquer momento.
-Pelo menos vou faltar no serviço. –Tao sorriu, fazendo Suho e Baek revirar os olhos.
-Bom, nos vemos na sexta. Tchau. –Yixing disse rápido e saiu do apartamento.
-Que cara estranho. –Baekhyun conclui e deu ombros.
-Bom, é melhor se preparar que depois de amanhã vamos ver a cara daquele canalha. –Tao dizia como um líder de uma revolução.
-Queria ir com vocês. –Baekhyun suspirou. –Na verdade, é melhor eu não ir mesmo. Eu ia cuspir na cara dele. –Tao riu.
-Que nojo, Baekhyun. –Suho disse rindo.

... 

            ZiTao já estava sabendo dos boatos que a licença de Kris havia terminado, ele mal podia esperar para esfregar na cara do ex sobre o apartamento destruído.

            Para Yifan conseguir chegar até o seu setor teria que passar pelo o de Tao, então, não seria nada complicado para os ex-amantes se encontrarem. E realmente, não demorou muito. Kris chegou, mas logo passou pelo corredor novamente, agora sem sua bolsa. ZiTao concluiu que o mais velho iria tomar café e se levantou para segui-lo.

-Bom dia, Yifan. –Disse logo que entrou na sala, percebendo que estavam sozinhos.
-Bom dia, ZiTao. –Kris deu um sorriso irônico e um gole em seu café.
-Ansioso para amanhã? Afinal, vai ganhar um apartamento de graça. –Pegou uma xícara e colocou café para si.
-Está meio bagunçado, mas nada que uma bela faxina não resolva. E você, está animado? –Sentou-se sobre uma mesinha vazia, ao lado de outra mesa com algumas cadeiras.
-Na verdade, estou meio desapontado. –Deu um gole no café. –Nossos advogados são ótimos, seria maravilhoso vê-los no tribunal.
-Sou obrigado a concordar. –Deu um último gole em seu café. –Bom, tenho que ir. Fico feliz que possamos ter uma conversa civilizada.
-Claro que podemos. Vai que o chorão conta para o advogado que o ignorei, não é mesmo?! –Sorriu irônico.
-Pois é. Direito são direitos, leis são leis. –Yifan levantou-se e colocou a xícara na copa.
-E perdedores são perdedores. –ZiTao não pôde segurar essa.
-É... –Riu um pouco. –Tenho que concordar com você novamente. –O mais velho saiu da sala.
-Cretino! –Tao disse consigo. Logo em seguida a moça que cuidava da copa chegou.
-Oh! –Assustou-se com a presença de Tao. –Bom dia, ZiTao.
-Bom dia! –Largou a xícara na copa e saiu.
-Já vi que não está de bom humor. Tomara que não destrua o escritório.

            Sim, todos já sabiam do que ele e Junmyeon haviam feito. Tao sempre recebia olhares tortos e as pessoas tomavam mais cuidado com o jeito que falavam com ele. Para falar a verdade, ele gostou das mudanças. Era só bufar que alguém tentava resolver o problema para si com medo da fúria do destruidor de lares.

...

Yixing não estava se sentindo bem. Não que estivesse doente, sua saúde estava ótima, mas sua consciência não. Seu amigo, Kai, que odiava falar ao telefone, havia lhe ligado. Era a última pessoa nesse planeta com quem queria falar no momento, mas não poderia simplesmente desligar na cara dele.

-Eu não sei o que aconteceu, Yixing. –O outro resmungava.
-Não falou nada para ela? Não brigaram recentemente?
-Não. É aquilo que lhe falei, do nada ela começou a cancelar nossos encontros e sair com os colegas de trabalho. –Kai bufou. –Não que eu seja ciumento. Ela já saía com vocês, mas agora cancela três de quatro encontros que marcamos.
-É, isso é estranho.
-Eu sei que é meio esquisito perguntar isso, mas você reparou se ela se aproximou de algum cara recentemente?

            A respiração de Lay falhou. Imaginou Kai lhe esmurrando até seu nariz cair do rosto.

-Não, não. Não vi nada, não. Não lembro, não vi. –Disse rápido.
-Nossa, vamos com calma! –Kai riu. –Eu sei que você fica nervoso nessas situações. –A linha ficou em silêncio, até Lay quebrá-lo.
-É, fico nervoso.  –E o silêncio retorna.
-Yixing, eu tenho que lhe contar uma coisa. –Kai suspirou.
-E o que seria? –O chinês já esperava pelo pior. Uma ameaça de morte, talvez.
-Pelo amor de tudo que é mais sagrado, não conte isso a ninguém.
-É muito sério? –Yixing pareceu preocupado. –Se for um de seus trotes, eu juro, vou dizer para a Krystal que vi você com outra mulher.
-Cala a boca, Yixing, você não vai dizer nada para ela. Nem isso, nem o que vou lhe contar. –Kai estava com uma voz muito séria, o que estava deixando Lay mais curioso.
-Tudo bem, eu não falo nada.
-Lembra que eu lhe disse que estava sendo um saco ficar consolando o Kris?
-Lembro.
-Então, toda vez que ia até lá, na casa dele, eu encontrava o mesmo vizinho no elevador. Na última vez que nos encontramos ele me convidou para ir a uma cafeteria... –Kai parou a história, indeciso se poderia confiar em Lay ou não.
-Essa é a história? Eu não posso contar para ela que você foi à cafeteria com o vizinho do Kris? –Lay pareceu confuso.
-Não, é que... Ele me beijou. – Kai ouviu um barulho e depois a linha ficou em silêncio. –Lay?! Lay?!

            Com o susto da notícia Yixing atirou o celular no sofá e começou a caminhar pela sala com os braços cruzados e negando com a cabeça. Depois de dar duas voltas pela sala pegou o aparelho novamente.

-Você a traiu! Você traiu!
-Lay?! Que susto! –Kai se arrependeu de ter dito sobre o beijo ao amigo.
-Como você pôde? –Lay parecia indignado.
-Eu não a traí, Yixing. Escuta, eu disse para ele que tinha namorada e que não era gay. Foi um mal entendido! –As mãos de Kai começaram a suar. –Yixing, mantenha a boca fechada!
-Você me desapontou. –Lay sussurrou no telefone.
- E por que está tão sentimental? A namorada nem é sua. Quer saber?! Vai se ferrar, Yixing. –Kai desligou na cara do amigo.

            Yixing bloqueou a tela do celular e se jogou no sofá. Ficou lá, sentado por um tempo. Agora sentia uma mistura de culpa, raiva e angustia. Culpa por beijar a namorada do amigo, raiva por ele ter a traído e angustia por saber que ele era igual à Kai.    


Notas Finais


Sim, sim... Eu sei que os capítulos estão meio curtos ultimamente, mas planejo capítulos maiores.


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