História Vagalumes (One-shot BaixaThentic) - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Cauê "BaixaMemoria" Bueno, Marco Tulio "AuthenticGames"
Personagens Cauê Bueno, Marco Tulio "AuthenticGames"
Tags Authenticmemória, Baixathentic, Gay, Romance, Vagalumes
Visualizações 35
Palavras 1.606
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drabs, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Shonen-Ai, Slash, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Uma one-shot fofa pra compensar o tempo sumida.
Ela tem uma música tema: Vance Joy - Fire and the flod, escutem pelo amor, É LINDA DEMAIS.

Capítulo 1 - Capítulo único


P.O.V Marco Túlio

Não sei qual foi a intenção do meu pai de me levar pro meio do mato, MAS COM CERTEZA NÃO FOI PENSANDO EM MIM.

Meu pai conseguiu um emprego em uma pequena cidade, então tivemos de nos mudar.

O problema é que ele comprou uma casa a 50 quilômetros da cidade, então eu fico sozinho o dia todo.

Só somos nós dois, minha mãe nunca ligou muito pra mim, e no divórcio a guarda ficou com meu pai, mas as vezes passo um fim de semana com ela em São Paulo, mais ou menos, a mulher só me dá um dinheiro e me manda passear.

Agora estou aqui, na minha solidão solitária, arrumando minhas roupas.

Estava colocando as camisetas no guarda-roupa quando escuto um barulho na janela.

Parece que alguém tá batendo lá.

Deixo as coisas de lado e vou até a janela.

Quando a abro, revela um garoto branquinho, de cabelos castanhos e olhos da mesma cor.

Ele parecia distraido

-Oi? - Chamo sua atenção.

-Oie, você é o vizinho novo? - Diz com uma certa animação.

-Sou, por que? Tem mais alguém morando nesse pedaço de fim de mundo? - Faço uma pequena zoação, para quebrar um pouco do gelo.

-Olha aqui, esse "pedaço de fim de mundo" é onde nasci, então vê se respeita - Cruzou os braços e fez bico, fazendo um leve draminha.

-Gostei de você - Dou uma pequeno sorriso - Sou o Marco, qual é seu nome? - Estendo a mão

-Cauê - Aperta a minha mão - Vim aqui na missão de te conhecer e te convidar.

-Me convidar? Pra que? - Arqueio uma sobrancelha

-Pra um passeio - Deu uma pequena risada, que risada bonita.

-Mal me conhece e já quer me chamar pra sair, você é rápido - Nossa, isso foi tão do nada.

-Não é isso seu chato, só quero te mostra uma coisa muito legal - Intimidade rápida essa que a gente tá criando.

-OK, quando vamos? - Digo já me preparando para pular a janela.

-Ainda tá muito cedo, temos que esperar anoitecer.

*Quebra no tempo :)*

Tô começando a achar que não foi um boa ideia ter vindo.

E se ele for um assassino, que irá me matar no meio do mato?

A gente já tá andando uns 15 minutos, a única coisa iluminando é a luz das estrelas, que admito, são muito mais bonitas e brilhantes sem a luz artificial atrapalhar.

-O que foi? Tá tão quieto - Cauê olhou pra mim e deu um pequeno e tímido sorriso, que me acalmou.

-Nada, sou calado assim mesmo - Digo devolvendo o sorriso.

-Não é o que parecia lá na sua casa, você não calava a boca um segundo se quer - Antes de poder responder, ele voltou a falar - Chegamos.

Quando olhei em volta, só tinha um campo aberta, que tinha grama até a altura da cintura.

-O que estamos fazendo aqui? - Me sinto tão perdido quanto cego em tiroteio.

Cauê não respondeu nada, só levou uma das mãos até a grama, que quanto se mexeu, saiu de lá...

Vaga-lumes?

-Estamos na época dos vaga-lumes, este campo todo está lotado deles - Diz pegando um com as mãos, domando cuidado para não machuca-lo. - Olha como são bonitos.

Chego mais perto, olhando pro pequeno inseto em suas mãos.

-São bonitos mesmo - Sorriu.

-Minha mãe costumava me trazer todo ano aqui, ela dizia que lugares especiais devem ser conhecidos por pessoas especiais - Olhou diretamente em meus olhos.

-O que eu tenho de especial? - Digo olhando seu rosto, iluminado pela luz verde-amarela do vaga-lume.

-Todo mundo tem algo de especial, todos temos algo que nos diferencia.

Nossos rostos começam a se aproxima, mas um vaga-lume passa na frente, nos fazendo desviar o olhar.

Fico como rosto virado pra grama, completamente corado.

-Então... Cade o resto dos insetos - Tento corda esse clima pesado.

Cauê sorri pra mim de novo e corre em direção ao mato, formando uma trilha de luz atrás.

Sorriu e vou correndo atrás dele.

E foi assim que passamos as últimas duas horas, brincando, correndo, como duas crianças.

*Um ano depois*

Um ano, é igual 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 48 segundos, é o tempo que a Terra demora para dá uma volta inteira ao redor do Sol.

E nesse tempo muita coisa mudou.

A minha amizade com o Cauê só aumentou, fico feliz com isso, mas ao mesmo tempo triste.

Descobrir que você é gay e está apaixonado pelo único amigo não é fácil.

Cada olhar, cada sorriso que aquele garoto dá pra mim é devastador para meu psicológico.

Nesse ano também visitei minha mãe, de inicio não queria ir, mas quando cheguei lá, pude conhecer minha irmãzinha.

Agora estou aqui arrumando minha mala.

Bem, aquela mulher que não ligava muito pra mim se mostrou uma pessoa boa, quem diria.

Ela me chamou pra passar um mês lá em São Paulo.

Fiquei pensando nisso umas duas semanas.

Eu queria ir, mas também queria ficar.

Queria ficar aqui com meu pai, tomar um café de tarde e comer pão-de-queijo.

Queria ficar e abraça o Cauê, conta pra ele o que sinto.

Mas também queira ir.

Passa um tempo com minha irmã e minha mãe.

Passa um tempo no shopping tomando um milk-shake.

Eu sei, só é um mês, mas é um tempo que faz diferença.

Minha vida aqui está tão boa, que não queira deixa-la nem por um dia.

Mas eu amo minha mãe e minha irmã, queria passar mais tempo com elas.

Acabei em escolher em ir, se começar a ficar chato pego o primeiro ônibus pra casa.

-Tem certeza mesmo que quer ir? - Falou o Cauê, me olhando da janela.

-Elas também são minha família, eu preciso ir - Guardo a última camiseta na mala.

-A época dos vaga-lumes começa hoje, não pode ficar só pra ver - Me olhou com o semblante triste.

Eu tinha esquecido desse detalhe.

-A passagem já tá comprada - olho pra baixo - Desculpa Cauê, mas esse ano não vai dá.

Antes que o menor pudesse falar algo, meu pai bate na porta.

-Filho, temos que sair, se não você perde o ônibus.

Pego minha mala e vou até a porta.

-Me espera lá na porta - Digo e Cauê sai da minha vista.

Dou um longo suspiro, estou seriamente pensando em ficar.

Como esse garoto tem poder de decisão sobre mim.

Sai e dei a mala para meu pai, para ele coloca-la no carro.

Dou uma última olhada para meu quarto.

Nos vemos daqui um mês, meu cantinho de quatro paredes.

Saiu de casa e vejo Cauê me olhando com um olhar triste.

-Então você só volta mês que vem? - Ando até sua direção.

-Vai passar rápido, em um piscar de olhos estou aqui para de zoar - Demos uma pequena risada.

-Bem... Até daqui um mês? - Diz levantando sua mão.

-Até daqui um mês - Ignoro sua mão e o puxo para um abraço.

Ficamos lá um tempinho, até meu pai apertar a buzina do carro.

Antes de entra no carro, Cauê me chama.

-Se mudar de ideia, sabe onde me encontra - Falou se referindo ao "campo dos vaga-lumes", a gente deu um nome pra quele lugar.

Entro no carro e começamos o caminho.

-O que foi filho? Tá tão pensativo - Diz meu pai preocupado.

-Tô começando a achar que não foi uma boa ideia essa viagem - Suspiro.

-Tá preocupado com seu velho? Eu vou ficar bem, pelo menos sobra mais pão-de-queijo pra mim - Ele ri fraco.

Mesmo achando a brincadeira engraçada, não consegui nem sorri, estou com muita coisa na cabeça.

Começo a olhar pela janela, vou sentir falta dessa quantidade de estrelas.

Logo ao longe vejo o incio do campo.

Vou passar todo esse tempo longe e nem pude falar pro Cauê o que sinto.

Esse com certeza vai ser meu maior erro nessa viagem.

Eu não posso deixar isso acontecer.

-Pai para o carro - Ele freia rapidamente.

-Filho, o que foi? - Não dei nenhuma justificativa.

Abri a porta e sai correndo, indo em direção ao campo.

O que vou fazer é arriscado, mas já fiquei 12 meses sem sentir isso, não posso ficar mais um.

Comecei a correr mais rápido, entrando no meio da grama alta.

Os vaga-lumes começaram a sair dos ramos.

Infelizmente não tô com tanto tempo pra admira-los.

Vi Cauê e meu coração começou a bater mais rápido.

Seja o que Deus quiser.

-Marco? O que tá fazendo a... - Não deixo ele terminar de falar.

Segurei seu rosto com minhas mãos e o puxei para um beijo.

Só Deus sabe por quanto tempo queria isso.

O que me deixou mais surpreso é fato do pequeno não recuar, e sim se entregar ao selar do lábios.

Meu sonho tá se tornando realidade.

Parecia conto de fadas.

Ele levou suas mão até minha nuca, aprofundando mais o beijo.

Esse momento que estou vivendo não é nenhum filme de ficção, é real e, com sentimentos reais, tocares reais.

Se isso for um sonho, espero nunca mais acordar.

Peço passagem com a língua, que é cedida.

Ficamos assim até o ar falta.

-Cauê, eu vou voltar pra você, eu prometo. - Digo ainda ofegante.

-Marco... Eu te amo - Parece que meu coração vai explodir de alegria.

-Você não tem noção do quanto queria ouvir isso - O puxo para mais um beijo.

É pequeno, vamos ficar um tempinho separados, mas como aconteceu da primeira vez, os vaga-lumes me guiaram pra você, o amor da minha vida. 

FIM!!


Notas Finais


EU VOLTEI!!
Sentiram saudades?
Desculpa ter sumido, sério, vacilei feio com vocês.
É que esse último mês foi muito difícil pra mim.
Mas agora saíram capítulos segunda, quarta, sexta e fins de semana.
Agora Ana Beatriz voltou com gás total.
(Vocês notaram que mudei meu nome aqui no Spirit?)


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