História Vai se fuder,Guerra! - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Carrossel
Tags Paulicia
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Palavras 1.861
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OI Jujubas *desvio de uma cadeira*. sei que sumi, mas é que eu estava tão atolada que não tive tempo. mas aqui está, espero que gostem.

Capítulo 4 - O que acabou de acontecer?


Pov Alicia

Depois de eu ter dado uns tapas no Guerra me acalmei e fomos buscar nossas coisas. Então fomos em direção à diretoria, Paulo mostrou o caderno a gor... Quer dizer, diretora e nós fomos para casa. Eu subi no meu Skate e ignorei o Guerra, eu não fiquei brava por ele ter me prendido na sala, ele não sabia então não teve culpa. Eu nunca contei isso para ninguém, nem para Marce! Desacelerei e esperei ele chegar perto para eu falar com ele.

Alicia – Guerra, eu não quero que conte para ninguém, ouviu? De você ter me prendido na sala, de eu ser claustrofóbica, de tudo! Não conte a ninguém! – falei e ele me olhou e assentiu. Ele pôs o fone de ouvido e continuou caminhando. Então eu fiquei com um pouco de pena (ou talvez minha mente tenha lembrado que tem chocolate em casa e eu não quero engordar), então resolvi o deixar andar. – Guerra, quer ir um pouco?

Ele me olhou com uma cara descrente e depois deu risada.

Paulo – há, há, há. Muito engraçado Gusman, vai zuando as pessoas! Quando você tiver que ir andando... – tagarelou, mas eu não o deixei terminar. Desci do skate e apontei para o mesmo.

Alicia – estou falando sério. Eu deixo você andar até porque eu vou me entupir com o chocolate lá de casa, preciso andar para suprir isso. – falei e o mesmo me olhou desconfiado, mas subiu e então consegui perceber que ele meio que relaxou quando subiu. Sorri ao ver o leve prazer que ele teve com esse pequeno gesto. – sua mãe te deixou de castigo? Tipo assim, ela pegou seu Skate?

Paulo – sim. É tão bom subir num Skate de novo depois de duas semanas. Ela disse que talvez me devolve-se hoje. Se a gorda não tiver ligado para ela eu posso receber ainda hoje. – ele falou e depois me olhou receoso. – posso...?

Alicia – Claro, só não suma da minha vista. Não vou deixar meu querido filho sozinho com você – Falei e ele assentiu e começou a pegar velocidade. Então alguém me ligou, que bom que meu celular ainda funciona. –Oi mãe, sim, eu estou bem... Não é que eu acabei ficando de detenção com o Guerra... Foi tudo culpa dele... Sim mãe, estou voltando para casa. Ok... Beijo, tchau - essa conversa durou mais do que o necessário. Eu estava fitando o chão e quando levantei o olhar não vi o Guerra em lugar nenhum. – Paulo, cadê você? FAÇA O FAVOR DE APARECER AGORA, GUERRAAAAA!

Mas ele tinha sumido. Passei uns minutos olhando para todos os lados, então do nada sinto uma respiração no meu pescoço que me fez arrepiar. Olhei para trás e lá estava o Guerra, me olhando ofegante.

Alicia – onde estava? – falei e ele apenas ficou me olhando.

Paulo – dei a volta no quarteirão. – falou ofegante, mas esboçava um sorriso lindo. Eu nunca neguei que o Guerra era bonito, ele era lindo. Esses anos fizeram bem a ele!

Alicia – em poucos minutos? – falei arqueando a sobrancelha.

Paulo – você levou mais ou menos uns quinze minutos conversando com sua mãe. Resolve dar uma volta, mas o trouxe intacto. A proposito, o celular ainda funciona? – perguntou e abriu aquele sorriso sarcástico que era a cara dele.

Alicia – sim, ainda funciona. A proposito, você vai ter que me dar um novo! – falei e ele deu uma bela gargalhada.

Paulo – vai sonhando! – falou e eu me irritei de verdade.

Alicia – você vai me dar um novo sim, você quebrou o meu! – falei autoritária.

Paulo – só se você me pegar. – falou e saiu em disparada com meu Skate.

Alicia – filho da puta. – falei e comecei a correr atrás dele. – GUERRAAAA, QUE PRECISO DO MEU SKATE. VOLTE AQUI AGORAAAAA!

Então eu como a sortuda que sou escorreguei em alguma coisa e cai ralando o braço no chão.

Alicia – MAIS QUE MERDA! AI – falei e olhei meu braço que estava sagrando, mas não era algo preocupante. Só estava ardendo! De repente o Guerra aparece do nada e se agacha a minha frente. Estamos muito próximo, a centímetros um do outro!

Paulo – está doendo muito? – perguntou e eu pude sentir sua respiração em meu rosto. De repente eu fiquei muda. Ele me fitava com aqueles olhos castanhos lindos e quando percebeu que eu estava sem reação, abriu um pequeno sorriso de lado. Que sorriso maravilhoso.

Alicia – Na-Não. Só, só está ardendo. – falei gaguejando e me levantei pondo distancia entre nós. O que acabou de acontecer?

Paulo – ok. Pode pegar seu Skate, Valeu - falou e então percebi que eu tinha caído ao lado da minha casa. Segui até a minha porta ainda meio atordoada, peguei minha chave e dei tchau para ele com a mão. O mesmo me lançou um olhar de predador e um sorriso de derreter qualquer um. Entrei rapidamente em casa e fechei a porta, encostando-se à mesma. Meu coração batia a trezentos por hora e minha respiração estava ofegante. Mas a pergunta é por quê? Olha os efeitos que esse garoto causa em mim, por quê?

Percebi que minha mãe não estava em casa então subi para tomar um banho. Talvez ajude a esquecer do Guerra!

Margarida Pov.

Marga – Calma Pedro. Deste jeito vai acabar muito cedo! – falei enquanto garoto me beijava ferozmente. Dei uma leve mordida em seus lábios e ele sorriu. Então ele começou a beijar o meu pescoço e eu aproveitei para olhar a hora e me assustei. Eram quase quatro da tarde, minha mãe ia me matar. Separei-me de Pedro e vi sua expressão se tornar confusa. – preciso ir, minha mãe vai reclamar.

Pedro – Não, fica mais. – falou e continuou beijando meu pescoço. O empurrei com um pouco mais de força do que antes.

Marga – eu realmente tenho que ir, mas nos vemos qualquer dia desses. – falei e fui embora da casa dele.

 Eu ainda estava com a roupa do colégio e a mochila. Sai de lá e vim direto para casa de Pedro. Tinha dito a minha mãe que ia demorar um pouco para chegar em casa, mas eu demorei mais do que o previsto. Fui até o ponto de Ônibus mais próximo e peguei um para ir para casa. Não era muito longe, mas não seria tão rápido assim. Sentei-me na parte da janela e pus o fone de ouvido que tocava Charlie Puth - We Don't Talk Anymore feat. Selena Gomez. Então comecei a passar as fotos da minha galeria e encontrei uma foto minha abraçada no Jorge. Eu me lembro desse dia estávamos numa festa da Majô. Foi no quarto ano, um pouco antes da gente brigar feio. Eu estava sentada perto da churrasqueira e estava com frio, então ele apareceu e me deu o casaco dele. Estava enorme em mim, mas não me importei. Então pedi para Marce, que estava mais perto, para tirar uma foto nossa.

De repente eu me senti triste! Lembrar-me do Jorge é ruim, mas com essa musica só piora. Bloqueei a tela do celular e comecei a olhar para frente.

 

 {Quebra de tempo: 1 hora}

Estou agora neste momento saindo do banheiro depois de uma bela ducha quente. Quando cheguei minha mãe ficou reclamando e tal, mas me deixou em paz quando viu que estava um pouco triste.

Vesti-me com uma camisa de moletom, um short jeans e um tênis azul. Sequei meu cabelo e o deixei solto. Peguei meu celular e meu fone grande azul, pus para tocar Sabrina Carpenter - On Purpose. Eu gosto dessa musica, é bem relaxante. Olhei pela minha sacada e vi de relance o Jorge parado em frente a sua casa. Ele era meu vizinho, sorri ao vê-lo. Mas meu sorriso desapareceu quando vi que ele não estava sozinho. Estava acompanhado de uma garota ruiva que tinha cara de Puta. Senti meu sangue ferver e tive vontade de dar um belo tapa na cara dessa garota, quem ela pensa que é para sair atrás do meu homem. Mas eu tive um choque (ta mais para rajada) de realidade, ele não era nada meu. Um gosto amargo veio a minha boca e meus olhos marejaram, preciso de ajuda. Peguei meu telefone e liguei para a única pessoa que poderia me ajudar agora.

Ligação ON

Laura – Alô Laura Gianolli falando.

Marga – oi Lau, está ocupada? – falei com certo receio e desespero na minha voz.

Laura – não Marga, só vou estar ocupada lá para de noite. Estou terminando meu dever, o que ouve?... – eu fiquei muda e então eu quase comecei a chorar - não precisa dizer nada, Já estou indo para ai.

Marga – ok

Ligação OFF

Respirei fundo e desci para almoçar, pedi para minha mãe fazer uns petiscos para a Laura. Eu estava um pouco sem animo para comer, então apenas belisquei a comida e esperei a Lau chegar.

A campainha tocou e eu abri. Ela estava para a minha frente com aquele olhar de protetora. Eu apenas a abracei com força e me segurei para não chorar.

Laura – vamos subir? – falou e eu assenti

Marga – vá à frente, vou pegar uns doces aqui. – falei e ela sorriu e foi subindo.

Peguei a bandeja com os petiscos que pedi a minha mãe e fui para o meu quarto. Deixei encima da cama em frente a ela que pegou alguns.

Marga – AI Lau, eu não aguento mais. Não aguento mais fingir que não me importo com o Jorge, que não o amo. Quando eu o vejo com outra eu me sinto tão... Tão... Nem sei explicar! – falei me jogando para trás na cama.

Laura – eu acho que devia parar com isso, devia parar de jogar com ele! Ele já te pediu perdão tantas vezes. – falou e eu fiquei séria.

Marga – você não entende! eu não posso parar! Preciso continuar jogando preciso continuar fingindo. Ele tem que pensar que aquilo não me afeta mais! E eu não posso perdoa-lo, Laura! – falei me sentando de novo e olhando séria para ela.

Laura – mais afeta, afeta muito! Você tem que falar a verdade, expor o que senti. Não pode mentir para sempre! E você sabe que ele está arrependido, por que... – a cortei.

Marga - não, ele não está arrependido! Ele me disse isso no dia, e eu não posso perdoa-lo! – falei convicta e ela me olhou bem profundo, como se ela olha-se em minha alma. Vendo que eu estava convicta ela negou com a cabeça e comeu outro doce.

Laura - e o que pretende fazer? Vai ignorar seus sentimentos? – falou e eu neguei com a cabeça. Eu senti as lagrimas vindo e apenas coloquei os cotovelos no joelho apoiando o rosto nas mãos. Depois de alguns minutos virei o rosto e a olhei, seu olhar era de pena.

Marga – eu não sei o que fazer, mas não vou perdoa-lo! Mas eu o amo! Como posso amar alguém que me fez tanto mal? – e dessa vez eu deixei minhas lagrimas saírem. Laura me abraçou de lado.

Laura – vai ficar tudo bem, calma! – falou e eu neguei com a cabeça.

Marga - Como posso amar alguém que me fez tanto mal? – repeti a pergunta que mais martelava na minha cabeça e chorei mais. Deixei as lagrimas saírem, lagrimas presas a muito tempo. 


Notas Finais


Marga -http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=212102487
Laura - http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=212104087

* e ai, o que vocês acha que o Jorge fez para a Marga? o que será que a Alicia ta sentindo? quero seus palpites.
beijos minhas jujubas.


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