História Vale da sombra e da morte - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Deus, Drama, Fantasia, Religião
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Seja bem-vindo! Espero que esteja gostando! <3

Capítulo 4 - Cletus


Fanfic / Fanfiction Vale da sombra e da morte - Capítulo 4 - Cletus


- Capitão, chegou uma mensagem. - Merk estava parado em frente a porta da cabine. 
- Deixe-me adivinhar... É uma ordem de prisão em nome de Cletus Punhos de Aço, vinda de Agares.
- Não desta vez. Essa é de Darkã.
- De Darkã? - Riu - Ora, o que será que o ilustríssimo comandante quer com um pirata sujo feito eu?
Merk estava com uma pomba sobre o antebraço. Ele retirou um rolo de papel de uma das patas do animal e entregou-o ao 
capitão. 
- Saia. - Ordenou e o mensageiro fez uma reverência e foi embora. - Vocês também. - Acrescentou, para as duas putas
que estavam sentadas em seu colo. Elas pegaram suas roupas e saíram, ainda nuas. Cletus desenrolou o papel e leu. 
 

Essa é uma mensagem enviada em nome de Andrius Merxa, Comandante das Tropas Renegadas de Darkã, para Cletus Punhos de                                                                                                  Aço.Queime depois de ler. 
Creio que você já saiba das notícias. O oráculo falou e com esta fala, anunciou que estamos condenados. Se o Livro da 
Salvação estiver certo, o que aconteceu há mil anos se repetirá. Seremos assolados por doenças, pela fome, pela peste, por
tragédias naturais. É por isso que devemos nos prevenir. Essa carta foi enviada com o intuito de pedir-lhe ajuda. Em 
reunião com os sub-comandantes de minhas tropas, decidimos que o melhor a se fazer é saquear as cidades comandadas por 
Maltos. Para isso, precisaremos de navios e de uma tripulação experiente nesse tipo de negócio. Estamos dispostos a 
fazer um acordo e dar-lhe o que for necessário para que fique satisfeito. Em tempos difíceis, alianças bem feitas podem 
salvar um império, ou condená-lo. Pense a respeito,  
                                                          Andrius. 

- "Em tempos difíceis alianças bem feitas podem salvar um império, ou condená-lo. Pense a respeito". Esse verme da terra
está me ameaçando? Todos sabem que eu não dou a mínima para o que falam na Capital. Enche-me os culhões.
Era noite e Cletus saiu de sua cabine para dar uma volta. Eles estavam atracados em Porto Güina há três dias. Por vezes,
Cletus preferia permanecer em seu navio. O balanço das ondas e o cheiro de maresia agradavam-lhe, mas ele também sabia que
tornavam-no inconstante. Pisar em solo firme era bom as vezes, para clarear-lhe as ideias. 
Deixou seu imediato a tomar conta do navio e desceu, chegando ao píer. Pessoas passavam apressadas para todos os lados. 
Fora sua frota, havia uma quantidade impressionante de navios atracados ali. Muitos homens o cumprimentavam. Ele era o 
pirata mais famoso das Terras Proibidas, tendo uma reputação impecável de fugas, furtos, saques e chacinas. Caminhou até 
as ruas de pedras sólidas. Porto Güina era sempre agitado. Pessoas tentavam vender todo o tipo de 
quinquilharia para aqueles que tinham acabado de chegar. A maior parte das construções era de madeira vagabunda, que ia 
desfalecendo com a maresia. Seria um lugar decrépito, não fosse povoado por gente tão cheia de camaradagem. Andou até a 
rua das conchas, que era conhecida por ter uma centena de bares diferentes. Lá entrou na Taverna cospe fogo. O lugar,
apesar de caindo aos pedaços, estava abarrotado. Marujos cantavam alto, completamente bêbados. Quando Cletus adentrou a 
cômodo, todos se calaram. Ele andou até o balcão, onde um homem estava sentado, de costas. Com a pausa repentina, este 
mesmo homem virou-se, deparando-se com Cletus. Os dois se encararam por um instante, até que quebraram o momento tenso com
um abraço. 
- Seu rato de fossa! - Rugiu Cletus.
- Seu verme imundo! - Retribuiu Ayro. 
- O que estão olhando seus cães de água rasa!? - Gritou Cletus para as demais pessoas. - Nunca viram dois irmãos se 
abraçarem? 
Com isso os homens voltaram a cantar e beber, como se nada tivesse acontecido. Cletus sentou-se ao lado de Ayro e os dois
pediram uma caneca de cerveja. 
- O que está fazendo em terra? - Questionou Ayro, por fim. 
- Oras, passo cinco meses sem te ver e é assim que me recebe? - Fez uma pausa, percebendo que o irmão continuava sério, 
acrescentou - Notícias ruins. Soube do oráculo? - Ayro assentiu - Andrius Merxa me enviou uma carta, oferecendo um acordo.
Navios e uma boa tripulação e em troca ele nos dará o que quisermos. 
- Ainda não respondeu? 
- Não... Saí do navio para pensar e talvez... receber um conselho de meu bom irmão. - Cletus franziu o cenho, gesticulando.
- Aceite. É sempre bom deixar os inimigos devendo um favor. E sinto... que muito em breve vamos precisar. - Replicou Ayro.
Ambos passaram o resto da noite bebendo e cantando na taverna. Quando o sol nasceu, Cletus voltou à seu navio e mandou que
chamassem algumas putas para lhe fazer companhia. Enquanto não chegavam, ele redigiu a carta, informando que aceitaria o 
pacto. Enviou-a e passou o resto do dia trancado na cabine. 



Era fim de tarde em Agares. O dia tinha sido ensolarado e alegre, decorado por um céu sem nuvens. A maioria das pessoas
estava aproveitando, exceto Darius. Ele havia passado o tempo inteiro trancado no calabouço junto à um pobre coitado
qualquer. Era um homem de estatura mediana, rosto queimado pelo sol e cabelos castanhos. Ele estava amarrado a uma cadeira
de ferro, completamente nu. Darius rodeou-o, parando em suas costas. 
- Conte-me - Pediu, sussurando ao pé de seu ouvido. O homem não falou uma palavra sequer, embora estivesse gritando de 
dor - Conte-me, ou irei escolher qual dos seus membros enviarei à pequena Emilly em Kahr'melot. 
- Seu filho da puta sujo! Fique longe da minha família!
- Certo. Ainda não decidi o que mandarei à sua filha, mas para sua esposa mandarei seu pau. Talvez assim ela mate a 
saudade de você, embora duvide que o que você tem aí satisfaça qualquer mulher. 
Ao lado da cadeira havia uma pequena mesa, repleta de instrumentos cirúrgicos. Darius estava familiarizado com eles. 
Pegou o bisturi e voltou-se para o sujeito, abrindo-lhe as pernas, que também estavam imobilizadas. 
- Quando eu terminar será uma mulher. - Avisou. 
Quando começou a cortá-lo, o homem esperneou e berrou: 
- Espere! Eu conto! Vou te contar tudo que quer saber! - Seus olhos estavam arregalados de pavor. Darius não sabia quem 
ele era, mas duvidava que qualquer um que soubesse pudesse reconhecê-lo. Quando foi trancafiado ali, o homem tinha um ar
nobre e austero. Agora, parecia uma alma atormentada. Já lhe faltavam cinco dedos nas mãos e seu corpo estava magro, 
repleto de cortes. O rosto inchado e cheio de hematomas conferiam-lhe um ar miserável. - Pergunte qualquer coisa e eu lhe
direi... ap-p-penas não... me machuque mais. 
- O que Andrius está tramando? 
- E-eu não sei! S-são informações confidenciais. - Gaguejou. 
Darius voltou a cortá-lo. 
- Pare! Pare! Ele fez um acordo com Cletus! É tudo que sei, eu juro! 
- Cletus, o pirata?
- S-sim. Pare, por favor. - Chorou. - Não sei sobre o acordo, apenas enviei a pomba! Não tenho permissão para ler! 
- Muito bem. - Agradeceu Darius. - Isso é o bastante. 
- Me deixe ir agora, eu imploro! Contei tudo que sei! 
- Isso não será possível, infelizmente. O rei gosta de receber presentes.
- Espere! O que vai fazer?! Não! Não! 
Darius amputou-lhe o pênis de vez, fazendo com que o homem desmaiasse de dor. Maltos confiava a ele aquele tipo de 
serviço sujo. Darius não gostava de fazê-lo, mas cumpria ordens sem questionar. O rei dizia que Darius era um artista de
mão cheia. Enojava-o amputar homens daquela forma, principalmente sabendo o que Maltos faria com eles depois, porém ele
cumpria com o que lhe era requerido. O rei era um pervertido e mais sádico do que qualquer mercenário das Terras Probidas. 
Tudo que acontecia nos calabouços era sigiloso. As pessoas não gostariam de saber de onde vinham as informações. 
Darius limpou as feridas do sujeito, desamarrou-lhe e jogou-o numa das celas. Depois disso, subiu a escadaria de pedra e
andou até a cozinha. Lá pegou comida e água e voltou ao calabouço, deixando-os próximo ao homem inconsciente. Quando 
deixou o calabouço novamente, lavou o rosto e as mãos e saiu para respirar ar puro.
Os conselheiros do rei tinham tramado uma emboscada há semanas. Eles sabiam que Darkã só conseguia suprimentos negociando
com piratas em Kahr'melot, sendo assim, esperaram o representante ir até lá fazer um acordo e o raptaram para conseguir
informações. Esse pobre coitado não sabe o que o espera. 
As ruas estavam cheias e abafadas. Darius continuou andando, até chegar ao topo de um morro. Dali, se ele olhasse para 
cima, podia ver as torres de vigilância, chamadas de Três irmãs. Se olhasse para baixo, podia observar a Nascente Dourada,
principal rio de Agares. Tudo parece tão tranquilo... É difícil imaginar que logo estaremos em guerra. Darius deitou-se
e fitou o céu. Estava escurecendo. Logo tudo estará desabando. Devo ficar aqui e aproveitar... um pouco mais.
 


Notas Finais


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