História Valentina - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance
Visualizações 1
Palavras 2.736
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo um - Valentina


Bom, hoje era o dia das inscrições na faculdade. Minha mãe me acordou logo cedo para eu eu não perdesse o prazo. Então tomei banho pus uma calça jeans com uma regata vermelha, coloquei meu tênis e soltei os cabelos, peguei minha bolsa e saí. Fui para faculdade entreguei tudo o que precisava. Havia tanta gente que acabei demorando mais do que pensava. Assim que acabei fui para casa, quando cheguei minha mãe havia feito uma lasanha de frango, ao molho branco. É uma das comidas que eu mais gosto. Quando cheguei ajudei a pôr a mesa, quando terminamos fui chamar meus irmãos que lá em cima brincavam.

- Klarissa, Deborah e Pedro! Desçam para comer! - gritei. e no mesmo instante avistei eles descendo as escadas correndo, não deu tempo para sair. Quando me dei conta já tinham me derrubado no chão e não paravam de me abraçar. - seus tampinhas saiam de cima de mim!

- Não! - gritou Klarissa.

- Vocês vão sair por bem ou por mal? - já preparada para fazer cosquinhas nos três comecei a contar. Eles já sabiam o que eu iria fazer. - 1...2... - imediatamente saltaram de cima de mim e sentaram-se na mesa. Eu ri.

- E então, como foi lá? - perguntou minha mãe super curiosa.

- Ah! Foi tranquilo. Só havia mais pessoas do que eu esperava. Por isso demorei um pouco. - falei já pondo uma garfada de lasanha na boca. Meus Deus, esta lasanha está uma delícia. - Eles irão mandar por e-mail a resposta amanhã.

- Está ansiosa?

- Estou, bastante! Mãe não me faça demorar, vou perder a hora do trabalho. Tenho que está lá às uma e meia. - olhei para o relógio - já são uma e quinze. Vou indo. - levantei-me as pressas e me dirigi ao trabalho. Que não era tão longe de minha casa.

Ao chegar, vesti o avental e fui atender os clientes que ainda não haviam sido atendidos. Pego de uma e meia até as seis da noite, mas estava cobrindo o turno de uma colega, então só saia as nove. Normalmente era as mesmas pessoas de sempre. O cara de terno escuro, de cara fechada e que só andava com a maleta preta que tinha. Devia ser uma advogado, todos os dias, na mesma hora. Tbém havia uma mulher galega, alta e que também usava terno. Toda tarde estava aqui e sempre falando ao telefone ou anotando algumas papeladas. Tinha também a visinha de frente, da floricultura. Que sempre vinha lanchar com sua filha. A noite era mais movimentado,porém, hoje não tinha quase ninguém. Tinha um cara novo sentado lá no canto da parede. Nunca o virá aqui antes. Ele era bem bonito. Estava lendo um livro e bebericando uma xícara de café. Fui até lá para perguntar se ele queria alguma coisa mais. Faz um tempo que ele está ali. Fui até a mesa em que ele estava.

- Moço, deseja algo mais? - perguntei. E ele não prestou muita atenção. Acho que estava tão intertido que nem percebeu que eu havia falado com ele. Então decidi perguntar e tocar em seu ombro. - Moço? Deseja algo mais? - ele levantou a cabeça e olhou para mim mas não respondeu a minha pergunta. - Olha, é educado responder quando te fazem uma pergunta.

- Ah! Desculpe - me. Estava muito intertido no livro e acabei nem te escutando. Pode repetir por favor?

- Deseja algo mais para comer?

- Não muito obrigado! Mas gostaria de uma companhia. Sou novo na cidade. - ele apontou para a cadeira me convidando para sentar-me. - Sente-se senhorita. Como se chama?

- Estou em horário de trabalho, não posso sentar, se meu chefe me ver sentada ele me põe no olho da rua. - dei uma risadinha meio frouxa mas continuei. - Me chamo Valentina mas todos me chamam de Val.

- Bom, prazer Val. Me chamo Graham. - estendeu sua mão para mim e fiz a mesma coisa.

- Prazer. Bom, bem-vindo a Montreal. Você vai gostar muito daqui. Tenho que voltar ao trabalho. Então, até logo. - virei-me e falou.

- Espere! Você trabalha aqui apenas neste horário?

- Trabalho no turno da tarde e estou cobrindo o turno da noite para uma colega. Pq? - perguntei meio cismada.

- Por nada! Até logo!

- Até!

Voltei para o balcão e vi que Mia sorria. Me apoiei em meu braço em cima do balcão e perguntei:

- O que foi que você está rindo?

- Nada! Apenas vendo que o cara com quem acabara de falar não para de olhar para você agora.

- Nada haver, Mia. Eu apenas lhe perguntei se queria algo mais, fazia um tempão que estava ali lendo aquele livro. - retruquei.

- Arrã, sei.

Ela falou e em seguida entrou na cozinha. Assim que ela entrou ele levantou-se e veio em minha direção. - Espero vê-la amanhã Val. Tenha uma boa noite. - ele pegou a palma de minha e a beijou. Eu não vou mentir, me senti totalmente estranha nesta hora. Eu sorri e disse:

- Desejo o mesmo. - falei e me virei. Já estava perto da hora de ir embora então fui arrumar minhas coisas. Mia abriu a janelinha que fica entre a cozinha e o balcão e falou:

- Olha só, quem diria né […]

Falou voltando a cozinha. Fui até a salinha que fica as coisas dos funcionários e peguei minhas coisas, tinha dado minha hora e queria chegar logo em casa. Me despedi do pessoal e saí. Andando nas ruas não parava de pensar no cara e nem no que Mia havia me dito. Eu não o conhecia, mas... não sei. Nem o conheço direito porque estou pensando nele? Não posso pensar nele. Bom, já estava na porta de casa. Peguei minha chave e abrir a porta, assim que cheguei Klari e Deborah vieram me abraçar. Não vi Pedrinho então deduzi que ele já deveria esta dormindo. Na mesma hora abracei as duas pirralhinhas. Avistei minha mãe vindo em minha direção.

- Querida! Seu jantar está na geladeira, é só esquentar.

- Tá bom.

Agradeci indo direto para geladeira, pus minha bolsa na cadeira peguei o prato e coloquei no microondas para esquentar. Peguei um copo pus na mesa e peguei o suco de laranja que minha mãe fizera para mim. Tocou o alarme do microondas e peguei a comida. Era peito de frango empanado com batata doce e uns ovos cozidos. Uma delícia, amo as comidas que minha mãe prepara. Daria uma ótima chef de cozinha.

Devorei toda aquela comida que ela deixou para mim. Fui lavar os pratos e assim que terminei fui para meu quarto para tomar banho, me arrumar e ir deitar. Subi e fui para meu quarto. Minha mãe ficou com as meninas na sala assistindo a um filme. Quando cheguei no quarto joguei minha bolsa na cama e tirei minha roupa, botei elas no cesto e fui para o chuveiro. A água está morninha. Peguei o shampoo e o condicionador e lavei meu cabelo. Enxáguei meu cabelo e me enxuguei. Saí do banheiro e fui direto ao meu guarda-roupa, peguei meu pijama. Ele era vermelho com bolinhas brancas. Quando me vesti, me joguei sobre a cama, estava um pouco cansada mas não tanto, ainda dava para ler um livro. Fui na minha estante e quando toquei em um dos livros Klari entrou em meu quarto e me chamou para brincar um pouco com ela. Imediatamente assenti e fui lá em baixo com ela, íamos brincar de esconde-esconde. Contei até 20 e fui atrás delas. Fui na cozinha e as procurei por de baixo da mesa, fui até a pia e abrir a esquadria e nada delas. Fui ao primeiro andar e comecei pelo corredor dos quartos, entrei em cada quarto e procurei. De repente escutei duas batidas lá em baixo. Desci e fui em direção a elas correndo. Peguei Deborah e comecei a fazer cosquinhas nela, Klari veio por trás e se pendurou em minhas costas, então me levantei e seguirei suas perninhas e corri escada acima, Deborah veio atrás de nós. Entrei no quarto delas e as colequei em suas camas. Contei uma breve historinha mas quando me dei conta elas já haviam dormido. Então as deixei e fui para meu quarto deitar. Com um pouco de dor de cabeça peguei um comprimido tomei e fui dormir. Acordei era oito e meia da manhã, meus irmãos ainda estavam dormindo e minha mãe fazendo café.

- Bom dia mãe.

- Bom dia meu amor. O que vai fazer?

- Eu? Nada, por que?

- Nada, apenas uma pergunta retórica.

- Mãe […]

- Tá bom. Queria que você fosse levar as crianças na pracinha para brincarem um pouquinho. Só enquanto eu faço o café.

- Tudo bem. - falei e ela veio me da um abraço. - Pirralhooos! Se arrumem e desçam. Vamos da uma volta aqui na pracinha.

- Obrigada querida.

Fui tomar banho e trocar de roupa. Assim que terminei eles já estavam me esperando. Me agazalhei e saímos. Formos para a Praça das Artes, havia muitas crianças brincando lá e muito turistas tbém por ser final de semana. Assim que chegamos elas foram correndo brincar e imediatamente gritei;

- Tomem cuidado, estarei aqui. Não demorem muito!

Bom, tinha que esperar eles, então sentei em um banco. Não fazia tanto sol, estava meio nublado e fazendo um frio enorme. Estava toda agazalhada mas ainda sim sentia frio, não sei como eles conseguem brincar nessa temperatura toda. Depois de uns minutos senti alguém tocando em meu ombro e logo depois sentando junto à mim. Era o carinha da lanchonete, não faço ideia de como ele me reconheceu, nos vimos apenas em uns minutos.

- Olá princesa Val. Recorda-se de mim?

- O cara do livro. Graham, não é?

- Isso! Apreciando a paisagem princesa?

- Cuidando dos meus irmãos. E você passeando um pouco? Conhecendo a cidade?

- Digamos que sim e por ironia do destino encontrei você aqui.

- Ironia do destino né? Que coisa, não? - ri.

- Você mora por aqui? - perguntou virando-se para mim.

- Ah, moro aqui pertinho. Umas duas quadras. E você? Novo aqui né?

- Meu irmão mora aqui, então vim fazer-lhe uma visita. Tô instalado na casa dele. Ele mora três quadras depois da lanchonete em que você trabalha.

- Ah sim! Sei.

- Bom, princesa Val. Tenho que ir, ainda irei resolver uns negócios. Espero vê-la de novo.

- OK! Até mais.

Ele deu um beijo em minha bochecha, corei na hora. Eu não esperava vê-lo de novo. Reparei no sotaque dele, era fofo e lindo. Ele era musculoso, usava uma camisa polo em seu tamanho certinho, o que deixava mais a mostra toda aquela perfeição de corpo. O cabelo dele estava penteado para trás. Do nada eu senti uma mera vontade de conhecê-lo. Ele era interessante, cavalheiro, não se encontrava homem com todas essas qualidades assim tão fácil. Avistei meus irmãos vindo em minha direção.

- Val, nos leva para casa? Estamos com fome. - Falou Deborah.

- Claro meus amores. Vamos!

- Val, quem era aquele senhor? - perguntou Klarissa. Eu me agachei e falei;

- É um colega, ela me viu ali sentada e veio conversar.

- Como é o nome dele?

- Graham.

- Nome engraçado. - riu.

- Val! - chamou Pedrinho querendo vir para meus braços. O peguei e fomos para casa.

- Mãe! Chegamos.

- Bem na hora. Acabei de fazer o suco.

- Mamãe, Val tava com um menino no banco da praça. - Falou Deborah.

- Cala boca sua garotinha intrometida! - falei já subindo as escadas.

Tirei os meus agasalhos e desci para comer. Quando cheguei na cozinha minha mãe havia feito sanduíches naturais de atum e de frango - que certamente é uma delícia. Sentei-me, peguei um de atum e enchi meu copo com suco de maracujá. Depois de uns minutos comendo minha mãe perguntou;

- Quem era o garoto? - eu olhei para ela com um olhar ameaçador e continuou - é só uma pergunta. Você é minha filha, me preocupo com você.

- Mãe não era ninguém em especial se é o que você quer saber. Eu o conheci na lanchonete ontem.

- Ah! Se conheceram ontem e ele se lembrou de você hoje. Interessante, bem interessante. - riu.

- Mãe! - falei e corei na hora. - Vou subir e me trocar que daqui a pouco da uma e meia.

Subi, procurei alguma roupa para mim usar e optei por uma polo branca com um jeans claro e um sapato. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo folgadinho e desci.

- Mãe vou indo. Beijo. Xau Pirralhos!

- OK! Beijo querida.

Peguei minha bolsa e minhas chaves. Abri a porta e saí. Quando estava chegando perto da lanchonete uma colega do colégio me parou na rua.

- Val! Quanto tempo!

- Oi Liv, é, muito tempo né?!

- Como você está? Você está linda.

- Obrigada! Vou bem.

- O que vai fazer agora? Vamos da uma volta?

- Ah, não posso, estou indo para o trabalho. Deixa para outro dia. - falei já indo embora. Mas ela me virou.

- Ah! Espera, me passa seu número de Telefone para eu te ligar e marcar de sair. Fazer umas comprinhas.

- Olha estou sem telefone no momento. Mas nos vemos por aí depois. Xau.

- Tá bom, xau.

Bom, não queria encontrar ninguém da minha época de escola. Não quero mesmo lembrar. Espero que Liv não me procure. Cheguei na lanchonete e fiquei lá na cozinha. Faltando cinco para uma e meia coloquei o avental e fui para o balcão. Cheguei e já fui surpreendida por Mia.

- Tem alguém esperando por você e se eu fosse você iria logo. E aceitaria o quer que for o convite. Mesa oito, vai lá.

Não entendi muito bem o que Mia acabara de dizer. Mas quem estava esperando por mim? Que convite? Mesa oito? Na mesa do canto avistei cabelos escuros, moreno, alto. Ainda não sabia quem era até chegar bem perto. Graham! Porque Graham está esperando por mim? O que ele quer comigo?

- Graham? - Falei me sentando. - O que quer comigo?

- Olá, princesa. Como você está?

- Estou bem e você?

- Estou bem sim. Quando é sua folga?

- Terça.

- Você trabalha os dois horários mesmo?

- Não! Estou cobrindo o expediente de uma colega que está doente, revesamos eu e a Mia. Outra colega daqui.

- Eu quero te convidar para sair. Terça a tarde. Sem hora para voltar.

- Ah... - me interrompeu.

- Não aceito não como resposta. Então, diga-me onde posso pegá-la?!

- Aqui na lanchonete mesmo.

- Duas horas em ponto estarei aqui te esperando!

Deu um beijo na palma de minha mão e saiu. Não deu tempo nem para falar o que eu estava pensando ou achando disso. Então terça-feira eu tenho um encontro? Um encontro inesperado. Eu não queria um encontro, mas no fundo eu queria conhecê-lo, no fundo eu queria saber tudo sobre ele. Bom, o que eu tinha que fazer é esperar o dia do encontro, que por sinal era daqui a dois dias. E ainda por cima não me disse para onde iríamos. Eu com certeza não saberia o que vesti. Na hora eu ponho algo simples. Pus as mãos em minha cabeça, e passei por meu cabelo. Depois de um minuto pensando levantei-me. Mia veio correndo em minha direção e curiosa perguntou;

- O que ele queria?

- Parece que terça-feira tenho um encontro. - ela deu um gritinho e falou;

- Então? Tá animada? Já sabe para onde vai? Sabe o que vai vestir? Que horas ele vem pegar você? - ela me enchia de perguntas, parecia até que eu tinha ganhado na loteria. - Onde ele vai pegar você?

- Calma Mia, uma pergunta de cada vez. Não estou tão animada, ele nem deixou eu da a resposta direito. Ele não disse para onde iríamos. Uma coisa simples, algo que eu possa usar para várias ocasiões. As duas horas em ponto. E ele vem me pegar aqui na lanchonete mesmo.

- Quero saber de todos os detalhes do encontro depois.

- Tá certo Mia! Mas não fique tão animada por mim. De certeza será o único.


Notas Finais


Espero que gostem da minha história e agradeço a todos que leram e gostaram. Para aqueles que não gostaram aceito opiniões. Obrigada mesmo.


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