História Valiant ( Larry Stylinson ) - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan
Tags Adaptação, Boyxboy, Gay, Harry Styles, Harry!bottom, Larry, Larry Stylinson, Louis Tomlinson, Louis!tops, Novas Espécies
Exibições 478
Palavras 3.811
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Heeey amores

Desculpem os erros e boa leitura ♥

Capítulo 21 - Capítulo 21


Harry viu os dois homens partirem. Ele sentou no sofá e começou a se preocupar. Se perguntava se conhecia as duas mulheres, se elas eram locais com as quais podia ter crescido junto, e desejou ter perguntado a Tiger seus nomes. Levantou-se de repente e foi até o telefone para ligar para a casa do seu chefe, Niall. O telefone tocou seis vezes, mas quem atendeu foi a secretária eletrônica. Ele deixou uma mensagem para alertá-lo de que poderia estar correndo perigo, só em caso dos Novas Espécies não terem pensado em entrar em contato com as pessoas que tiveram negócios esporádicos com eles.

Ele estava preocupado com Niall e com todos com quem trabalhou. Eles tinham feito mais do que alguns serviços de bufê para a Reserva desde aquele primeiro, quando tinha conhecido Louis. Ele começou a ligar para os outros colegas de trabalho, mas também teve as mesmas respostas. Deixou mensagens para eles e incluiu o número de telefone indicado no aparelho que usava para que pudessem ligar de volta. Imaginou onde todos estavam, esperou que estivessem todos trabalhando e que não tivessem sido sequestrados também.

Segundos depois o telefone tocou. Ele o atendeu.

— Alô?

— Alô, Sr. Styles. Aqui é Charlie Artzola. Nos conhecemos hoje, lembra? Estou no meu escritório no fim da rua e parece haver um problema.

Ele suspirou.

— Esqueci de assinar alguma coisa?

— Não. É que eu simplesmente não consigo achá-lo no sistema. É como se você não existisse.

— Como é? — Estava chocado. — Que sistema? Eu não tenho ficha criminal.

Ele riu.

— Não. Quero dizer que coloquei o número da sua carteira de motorista, mas você não existe de acordo com a base de dados. Eu preciso enviar uma cópia dela via fax para conseguir a sua licença de casamento já que há uma espécie de falha no sistema. Tenho certeza que é só um mal-entendido, mas precisamos confirmar. Eu liguei para ao hotel e pedi que alguém da segurança pudesse escoltá-lo até o meu escritório. Tenho certeza que podemos resolver isso se puder me trazer o documento. Eles aceitarão uma cópia dele via fax como prova de que você existe. — Ele riu. — Então, se importa de vir até aqui? Não deve levar mais do que talvez dez ou vinte minutos. Só traga a sua carteira de habilitação com você.

Ele suspirou.

— Claro. Deixe colocar uns sapatos e procurar a minha bolsa. É bom que o xerife a tenha me devolvido. Está por aqui em algum lugar. O pessoal da segurança disse que estava tudo bem com a minha saída? Eu devo ficar na suíte.

— Consegui a permissão de Tiger antes dele sair. Alguém chegará aí para escoltá-lo quando estiver pronto para vir. Obrigado, Sr. Styles. Isso é de grande ajuda. Eu sei que Louis queria isso feito logo e não posso conseguir a licença sem submeter provas de quem você é.

— Vou me apressar.

Ele desligou e foi até o banheiro. Ao menos isso o distrairia de se preocupar com Louis por um tempinho. Sua bolsa ainda estava no chão do closet onde Louis a colocou depois que o xerife trouxe quando veio pegar o seu depoimento. Os Novas Espécies tiveram que checá-la primeiro e mandaram depois. Ele também soube que o xerife tinha mandado deixarem o carro em sua casa quando pegou sua bolsa da cena do crime.

Escovou os dentes e o cabelo outra vez. Não se importou com maquiagem. Quando mais rápido voltasse, melhor, sua cabeça ainda estava nos seus colegas de trabalho. Ele não queria perder as suas ligações quando recebessem suas mensagens. 

Flame estava de pé do lado de fora, no corredor, quando ele abriu a porta. Sorriu para ele.

— O advogado ligou e disse que precisava de mim e da minha bolsa. — Ele a levantou para mostrá-lo. — E estamos os dois aqui.

Flame sorriu.

— Ele ligou. Está pronto para ir? O escritório dele não é longe. Eu pedirei um Jipe e o levarei lá.

— Obrigado. — Eles deixaram a suíte.

Flame usou o seu rádio para pedir que o veículo fosse trazido à frente do hotel enquanto esperavam pelo elevador e quando saíram no lobby ele já havia chegado. Flame o ajudou a subir e deu a volta no carro. Ele dirigiu do hotel para um escritório de dois pisos que tinha sido construído. Estacionou e o ajudou a descer.

A área da recepção estava vazia e o silêncio enchia o ar. Parecia que o prédio nem estava sendo usado. Flame hesitou.

— Não tenho certeza de onde fica o escritório dele. Nunca estive aqui antes. Só alguns empregados humanos trabalham na Reserva e não fui designado para este posto. Ele lhe disse onde ficava?

— Não.

Flame suspirou.

— Vamos encontrá-lo. Eu ligaria para algumas pessoas, mas estamos em alerta no momento e não quero incomodar ninguém quando posso encontrá-lo pelo faro. — Ele sorveu o ar algumas vezes e apontou para o corredor à esquerda. — Por aqui. Macho, humano e recente. A loção pós-barba dele cheira forte e não de um jeito bom.

Ele riu.

— A maioria não tem ideia e usam as que fedem mesmo.

— Nós costumamos ser sensíveis ao cheiro. A maioria do nosso pessoal usa produtos com aromas naturais. Humanos não.

Harry o seguiu por um labirinto de corredores.

— Estão em alerta máximo por causa das duas mulheres que foram levadas na cidade?

Ele assentiu.

— Sim. Apertamos toda a segurança de quem entra e posicionamos os nossos atiradores no topo da muralha caso alguém decida tentar invadir a Reserva. Nunca esqueceremos o ataque que ocorreu em Homeland.

Ele tinha ouvido falar sobre o ataque no noticiário. Um grupo de Ódio atacou a Homeland dos Novas Espécies bem depois que havia sido inaugurada. Eles derrubaram o portão de entrada e um bando de homens armados invadiram o local em caminhonetes.

O ataque resultou em mortes. Com sorte os mortos tinham sido quase todos os membros do grupo de Ódio. Tragicamente, alguns eram guardas humanos que trabalhavam em Homeland. Foi chocante que algo daquele tipo pudesse acontecer. Obviamente os Novas Espécies tinham medo de outro ataque e ele não os culpava por isso.

Eles encontraram Charlie Artzola no segundo piso, em um dos escritórios. Estava sentado atrás da mesa de trabalho, remexendo em uma gaveta. Ele olhou para os dois quando entraram e sorriu.

— Foi rápido.

— Eu lhe disse que o traria imediatamente. — Flame se escorou na parede do lado de dentro do escritório.

— Sente-se, Sr. Styles. — O advogado indicou uma cadeira com o queixo. — Você e os seus homens podem entrar e sentar também. Há quatro cadeiras e eles também podem fazer uso delas.

— Somos apenas nós. Estou bem aqui de pé. — Flame relaxou a sua posição.

O advogado assentiu.

—Estou procurando as anotações que fiz. Peço perdão por isso. Estava nervoso e acho que anotei a informação errada. Eu posso simplesmente ter colocado o número errado de habilitação e o sistema pode encontrá-lo agora para que eu não tenha que enviar um fax para eles. — Ele se abaixou mais atrás da mesa quando Harry sentou em uma cadeira mais próxima a ele. — Aha! Encontrei. Tenho certeza que é só um erro. Provavelmente errei um ou dois dígitos. — Ele fechou a gaveta.

Harry escorou as costas na cadeira e colocou a bolsa no colo. O advogado se endireitou. Ele mal teve tempo de reagir antes de ver que não era um papel que ele tirou da gaveta. Era uma arma com uma aparência esquisita que ele apontou para Flame e disparou. Harry ofegou. Flame grunhiu detrás dele e caiu ao chão.

Harry se virou em horror para ver Flame esparramado no carpete. A arma não tinha feito muito barulho. Flame tinha caído de lado perto da porta. Ele o olhou de boca aberta, perplexo demais para fazer outra coisa por vários segundos. Não viu sangue algum quando ficou lá, sentado e imóvel. Finalmente readquiriu a habilidade para se mexer. Virou a cabeça na direção do advogado para descobrir que ele apontava a arma estranha para ele.

— Você vai fazer exatamente o que eu lhe mandar se não quiser morrer, Sr. Styles. Eu não tenho escrúpulo algum de matar uma pessoa.

Ele abriu a boca, mas nenhum som saiu. A arma não estava a mais de meio metro, apontada diretamente para seu rosto. Ele sabia que ele não erraria o tiro tão perto daquele jeito. O advogado levantou devagar da cadeira com os lábios enrugados. A arma enorme nem balançou.

— Levante-se devagar. Eu atiro nas suas costas se tentar correr.

Depois de um bom momento de tentar fazer com que o seu corpo se mexesse, ele conseguiu ficar de pé. Sua bolsa deslizou para o chão já que seus dedos se recusavam a segurá-la. O advogado balançou com a arma para a porta.

— Vamos sair até o meu carro e você vai entrar no porta-malas. Matarei você se não o fizer. Você me entende?

Ele engoliu com dificuldade. 

— Por que está fazendo isso? O que quer?

Ele o olhou com raiva.

— Alguém que conheço quer conversar com você. Ele está profundamente preocupado que você tenha sido compelido a se casar com um Nova Espécie.

Seu cérebro começou a funcionar. O advogado não ameaçaria mata-lo se alguém só quisesse ter uma conversa com ele. Ele estava mentindo sobre isso. Mordeu o lábio e tentou dar um passo. Não via como escapar dele sem ser baleado. Não tinha como ele errar se disparasse a arma.

Ele baixou o olhar para o Nova Espécie no chão. Ele não se movia, mas ele ainda não via sangue. Quando deu dois passos na direção de Flame e da porta, percebeu duas coisas. Os olhos de Flame estavam fechados, mas seu peito subia e descia, prova de que ainda respirava. Teve que passar por cima do seu braço e então de sua perna para sair do escritório.

Olhou para trás, para Charlie Artzola. Ele estava perto e ainda apontava a arma para ele. Caminhou, seguindo as suas ordens conforme ele o direcionava. O coração de Harry martelava de medo, mas as palavras de Tiger vieram à sua memória.

Os Novas Espécies estavam em alerta. O advogado nunca seria capaz de sair da Reserva sem que eles o encontrassem. Quando ele tinha levado a sua van do bufê lá eles tinham revistado cada centímetro dele. Tinha que confiar que eles revistariam a traseira do carro do advogado e o achariam. Eles saíram do prédio por uma porta dos fundos onde um belo sedã de quatro portas estava estacionado.

Ele fez Harry esperar enquanto abria o porta-malas. Voltou a vir para perto dele, mirando a arma para o seu peito.

— Entre aí e fique bem quietinho. O porta-malas é muito pequeno para que eu erre quando atirar no banco de trás. Me entende? É melhor não gritar quando passarmos pelo posto de controle. Eu matarei qualquer Nova Espécie que perceber você. Sua vida só está em perigo se me fizer atirar. Meu amigo quer mesmo falar com você, Sr. Styles. Ele ficará com raiva se eu tiver que matá-lo então faça um favor a nós dois. Entre e fique quieto.

— Quem mandou você fazer isso comigo?

— Isso não tem importância. Tudo o que importa é que vai sair disso no fim se não me causar nenhum problema.

Harry quis gritar e pular em cima do homem, atacando-o. Claro que não acreditava que não corria perigo se obedecesse. O advogado era um grande mentiroso. Ele ficou dividido. Lutar ou fazer o que ele mandava?

Ele praguejou baixo, parecendo sentir o seu dilema.

— Isso aqui é uma arma contendo duas fortes drogas fabricadas para conter e matar Novas Espécies. Você não teria chance de sobreviver se eu atirasse em você. Entre no porta-malas e fique calado.

Contando que estivesse vivo havia esperança de que seria salvo quando chegassem ao portão.

— Vou entrar. Só não atire em mim, — conseguiu dizer. — Estou indo. 

O porta-malas era pequeno. Harry teve que deitar curvado de lado, os joelhos pressionados ao peito. O Advogado olhou para ele com a cara fechada quando pôs a mão no bolso de trás para pegar algo. Ele tirou uma seringa e tirou a capa de plástico com os dentes.

— O que é isso? — Terror pulsou dentro dele.

— Algo para garantir que fique quieto. Você vai ficar bem. Simplesmente não posso arriscar que grite quando chegarmos ao posto. — O advogado enfiou a agulha na sua coxa, por cima da calça.

Harry grunhiu com a pontada de dor. Ele olhou para o advogado com terror e ódio.

— Louis vai arrancar as suas tripas e fazer com que você as coma. Isso é o que ele mais gosta de fazer.

Ele apertou os dentes.

— Você é um doentio puta de animal. — Ele fechou a porta com força.

Ele lutou quando a escuridão o cercou e não estava mais sob ameaça direta da arma. Depois de algumas batidas inúteis no teto do porta-malas, o horror se espalhou pela mente quando seus membros começaram a ficar pesados. Suas mãos se recusavam a se fechar, os braços caídos no cotovelo e, finalmente, caíram por inteiro no assoalho do porta-malas.

Pânico veio em seguida. Qualquer que fosse a droga que ele havia injetado parecia ter lhe paralisado. Conseguia respirar bem e piscar os olhos, fitar a escuridão, mas o resto do seu corpo se recusava a funcionar. Tentou gritar, mas sua garganta foi afetada. Mal conseguia engolir e nem podia empurrar a língua nos dentes. Gritou dentro da mente, mas o som não passou pelos lábios.

O carro ligou. Harry tentou se acalmar, percebendo como a sua situação tinha se tornado desesperadora. Pense! Os Novas Espécies checavam os porta-malas. Ele os viu fazer isso com um carro na frente do dela no primeiro dia que visitou a Reserva. Dois oficiais de segurança tinham feito uma vistoria na sua van em seguida. Tinham feito um trabalho bem meticuloso. Até abriram os frigobares na traseira da van e abriram os recipientes fechados para garantir que levavam comida e não armas. Tinham usado aparelhos manuais por cima da comida, verificando que nada havia sido escondido no meio dela.

Seria encontrado. Charlie Artzola não conseguiria tirá-lo da Reserva. Ele sabia que muros enormes e grossos fechavam o lugar inteiro que só tinha dois portões na entrada. Ele não seria capaz de tirá-lo de lá a não ser que passasse por esses postos de controle. Lágrimas de frustração deslizaram pelas suas bochechas e ele nem conseguia enxugá-las. Eles me acharão.

O carro diminuiu a velocidade em um ponto, mas não parou antes de ganhar bastante velocidade. Muito tempo se passou. O carro finalmente parou. Esperança surgiu dentro de Harry. A qualquer Segundo um dos oficiais faria o advogado abrir o porta-malas. Eles o descobririam e ele seria resgatado e levado de volta à Louis.

Ao invés disso, o carro andou novamente, ganhando velocidade. Mais tempo passou. O veículo parou outra vez, o motor foi desligado e Harry concentrou o olhar no topo de sua prisão. Estava escuro lá dentro, completamente negro, ele não conseguia enxergar nada, mas soube quando a trava do porta-malas foi aberta. A qualquer segundo seria salvo. Ouviu barulho de chaves, a esperança cresceu.

Luz cegou Harry quando a porta foi aberta. Ele olhou para cima, mas não viu o rosto de um Nova Espécie. Charlie Artzola o olhava com ódio antes de virar a cabeça para olhar para outra pessoa.

— Eu disse que eles me deixariam passar. Eles confiam em mim. — O idiota zombou. — Aqui está a vadia que eu te falei. Eles queriam uma licença de casamento. Elee queria casar com um daqueles animais. Está morando e fodendo com ele. Ele parece pior que o resto deles. Nem parece meio humano. É um tigre ou algo parecido. É a maior aberração que eu já vi.

Harry gritou dentro da mente. NÃO! Os oficiais no portão não podiam ter deixado ele passar. Outro homem se aproximou até Harry fitar o rosto de um homem na altura dos sessenta anos. Ele usava óculos e era careca. Tinha a aparência de quem poderia ser o vovô bonzinho de alguém. Isso ate ele voltar um par de olhos verdes e frios que fez o seu sangue congelar. Ele franziu o cenho.

— Então — o homem mais velho falou em voz baixa. —, nós finalmente temos uma cobaia. Ele sobreviveu procriando com um deles. Alguma coisa nele atraiu um e, se a minha teoria estiver correta, essa química deve atrair o 927 também. Você disse que com ele estava procriando era um tigre? Bem, vamos ver como ele se dá com um cachorro. — Ele riu. — Espero que ele goste dele do mesmo modo que o tigre gostou.

Dois brutamontes assustadores em seus vinte e poucos anos de repente se aproximaram de Harry. Eles o pegaram e o levantaram. Um deles pegou suas pernas e o outro o segurou debaixo das axilas. Eles o tiraram do porta-malas. Ele viu algumas árvores enquanto eles o carregavam como se fosse uma mala grande.

Avistou uma casa — uma branca precisando urgentemente de uma pintura. Só tinha um piso e ele não a reconheceu. Isso queria dizer que não estava perto da cidade. Quando eles entraram na estrutura ele fitou um teto de gesso rachado. Eles o derrubaram em um colchão.

A cama de solteiro ficava numa sala de estar. Um deles sorriu para ele e tirou algo de dentro do bolso. Ele puxou suas mãos para cima e a algemou em algo. Ele não conseguia virar a cabeça para ver no que o havia prendido, mas então suas pernas foram puxadas. Metal fechou cada tornozelo. O assustador próximo à sua cabeça se abaixou para fitá-lo nos olhos.

— Espere só até conhecer 927. Ele vai amar você. — Riu, levantando o olhar para o outro homem. — Por mais ou menos uns dez segundos até quebrar o pescoço dele.

Harry ouviu o outro rir.

O imbecil ainda inclinado em cima dele baixou os olhos.

— Eu quase sinto pena de você. 927 é a besta mais cruel que já foi feita, mas já que gosta da espécie dele, acho que pode gostar do tratamento bruto que vai receber quando ele montar em você. Se ele te montar. O Doutor acha que ele pode fazer isso já que um da espécie dele gostou de você.

— Afaste-se dele. — exigiu o homem mais velho em voz alta. Harry reconheceu a voz dele. — Não queremos o cheiro de vocês nele porque ele irá matá-lo de cara, uma vez que odeia tanto vocês dois. Precisamos que ele tenha o cheiro do tigre. 

Louis. Ele gritou o nome dele em silêncio. Ele seria capaz de encontrá-lo novamente? Salvá-lo? Ele ao menos saberia a essa altura que ele havia sido levado? Que alguém o sequestrou?

Lágrimas escorreram pelo seu rosto. Ele gritou mais uma vez em sua mente. Louis!

* * * * *

— Isso não faz sentido. — Tiger franziu o cenho para Louis. — Por que eles levariam essas duas mulheres, se afastariam algumas milhas da casa delas para simplesmente deixá-las lá amarradas? Foi fácil demais encontrá-las.

Tiger assentiu.

— Eu não sei, mas elas estão bem. É isso que importa certo?

Tiger assentiu. Ele olhou para os outros três homens que tinha levado em seu time. Eles retribuíram o olhar. Tiger suspirou.

— Tem alguma coisa errada. Não posso dizer o que é, mas isso aqui não faz sentido nenhum. Qual é o propósito de levar duas mulheres, amarrá-las e abandoná-las em seguida?

Um dos homens encolheu os ombros.

— Eles são humanos. Às vezes eles não fazem muito sentido.

Xerife Cooper se aproximou de Tiger e do seu grupo com um sorriso aberto em seu rosto enrugado.

— Muito obrigado. Mais uma vez, devemos essa a vocês. As mulheres estão bem. Assustadas, mas só sofreram alguns hematomas. Elas queriam agradecer. Disseram que os homens não falaram nada. A única coisa que ouviram foi um homem perguntar se elas achavam que eles a tinham levado longe o bastante para que fossem difíceis de serem encontradas. Isso não faz sentido para mim, mas foi tudo o que ouviram. Elas dizem que os homens as levaram para a floresta, revezaram carregando-as em cima dos ombros para que conseguissem chegar aonde chegaram e simplesmente largaram as duas naquela árvore. Eles as amarraram e foram embora.

— Talvez planejassem voltar depois. — Foi um dos oficiais de polícia que trabalhava com o xerife quem disse. — Talvez quisessem mais mulheres e estejam procurando por outras vítimas. Devíamos deixar alguns oficiais aqui caso eles voltem.

O celular de Tiger tocou.

— Com licença. É da Reserva. — Ele virou e se afastou para atender. Ficou ouvindo o que lhe falavam e deu a volta. Tiger prendeu seu olhar sério em Louis e hesitou.

— Acho que sei por que as mulheres foram levadas. — Tiger manteve a atenção presa a Louis, mas depois olhou para o Xerife.

— Você me pediu, especificamente, que trouxesse Louis. Por quê?

O xerife franziu o cenho.

— Bem, ele é o melhor rastreador de vocês. É por isso que pedi por ele. 

— Quem te disse isso? — Tiger apertou os dentes.

— Um desses repórteres de fora que andam por aqui desde que Harry foi levado. Eles praticamente acamparam do lado de fora da nossa central. Ele disse que faz matérias com vocês o tempo inteiro e que Louis era o melhor rastreador que tinham. Disse que se mais pessoas fossem sequestradas o certo era chamá-lo porque ele seria a melhor chance de achá-las rápido.

— O que está havendo? — Louis franziu o cenho. — Como algum repórter iria saber o meu nome? Nunca foi divulgado, foi? — Ele olhou para Tiger esperando uma resposta.

— Não, não foi. — Tiger parecia extremamente furioso. Ele olhou com raiva para o Xerife. — Lembra do nome do repórter?

O xerife hesitou.

— Não, mas conheço o seu rosto. Por quê?

— Harry foi levado à força da Reserva. Levaram ele, Louis. O nosso advogado pediu a Flame que o escoltasse até o seu escritório. Quando eles não voltaram ao hotel em vinte minutos e Flame não respondeu ao rádio, um time imediatamente saiu em busca dos dois.

O choque sacudiu Louis.

— Não.

— Eles encontraram Flame no chão, inconsciente, dentro do escritório do advogado. Ele foi drogado com uma substância desconhecida. O advogado e Harry desapareceram. A bolsa dele foi encontrada, mas nada dele. Nosso pessoal só captou o cheiro do advogado e de Harry. Isso os levou até o estacionamento, o que torna óbvio que ele o levou. Temos certeza que ele não foi por vontade própria, porque o cheiro do medo dele ainda estava no local. Ele passou pelos portões. Confiávamos nele. Checamos os carros que entram, mas não os que saem quando são dirigidos por empregados de confiança. Ele o levou, Louis. O sequestro dessas duas mulheres foi claramente uma manobra para afastá-lo de Harry. — Tiger rosnou e fulminou o Xerife. — O homem que falou de Louis usou você para atraí-lo.

Louis jogou a cabeça para trás e rugiu de fúria.

— Vamos encontrá-lo. — prometeu Tiger. — Todos estamos nessa.


Notas Finais


Até o próx ♥


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