História Valiant ( Larry Stylinson ) - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan
Tags Adaptação, Boyxboy, Gay, Harry Styles, Harry!bottom, Larry, Larry Stylinson, Louis Tomlinson, Louis!tops, Novas Espécies
Exibições 237
Palavras 2.794
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Heeeey amores

Desculpem os erros e boa leitura ♥

Capítulo 23 - Capítulo 23


Eles passaram por um arco e Harry prendeu os calcanhares no chão, parando. Alguém colocou no canto uma jaula enorme em frente á parede de concreto. As barras grossas percorriam os quatro lados e o teto. O chão era de metal sólido e ficava por cima do concreto.

Uma única cama de solteiro, somente a armação e o colchão, decoravam a cela juntamente com uma privada em um canto. Essas coisas não prenderam a sua atenção. O macho lá dentro enviou uma onda de terror diretamente ao seu coração. Ele era grande, tinha um cabelo negro selvagem que caía no meio das costas nuas, e estava coberto por uma calça branca encardida com rasgos nas laterais das pernas. A calça era de cós baixo e caía folgada um pouco abaixo dos joelhos. Panturrilhas expostas e musculosas e pés enormes que estavam separados na posição em que estava. Ele virou o corpo inteiro para rosnar para eles, revelando dentes afiados, um nariz achatado, e aquelas maçãs do rosto largas e fortes que todos os Novas Espécies pareciam possuir.

Pete puxou com força a corrente presa aos seus pulsos para fazer com que andasse. Harry choramingou. Seu olhar se recusava a se desviar quando o Nova Espécie gigante correu furiosamente em direção as grades. Ele as agarrou com as mãos, o que o fez olhar para os seus braços e peitoral musculoso antes dele fazer sons altos, cheirando o ar. Olhos escuros, quase pretos o encontraram.

— Trouxemos um amigo. — riu Mike.

— Seja bonzinho. — provocou Pete. — Ele é alguém que você pode gostar. Ele gosta muito de passar o tempo com animais. Está fodendo com um da sua espécie. Pegamos esse aqui especialmente para você, 927.

Eles pararam perto da porta da jaula a alguns metros do furioso Nova Espécie que ficou farejando mais uma vez. O peso ao redor do seu pescoço sumiu, a coleira foi retirada, e ele mal notou quando as algemas foram removidas dos seus pulsos. Continuou apavorado e concentrado no Nova Espécie. Eles planejavam colocá-lo em sua jaula.

Ele era quase tão alto quanto Louis. Talvez um ou dois centímetros mais baixo, se fosse dar um palpite. Seus ombros, peitoral maciço e braços musculosos eram bem familiares em tamanho com os de Louis. Era seu rosto o que o aterrorizava mais.

Um rosnado cruel e baixo soou do fundo de sua garganta quando dentes afiados apareceram. Como Louis, aquele tinha feições animais mais predominantes do que a maioria dos Novas Espécies. Isso provavelmente influenciava no quanto ele parecia apavorante quando rosnou para ele, mostrando dentes que aparentavam poderem rasgá-lo facilmente, sem nenhum esforço. O medo arrepiou a espinha de Harry e saiu percorrendo todo o resto do corpo.

Harry percebeu uma coisa quando uma mão o empurrou para frente, pela abertura da jaula. Uma parede de vidro grosso ficava entre o homem rosnando para os seus dois sequestradores e a porta que eles tinham acabado de abrir. O homem atrás do vidro saltou de repente e seu corpo bateu na óbvia barreira de contenção. Um barulho de algo rachando soou e partes do vidro formaram um desenho parecido com uma teia de aranha. 

— Filho da puta. — chiou Mike. — Rápido. Esse negócio não vai segurar. Ele está muito agressivo hoje.

Pete empurrou Harry com força, fez com que se desequilibrasse e ele caiu mais para dentro da jaula, mas conseguiu não cair de cara no chão de metal. A porta fechou com força atrás dele e ele se virou, segurando as grades que agora o prendiam ali dentro. Puxou com força, mas a porta não se moveu. Olhou para Mike e Pete, implorando aos dois silenciosamente. Eles se recusaram a sequer dar uma olhada nele quando se viraram e desapareceram na outra metade do depósito às pressas, parecendo incapazes de correrem na velocidade que desejavam. O cabelo da sua nuca se arrepiou.

Sabia por que. Sua respiração aumentou e seus dedos apertavam com tanta força o metal frio que sabia que estavam brancos. Você não pode sair. Vai ter que enfrentá-lo. Talvez possa argumentar com ele. Ele respirou fundo e expirou. Você não tem escolha. Só converse. Não tem nada a perder.

Harry soltou as grades lentamente e se virou, o medo fazendo seu estômago pesar. Os olhos mais assustadores que já tinha visto o observavam do outro lado, a alguns metros dele. Seu olhar aparentemente negro se estreitou e ele rosnou para ele outra vez. Ele recuou, afastou-se da porta, e se pressionou na grade o mais longe que conseguiu no pouco espaço que havia.

Ele levantou as mãos e olhou para elas. Ele seguiu o olhar dele, desejando instantaneamente que não tivesse olhado. As mãos tinham unhas grossas, similares as de Louis, mas não foram cortadas. Elas pareciam garras curtas, mas letais que raspavam a parte rachada do vidro. Um pedaço dele caiu, deixando-o saber, que ele poderia chegar até ele. Um grito surgiu, mas ficou preso na sua garganta. Ele raspou o vidro com as unhas novamente. O som foi odioso quando mais pedaços do vidro caíram e bateram no chão de metal.

— Por favor. — implorou Harry em voz baixa. — Não me machuque. Eu fui sequestrado e trazido até aqui contra a minha vontade. Não sou seu inimigo. Eu não trabalho para as Indústrias Mercile.

O Nova Espécie parou de olhar para as próprias mãos para olhar para ele. Ele só viu indiferença em seu olhar quando seus olhos se encontraram. Ele tirou as mãos do vidro, afastou-se, e ele esperou que suas palavras tivessem significado algo para ele.

Ele de repente se arremessou, o corpo virando no último segundo, e o ombro batendo no vidro. Mais vidro quebrou. Harry choramingou outra vez e deslizou pelas barras até alcançar o canto alguns centímetros mais longe. Não podia escapar. Ele iria quebrar o vidro e alcançá-lo.

Seus joelhos pareceram virar líquido e ele deslizou no chão frio e imperdoável, de bunda. Trouxe os joelhos para perto do corpo de uma forma protetora e passou os braços em volta, abraçando-se. Ele se moveu junto com ele para o outro canto da jaula. Rosnou outra vez.

— Me escute. Por favor. Eu sei muito sobre pessoas como você. Sabe que muitas delas são livres agora? A instalação em que ficavam presos foi invadida pelo governo e eles não estão mais confinados. Eles vivem lá fora, sem grades, sem jaulas. — Sorveu o ar, sabendo que falava pelos cotovelos, mas estava orgulhoso por ao menos poder conseguir falar. Continuou. — Eles se chamam de Novas Espécies. Estão mesmo livres e se eles soubessem onde está viriam para salvá-lo. Você me entende?

Os olhos do homem estreitaram mais e ele parou de rosnar. Mas continuou a olhá-lo com raiva. Ele esperou que ele não passasse pelo vidro e simplesmente o matasse num piscar de olhos. Seu falatório pareceu ao menos tê-lo distraído de bater mais no vidro.

— Eu vivo com um da sua espécie. Ele me diz que pertenço a ele o tempo todo. Isso meio que me chateava até que me disse que nunca possuiu nada, que nunca lhe foi permitido se importar com nada, porque isso seria usado contra ele. Ele adotou o nome Louis. Ele é parte leão. Tem os olhos azuis mais incríveis. Ele me ama e eu o amo. Nós vivemos na Reserva dos Novas Espécies. É um lugar enorme de área florestal e campo aberto. É onde o seu povo vive e trabalha junto para ter vidas melhores. O local é deles e são quem estão no comando de lá.

O homem rosnou para ele, ficando tenso. Ele viu músculos se contraírem quando ele colocou as mãos contra o vidro. Começou a empurrar. O vidro grunhiu e ele ouviu um som de algo se quebrando. Ele iria passar. Só havia menos de um metro e meio entre ele e a barreira. Lutou contra as lágrimas.

— A primeira vez que vi Louis, ele me assustou. Rosnava do jeito que você está fazendo agora. Nunca tinha visto algo como ele antes. Eu achei que iria me matar, mas não matou. Fui por acidente para o lugar errado e acabei na casa dele. Ele me matou de medo, mas também era o homem mais lindo que já tinha visto. Os olhos dele são incríveis. — Sua voz falhou e ele piscou para conter mais lágrimas. — Ele é um pouco maior do que você. Mais alto. Essa é outra razão por ter me assustado. Ele me pegou nos braços, me levou para a sua casa e nós começamos a conversar.

O vidro quebrou mais quando o Nova Espécie continuou a empurrá-lo. Harry desviou o foco dos olhos dele para a barreira erguida entre os dois. Lascas cortadas tinham se espalhado mais para cima e para baixo, do teto ao chão. Não tinha muito mais tempo antes que cedesse.

— Louis me disse que sou da família para a sua espécie agora que estou com ele. Eles se chamam assim já que nenhum deles tinha pais ou parentes. Isso quer dizer que eu também sou da sua família. Louis... — sua voz falhou de emoção e lágrimas quentes deslizaram pelas suas bochechas. — Ele me ama e deve estar apavorado por minha causa agora. Não sabe onde estou. Fui sequestrado da Reserva. Ele virá procurar por mim e nunca vai parar. Por favor, não me mate.

O homem se afastou para estudar o vidro. Harry parou de falar para observá-lo. Ele abraçou o corpo mais forte, tentando parecer o menor possível enquanto se espremia no canto. Sabia que ele examinava o vidro, procurando pelas partes mais fracas. Suas palavras não pareceram importar e nada que ele disse fez com que quisesse parar de atacar a divisão para machucá-lo.

Ele se moveu de repente, recuou um pouco, sua atenção fixa na seção de vidro rachado. Ele prendeu o fôlego quando ele pausou, mas ofegou quando se arremessou para frente. Ele rodou seu corpo enorme no último segundo antes de jogar seu corpo inteiro contra a partição e para o seu horror, ela cedeu. Ele passou por ela em alta velocidade e bateu nas grades a poucos centímetros de onde estava agachado. A seção da parede de vidro por onde ele passou caiu ao chão, por pouco não o atingindo.

Harry choramingou e levantou a cabeça quando ele se endireitou. Ele girou o ombro que tinha sofrido o maior impacto do vidro e das barras. Alguns arranhões marcavam sua pele, mas a parede tinha quebrado em pedaços grandes, obviamente era algum tipo de vidro de segurança.

Ele se virou para ele, olhando-o com raiva, e rosnou. Deu um passo em sua direção e outro até que poucos centímetros separavam seu corpo de suas pernas.

— Por favor. — ele implorou em voz baixa. — Não faça isso. Estou dizendo a verdade.

Ele abriu as coxas quando se agachou, prendeu-o entre elas, mas não o tocou quando o fungou. Harry fitou seus olhos apavorantes e escuros, esperando que fosse mais difícil para ele matá-lo se ele ficasse olhando para eles. Ele viu uma emoção rolar naquelas profundezas escuras. As mãos dele o alcançaram e agarraram sua camiseta entre os mamilos, e o puxaram com força do chão quando ele se colocou de pé depressa.

Harry ouviu o tecido rasgar quando foi forçado a ficar de pé. Ele choramingou novamente. Ele o tinha pela camiseta e usou aquilo para jogá-lo contra as grades às suas costas. Ele levantou os olhos para o rosto dele e prendeu os joelhos juntos para evitar desmoronar. Tremia muito quando ele se inclinou para colocar o rosto próximo ao seu.

Olhos negros estreitaram quando continuou a farejá-lo. A boca se apertou em uma linha fina e cruel quando parou. Um murmúrio baixo saiu da boca dele, que se encontrava perto demais da sua. Ele o apertou mais até a pele quente tocar seus braços, que ainda abraçavam sua cintura, e a cabeça dele baixou mais. Ele cheirou o seu cabelo, o nariz roçando por cima dele, e bateu com queixo na sua bochecha, empurrando.

Harry fechou os olhos com força e virou a cabeça. Mesmo que pudesse sentir a respiração morna dele soprar em seu pescoço quando continuou a examinar seu cheiro. Por favor, não rasgue a minha garganta com esses dentes afiados. Ele não conseguiu dizer essas palavras, apavorado demais para falar com as mãos dele nele, e o corpo quase esmagando o seu no metal frio. Os dentes afiados nunca chegaram a tocá-lo.

O corpo dele ficou rígido. Seu coração martelava dentro do peito tão forte que começava a doer. Ele se moveu, diminuindo a pressão do peito no dele, até que a sua respiração se acalmasse. Foi preciso cada pedacinho de coragem que possuía para levantar os olhos para ele outra vez quando voltou a virar a cabeça. Ele olhava com raiva para o seu olhar assustado. Recuou e soltou sua camiseta rasgada.

— Quieto.

Ele rosnou a palavra.

Harry não ousou se mover. Ele o observou atentamente até baixar o olhar pelo seu corpo para estudá-lo. Chocou-o quando de repente ficou de joelhos à sua frente, as mãos agarraram seu quadril, e o rosto pressionou a pele entre o peito onde ele havia rasgado a camiseta. Ele sorveu o ar, mas conseguiu não gritar, morrendo de medo de que isso o irritasse. Uma língua quente de repente lambeu a lateral do seu peito e ele rosnou.

Ele parou de respirar, mas a língua dele deixou a sua pele. Respirou de forma fugaz quando ele o fungou e jogou a cabeça para trás. Uma mão soltou seu quadril para agarrar parte de trás de sua saia, que ele puxou para cima para expor sua barriga. Ele colocou o nariz em sua barriga, mas não doeu. Inalou profundamente enquanto esfregava o rosto mais embaixo, no topo da sua calcinha. Ele fez uma pausa quando chegou no elástico.

Eu não estou morto. Ele não me matou. Isso tem que ser bom, certo? Tentou pensar em algo que dizer, mas decidiu que agora seria o momento de manter a boca fechada.

Isso até o cara abrir as coxas para baixar mais o corpo e de repente pressionar o rosto no vértice de suas pernas.

— Pare!

Suas mãos o alcançaram sem pensar, agarraram os ombros largos dele e empurraram. Ele não cedeu um centímetro, forte e grande demais para se mover.

Ele levantou a cabeça de supetão, a boca aberta para revelar dentes afiados, e rosnou para ele. Tirou as mãos de cima dele como se o tivesse queimado, o terror o atacou com o olhar mortal que lhe deu, e ele abaixou a cabeça novamente.

Colocou o rosto de volta no encontro de suas coxas e cutucou seu membro com o nariz, cheirando-o lá, como se realmente fosse um cachorro. Jogou a cabeça para trás, olhou para ele e soltou sua camiseta quando se levantou outra vez.

Harry lutou para não dar um grito quando virou o seu corpo, pressionou o rosto nas barras e começou a cheirar do topo do ombro até as costas. Ele tirou a camiseta do caminho puxando-a para cima. Ele fitou a parede de concreto a centímetros do seu nariz, onde a jaula foi colocada. Ele rosnou algumas vezes quando se abaixou com as mãos mantendo-a no lugar, e ficou de cócoras atrás dele para cheirar até a parte detrás das suas coxas. Pelo menos ele não enterrou o rosto no seu traseiro. Tentou encontrar conforto em ter sido poupado disso.

Ele o virou de volta, olhando-o de uma forma que deixava seus pensamentos e sentimentos um mistério, mas não parecia mais irado. Seu olhar escuro de fato não parecia mais frio nem assustador. De repente, ele estendeu a mão e circulou seu braço, mas o aperto não doeu. Ele na verdade parecia cuidadoso de não machucá-lo com sua mãozona.

— Venha. — Sua voz saiu rouca, grossa, mas não era um rosnado nem um rugido.

Ele recuou, puxando-o para fazer com que o seguisse. Ele andou com as pernas moles, incerto do que aconteceria em seguida. Ele recuou mais, puxando-o mais um metro, e virou a cabeça para observar o buraco que fez na partição. Passou por ele, com cuidado de não encostar a pele nas extremidades cortantes, e não lhe deixou escolha a não ser também passar por ela. Seguiu-o timidamente, muito agradecido que não o tivesse matado, até perceber para onde o levava.

O medo fez com que tentasse se desvencilhar daquela mão quando avistou o colchão ali perto.

— Não.

Os olhos escuros se estreitaram de maneira ameaçadora. 

— Deite, agora.

— Eu pertenço à Louis. — Não pôde evitar a onda de lágrimas que o cegaram até piscar todas elas de volta. — Por favor, não faça isso. 

A boca dele se moveu, retorceu dos lados, mas aquela foi a única demonstração de emoção em seu rosto.

— Relaxe. Não montarei você.  


Notas Finais


Até o próx ♥


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