História Valiant ( Larry Stylinson ) - Capítulo 26


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan
Tags Adaptação, Boyxboy, Gay, Harry Styles, Harry!bottom, Larry, Larry Stylinson, Louis Tomlinson, Louis!tops, Novas Espécies
Exibições 185
Palavras 2.599
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Heeeeeey amores

Desculpem os erros e boa leitura ♥

Capítulo 26 - Capítulo 26


Louis enterrou o rosto no colchão da pequena cama. Inalou profundamente, e lutou contra a vontade de rugir.

— Meu Harry esteve aqui. Eles o acorrentaram e ele estava muito assustado. Também estou sentindo um cheiro estranho misturado ao suor dele. Eles o drogaram com alguma coisa. O cheiro está fraco, mas presente.

Tiger examinou as algemas ainda presas às grades de metal da cabeceira e dos pés da cama. Ele não viu nem sentiu o cheiro de sangue ali.

— Vamos encontrá-lo.

Justice concordou.

— Nós viemos pela floresta então não fomos avistados. Alguém vai voltar. As coisas deles ainda estão aqui.

Tiger assentiu para os cinco homens lá dentro.

— Podemos ficar de tocaia.

Louis se moveu, subiu na cama e pressionou o nariz no colchão outra vez. O cheiro de Harry estava lá. O cheiro do seu terror era mais forte ali. Ele não queria sair com medo que o cheiro sumisse. Tinha que encontrá-lo. Sentiu Justice e Tiger observando-o.

Justice suspirou.

— Isso ajuda?

— Um pouco. — Louis admitiu em voz baixa. — Não quero mais viver se não o encontrarmos. — Virou a cabeça para encarar os homens.

Tiger fez uma cara feia e Louis entendeu o motivo. Todos sabiam que aquilo aconteceu algumas vezes com os Novas Espécies nas instalações de experimentos. Eles perdiam a esperança e simplesmente paravam de comer. Permitiam que seus corpos morressem. Nunca achou que seria capaz de abdicar da vida uma vez que fosse solto. Mas se recusava a se arrepender de ter se apaixonado por Harry.

— Espero nunca me apaixonar se perder uma pessoa significar que eu também perca a vontade de viver — murmurou Tiger.

— Vamos esperar que o macho para quem ele foi levado não o machuque. — disse Justice. — Ele sentirá o seu cheiro nele a não ser que tenha tomado um banho e mudado de roupa depois que o deixou.

Ele sacudiu a cabeça.

— Não tomou. Ele já tinha se vestido quando eu saí. Eu o abracei e o meu cheiro está nele inteiro. Ele não poderá deixar de senti-lo.

— Ótimo. — Justice voltou sua atenção para Tiger. — Ainda há mais Espécies prisioneiros da Mercile. Precisamos encontrá-los e conseguiremos isso se o acharmos.

Tiger levantou o celular. 

— Vou subir e dizer aos outros. Tentaremos descobrir quem comprou ou alugou esta casa. Talvez estejam usando o mesmo nome ou os mesmos fundos para pagar o lugar em que Harry está preso. Duvido que Zenlelt seja o nome verdadeiro dele. Armaram para que Charlie Artzola acabasse morto. Lidam com Novas Espécies que nunca souberam o que é liberdade. Tenho certeza que acharam que nos comportaríamos do mesmo modo e o mataríamos instantaneamente. Eles lhe deram a arma que apagou Flame e tinham que saber que ele iria sobreviver. Não consigo entender por que não atiraram logo no advogado, ao invés de mandá-lo de volta para nós, com vida.

Justice rosnou.

— Mercile gosta de fazer com que pareçamos perigosos e instáveis para os humanos para justificar o que fizeram conosco. Eles provavelmente acharam que mataríamos o bastardo com humanos como testemunhas por perto. Isso ou eles simplesmente pensam que somos estúpidos e que valia o risco de deixá-lo com vida para não desperdiçar a oportunidade de manter um contato lá dentro se caíssemos nas mentiras dele. Morro de medo de tentar descobrir o tamanho da traição dele e a quantidade de informações que passou adiante.

Tiger olhou para Louis.

— Sinto muito, cara. Vamos trazê-lo de volta.

Louis não conseguia falar. A emoção o engasgava. Justice se virou para sussurrar algo para Tiger, que mesmo assim ouviu as palavras.

— Ele é tão feroz. Vê-lo assim parte o meu coração. Faça as ligações logo e ordene que nossos homens se escondam. Com sorte, eles voltarão aqui. Não sei mais o que fazer.

* * * * *

— Acordem. — uma voz gritou perto da orelha de Harry.

— Eles vieram nos alimentar. Fique na cama e não se aproxime das barras.

Harry abriu os olhos de repente. Encontrou o olhar de 927 quando ele saiu de cima dele. Ele se levantou, colocando o corpo entre a porta da cela e ele. Harry sentou e notou com um pouco de preocupação que a parede de vidro quebrado havia desaparecido, mas que os restos dela continuavam no chão de metal. Como que eu não acordei quando o resto caiu?

Sua atenção foi para cima quando ouviu um ruído e viu um pequeno espaço aberto no teto da jaula. A abertura cortava toda a jaula onde o vidro esteve. Ouviu um barulho mais alto, um chiado de motor e outra parede de vidro foi levantava por algum tipo de guindaste do outro lado do depósito.

Ficou de boca aberta, observando quando ele foi posicionado acima da jaula, alinhado com a abertura e baixada lentamente. Olhou-a em choque. Obviamente as paredes de vidro eram removíveis por cima e o quebrado foi trocado. Um novo deslizou até o chão para separar a cela da porta. 

O Nova Espécie de costas para ele ficou tenso e rosnou alto. Harry percebeu que ele fez isso na tentativa de protegê-lo. Parecia uma grande melhora do que ter certeza de que o mataria quando foi jogado na jaula com ele. Ao invés disso ele o abraçou enquanto ele dormia e não o machucou. Gratidão com relação a ele e esperança de que Louis e os Novas Espécies da Reserva fossem encontrá-lo o encheram. Só precisava continuar vivo.

— Não montou ele. — Pete se aproximou da jaula. — Por que não? Não gosta de pessoas, 927? O doutor disse para deixá-lo aí dentro e que a sua natureza eventualmente faria com que o fodesse. Aquela coisa do cheiro deve ter funcionado já que está interessado nele. Acho que vocês não se importam em dividir, hein?

Mike ridicularizou.

— Se colocá-lo de quatro dá no mesmo que foder com uma mulher.

— Só feche os olhos e finja que ele é o Mike.

— Ei, isso não tem graça. Não faça com que ele tenha fantasias comigo de quatro. Não quero que me olhe desse jeito.

Pete riu.

— Melhor que ele pense em você desse jeito do que em mim. E nós somos os únicos que ele vê a não ser que queira contar com o doutor. Ninguém iria querer fodê-lo.

— Verdade. — Mike riu. Ele abriu a cela e colocou uma bandeja enorme no chão, junto com uma caixa. — Vem pegar. — Ele bateu a porta com força e os dois foram embora. Um minuto depois o barulho soou outra vez. A partição de vidro começou a subir. 927 relaxou e se virou para encontrar o olhar de Harry.

— Eu vou lá. Pode usar o vaso que não vou olhar.

Ele assentiu.

— Obrigado.

Não havia privacidade dentro da jaula. Olhou para 927. Ele tinha caminhado até a porta da cela e olhado além, mantendo as costas para ele. O vaso era só aquilo, um portátil que foi acoplado no metal com canos que iam pelas paredes e se perdiam de vista.

Havia uma ducha e um tipo de ralo incrustado no metal próximo ao vaso, no chão. Ele lavou as mãos em cima dele. 

— Já acabei. Obrigado.

927 se virou e assentiu. Ele pegou a caixa prateada e a carregou para a cama. 927 apontou para o chão quando sentou lá, indicando que ele deveria sentar ao seu lado. Ele usou a cama de mesa. Ele fez careta quando ele abriu a tampa para revelar a comida. Só tinha comida "estilo Louis". Dava para ver que não estava muito cozida. Eles trouxeram bifes cortados em tiras, apenas grelhados, em um prato cheio de sangue.

Ele sentou.

— Não posso comer isso. Está muito cru. 

Ele franziu o cenho para ele.

— Você comerá. Precisa de forças. Precisa comer pelo menos um.

Fez outra careta, mas sabia que ele tinha razão. Não comia há muito tempo e sua barriga doía de fome. Ele pegou um pedaço de carne e lhe passou. Suas mãos tremiam quando pegou a ponta da carne, com cuidado para não deixar o sangue pingar em suas roupas.

Ele levantou outro pedaço e prendeu os olhos nos dele. Mostrou como enfiar os dentes nela e puxar para cortar a carne. Ele tentou, mas a carne era muito dura e seus dentes não eram tão afiados quanto os dele. Teve que lutar para não vomitar ao sentir o gosto de sangue. A carne pingava em sua boca quando ele mordia, tentando rasgá-la sem sucesso. Tentou mordê-la, mas já que ela era tão dura e grossa, acabou desistindo.

— Não consigo comer. Nem consigo arrancar um pedaço. Só consigo roê-la.

Ele estendeu a mão e usou os dedos para abrir seus lábios, a articulação de um empurrando seus dentes para abri-los também. Harry abriu a boca para inspeção. Ele franziu o cenho. A ponta do dedo correu a ponta dos seus dentes antes que explorasse os de trás. Ele tirou o dedo.

— São retos demais. Por que a sua espécie permite que alguém cerre os seus dentes? Eles são inúteis.

— Eles crescem assim. Não precisamos rasgar as coisas com os dentes. Usamos garfos e facas.

Ele tirou a carne dos seus dedos. Abriu a boca e rasgou um pequeno pedaço do bife e passou para ele. Ele hesitou e o pegou. Que bom que eu não sou maníaco com germes, hã? Contraiu os músculos do rosto quando comeu o pequeno pedaço de carne ensanguentada. Ele rasgou outro pedaço pequeno e colocou na bandeja em frente a ele. Usou os dentes e continuou rasgando pequenas tiras, fazendo uma pilha.

— Obrigado. — sussurrou.

Nunca em um milhão de anos ele acharia que ia comer carne crua e agradecer a um homem por usar seus dentes afiados para rasgá-la em pedaços pequenos o bastante para que mastigasse e engolisse. Também nunca acreditou que teria tanta fome que não vomitaria em qualquer uma das hipóteses.

Harry não conseguiu comer tudo. O que não comeu 927 fez. Ele comia mais do que Louis. Pegou a bandeja vazia e foi até a porta da cela. Virou a bandeja e a empurrou para fora. Quando ela caiu a pancada foi tão forte que Harry estremeceu. Ele voltou e abriu a garrafa térmica. Cheirou antes de passar para Harry.

— É seguro. Às vezes colocam drogas na minha bebida, mas sinto o cheiro delas.

Ele sorriu para ele depois de apreciar a água gelada e a devolveu. Ele bebeu enquanto a observava. Seu sorriso sumiu devido à expressão estranha que escureceu os olhos dele e fez com que a estudasse com uma intensidade muito grande para o seu conforto.

— O que foi?

— Você é atraente. Seu cheiro é doce. 

Um sentimento ruim fez com que ficasse nervoso.

— Louis disse que quando eu estou com medo fico com esse cheiro. Desde ontem ando morrendo de medo.

Ele hesitou.

— Você pertence a esse Louis?

Ele assentiu.

— Nós vamos nos casar.

— Casar? O que é isso?

Considerou suas palavras.

— É uma cerimônia que sela a nossa união até o dia que morrermos em meu mundo. Ele quer se casar comigo para garantir que as leis dos humanos reconheça que pertenço a ele.

Ele assentiu.

— Mas você já pertence a ele?

— Sim.

Ele rosnou baixo.

— Isso é uma pena. Eu quero você.

Ele se afastou dele, sentindo medo.

— Não.

Ele franziu o cenho.

— Eu disse que era uma pena. Não entende isso?

— Eu pertenço a Louis.

— Mantenha a voz baixa ou eles nos escutarão. Eu sei. Eu concordo.

Seu coração voltou ao normal.

— Estava com medo que não se importasse por ser dele. Do jeito que disse foi como se... fosse me atacar de qualquer maneira.

Ele encolheu os ombros.

— Eu iria querer que ele o protegesse se você fosse meu e fosse levado para longe de mim para ser dado a outro. Eu o mataria se ele o montasse. Não forçarei um acasalamento com você, Harry. Posso desejar, mas posso me controlar. Minha mente governa o meu corpo.

Que bom.

— Eu só espero que esse Louis venha logo. — Ele ficou de pé. — Seu cheiro é bom demais. Faz muito tempo desde que permiti ao meu corpo a necessidade de acasalar. Tempo demais para ficar tão perto assim de você.

Aquilo deixou Harry desconfortável outra vez. Quase soava como uma ameaça. Como se ele o avisasse que seu controle não duraria muito tempo. Mordeu o lábio. 

— O que faz aqui para se manter ocupado?

Ele deu de ombros.

— Eu fico forte.

Ele olhou ao redor da cela. Havia o colchão e o vaso sanitário. A pequena ducha e o ralo no chão eram as únicas coisas. Ele não tinha ideia do que ele estava falando.

— Deve ficar muito entediado.

— Entediado?

Tentou pensar em um jeito de explicar a palavra para ele.

— Não tem o que fazer.

— Eu fico forte. — Ele foi até o chão do lado dele e começou a fazer abdominais. Ele viu seus músculos contraírem e esticarem enquanto ele levantava e descia com rapidez. Ele eventualmente parou e olhou para a parede. Correu até a grade, virou-se e jogou o corpo nela. Fez isso algumas vezes, trocando de ombro. Ele fitou as grades e notou que tinham curvado levemente, quase imperceptivelmente, e ele não teria notado se não tivesse procurado enxergar alguma coisa.

Ele parou de fazer aquilo e caminhou para frente da cela. Agarrou as barras e fez abdominais de pé. Finalmente se virou e voltou-se para o centro da jaula. Agachou-se de repente e pulou alto. Seus dedos seguraram as grades do teto, seu corpo a mais de um metro do chão e ele viu em espanto quando ele fez exercícios de barra fixa. Ele pareceu fazê-los por uma eternidade até o suor cair pelo seu corpo. Ele soltou as barras e aterrissou graciosamente nos pés descalços. Virou e olhou para ele.

— Eu fico forte.

Não era de se admirar que todos os Novas Espécies homens eram enormes e musculosos. Não era mais um mistério como eles conseguiam ser tão musculosos e em forma se isso era tudo o que faziam em todos aqueles anos presos em suas celas.

Ele assentiu.

— Eu vi.

— Me banho agora. Você pode se virar.

Ele virou. Deu as costas para a área com a ducha. Ouviu a água escorrer e o som estranho de velcro. Queria olhar para ver o que era, mas não virou. Ele queria tomar banho e até ele conhecia as definições deles de algo que não poderia ser muito diferente. O som de água escorrendo demorou um pouco. Ouviu aquele ruído de velcro outra vez.

— Estou coberto.

Harry virou, ainda sentado no chão, e encarou 927. Ele tinha lavado o corpo e o cabelo estava molhado. Ele o viu colocar algo detrás do vaso quando se abaixou.

— O que colocou detrás do... — Ele apontou.

Ele se endireitou.

— Sabão e desodorante. — Ele os levantou e mostrou. O sabão ficava amarrado a uma pequena corda e tinham lhe dado um desodorante pra viagem. — Eles nos dão isso para que nos limpemos e não fiquemos com mau cheiro. Não gostamos dos cheiros ruins dos nossos corpos. Nos deixam irritados.

— Ao menos eles te dão produtos de higiene. Acho que isso é bom.

— Eles não limpam as nossas celas. Nós os mataríamos se chegassem tão perto.

— Entendo. — Os imbecis que o trouxeram para lá não queriam ter que limpar a cela se ele não tivesse a habilidade de usar o banheiro de maneira decente.

Ele veio para perto e sentou na sua frente.

— Me fale sobre os Novas Espécies. Me fale tudo.

Harry respirou fundo. Ele começou a contar a ele tudo o que sabia desde a época que passou a acompanhar as notícias. 927 o olhava com interesse. Ele sorriu bastante. Continuou a falar.


Notas Finais


Até o próx ♥


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