História Valiant ( Larry Stylinson ) - Capítulo 27


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan
Tags Adaptação, Boyxboy, Gay, Harry Styles, Harry!bottom, Larry, Larry Stylinson, Louis Tomlinson, Louis!tops, Novas Espécies
Exibições 239
Palavras 3.845
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Heeeeeey amores

Desculpem os erros e boa leitura ♥

Capítulo 27 - Capítulo 27


— Alguém está vindo. — alertou baixinho uma voz no rádio.

Louis saltou da cama e viu Justice e Tiger se levantarem do chão onde estavam descansando. Os homens saíram da área de visão da porta da frente. Justice deu um olhar firme para Louis.

— Não os mate nem afete a habilidade que tem de falarem. Eles sabem onde Harry está.

— Sei disso. — Rosnou baixo Louis. — Ninguém o quer de volta mais do que eu.

— Eu sei. Mas vejo a sua raiva meu amigo. E entendo. Eu iria querer destruí-los se alguém levasse a minha mulher... seu eu tivesse uma. Só estou te lembrando caso não esteja pensando muito claro. Precisamos que nos digam onde ele está.

— Ele nem é o meu marido e eu ainda quero matá-los. — suspirou Tiger. — Eles trabalham para a Mercile, levaram um dos nossos, e têm que morrer por isso.

— Silêncio. — Louis sussurrou de repente. — Ouço um veículo se aproximando.

Um motor desligou e uma porta bateu do lado de fora. Um homem veio pela entrada da frente, as passadas leves e as chaves chacoalhando. O humano que entrou era um homem de vinte e poucos anos. Ele usava uma roupa branca, similar às dos técnicos das instalações, e Louis conteve um rosnado para continuar o silêncio.

O humano pendurou as chaves na parede e fechou a porta com força. Levantou os braços quando esticou o torso, bocejou e se virou. Levou uns cinco passos para perceber que não estava sozinho. Ele congelou.

Louis, Tiger e Justice se espalharam em volta do homem no segundo em que saíram dos seus esconderijos na outra sala. Terror envolveu imediatamente o rosto do humano e o fedor exalou dele.

— Me Ferrei. — ele falou.

Tiger grunhiu. 

— Não fomos nós. Você não faz o nosso tipo.

O homem empalideceu.

— O que vocês querem?

Louis rosnou.

— Sabe o que queremos. Onde está o meu homem?

O homem começou a tremer e a suar quando olhou para Louis. Seu olhar varreu o Nova Espécie da cabeça aos pés.

— Merda.

— Onde Harry está? — Justice rugiu atrás do humano. — Fale logo porque meu amigo quer fazer você gritar e sangrar. A cama tem o cheiro forte do medo do homem dele. Ele está com muita raiva.

A boca do humano se moveu, mas nada saiu dela. Louis rugiu, o som encheu a sala, e ele avançou. O humano virou-se rapidamente para fugir, perdeu o equilíbrio e caiu no chão de pavor. Um grito agudo saiu de sua garganta quando Louis se agachou e o segurou pelos braços, garantindo que suas unhas se enterrassem dolorosamente neles.

— Onde está o meu Harry? — rosnou as palavras. Ele puxou a parte de cima do corpo do homem para mais perto dos dentes afiados.

— No depósito. — ele soluçou. — Ele está no depósito.

— Solte-o. — rosnou Justice. — Não o mate. Ele vai nos dizer onde fica esse depósito. Não vai humano?

O homem olhou desesperado para Justice. Ele assentiu, aterrorizado.

— Vou sim. Só o afaste de mim.

Louis o soltou e recuou. Tremia de raiva. A vontade de matar quase o deixava louco. Aquele era o humano que levou Harry até um depósito para ser jogado a um Nova Espécie para uma experiência de reprodução. Foi preciso tudo o que tinha dentro de si para evitar que saltasse e rasgasse a garganta dele.

— Ele ainda está vivo? — Tiger se aproximou para intimidar.

— Estava quando saí há pouco. 927 não o fodeu nem o matou.

Justice se moveu, bloqueando Louis quando ele deu um passo na direção do humano no chão. Justice sacudiu a cabeça.

— Controle-se.

— Estou controlado. — rosnou Louis.

Justice voltou seu olhar furioso para o humano.

— Qual é o seu nome?

— Pete.

Justice piscou. 

— Você vai nos levar até esse depósito. Qual é a segurança de lá? Quantos guardas protegem o lugar? As armas que têm são pesadas?

Pete o fitou.

— Quer saber quantos homens estão guardando o lugar? Nenhum. Somos só eu, Mike e o doutor.

Tiger rugiu.

— Mentira. Eles nunca deixariam uma instalação de experimentos com apenas três homens de guarda.

Pete virou os olhos apavorados para o homem com olhos de gato que o olhava com desprezo.

— Não é uma instalação. Acabamos de trazer ele da instalação do Colorado. O doutor queria trazer mais deles, mas temos que esperar quando mais homens ficarem disponíveis para construir mais celas para contê-los. No momento só temos esse e nós três conseguimos lidar com ele.

— Você vai nos levar lá, mas primeiro vai nos dizer onde fica localizada essa instalação do Colorado. — Exigiu Justice. — E vai dizer agora.

Louis rugiu outra vez. O homem no chão assentiu em desespero, seu olhar apavorado preso a Louis.

— Eu falo. Tudo o que vocês quiserem. Só fiquem longe de mim. — Ele balbuciou um endereço.

Justice deu uma olhada em Tiger. Ele assentiu e pegou celular no bolso de trás da calça. Deu o endereço à pessoa com quem falava. Fez uma pausa.

— Quantos Novas Espécies são mantidos lá? Como é a segurança?

O homem fechou a boca.

— Eles vão me matar.

Justice rosnou e bateu as mãos. Os homens que estavam na parte de cima desceram e cercaram o humano encolhido de medo. Pete fitou os oito Novas Espécies fechando um círculo em volta dele. O cheiro do seu medo ficou tão forte que Louis quase conseguiu sentir o gosto.

— Você fala ou nós começamos com os seus dedos dos pés e das mãos. É incrível quantos ossos podem ser quebrados antes que o choque comece a matar um homem. — Rosnou Justice, aproximando-se mais. — Responda às minhas perguntas.

— Não faça isso. — exalou Pete. — Porra. Se afastem. Deve haver oitenta e dois machos e seis fêmeas lá, a não ser que alguns deles tenham sido removidos na última semana quando saímos de lá. A segurança é apertada. — Ele parou.

— Continue falando. — rosnou Louis. — Para onde seriam levados? Onde ficam as outras instalações?

— Não é assim. — sibilou o homem. — Quando a primeira instalação de experimentos foi invadida, as pessoas entraram em pânico. Nós achamos um prédio abandonado e levamos alguns meses para preparar a nova locação para abriga-los. Todos estavam mortos de medo que a nossa instalação fosse descoberta, queríamos sair de lá o mais rápido possível, mas leva tempo para se construir celas fortes para manter a gente de vocês presa. Nós os levamos para o endereço que te dei e às vezes nós emprestamos alguns para alguns dos médicos que não foram presos. Eu não tenho nada a ver com isso e não sei de nada a não ser que às vezes um punhado deles desaparece, mas depois são devolvidos. Vai ter que falar com o doutor para saber para onde vão e quem fica com eles. Ele é quem está no comando. Nada é feito sem o consentimento dele. Seu nome é Adam Zenlelt.

— Quantos guardas têm lá? Onde está a nossa gente.

— Eles são mantidos no subterrâneo, segundo andar. Costumava ser um estacionamento, mas fecharam para abrigar os bastardos. Geralmente têm uns doze guardas no andar de cima, e talvez uns seis no de baixo. Não conheço todos os médicos nem os outros funcionários, mas acho que são uns vinte no lugar em cada turno.

— Está equipado com explosivos? — rosnou Tiger.

Pete encolheu os ombros.

— Não tenho nem ideia. Não sou da segurança. Sou apenas o assistente do doutor. Eu e Mike somos os músculos. Isso é tudo. Nós cuidamos do 927 e de qualquer outra cobaia com a qual o doutor trabalhe pessoalmente.

— E Harry? — Louis se aproximou, atirando farpas com o olhar. — Me conte tudo.

O homem engoliu em seco.

— Nós a colocamos na cela com o 927. Ele matou as duas últimas que colocamos com ele. Simplesmente as matou. Ele é louco. Não matava as vadias de vocês, mas mata as normais, como eu. — Ele calou a boca. — Não foi o que eu quis dizer. Sabe como é. Ele atravessou uma partição que tínhamos colocado para afastá-lo quando abrimos a porta da cela. Ele o farejou bastante e ele tagarelou sem parar para tentar convencê-lo a não matá-lo. Ele só o levou para a cama e ficou deitado com ele. Quando eu saí ele estava alimentando ele, e inferno, ele rasgou a carne para ele. Foi mais que esquisito. Se ele usa os dentes para cortar pedaços de carne que ele possa comer, se dorme com ele, então você também pensaria que o foderia. Achamos que ele não gosta de ninguém.

— Ele dormiu com ele? — Rosnou Louis.

O homem fez uma careta.

— Bem, é meio frio à noite e não lhe damos cobertores.

— Calma. — Justice ordenou a Louis. — Ele não acasalou com ele. — Fixou o olhar em Pete. — Certo?

O homem sacudiu a cabeça.

— Eu te disse. Achamos que ele não gosta de ninguém.

Tiger riu. 

— Acha que só por que ele não acasala com ele é porque ele não gosta de ninguém? — Sacudiu a cabeça. — Já passou pela sua cabeça que ele pode não gostar de forçar as pessoas? — Seu sorriso morreu e ele rosnou. — Essa coisa doentia de querer estuprar pessoas pertence a vocês, não a nós.

— Bem, eu nunca agarrei uma mulher e quebrei o pescoço dela, mas ele sim. — Pete apontou. — Duas delas e confie em mim, elas eram lindas. Teria transado com elas em um piscar de olhos se alguém as jogasse em cima de mim. Ele nem falou nada antes de matá-las. — Pete estalou os dedos. — Foi desse jeito.

Justice franziu o cenho, seu olhar pausando em cada um dos homens da sala.

Tiger praguejou em voz baixa.

— Ou ele enlouqueceu ou tem boas razões para matar fêmeas indefesas. Iremos descobrir.

Justice ficou com a expressão fechada. Voltou toda sua atenção para o prisioneiro.

— Pete? Vamos dar um passeio de carro. Você nos levará para onde levou Harry.

— Farei isso. Não tenho escolha. Mas fiquem longe.

Justice acenou com a mão para que seus homens recuassem. Pete se levantou com as pernas bambas. Ele olhou para Justice, que obviamente estava no comando.

— Eu quero imunidade para não ser processado em uma corte por sequestro e o que mais os tiras me acusarem. Me prometa isso e eu mesmo levo vocês dirigindo até 927.

Justice piscou algumas vezes antes de um sorriso lento se espalhar pelas suas feições.

— Eu juro que te darei a imunidade das suas leis. O trato está fechado. Leve-nos para o homem e para o Nova Espécie agora.

O homem olhou para Justice.

— Pode fazer isso, não é? Me dar imunidade?

O sorriso de Justice morreu e seus olhos estreitaram.

— Eu sou a lei dos Novas Espécies. Eu sou Justice. Posso te dar o que eu quiser. Este é um assunto dos Espécies que não envolve as suas leis até eu disser que envolve. Te dou minha palavra como Justice North que seus tiras não o mandarão para a prisão se nos ajudar. Agora vamos.

O homem assentiu.

— Claro. Eu não quero ir para a prisão. É só um trabalho com um bom salário. Também vou precisar de um pouco de dinheiro, só para me ajudar a recomeçar. Quero mil em dinheiro.

Justice estava sério. Ele sacudiu a cabeça em um aceno.

— Feito. Vai receber o dinheiro depois que pegarmos o homem de volta, verificar que a instalação do Colorado fica mesmo onde você disse e nosso pessoal estiver lá.

Pete sorriu, aparentando estar menos assustado.

— Entendo. Vamos. Não fica muito longe daqui. 

* * * * *

Harry riu.

— Não. Eu não sou deficiente. Existem muitas pessoas do meu tamanho.

927 assentiu.

— Não foi minha intenção ofendê-lo se eu impliquei que você tem imperfeições físicas.

— Não me ofendi. Vi algumas das suas mulheres e elas são muito altas. Entendo por que pensaria assim. Eu sou baixo para o padrão normal. Eu...

927 se moveu de repente, cortando suas palavras. Ele ficou de pé em um segundo e segurou Harry. Ofegou quando aquelas mãos agarram seus braços e ele foi colocado de pé. Acabou atrás do homem imenso. Ele ficou tenso e rosnou para a porta da cela.

O homem mais velho e Mike caminharam até a cela. Harry teve um vislumbre deles antes que 927 o empurrasse para trás e usasse uma das mãos para mantê-lo atrás dele. Ele era largo e alto demais para que conseguisse espiar. Outro rosnado forte e horripilante emergiu de sua garganta.

— Vejo que gosta dele. — O velho riu. — Precisa acasalar com ele, 927. — A voz do homem endureceu. — Vou fazer com que Mike pegue a arma e o mate se não acasalar.

Medo rasgou Harry. Por que eles fariam isso?

— É. — riu Mike. — Vê essa arma? Boom! O doutor está cansado de esperar enquanto você corteja a vadia. Só ponha ele de quatro e encontre o buraco certo. Não deve ser muito difícil. Sei que não gosta de pessoas.

— Já chega! — suspirou o velho. — Eu continuo dizendo a vocês que ele não é anti-social. Já acasalou com fêmeas do tipo dele no passado. É com pessoas inalteradas que ele tem problemas.

O velho suspirou mais alto.

— 927. Ou acasale com ele ou saia da frente e permita que Mike o mate. Simples assim. Você parece gostar dele e tenho certeza que vai acasalar. Está fazendo isso só para me irritar. Eu entendo isso, mas a minha paciência já está no fim. Já perdi tempo demais.

— Terá que atirar em mim primeiro. — Alertou 927, sua voz se tornando um rosnado assustador.

Houve silêncio. O velho finalmente falou.

— Soltarei um gás na sua cela e quando você apagar o pegaremos. Odiaria isso porque teria que fazer um pedido do gás, mas posso consegui-lo até o fim do dia. Acasale com ele ou saia da frente. 

— Use o gás. — rosnou 927.

O terror de Harry foi instantâneo.

— Gás? — Ele ofegou.

927 virou a cabeça e olhou para ele.

— Quer acasalar comigo? Eles o levarão de mim depois e você ficará vivo até que ele decida que já teve o que quer. Vão amarrá-lo e machucá-lo. Fazem isso com as nossas fêmeas. Elas gritam e choram. Às vezes eles as levam para que outros machos acasalem com elas e começa tudo de novo. É essa a vida que você deseja?

Ele sacudiu a cabeça. Definitivamente não.

Ele assentiu.

— Quer que eu saia da frente e deixe que ele atire em você? Toda sua esperança já morreu?

Ele sacudiu a cabeça outra vez.

— Não estou pronto para morrer.

— Eles terão que usar um gás em nós. Levará tempo. — ele sussurrou.

Harry olhou nos seus olhos e assentiu.

— Gás.

927 lhe deu um sorriso e virou. Com o rosto sério, disse.

— Peça o seu gás. É o único modo que vai conseguir tirá-lo de mim.

— Porra. — grunhiu Mike. — Deixe atirar nele doutor. Tenho certeza que consigo evitar os órgãos vitais. Ele vai se recuperar.

— Era só um blefe para fazer com que acasalasse com ele. Drogaremos a sua comida. Ele terá que comer ou beber a certa altura. Feche a água da cela dele. Assim que ele ingerir as drogas será forçado a acasalar com ele. Não quero perturbar esse experimento, mas ele é teimoso demais. Teremos que usar as drogas reprodutoras. Talvez possamos conseguir que acasale com ele fora do efeito das drogas depois que já tiver acasalado uma vez.

— Por que não usamos o gás neles, forçamos ele a gozar e injetamos na vadia se quer ver se do forno dele sai um cachorrinho?

— Eu já tentei explicar isso. — O velho suspirou. — Os testamos há dez anos. O esperma é diferente do nosso. Descobrimos que durante o sexo a quantidade de esperma deles é alta, mas só se estiverem excitados. Quando é manipulado manualmente, se forçarmos o esperma, a contagem cai substancialmente. Também tem um período de vida bem mais curto. Morre rapidamente, quase em um minuto, e até conseguirmos descobrir se isso é pela exposição ao oxigênio ou se é um problema de temperatura, não podemos resolver a questão de forma eficaz. Perdemos muito do nosso equipamento quando abandonamos a instalação. Preciso que ele acasale com ele naturalmente, pois pode haver uma chance de sucesso.

— Por que não funcionou com as vadias animais? 

— As fêmeas não produzem óvulos viáveis. Só os machos que têm a habilidade de reproduzir. Preciso fazer umas ligações para pedir as drogas que preciso e ver como estamos com as transferências. Os homens vêm amanhã para aumentarmos o espaço e adicionar mais quatro celas. Se esse não acasalar com ele, talvez os outros o façam.

Mike riu.

— Uau! Vai fazer com que ele transe com cinco deles? Acha que ele vai sobreviver?

— Não sei. Depende se os outros quatro vão matá-lo ou não. Esse trabalho é importante.

— Quem se importa se eles podem procriar?

O velho hesitou.

— Perdemos a habilidade de fazermos mais deles há muito tempo. Não fomos capazes de replicar o que a médica que os criou fez. Toda tentativa falhou. É mais rápido lidar com os problemas reprodutores deles do que começar do zero e tentar replicar o modo como foram criados. Tentamos isso por anos e não conseguimos. Se você gosta de receber o seu salário temos que descobrir isso. Quando a Mercile foi descoberta, todos os bens foram congelados. Quase acabamos com o dinheiro que transferimos antes daquilo acontecer. Temos que recorrer a maneiras mais criativas de fazer dinheiro com eles e descobrir isso é uma prioridade.

— Eles não vão sair mais fracos se forem gerados com vadias normais?

— Não. Eles têm os genes agressivos e dominantes, cada um deles. Virão completamente iguais ao modo que os fizemos se conseguirmos procriá-los com humanos.

— Legal.

— Legal se conseguirmos resolver o problema e fazer com que esse aí o engravide. Seremos capazes de procriar nossos machos restantes com pessoas normais e obtermos centenas de novos produtos no primeiro ano. Pense na margem de lucro e na rapidez em que conseguiremos substituir os que foram perdidos. Aprendemos muito com o passar dos anos e não cometeremos os mesmos erros com os novos. Os recém-nascidos serão treinados desde o nascimento a obedecerem as nossas ordens.

— Super legal.

— É mais uma questão de sobrevivência. Todos somos procurados pela polícia e a menos que queira fugir para algum país de terceiro mundo para vender bugiganga para turistas, é melhor se apressar para fazer com que dê certo. Isso vai manter o seu salário mensal.

— Porra. — Mike parecia sério. — Eu não sabia que as coisas estavam tão desesperadoras assim.

— Vamos deixá-los enquanto faço as ligações. Talvez acasale com ele logo. Ele não usa uma fêmea já faz um bom tempo. Foi outra razão para escolhê-lo. Sua resistência tem que estar baixa.

Harry tentou escutar, mas não conseguiu mais ouvi-los. Observou 927 com cuidado. O corpo dele finalmente relaxou e ele soltou o seu braço, virando-o para olhá-lo.

— Você está com medo. — Ele inalou. — Não permitiria que o levassem. 

— Foi por causa do que disseram. — Ele o fitou, horrorizado. — Eles querem que tenhamos filhos que possam treinar para obedecê-los? E o que significa produto?

Ele sabia a resposta, mas era horrível demais para contemplar, só precisava que fosse confirmada.

— Nós somos produtos. Já ouvi isso antes. Primeiro surgimos para ajudá-los a criarem drogas que testaram em nossos corpos. Agora sempre falam que precisam de dinheiro e que querem nos forçar a lutar por eles. Eu até os ouvi dizer que querem nos vender. E os ouvi planejando criar mais de nós, mais novos, que não conhecem a crueldade deles. Acham que podem enganar os mais novos e fazer com que se tornem o que nos recusamos a ser.

— Isso é horrível. — E mal. Vil. Doentio. Cruel. Parou antes de começar a praguejar.

— É por isso que não tive escolha no que fiz com as mulheres. Eu vi o que fizeram com as nossas por anos, tentando forçar seus corpos a procriarem. Vocês não conseguiriam sobreviver dentro de suas mentes e o corpo mais fraco de vocês não aguentaria. Nossas fêmeas são mais fortes.

— Aquela parte era verdade? Que você matou as outras que eles trouxeram? Achei que estavam tentando me assustar.

Ele hesitou.

— Elas gritaram quando me viram e ficaram aterrorizadas. Choravam e gritavam. Enlouqueceram ao me ver. Eu sabia que elas não sobreviveriam a uma procriação, nem seriam fortes o bastante para enfrentar os experimentos. Elas seriam passadas de cela em cela do jeito que as nossas mulheres foram durante esses testes. Piorou recentemente e eles se concentraram nisso. Faziam nossas fêmeas acasalarem com oito ou nove de nós. Nós recusamos sempre que elas se recusaram. A maioria das nossas mulheres ficou muito triste, mas tentamos mantê-las fortes. Ao menos era um tipo de contato, e nos tratávamos bem. Nossas fêmeas têm vidas difíceis. Foi uma benção eu ter matado as mulheres sem lhes causar dor. O sofrimento delas seria muitíssimo maior durante todos os momentos de suas vidas. Nossas mulheres contaram o que foi feito com elas durante os experimentos que os médicos fizeram em seus corpos quando não estavam conosco. — Ele estremeceu. — Eles teriam matado as mulheres de qualquer jeito se elas conseguissem sobreviver aos testes de reprodução. Eu iria preferir morrer. Foi rápido e indolor. Foi bondade matá-las antes que fossem torturadas a ponto de enlouquecerem.

— É isso que me aguarda?

Ele assentiu amargamente.

— Você é mais forte. Não gritou nem chorou alto quando o trouxeram. Colocou-se em um canto e conversou comigo. Disse coisas que me fizeram saber que poderia ser forte o bastante para sobreviver e eu percebi que era sincero. Você deve sobreviver e dar ao seu Louis tempo para encontrá-lo. Não vou machucá-lo nem ameaçá-lo e o tratarei tão bem quanto às fêmeas da minha espécie se eles nos fizerem acasalar. Você precisa sobreviver aos experimentos quando eles o torturarem. Precisa fazer o que fez comigo quando o levarem para os outros machos. Precisa falar com eles e não gritar. Nossas fêmeas sobrevivem a isso porque nós lhes damos conforto. Eu irei confortá-lo, Harry. 

Harry quis chorar, mas lutou contra as lágrimas. O homem estava muito calmo, contando-lhe que tipo de inferno poderia ser obrigado a suportar. 927 se aproximou devagar. Harry não protestou quando ele o levantou nos braços, caminhou até a cama e sentou com ele em seu colo. Seus braços o abraçaram forte contra o corpo quente.

— Eu o protegerei em sua fraqueza. Chore pequeno dos olhos bonitos. Você foi muito corajoso. Irei segurá-lo e saberá que estou aqui.

— Obrigado. — Harry abandonou a pequena fração de controle que ainda restava. Colou-se ao homem que o abraçava e chorou baixo em seu peito.

Eles iriam fazer com que ele acasalasse com ele e também planejavam trazer mais Novas Espécies para jogá-lo a mercê deles. Levariam seu bebê como se fosse um filhote de cachorro ou de gato se obtivessem sucesso. Provavelmente o manteriam acasalando até que não tivesse mais uso e o matassem. Quantos bebês eles levarão dos meus braços antes que isso termine?

Harry tomou uma decisão enquanto chorava. Seria forte, faria o que fosse preciso, mas lutaria pela própria vida. Louis o encontraria. Talvez não agora, mas eventualmente. Só precisava rezar para que não engravidasse se o pior acontecesse. Não queria dar aqueles imbecis um bebê indefeso para atormentarem.


Notas Finais


Até o próx ♥


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