História Valkyon Eldarya - Capítulo único - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Eldarya
Personagens Erika, Ezarel, Keroshane, Nevra, Valkyon
Tags Eldarya, Guardiã, Slice Of Life, Valkyon
Visualizações 171
Palavras 3.042
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Visual Novel
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Essa é a primeira fez que arrisco fazer um fanfic. Não quis inventar muito, então é um história bem simples.

Espero que gostem! ^^

Capítulo 1 - Apenas um dia


Fanfic / Fanfiction Valkyon Eldarya - Capítulo único - Capítulo 1 - Apenas um dia

Mais uma vez Érika se atrasou, levantou e se arrumou com pressa. Todas as manhãs tinha treinamento com Caméria. Saiu correndo de seu quarto em direção aos portões do QG, mas ao passar pela porta de entrada da sala, esbarrou em alguém.

— Você não olha por onde anda? — disse Ezarel, irritado, recolhendo vários papéis que foram derrubados.

— Desculpe. Eu não te vi. — ela respondeu, sem jeito. — Eu ajudo. — começou a pegar alguns papéis e organizá-los.

— Não preciso de sua ajuda. Você já fez muito derrubando. — disse o elfo com desprezo e impedindo que a garota o ajudasse.

Irritada com a atitude do dele, Érika largou os papéis descendo o pequeno lance de escada e seguindo seu caminho para encontrar Caméria. Valkyon saiu pela porta do QG e se aproximou do amigo, recolhendo os papéis que Érika havia derrubado.

— Porque você sempre fala assim com ela? — perguntou o rapaz.

— Ela é uma humana inútil e causadora de problemas. — Ezarel não o olhou, apenas respondeu, desprezando a garota. O elfo odiava os humanos, desde o primeiro dia em que Érika havia chegado, deixou isso bem claro.

— Sabe que não é assim. Além disso, ela é MEIO humana, lembra que ela também tem sangue Faery? — retrucou Valkyon.

— Não importa, mesmo sendo metade Faery, ela foi criada como humana. H-U-M-A-N-A. — insistiu o elfo, fazendo questão de soletrar cada letra da palavra.

— Não deveria julgar como se ela fosse como todos os humanos. — Valkyon, mesmo sendo amigo de Ezarel, não gostava da forma como ele tratava a garota.

— Ela parece ter atrasado de novo. Sinceramente, essa garota é irresponsável. —Ezarel insistiu, não gostava do fato da garota não retribuir o esforço dos demais. — Você deveria chamar a atenção dela. Caméria se dá ao trabalho de treiná-la e ela não leva a sério. O melhor teria sido expulsá-la, como disse desde o início. Mas, preciso voltar aos meus afazeres.

O elfo terminou de recolher os papéis e se despediu, seguindo seu caminho para o laboratório de alquimia. Valkyon sabia que era impossível discutir com o elfo, era muito teimoso e orgulhoso. O rapaz foi até o portão do QG. Enquanto observava Érika, pensava nas últimas semanas, nos atrasos da garota, tentava entender o que poderia estar acontecendo. Valkyon pediu a Caméria para lhe dizer o desempenho dela, desde que começaram a treinar juntas. No início, ela estava indo bem, mas há algumas semanas, a garota parecia estar dispersa durante as aulas.

Caméria ensinava os golpes e a garota repetia, sem problemas. Depois de um tempo, a hamadríade decidiu iniciar um combate contra a Érika, para que praticassem. A garota se movimentava bem, porém, ele notou que ela estava um pouco devagar, não parecia focada na luta, mesmo conseguindo se desviar de alguns golpes e revidando outros. Quando Caméria aplicou um chute, acertou a lateral do abdômen de Érika, a garota caiu no chão, tentando respirar e sentindo uma forte dor em seu abdômen. A hamadríade correu para ajuda-la, assim como Valkyon, que correu para onde as duas estavam.

— Pelo oráculo Érika, Você está bem? Me desculpe, mas por que você baixou a guarda? — perguntou Caméria. Ela ajoelhou-se ao lado de sua companheira de guarda e tentando ajuda-la a levantar.

— E-estou. — respondeu a garota com dificuldade. — Não precisa pedir desculpa, fui eu que me distraí.

— Érika? O que houve? Está tudo bem? — perguntou Valkyon se aproximando. Mesmo não demonstrando, o rapaz estava preocupado com a garota.

— Sim. — Érika tentou se levantar, apoiada em um dos joelhos, enquanto respondia — Só preci... — mas no momento em que a garota, enfim, se pôs de pé, seus olhos se fecharam e ela caiu para trás. Teria acertado o chão, se não fosse por Valkyon, que a segurou pelas costas.

Caméria e Valkyon se olharam, espantados.

— Mas o que...? — disse a hamadríade, confusa.

— Caméria, por hoje, o treinamento está suspenso. Vou leva-la até Eweleïn. — ordenou e Caméria apenas assentiu. Valkyon pegou as pernas da garota e levantando-a no colo. Ele caminhou às pressas em direção á enfermaria.

No caminho, encontrou Ykhar que se espantou ao ver Érika desmaiada e correu em direção a eles.

— Valkyon? O que aconteceu? Não me lembro da Érika ter saído em missão. Ela está bem? É grave? Precisa de alguma coisa? — perguntou a brownie, desesperada, como de costume.

— Só está desmaiada. — Valkyon tentou tranquilizar a brownie. — Pode me ajudar a bater na porta da enfermaria?

— Claro. — Ykhar assentiu e seguiu o rapaz até a enfermaria.

Ykhar bateu na porta e ouviram Eweleïn pedindo que entrassem. Assim fizeram, Valkyon entrou e colocou a garota em cima da cama.

— O que houve? — perguntou a elfa, enquanto tirava o pulso e examinava a garota.

— Ela estava treinando com Caméria. Houve um acidente e ela acabou sendo atingida por um chute, mas logo que se levantou, desmaiou. — ele explicou.

— Entendo. Esperem lá fora. — Eweleïn pediu e os dois assim fizeram.

Ykhar e Valkyon ficaram do lado de fora conversando, aguardando. Ezarel saiu de seu laboratório, quando viu ambos, se aproximou e perguntou o que havia acontecido. Valkyon explicou o ocorrido.

— Não acredito. Eu disse que essa garota só traz problemas. — o elfo balançava a cabeça, impaciente.

— Você é mesmo um grosso.  — Ykhar se sentiu irritada pelo comentário e acabou retrucando. — Se não tem nada pra dizer, então fique calado. — a brownie não deu oportunidade pra resposta para o elfo e apenas se virou e começou a caminhar, a passos duros, em direção à biblioteca.

— Qual o problema dela? Porque ficou tão irritada? – confuso, Ezarel tentava entender porque a garota-coelho agira de tal forma.

—Érika e ela são amigas, você saberia se tentasse conviver mais com ela. —respondeu Valkyon, com os braços cruzado e apoiado ao parapeito.

— Vai me dar um sermão também? — Ezarel respondeu ironicamente, dando os ombros. A porta da enfermaria se abriu e Eweleïn se dirigiu a ambos os rapazes.

— Ezarel, preciso conversar com o Valkyon. — Ewelein acenou para que Valkyon entrasse.

— Tudo bem. Preciso resolver outras coisas. — o elfo respondeu, descendo a escadaria.

Valkyon seguiu a elfa para dentro da enfermaria, que explicou a situação.

— Me pergunto há quanto tempo ela está assim. — Eweleïn começou, sentou-se em uma cadeira próxima a cama, onde a garota estava deitada. — Ela está um pouco pálida e a pressão está muito baixa. O desmaio repentino é por causa de anemia. Essa menina não está se alimentando direito. Também notei que ela perdeu um pouco de peso. — disse por fim, voltando seu olhar para Valkyon, que olhava para Érika.

— Entendo, está claro agora. — murmurou o rapaz, colocando a mão sobre o queixo e pensando.

— Disse algo? — perguntou a elfa.

— Não, nada demais. — respondeu Valkyon. — Quer que eu a leve pro quarto? Ou ela pode ficar aqui até despertar?

— Pode deixá-la aqui. — Eweleïn sorriu e levantou, se aproximando Valkyon e colocando a mão em seu ombro. — Você pode ficar tranquilo e voltar pra seus afazeres.

O rapaz a olhava, com curiosidade, tentando entender.

— Nada. — Eweleïn respondeu, rindo para si, mesmo que ele tentasse esconder, ela percebeu sua preocupação.

*** ***

Já tinha se passado o horário do almoço quando Érika despertou. A garota abriu seus olhos lentamente, sentindo-se um pouco fraca, olhou ao seu redor e reconheceu logo onde estava. Olhou para o lado e viu Eweleïn, sentada á sua mesa, parecia estar escrevendo. Quando a elfa notou que a garota tinha acordado, se aproximou da cama onde estava deitada.

— Enfim acordou. — disse Eweleïn, se aproximando dela e tocando seu pulso. — Eu deveria mandar a Miiko te prender de novo sabia? — a elfa tinha o olhar severo.

Érika se espantou com a repentina acusação da elfa, que continuou.

— Porque não tem se alimentado direito? — Eweleïn dizia, enquanto dava um peteleco, de leve, na testa da garota.

— B-bom. — a garota ficou corada, passando a mãos nos cabelos, tentou se explicar. — Ultimamente, tenho perdido a hora todas as manhãs e acabo indo treinar sem o café da manhã, e também, por causa disso, acabo almoçando mais tarde que os demais. Meus horários estão um pouco desregulados. Tem dias que faço apenas duas refeições por dia.

— Porque não treina na parte da tarde? Ou outro horário em que você não perca a hora? — Eweleïn perguntava, com olhar confuso e tentando entender a situação.

— Não posso incomodar Caméria mais do que isso. Ela tem suas tarefas. — Érika respondeu cabisbaixa, colocando as mãos na testa e se deitando. Fitava o teto da enfermaria.

— Eu te entendo, apenas tente se cuidar mais. Você não pode continuar treinando sem se alimentar. Exercício físico requer energia, se você continuar assim, seu corpo vai piorar e chegar a um ponto mais crítico do que hoje. — explicou Eweleïn, a garota assentiu. Sabia que estava errada e tentaria seguir o que a elfa lhe aconselhou.

— Vou tentar. Desculpe por preocupá-la.  — Érika sorriu. — Bom, vou voltar pro meu quarto. — A garota se levantou e saiu da enfermaria.

Ao descer, encontrou com Nevra, que estava ao pé da escada. O vampiro abriu um grande sorriso, indo em direção à garota.

— Que pena. Eu ia lhe dar o grande privilégio de minha visita. — disse o vampiro, fazendo cara de decepção. — Mas você estragou.

— Ah, lamento perder sua ilustre visita. — a garota debochou. Já tinha se acostumado com essas brincadeiras, já não se incomodava mais com suas insinuações e cantadas do vampiro.

— Da próxima vez, espero que você desmaie em meus braços. — Nevra tinha sorriso largo no rosto.

— Me recuso. — Érika respondeu, levantando a mão com objeção. — Tenho medo do que você pode fazer, caso eu esteja inconsciente.

— Como pode pensar que eu faria alguma coisa? Só se você quiser. — o vampiro sorria maliciosamente. Érika revirou os olhos e balançou a cabeça negativamente para Nevra.

— Não, obrigada. Preciso ir. Até depois. — a garota sorriu e se despediu do vampiro e caminhou até a cantina.

Ao entardecer, Érika decidiu ir até a orla da praia. Caminhou um tempo, nas ondas do mar. O Sol já estava baixo, quando decidiu se sentar na areia. Olhando para o nada.

— Érika? Posso falar com você? — a garota olhou para trás e viu Valkyon se aproximando.

Ela tentou evitá-lo durante a tarde, estava com vergonha e tinha um pouco de receio que ele poderia dizer. Sentiu-se culpada por por fugir dele. O rapaz sentou-se ao lado, também fitando o mar. Érika não pôde deixar de admirá-lo, mas a garota se recompôs. Na cabeça de da garota se passava mil coisas. Nunca sabia o que falar com ele. Era um pouco difícil dialogar com Valkyon. Ela resolveu iniciar a conversa.

— Eu... sinto muito. — começou, um pouco sem jeito — Estou tentando melhorar pela guarda, prometo que isso não acontecerá de novo.

— Não é a guarda que me preocupa. Não quero que você se mate pelo “bem” da guarda. Faça as coisas no seu ritmo, não precisa se apressar. — Valkyon era gentil, apesar de ser um rapaz calado e fechado, suas palavras eram brandas. Quando passou a conhecê-lo, essa era a parte que mais a encantava.

— Tentarei. — Érika se sentia ainda mais culpada. O que ela não queria era preocupar ou dar trabalho pra ninguém, muito menos para ele. — Já deve ser quase hora do jantar. Melhor eu ir.

— Eu te acompanho até a cantina. — Valkyon se levantou e ofereceu sua mão para ajudá-la.

Ao chegarem no QG, Valkyon se despediu da garota e se dirigiu a forja. Érika seguiu seu caminho para a cantina e sentou-se com os demais que já estavam à mesa, Karenn, Alajéa, Caméria e Ykhar e Kero. Conversaram descontraídos e falaram sobre o dia. Érika se desculpou com Caméria, que apenas sorria e tentando tranquilizar a companheira de guarda.

*** ***

Tarde da noite, quando Ezarel caminhava até seu quarto, viu que o aposento de Érika, ainda estava com a luz acesa e percebeu que a porta estava entreaberta.

Não acredito que ela ainda está acordada, depois do que houve hoje. — o elfo murmurou consigo, colocando a mão na têmpora.

Ele caminhou até o quarto da garota. Abriu a porta e se surpreendeu ao ver que Valkyon estava no quarto, como estava de costas, ele não o tinha visto. Érika estava dormindo em cima de um livro aberto, em sua mesa. Ao lado, havia vários outros, empilhados. O rapaz a pegou em seu colo e caminhou em direção à cama, deitando-a delicadamente. Mas o que veio a seguir o surpreendeu e desconsertou o elfo.

O jovem chefe da Guarda Obsidiana passou os dedos, levemente, sobre o rosto da garota e logo em seguida a beijou nos lábios. Valkyon então se levantou e virou pra sair, quando viu Ezarel. Ele apenas levou o dedo aos lábios, pedindo silêncio, o elfo assentiu, saindo do quarto. Após apagar a luz, Valkyon o seguiu para o lado de fora e fechando a porta com cuidado. Os dois caminharam até seus quartos, enquanto conversavam.

— Então... — Ezarel começou a falar, ainda sem graça pela cena que havia presenciado. — Porque estava no quarto dela?

— Eu poderia te perguntar o mesmo. — Valkyon respondeu. Ezarel viu o rapaz olhá-lo com desconfiança.

— Não é o que pensa. Apenas vi a luz acesa e a porta entreaberta. — confessou o elfo, enquanto olhava para o lado e coçava a cabeça. — Achei que ela ainda estava acordada. Parece que cometi um engano sobre ela.

— Você admitindo estar errado? — Valkyon riu, enquanto zombava do elfo.

— Não sou um monstro. Apesar do que vocês pensam. — Ezarel ficou constrangido, sabia quando cometia erros e os assumia. — Mas ainda não respondeu, porque estava lá?

— Ykhar me contou que há algumas semanas Érika tinha pegado uma pilha de livros sobre Eel e técnicas de luta. Aparentemente, não tinha professores de história disponíveis no momento para ela fazer aulas. Kero prometeu avisá-la quando houvesse um, mas ela decidiu estudar por conta própria. Ela tem pulado horários para poder estudar, treinar e fazer missões. — Valkyon explicou. Estava pensativo. Sentia-se responsável por não ter percebido antes.

Ezarel se lembrou de quando encontrou Valkyon e Ykhar conversando na porta da enfermaria, mais cedo.

— Entendo o porquê dos livros da história de Eel, mas e quanto aos livros sobre combate? — Ezarel perguntou curioso. — Se está treinando, porque precisaria deles?

— Ela sempre se esforça mais que o necessário e faz as coisas da cabeça dela. — Valkyon explicou, se lembrando das várias vezes em que a garota não escutava o que lhe diziam e apenas agia à sua maneira, mesmo se arriscando.

— Entendo. — o elfo disse pensativo. — Eu vou ensiná-la. — Ezarel propôs, um pouco sem certeza, tinha dúvidas se a garota aceitaria, depois do que tinha feito.

— Como é? — Valkyon perguntou, olhando-o surpreso. Não parecia estar na mesma realidade em que sempre viveu.

— Eu disse que vou ensiná-la, e não me faça repetir. — o elfo tentava desviar o olhar, estava envergonhado. — Eu... devo isso a ela, como pedido de desculpas.

— Ezarel pedindo desculpas. — Valkyon debochou do elfo, dando um leve soco em seu ombro.

— Não força. — esbravejou Ezarel.

Ao chegarem à porta de seus quartos, Ezarel deu boa noite e caminhou pra seu quarto.

— Ah, Ezarel. — chamou Valkyon, antes que o elfo entrasse. — Sobre o que você viu antes...

— Sobre o quê? A pilha de livros? Não contarei pra ninguém. — o elfo sorriu de lado e entrou para o quarto.

Valkyon sorriu para si mesmo, entendeu que o elfo não diria nada, e assim ele entrou em seu quarto.

No dia seguinte. Érika abriu os olhos e viu que já era manhã, mas ainda estava cedo, tinha tempo para se arrumar. Olhou em volta e viu que estava na cama, se perguntou quando tinha adormecido, ou quando havia deitado. Levantou e arrumou-se. Antes de sair, ouviu alguém bater. Ao abrir a porta, ficou surpresa de ver quem estava a sua frente.

— Ezarel? — a garota o olhava, espantada e curiosamente, ele era a última pessoa que ela esperava que batesse a sua porta. — O que está fazendo aqui?

— Vim te avisar que a partir de hoje tarde, você irá estudar comigo, até aparecer um professor de história. — o elfo estava sério, diferente das outras vezes, não parecia estar fazendo alguma pegadinha.

— Isso é alguma brincadeira? — Érika ainda estava incrédula, sentiu que estava em outra realidade, ou ainda estava dormindo.

— Não é piada. Eu soube que você queria frequentar as aulas e como ainda não tem professor, eu vou te ensinar, temporariamente. Vai ser mais fácil com alguém te ensinando você não vai precisar sair dos seus horários como têm feito. — o elfo sabia que não seria fácil convencê-la.

— E porque VOCÊ vai me ensinar? — Érika ainda não acreditava no que estava ouvindo.

— Olha. Peço desculpas por ontem. Falei coisas erradas sobre você. Então essa é maneira de te recompensar. — Exare disse seriamente, tentando convencê-la de sua boa intenção.

Érika o olhava, com suspeita. Mas dessa vez o rapaz, realmente, não demonstrava estar aplicando umas de suas habituais pegadinhas de mau gosto. Ele parecia sincero. Mesmo um pouco desconfiada, ela aceitou a proposta do elfo.

— Todos os dias, depois do almoço, no laboratório de alquimia e não ouse se atrasar. — disse o elfo, com um sorriso largo, mas que deu certo calafrio na garota.

Ela apenas concordou e se despediu do elfo e foi em direção à cantina, onde encontrou com Valkyon.

— Vejo que está no horário hoje. — o rapaz estava sentado à mesa, tomando seu café da manhã.

— Pois é. Mas, mais surpresa do que eu levantar no horário foi seu amigo se oferecer pra me dar aulas. — Érika puxou uma cadeira e se sentou à mesa. — Foi você que pediu?

— Ele se ofereceu. — Valkyon respondeu, dando outra mordida em seu pão.

— Nem acreditei quando ele disse. — confessou a garota, colocando a mão no queixo.

— Érika, sabe... — Valkyon tinha parado de comer e agora a olhava com seriedade. A garota o olhou, um pouco surpresa. — Caso tenha alguma dúvida sobre seu treinamento, sinta-se livre pra perguntar a Caméria... ou a mim.

— Eu... — a garota olhava em seus olhos âmbar. —... Eu farei isso. — Ela retomou a compostura e respondeu, com um sorriso.

As aulas com Ezarel eram um pouco difíceis, ambos ainda não se entendiam bem, mas ele sempre tentava tirar suas dúvidas, e ela, tentava ser tolerante as seus casuais comentários irônicos e sarcásticos. Érika retornou os livros que havia pegado para Kero, às vezes voltava para ler um ou outro, mas decidiu fazer tudo ao seu próprio tempo.



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