História Válvula de Escape - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood
Tags Drama, Romance
Exibições 46
Palavras 1.065
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, pessoal! Passei muito tempo adiando a ideia de escrever uma fic, finalmente, não pude mais aguentar e a ansiedade venceu a insegurança. Espero que gostem e obrigada por dar uma chance à minha história.

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Válvula de Escape - Capítulo 1 - Prólogo

Prólogo

O sol finalmente anunciava o início de um novo dia, através dos feixes da cortina a claridade teimava em adentrar o quarto de Regina Zambrano Mills, fazendo-a abrir os olhos com dificuldade e suspirar ao olhar para a foto que ficava ao lado de sua cama, em cima da mesinha de canto.

– Bom dia, meu amor.- Sussurrava ela enquanto sentava na cama e coçava os olhos procurando despertar.

Cada amanhecer exigia de Regina um grande preparo psicológico para que ela se acostumasse com as lembranças que a acometiam toda vez que adentrava no Memorial Hospital West, ou como muitos conheciam, o grande império de Cora Zambrano Mills, dona do hospital mais renomado de Miami.

Quem olhava para a bela morena de olhos castanhos, com toda a sua postura de mulher segura de si, sempre em cima de seus saltos ( salvo os momentos na sala de cirurgia), com passos firmes e cabeça erguida, nem imaginava o coração fragilizado que se escondia dentro daquele corpo escultural. Apesar de todos no ambiente de trabalho conhecerem a história estarrecedora de Regina Mills, jamais diriam, pelo seu comportamento arrogante, que ali estava uma mulher que, ao se levantar, todos os dias vislumbrava o porta retrato ao lado da cama, admirando a figura do falecido noivo ao seu lado, e direcionava ao objeto um olhar tão repleto de dor e culpa, sentimentos dos quais ela deixava de lado, trancafiados no ambiente de sua luxuosa casa e dava lugar à figura imponente que muitos admiravam ou até mesmo temiam, com exceção de sua mãe, que era incapaz de reconhecer todo o talento e esforço da primogênita.

Os esforços de Regina em não mostrar ao mundo o que verdadeiramente sentia, certamente não eram vãos, todos acreditavam piamente na projeção que criara de si mesma. A figura da morena era a imagem da perdição. Não apenas de uma mulher assustadoramente bela e hipnotizante, mas igualmente forte e inabalável. Drª. Zambrano era a cardiologista mais conhecida de Miami, suas inúmeras operações bem sucedidas precediam sua história de vida estarrecedora, a qual ela odiava quando vinha à tona, fosse pela mídia ou pelos colegas de serviço. Sabendo disso, desde que o ocorrido acontecera, Regina deixara bem claro que não gostaria mais de ouvir tocarem em qualquer assunto que dizia respeito à sua vida pessoal. Sua exigência fizera efeito, pois quase não se ouvia falar no assunto e Regina era sempre motivo de notícias, mas pelos seus feitos profissionais. Além do mais, já se passara dois anos desde o ocorrido. Para a memória coletiva de curto prazo, dois anos é muito tempo, mas para ela, em seu íntimo, tudo era ainda muito recente.

 

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Durante o caminho para o hospital, Regina dirigia com os pensamentos voltados para a reunião que sua mãe marcara para o dia seguinte. As pessoas não paravam de comentar a respeito da mudança de chefia, especialmente porque era uma grande surpresa Cora Zambrano Mills finalmente passar a coroa para outra pessoa, que obviamente seria Regina. Não por uma questão de laços familiares, mas porque Drª Zambrano era claramente a profissional mais dedicada e capacitada para o cargo de chefe do Memorial Hospital West. Regina não podia negar que estava ansiosa para finalmente assumir o lugar da mãe. Apesar de ter seguido a carreira de medicina por influência de Cora, ela realmente amava o que fazia e se entregava de corpo e alma aos “ossos do ofício”. Na verdade, sua vida girava em torno da profissão, que para além do amor ao cargo, servia para Regina como uma espécie de débito a ser pago. Salvando dezenas de vidas em nome da vida que ela acreditara ter tirado anos atrás. A morena trabalhava incansavelmente, estudava todos os seus casos minuciosamente, e até mesmo na mais simples consulta que fazia dava o melhor de si, deixando cada um de seus pacientes encantados com as habilidades da renomada médica. Diferentemente do tratamento que redirecionava aos colegas de trabalho, Regina Zambrano Mills tratava seus pacientes com um carinho especial, oferecendo-lhes não apenas um tratamento médico, mas verdadeira atenção e apreço por ela ser a escolhida por eles para que os tratassem. Ela acreditava que cada paciente que a procurava estava, de certa forma, confiando-lhe a vida, e jamais se permitiria errar com eles, não como acreditava ter errado com o caso de Daniel...

Apesar de ser uma pessoa particularmente reservada, Regina mantinha uma relação de amizade muito forte com Emma Swan, especialmente pelo afeto que criara pelo filho da mesma, Henry. Emma conhecera Regina no seu terceiro ano como residente, admirava tanto a morena que se tornara sua sombra, felizmente essa atitude fez com que florescesse um vínculo muito além do profissional entre as duas. Emma e Regina eram confidentes e não importava a ocasião, uma sempre estava lá pela outra. Emma lamentava por tudo o que a amiga já passara, por isso era sempre compreensiva com Regina, apesar de nem sempre aprovar suas atitudes com as demais pessoas, como por exemplo, o relacionamento restritamente carnal que a morena mantinha com o enfermeiro Graham. Aos olhos da loira de olhos verdes, aquela relação só tornava Regina mais vazia por dentro, quase como se aquilo fosse um último grito desesperado por socorro...  

O vínculo entre as duas fora realmente fortalecido depois do momento em que Emma presenciou o mundo de Regina desmoronar, afinal, ela participara da operação de Daniel, que fora perfeitamente executada, assim como jamais esqueceria do olhar estarrecedor da amiga, horas depois, ao descobrir que nem tudo havia saído como o planejado e o noivo da morena já não estaria mais ao seu lado no altar ou na vida. Talvez por isso, Emma enxergasse muito mais a força de Regina do que a mulher arrogante que ela demonstrava ser para as outras pessoas, porque apesar de tudo o que havia acontecido, a Drª Zambrano continuava ali, tão ou mais competente do que a dois anos atrás, mesmo após ter ouvido ressoar fracamente através da voz embargada pelo choro, palavras tão carregadas de dor e desesperança.

 – A minha vida acabou, Emma. Eu jamais conseguirei superar a perda de Daniel.– Emma lembrava claramente daquelas palavras e imaginava como seria para ela se no lugar de Daniel fosse Killian... Ela entendia a amiga, e mais do que isso, pedia todos os dias para que alguma coisa (ou alguém) tirasse Regina da onda de amargura que comandava sua vida.

 

 


Notas Finais


E então? O que acharam? Devo continuar ou abortar a missão? Deixem-me saber.


PS: Gostaria de agradecer às pessoinhas que me motivaram a escrever e me ajudaram com as sugestões: Nathy e Sara (best) obrigada por me aguentarem surtando 24hrs por dia e por toda a ajuda. Aline (diva) e Rhi (menina de luz) vocês foram fundamentais para que eu adquirisse a segurança necessária para postar essa estória. Obrigada, meninas ♥


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