História Vamos falar sobre amor - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Big Bang, F.T. Island
Personagens Choi Jong-hoon, Seungri
Tags Hoonri, Jonghoon, Romance, Seungri
Visualizações 22
Palavras 3.129
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Não sou uma boa revisadora, pode conter erros.

Agradecimentos a querida Nara-chan que sempre tira minhas dúvidas e, algumas vezes, confirma que minha ideia inicial estava certa, me fazendo ficar um pouco mais confiante sobre como escrever a hierarquia sem errar.

Capítulo 4 - Parte quatro


Apesar de todos os seus esforços, Choi JongHoon provou a si mesmo que era um covarde de marca maior. Escondido há dois dias na casa do vocalista do FT Island, Lee HongKi, ele evitava contato com o mundo externo, como se aquele apartamento repleto de coisas que não eram suas, fosse um local seguro. Seu plano estava indo bem, as marcas tinham sumido, a maior no pescoço podia ser confundida com uma irritação. Para algo que estava funcionando bem, as dúvidas começaram a cutucar o fundo da sua mente. Ele começou a frequentar a sala de estar e encarar seu celular ainda desligado em cima da mesa de mogno importado de HongKi.

Não tinha coragem de pegar o aparelho e ligar. Pessoas deviam estar atrás dele, pensava nisso como um incentivo a pegar o celular e voltar a estar conectado com o mundo, mas seu coração se acelerava com a ideia de ter trezentas mensagens de SeungRi.

E qual era o problema afinal? Por que ele estava agindo de maneira tão louca? Não poderia apenas dizer que tinha acontecido um acidente por estar bêbado e carente? Tinha sido abandonado de forma cruel por sua ex-namorada, mas desde que se lembrava, todas as outras o deixaram do mesmo jeito. O único conforto que encontrava era estar na companhia do melhor amigo, que sorriso era melhor do que o dele? Que palavras eram mais reconfortantes do que as ditas com aquele tom de voz carinhoso? Que olhos poderiam emanar semelhante ternura enquanto o observava contar em como era um fracasso na vida amorosa? Que companhia seria melhor do que aquela que sempre o acolhia?

Pensar que poderia estar ferindo SeungRi o fazia sentir-se culpado. Não era como se pudesse evitar o constrangimento que sentia, SeungRi devia fazer essas coisas o tempo todo. Era o que diziam dele, que ele era capaz de transar com uma porta se ela estivesse no seu caminho. JongHoon já tinha presenciado como as mulheres se jogavam aos pés do amigo, a aura atraente e magnética seduzia a todos. Não o tinha seduzido? SeungRi não era o que diziam dele, uma pessoa sem moral que vivia em festas. Não, não, ele não era assim. SeungRi era tão bondoso, generoso e companheiro. O que acontecia nas boates devia ficar nas boates. Quando estavam juntos, ele nunca agia como diziam que ele agia quando estava sozinho. JongHoon acreditava apenas no que conseguia ver, por isso que nunca dava atenção ao que falavam do amigo.

SeungRi era tão atraente, como é que as pessoas não iriam querer ficar perto dele? Isso fazia com o que o guitarrista ficasse inquieto e pensasse nos homens que os cercavam, todos eles tão cheios de vida e que disputavam a atenção do cantor do Big Bang como se um olhar dele fosse transformá-los em superestrelas. Agora que não estava do lado dele, certamente, as pessoas deveriam estar brigando por aquela posição. Logo alguém seria selecionado, SeungRi não gostava de ficar sozinho. Quem gostava?

E tudo isso seria sua culpa por estar ali, escondido.

Não, não podia encará-lo, a ideia fazia seu estômago se revirar num mal-estar que fazia suas pernas tremerem.

JongHoon não conseguia evitar pensar nele em todos os momentos que sua mente não estava pensando em nada mais. A imagem aparecia naturalmente e JongHoon notou, pela primeira vez, que ele sempre estava pensando no amigo. Devia ser aquela aura de animação que cercava SeungRi, devia ser qualquer coisa que JongHoon poderia listar se permitisse tais pensamentos.

Era por isso que estava ficando irritado. Quando HongKi disse que chamou os demais membros do FT Island para assistirem o programa musical do sábado à tarde, JongHoon agradeceu pela distração.

Lee JaeJin, Song SeungHyun e Choi MinHwan chegaram depois do almoço. Estava tão quente naquela tarde que todos estavam de bermudas e regatas, o ar condicionado da casa de HongKi trabalhava de forma intensa a fim de amenizar a temperatura. Eles trouxeram cervejas, pacotes de salgadinhos e comida instantânea. Todos os três ficaram felizes em rever JongHoon, acreditando nas palavras do vocalista HongKi sobre o guitarrista estar muito doente que não conseguia sair da cama.

A conversa foi sobre a promoção do novo CD japonês, sobre as apresentações especiais que iriam fazer, sobre mandar JongHoon para o Japão para um meeting com fãs. O guitarrista os ouvia, sorrindo, deixando que as vozes animadas dos quatro amigos preenchessem qualquer coisa que estivesse errada com ele.

Evitava o olhar inquisitivo de SeungHyun que parecia querer ler tudo o que ele estava tentando esconder. Ele o encarava e desviava os olhos, em seguida. Parecia que SeungHyun iria gritar para todos que ele estava fingindo estar doente por ter feito sexo com SeungRi, como se fosse possível o outro guitarrista saber disso.

— Hmm? Você está bem, hyung? — Minari perguntou, o olhando — Está todo vermelho, será que está com febre? — perguntou e olhou para HongKi, que de alguma forma, tinha se convertido em seu enfermeiro.

HongKi se aproximou dele e sem pedir permissão, tocou a testa dele. Ele vinha fazendo isso a cada instante, parecendo temer que JongHoon fosse cair morto a qualquer momento. O vocalista aproximou o rosto e encarou JongHoon com os olhos castanhos, procurando saber se o guitarrista estava escondendo algo. Aquele olhar o deixava ainda mais constrangido e fazia JongHoon sentir as orelhas em chamas.

— Você está quente — HongKi disse, num tom preocupado — não acho que seja febre, vamos, tome mais água.

Como um fiel guardião, ele estendeu o copo com água e sentou-se ao lado dele, para que nenhum dos outros se aproximasse demais. Tirou do bolso da bermuda larga que usava um adesivo que controlada a febre e colocou na testa de JongHoon, dando um sorriso amigável depois, somente por via das dúvidas.

A conversa voltou aos tópicos da banda até o programa começar. Sentado no canto do sofá, com os joelhos recolhidos perto do rosto, JongHoon olhou sem muita atenção para a TV. O grupo N.Flying foi anunciado como uma das atrações e HongKi gritou e apontou para a tela, pulando.

— Ah, fui eu que consegui que eles fossem no programa — disse, todo orgulhoso — quero ver as vendas não aumentarem agora!

Uma a uma as atrações foram passando. Quando o grupo da FNC se apresentou, HongKi e JaeJin cantaram a música deles num coro digno de fãs. Minari sorria, mas estava concentrado em algum jogo no seu celular e não estava olhando para a tela. SeungHyun estava mandando mensagens e cantarolava a música, sem prestar muita atenção.

Ao final da música, os dois apresentadores se aproximaram do grupo para uma série de perguntas. HongKi bateu os punhos fechados nos joelhos e ficou bastante atento. As perguntas genéricas eram tão desinteressantes quanto a dupla que as fazia. JongHoon notou que HongKi tinha treinado bem os hoobaes pois eles sorriam e acenavam com a cabeça, apertavam os lábios e pareciam naturalmente seguros embora todos os cinco integrantes do FT Island pudessem afirmar que os novatos estavam tremendo de nervosismo.

— Neee~ eu soube que um de vocês teve um encontro mágico essa semana. Eu estou certa? — a apresentadora perguntou, parecendo um robô e sorriu para a câmera.

Os meninos do N.Flying começaram a brincar com o rapper SeungHyub e o empurraram para a frente, na direção dos apresentadores. O vocalista passou o dedo nos lábios e exibiu um sorriso que fez JongHoon erguer uma sobrancelha, perguntando-se que tipo de sorriso era aquele.

— Eu vi no seu instagram! Tantas curtidas! Como foi conhecer SeungRi do Big Bang? Você é um fã?

A tela foi tomada pelo rosto tímido de SeungHyub com aquele sorriso de pura felicidade. — Sim, eu sou um grande fã. Eu sabia que ele era amigo do meu sunbae, JongHoon-sshi do FT Island, mas eu nunca tive a oportunidade de conhecê-lo. Estou feliz que o encontro tenha ocorrido.

— Uau! E como foi? Dizem que ele é muito amigável, é verdade?

— Sim! Ele é! — SeungHyub disse e a animação dele fez JongHoon pensar que aquele maldito precisava ser avisado dos modos de falar dos outros na TV. Como é que falava daquele jeito informal e… E… E… Quase apaixonado? — Eu quero ficar bem próximo a ele, esse é um desejo meu — declarou em rede nacional.

— Mas o que ele foi fazer na sua agência? Ele não é de outra agência? — a apresentadora riu — Será que ele está tentando mudar?

— Não não… — SeungHyub riu também — ele foi se encontrar com JongHoon-sshi.

JongHoon encarou a TV sem acreditar no que estava ouvindo. Primeiro, não tinha gostado do sorriso apaixonado daquele menino por pensar em SeungRi, sabia que era uma reação comum, mas o tinha enervado de uma forma que ele não esperava. Segundo, que eles não eram próximos, JongHoon não criava laços facilmente como JaeJin ou HongKi que tratavam os meninos do N.Flying como se fossem mesmo irmãos mais novos.

“Ele foi se encontrar com JongHoon-sshi”. A frase dita, de forma inocente fez com que todo o ar do mundo sumisse. O estômago de JongHoon criou vida e parecia que havia comido um pássaro vivo. Seu rosto esquentou de tal maneira que ele deveria estar derretendo. Seu coração bateu com tanta força contra a caixa torácica que parecia que queria fugir de dentro dele.

— Oh! E como você se sentiu?

— Com ciúmes, é claro! — ele disse e todos riram.

— EU NÃO ACREDITO — HongKi ficou de pé e apontou para a tela da TV — COMO É QUE ELE FALOU ISSO? QUEM SE IMPORTA COM ESSE CRETINO DO SEUNGRi-SSHI? E QUANTO A MIM? POR QUE ELE NÃO FALOU DE MIM? EU VOU MANDAR DESPEDI-LO, EU VOU MATAR ELE ASSIM QUE TIVER A CHANCE.

HongKi olhou para todos eles, querendo o apoio deles. Minari foi o único que falou, olhando para o celular e mexendo os dedos rapidamente pela tela.

— Ele está apenas expressando seu carinho.

— Por que todo mundo ama esse cara?

— Não sei, pergunta para o hyung.

O vocalista semicerrou os olhos, furioso e olhou para JongHoon. Todos aqueles olhares nele e líder do FT Island abriu as mãos e as sacudiu, como se não soubesse de nada. Não conseguia abrir a boca com medo do coração saltar por ela e cair no chão, onde ficaria saltitando como um peixe fora d'água até morrer. — Não, eu não vou perguntar — o vocalista respirou fundo — eu vou matar esse moleque sem modos. SeungHyub, você está morto — HongKi jogou-se no sofá e cruzou os braços, fazendo um biquinho.

Depois da entrevista, todos tentaram animar HongKi, mas desistiram quando o viram resmungando coisas. Foram aproveitar a comida e a bebida e o deixaram emburrado no sofá. Após se divertirem muito, os três integrantes convidados foram embora. JongHoon colocou a louça suja na máquina de lavar pratos enquanto HongKi estava de muito mau humor, arrumando as latas e garrafas vazias.

— Oh, seu celular está ligado — HongKi disse quando limpou toda a mesa e saiu puxando o saco com o lixo. JongHoon olhou para a mesa e viu o visor ligado. Lavou as mãos com rapidez e apanhou um pano de prato, indo até a mesa e verificando o aparelho.

O aparelho não estava registrando o número de mensagens ou de ligações perdidas. Quem tivesse mexido, livrou-se dos números. Ou talvez, ninguém tenha procurado por ele. JongHoon pegou o aparelho, prendendo a respiração e entrou no Line, olhando o histórico de chamadas de SeungRi e as mensagens de todos aqueles dias. Para seu horror, a última mensagem tinha sido enviada do seu celular a cerca de meia hora atrás, dando a localização da casa de HongKi.



 

SeungRi sentia-se como parte do elenco de Fast and Furious, correndo com o carro pelas ruas de Seoul, colocando sua vida em risco. Depois de tanto tempo sem notícias, entre todas as fotos de pênis que JiYong mandava com seu humor distorcido e como forma de apoiá-lo a sair do relacionamento que não daria certo, havia uma mensagem de JongHoon com um endereço.

Não foi preciso chegar ao local, SeungRi viu a figura de JongHoon andando na calçada, com a mesma roupa da última vez que se viram, a calça preta, as botas, a camisa listrada que marcava o corpo. Havia um boné enfiado na cabeça e ele levava uma sacola de papel com o símbolo da Puma marcada.

Um sentimento de alívio percorreu todo o seu corpo. JongHoon parecia que estava bem. Isso era tão importante para SeungRi, talvez a coisa mais importante. Vê-lo fazia o motorista pensar em quanto o amava, faria qualquer coisa por aquele homem. Era tão idiota pensar isso, mas a certeza que se esparramava por seu corpo era pura e cheia de ternura.

Queria sair do carro e abraçar o outro homem. Depois o beijaria até que ele entendesse o quanto o amava. Ele faria isso, iria fazer na frente de todo mundo por não sentir que havia nada de errado com ele ou com o que sentia. Já tinha superado qualquer problema que pudesse ser criado por isso.

Ele parou o carro e abaixou o vidro, inclinando-se no banco do passageiro, gritando pelo nome de JongHoon. Sua voz saiu com uma urgência que o deixou tenso. O nome inflava todos aqueles sentimentos em SeungRi. Nunca pensou que pudesse sentir tantas coisas em pouco tempo. Notou quando o guitarrista parou de andar como se tivesse batido numa parede invisível e o olhar dele quando o rosto virou em sua direção. O guitarrista do FT Island ficou paralisado e quando fez menção de continuar andando, SeungRi o chamou mais uma vez.

— Não me faça sair desse carro porque eu vou te arrastar para cá — SeungRi o ameaçou. Ele abriu a porta e bateu no assento de couro italiano, depois o chamou com o dedo. JongHoon apertou as alças da sacola e então, lentamente veio e entrou no carro. Sentou-se o mais distante que pode de SeungRi, quase colado a porta.

JongHoon estava diferente. Não o encarou diretamente, não o olhou por debaixo dos cílios, o rosto estava lívido. Não ser digno do olhar dele, disparou todos os últimos alertas em SeungRi.

O mix de sentimentos dolorosos ameaçou sufocar o motorista. Nunca teria imaginado que poderia ser assim. Onde estava o companheirismo que os acompanhava? Onde estava o sorriso de JongHoon que sempre iluminava o rosto másculo quando o via chegar? JongHoon tinha aquele sorriso de lado que era bonito e natural, acompanhado do olhar atencioso, e algumas vezes, carinhoso.

SeungRi estava tão chateado. Não queria ser ríspido com o amigo, mas não sabia se havia outro meio para que conversassem de forma civilizada, uma vez que ele queria pular em cima do amado e certificar-se com os olhos, as mãos e a boca que tudo estava bem, que ele não estava machucado.

O guitarrista não se mexeu. Estava desconfortável por estar com ele. Que sorte a minha. SeungRi se inclinou na direção dele e ficou bem próximo do rosto dele. Por segundos, breves segundos, JongHoon o encarou e arregalou os olhos. SeungRi o encarou depois e seus olhos desceram para os lábios dele. Queria tanto beijá-lo, deslizar sua língua para dentro da boca dele e sorver todo o seu gosto até que ficassem sem ar. No entanto, sua mão apanhou o cinto de segurança e puxou, prendendo-o o guitarrista no assento.

Ele afastou-se antes que sua mente ficasse nebulosa demais e ele entrasse no mesmo estado de encantamento recém descoberto na noite da bebedeira, onde não iria conseguir parar até que seu corpo tivesse toda a satisfação sexual necessária, até rever o rosto de JongHoon deliciado de prazer e ter a certeza que ele tinha proporcionado experiências delirantes a seu amor. Olhou para a frente e segurou o volante. Deveriam conversar, mas para isso o carro tinha que estar em movimento, antes de JongHoon saltasse dele.

O carro andou e SeungRi apertou o volante. — O que foi isso? Por que sumiu? Você está bem? Não está machucado? Eu machuquei você?

— Eu estou bem.

— Você podia ter me mandando uma mensagem. Sabe como eu fiquei quando acordei e você não estava lá? E tinha toda aquela bagunça pela minha casa, eu fiquei pensando que você devia estar… Eu não sei o que eu pensei, eu pensei muitas coisas.

— Me desculpe.

— Não se desculpe… — SeungRi encarou o semáforo e parou o carro, olhando para ele — não faça isso.

— Me desculpe.

JongHoon olhava para a janela, não o tinha encarado. Era a mesma maneira que ele tratava as pessoas que ele não gostava. A distância estabelecida fez com que SeungRi respirasse rápido e seu coração doeu tanto que ele socou seu peito com muita força. A dor física não o ajudou.

— Você… Você não gosta mais de mim? — SeungRi perguntou com uma voz bem baixa, sem fôlego para falar mais alto, apavorado com a resposta.

— Eu não consigo nem olhar para você — JongHoon disse, de forma fria — o que aconteceu… Não deveria ter acontecido. Eu não estava me sentindo bem e permiti isso. Não o culpo totalmente.

Um carro buzinou atrás dele, indicando que o semáforo estava aberto. SeungRi o estava olhando, sem conseguir acreditar no que estava ouvindo.

— Você já fez isso com outras pessoas, não foi? — JongHoon perguntou e virou um pouco a cabeça em sua direção, mas não o olhou.

— Nunca desse jeito… Eu…

Escutou a risada cínica dele. — Eu sabia. Você teve outros homens antes.

— O quê?

Mais buzinas.

— Eu não consigo nem ouvir sua voz — o guitarrista declarou, ele mexeu na sacola e estendeu ao motorista — essas coisas são suas, me desculpe pegar sem sua permissão.

— O que está fazendo? Você me odeia?

Não houve resposta. JongHoon deixou a sacola no chão do carro e segurou o cinto, ameaçando soltá-lo. Não. Não podia deixá-lo ir.

— Eu te levo para sua casa — falou e acelerou o carro, de repente. Ele ia desmaiar, ele não estava conseguindo respirar. Tinha estragado tudo. Tudo.

JongHoon não disse mais nada. Parecia que estava lidando com um estranho. No semáforo do cruzamento perto da casa de JongHoon, SeungRi suspirou pesadamente e novamente bateu com força no peito, dessa vez tão forte, que um gemido de dor escapou de seus lábios.

— Pare de fazer isso — JongHoon disse e finalmente, o olhou diretamente. SeungRi o olhou com tanto pesar, esticou a mão e segurou a do guitarrista.

—- Não vá — implorou com uma voz fraca.

O toque enfureceu o guitarrista, ele bateu na mão de SeungRi e soltou o cinto. Abriu a porta do carro e saltou dele, no meio do cruzamento.

— Não vá.

— Eu não consigo fazer isso. Obrigado pela carona e por favor, pare de fazer isso - pediu com o rosto triste — por favor… Eu não posso ficar perto de você.

JongHoon saiu correndo no meio dos carros e SeungRi ficou sem conseguir respirar em cima do volante,  o observando ir, sabendo que agora tudo estava acabado.


Notas Finais


Meus personagens são sempre muito dramáticos.
O SeungRi está no nível dessa música do Westlife: https://www.youtube.com/watch?v=Ib9d7stmvJE


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