História Vamos respirar um milênio (no intervalo de um único dia) - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Wanna One
Personagens Jihoon, Woojin
Tags 2park, 99line, Chamwink, Woohoon
Visualizações 47
Palavras 1.973
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Fluffy, Shonen-Ai
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


olá!! essa é uma das muitas aus que imaginei pra 2park e a única que conseguiu ganhar vida até agora porque é simplesmente tão a cara deles que chega a doer,,,, muito obrigada a juleas pela capa ♡

título baseado na musica sparkle do radwimps

Capítulo 1 - Você realmente quer cair pro pau no meio da sala de estudos?


“Ei, o que pensa que está fazendo no meu lugar?”

Jihoon sempre fora considerado um rapaz deveras calmo.

Nunca fora de arranjar problemas com seus colegas e familiares, tendo como expressão característica aquilo que alguns de seus amigos denominavam como uma “bela cara de cu”. Como uma pessoa naturalmente passiva, procurava evitar conflitos e situações estressantes, muito satisfeito em seguir a mesma rotina todos os dias que incluía, respectivamente, sofrer com as tarefas da faculdade, sair com seus amigos quando tinha paciência para segurar vela para Jinyoung e seu namorado – que pareciam não se desgrudar por nada – e assistir reprises de programas de reformas de casas no Discovery Home&Health, amaldiçoando burgueses americanos que nunca estavam satisfeitos com nada.

Park Woojin, no entanto, trazia o pior de si.

O ex-ruivo – agora moreno – possuía o grande talento de lhe irritar mais do que qualquer outra pessoa antes, seja pelas constantes competições para qual lhe desafiava – até os dias atuais ainda não descobrira porque decidiu que apostar uma corrida contra Woojin nas escadas do dormitório masculino seria uma boa ideia – ou pelo sorriso zombeteiro que lhe direcionava sempre que Jihoon passava algum tipo de vergonha pública, coisa que acontecia com mais frequência do que gostaria de admitir.

Entretanto, não satisfeito em lhe trazer apenas estresse mental, Woojin também se encarregava de lhe trazer estresse emocional também. Suas mudanças de personalidade que oscilavam entre irritante e fofo, unido a seus flertes mal feitos e sorrisos bonitos fizeram questão de trazer mais uma desgraça pra vida de Jihoon: se apaixonar. Sem que percebesse, os desafios se transformaram em encontros e os pontapés se transformaram em beijos e agora, em seu segundo semestre, Park Woojin e Park Jihoon consistiam em mais um dos muitos casais da universidade em que ambos estudavam, assim como prega metade das fanfics de “inimigos para amantes” que Jihoon tanto gostava de ler.

Entretanto, não há amor nesse mundo que consiga superar a capacidade de Woojin de lhe fazer passar raiva.

“Seu lugar? Por acaso seu nome tá escrito aqui?”

Jihoon bufou, preparando sua melhor expressão de desgosto.

“Você sabe que eu sempre estudo aqui! Por que decidiu vir pra cá só hoje?”

Woojin não lhe deu muitos ouvidos, muito concentrado nas apostilas de anatomia que revisava pela provável quarta vez. Ultimamente o garoto andava extremamente cansado devidos as provas finais, passando noites acordado e com olheiras cada vez maiores. Sempre que via o namorado nesse estado, Jihoon não conseguia evitar a vontade de o deitar em suas pernas e lhe fazer um cafuné.

Entretanto, por mais que estivesse com pena da situação de Woojin, não é como se a sua estivesse muito melhor. Também estava no final de semestre e precisava treinar para dois seminários, além de estudar que nem um condenado para que conseguisse aprender o conteúdo de um semestre inteiro em apenas 1 semana. Estava ficando sem tempo e Woojin estava ocupando o seu lugar sagrado.

Tal lugar sagrado não era lá grandes coisas, na verdade. Era apenas uma mesa pequena que ficava na sala de estudo minúscula de seu dormitório, sala que incluía apenas seis mesas individuais – no momento todas ocupadas por seus companheiros de dormitório –, incluindo a sua, a qual Park Woojin fizera o favor de usurpar. Normalmente não se importaria de ceder a sua mesa para outra pessoa, mas no momento estava desesperado. No semestre passado havia virado a noite naquela mesma mesa tentando terminar um trabalho para sua aula de Antropologia e, de alguma forma, conseguira terminar a tempo e ganhar um Excelente em seu conceito. Desde então, decidira que aquela mesa era seu objeto de sorte e fazia questão de estudar para qualquer projeto importante ali.

(na verdade tinha apenas preguiça de descer as escadas para ir a biblioteca, mas a história da mesa mágica também era válida)

“Porque eu também não tenho paciencia pra ir até a biblioteca, bebê.” Woojin respondeu, finalmente tirando os olhos da apostila para lhe lançar um sorriso irônico, enfatizando o máximo possível o apelido “carinhoso”.

Os dois só se chamavam por nomes fofos quando estavam irritados um com o outro. Quando estava de bom humor Woojin costumava lhe chamar de “meu satanzinho”.

“Mas Woojin! Você sabe que eu só consigo me concentrar aqui…” Apelou para um bico infantil, sabendo que o namorado nunca conseguia resistir ao seu olhar pedante. Segundo um Woojin bêbado no verão passado, os olhos de Jihoon davam morada a uma constelação de estrelas, ou algo do tipo. Jihoon não se lembrava muito bem pois também estava prestes a vomitar, mas nunca perdia a chance de provocar o moreno com essa lembrança.

“Problema seu.” Woojin riu, recebendo uns olhares atravessados dos outros alunos na biblioteca. “E para com essa desculpa de mesa mágica, você só tem preguiça de andar até a biblioteca.”

“Você realmente vai me privar do conhecimento?” Dramatizou, se agarrando a camisa do mais alto, que tentou lhe empurrar sem muito sucesso. “Depois de tudo que fiz por você? Seu covarde!”

“Jihoon, você realmente quer cair pro pau no meio da sala de estudo?”

“Só vem, viado.”

O casal provavelmente teria continuado a briga estúpida se não fosse a chegada do inspetor do dormitório masculino, Sr. Lee. Enquanto brigavam não perceberam que um dos alunos que estava na sala de estudo havia chamado alguém para expulsá-los. Maldito seja.

Resignados, os dois semi-adultos não viram outra escolha além de enfrentar – o mais lentamente possível – doze lances de escada até chegarem ao primeiro andar do dormitório. O elevador, como sempre, não estava funcionando, coisa que sempre fazia Jihoon ponderar se poderia pedir uma diminuição no valor da mensalidade.

“Você tinha que me fazer passar raiva no pior dia possível, não é mesmo, Park Jihoon?” Woojin lhe perguntou com o olhar mais irritado que conseguira projetar em suas feições cansadas. Jihoon só conseguia enxergar um cachorrinho mau humorado, no entanto.

“A culpa é sua por ser um usurpador.” Resmungou de volta, aumentando ainda mais o bico insatisfeito em seu rosto.

Woojin apenas bufou, incrédulo com o quão sem vergonha o namorado conseguia ser depois de fazer com que fossem expulsos da sala de estudos do próprio dormitório. Pensou em revidar ou até mesmo dar uns bons cascudos no menor, porém ao se focar no rosto pálido do outro, não conseguiu conter um suspiro descontente em observar as olheiras que rodeavam os olhos cansados de Jihoon.

Sabia que seu estado – e de mais todo o corpo estudantil de sua universidade – não estava muito diferente, mas não conseguia evitar a preocupação tomar conta de si ao ver o namorado dessa forma. Por mais que negasse com todas as forças, sua afirmação bêbada de meses atrás sobre os olhos de Jihoon eram verdadeiras: eles realmente guardavam uma constelação inteira dentro deles, preenchendo os sentidos de Woojin com uma felicidade inexplicável por poder encará-los sempre que quisesse.

Não conseguindo evitar uma careta envergonhada com seus próprios pensamentos, agarrou a mão do menor e a uniu a sua, aproximando mais seus corpos enquanto tentava não dormir em pé no meio da escadaria silenciosa. Jihoon não reclamou ou tentou se afastar, mas Woojin conseguira ver o leve rubor que tomou conta de suas bochechas. O Park não conseguira evitar a satisfação em finalmente preencher o rosto pálido do namorado com um pingo de cor. Não conseguia negar o quanto adorava Park Jihoon e sua capacidade de ainda se envergonhar com demonstrações de afeto depois de 7 meses de namoro.

 “O que você ainda tem pra essa semana?”

Jihoon piscava a cada 5 segundos e também parecia prestes a dormir em ali mesmo, mas o fundo de preocupação mal disfarçada em sua pergunta trouxe um sorriso ao rosto do mais alto.

“Três provas, sendo que uma delas vale 60% da nota final, e um seminário… E se não me engano um relatório também, eu já nem sei mais de nada.” Riu sem humor, sendo acompanhado pelo namorado logo em seguida.

Eles estavam completamente ferrados.

Jihoon subitamente sentou em um dos degraus que desciam – e que nunca pareciam acabar –, e logo Woojin o imitara, observando curiosamente a forma que Jihoon encarava o chão, parecendo estar prestes a ter uma crise existencial ali mesmo. Woojin sabia o que aquilo significava.

“Você vai ficar bem, Jihoon-ah.”

Woojin sabia as dúvidas do menor, as noites que passava em claro se perguntando se aquele era o caminho certo para si, se era apto para seu curso. Se esforçava o máximo possível em ajudar o outro a encontrar a confiança perdida em cada crítica dura dos professores sobre seus esforços, e o assegurava que ele poderia sempre trocar de área se realmente não conseguisse se identificar.

No final do dia, no entanto, sabia que tudo dependia de Jihoon.

Isso não significava que não ficaria ao seu lado o máximo possível, assim como Jihoon ficaria ao seu quando precisasse.

O menor apenas lhe encarou por alguns segundos, antes de sorrir levemente e juntar seus lábios em um beijo preguiçoso. Woojin se assustara um pouco, não acostumado com o namorado iniciando demonstrações públicas de afeto, mas logo passara a retribuir, puxando o lábio inferior do menor daquela maneira que sempre o fazia tremer e lhe dar uns tapas. Dessa vez, no entanto, Jihoon apenas suspirara, aprofundando o contato, como se procurasse algo nos lábios de Woojin.

Woojin claramente não seria besta de negar aquele direito.

Passou os braços ao redor da cintura de Jihoon, aproximando ainda mais seus corpos febris. Não conseguiu deixar de notar a protuberância de ossos em suas costas que normalmente não encontrava ali, fazendo uma nota mental para alimentar o namorado o máximo possível depois. Naquele momento, no entanto, deixara-se perder os sentidos nos toques e suspiros de Jihoon.

“Quando o semestre acabar…” Fora a primeira coisa que Jihoon dissera assim que seus lábios finalmente se separaram, ambos ofegantes como dois adolescentes que trocaram sua primeira sessão de beijos. “O Sewoon-hyung vai passar um tempo com a família dele e eu vou ficar com o quarto só pra mim.”

Woojin sorriu, malicioso, já sabendo onde o menor queria chegar. Depositou um pequeno selar no pescoço imaculado do namorado, divertindo-se com o leve tremor que tomou conta de seu corpo. “É mesmo?”

“Sim.” O moreno respondera, um rubor tomando conta de suas bochechas novamente. “Eu estava pensando que poderíamos fazer algo juntos nesse tempo.”

Woojin arregalou os olhos, sentindo seu coração bater acelaradamente em seu peito com o tom de promessa na voz do menor. Tentou responder algo, mas nenhum som saia de sua boca, apenas encarando o namorado com a expressão mais idiota do mundo.

Jihoon levantou, sorrindo inocentemente enquanto encarava a expressão surpresa do maior. “Vai ter uma maratona de Irmãos a Obra no Discovery Home&Health, nós não podemos perder!”

Woojin sentiu seu mundo cair.

Park Jihoon era definitivamente sádico.

“Nem vem!” Levantou rapidamente, encarando o mais velho com a melhor carranca que conseguiu produzir. “Eu que não vou dar audiência pra esse programa de burgueses!”

Mas Jihoon não parecia mais lhe dar ouvidos, voltando a descer os degraus com mais afinco do que antes, tagarelando sobre a nova temporada e como ela seria a mais épica de todas (“vai ser de compra e venda, Woojin, compra e venda!”). Woojin não teve outra escolha além de lhe seguir, resmungando enquanto amaldiçoava Park Jihoon por brincar com seu pobre coração virgem.

Quando finalmente chegaram ao último lance de escadas, Jihoon lhe estendeu a mão mais uma vez. Woojin encarara seu rosto; as olheiras continuavam ali, e seu pulso ainda estava mais fino do que o usual, mas seu sorriso era o mais sereno que vira em toda a semana.

Sem que percebesse, um sorriso também tomara conta de seu rosto, e nem a lembrança das três provas e seminários que teria na semana foram o suficiente para tirá-lo de seu rosto pelo resto da caminhada até a biblioteca. 


Notas Finais


o jihoon tem muita cara de quem assiste irmãos a obra pqp

isso ficou uma palhaçada mas espero que tenham gostado ♡


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