História Vampire Academy por Dimitri Belikov - Capítulo 29


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Christian Ozera, Dimitri Belikov, Personagens Originais, Rosemarie "Rose" Hathaway, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Exibições 22
Palavras 1.520
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Finalmente voltei, quem é vivo sempre aparece !!!
Vou colocar as coisas em dia com vocês!

Capítulo 29 - Cap. 30



Rose me olhou impressionada. “Verdade? A maioria dos caras Morois não fica – eu quero dizer, alguns sim, mas você sabe, normalmente eles apenas –“  Ela tropeçou nas palavras, mas eu entendi o que ela queria dizer. Era raro um Moroi manter uma família de dhampirs com mulher e filhos, e era mais ou menos isso que meu pai fazia. Da maneira dele, é bem verdade.
“Bom, ele gostava da minha mãe.” Eu falei a palavra ‘gostava’ sentido uma certa repugnância. Ele não gostava no sentido de amar, mas gostava somente como alguém que o satisfazia e isso me deixava muito mal, pensar no relacionamento dos meus pais desta forma era algo péssimo de se fazer. Pelo menos para mim.
“Ele a visitava muito” eu continuei “ele é o pai das minhas irmãs também. Mas quando ele vinha... bom, ele não tratava a minha mãe muito bem. Ele fazia algumas coisas horríveis.”
“Como...” Rose hesitou, me olhando com muita cautela. Era impressionante como eu tinha a sensação que ela podia me entender, que com ela eu podia conversar. “Coisas de meretriz de sangue?”
“Como bater nela.” Falei diretamente, sem ressalvas. Eu já tinha terminado os curativos nas mãos dela, mas não conseguia parar de segurá-las.
“Oh, meu Deus.” Ela falou, apertando minhas mãos. Sua expressão era de bastante pesar “isso é horrível. E ela... ela simplesmente deixava isso acontecer?”
Minha mãe freqüentou uma Academia e foi treinada como qualquer dhampir para ser uma guardiã. Ela apenas não seguiu a carreira. Ela podia facilmente derrubar meu pai, impedir que ele tocasse nela. Mas ela nunca fazia, pois ela o amava.
“Ela deixava” falei tristemente e logo depois dei um pequeno sorriso, ao lembrar da minha atitude, na época. “Mas eu não.”
Parecendo que estava lendo meus pensamentos, Rose se tornou totalmente excitada com aquela história e diante da reação que eu provavelmente tive para aqueles fatos.
“Diga, me diga que você quebrou a cara dele.”
“Quebrei.” Eu não pude deixar de sorrir, frente à sua empolgação. Finalmente, depois de tantos anos, alguém tinha aprovado o que eu fiz. Minha mãe, minha avó e minhas irmãs, todas me recriminaram pelo que eu tinha feito. E até me culparam por um eventual afastamento dele da nossa família. Também, era a  primeira vez que eu falava sobre isso com alguém que não fosse da minha família e Rose parecia definitivamente concordar comigo.
“Wow! Você bateu no seu pai.” Sua voz era totalmente empolgada “Eu quero dizer, isso é horrível... isso que aconteceu. Mas, wow, você é realmente bom.”
Ela tinha me elogiado? Eu não estava acreditando no que eu tinha acabado de ouvir. Ela achava que eu era bom?
“O quê?” Perguntei, ainda tentando processar o que ela tinha dito.
“Hum, nada.” Ela se apressou em mudar de assunto “Quantos anos você tinha?”
“Treze.” Respondi automaticamente, ainda pensando no que ela tinha falado antes. O fato dela ter mudado de assunto, deixava claro o que ela tinha falado. Ela tinha me elogiado e eu me sentia estranhamente feliz por isso.
“Você quebrou a cara do seu quando tinha treze anos?” Ela perguntou com uma grande admiração nos seus olhos. Rose era difícil de se ler. Por mais expansiva e aberta que fosse, era raro ela deixar transparecer o que achava sobre mim. Mas estava fazendo isso agora. Aquilo só me fez ter mais confiança para continuar a conversa.
“Não foi muito difícil. Eu era mais forte que ele e quase tão alto quanto. Eu não podia deixar ele continuar fazendo aquilo. Ele tinha que aprender que ser da realeza e Moroi não dava a ele o direito de fazer o que quisesse com as pessoas – até mesmo meretrizes de sangue.” Desabafei.
“Eu sinto muito.” Ela falou olhando diretamente em meus olhos e eu tive a sensação que podia contar a ela a minha vida inteira.
“Está tudo bem.” Falei com os nossos olhos fixados um no outro. Podia parecer uma ilusão infantil minha, mas a olhando assim, eu podia ver paixão neles. Não, isso não podia ser verdade. Eu era o adulto da história, não podia estar pensando nisso. Mas eu não conseguia evitar. Ao mesmo tempo em que eu me sentia totalmente assustado por ela me entender tão bem, eu gostava da companhia dela, eu me sentia à vontade com ela.
“Foi por isso que você ficou tão chateado sobre o Jesse, não foi? Ele também era outro da realeza, tentando tirar proveito de uma garota dhampir.”
Eu não consegui mais olhar para ela. Isso iria me denunciar a qualquer momento, eu sentia. Ela parecia poder ver a minha alma. Isso era estranho. Jesse tinha despertado mais do que isso em mim. Na verdade eu não me importaria se ele estivesse com qualquer outra garota dhampir,  por mais esnobe que ele fosse, por mais imoral que isso parecesse. O que me incomodou foi o fato dele estar com Rose. Até hoje eu ainda não tinha conseguido medir o que tinha me causado uma reação tão enfurecida.
“Eu fiquei chateado com aquilo por várias razões.” Senti novamente que estava me abrindo demais e tentei inutilmente voltar a ser racional “você estava quebrando as regras e...” eu não consegui terminar. Rose era esperta, quanto mais eu falasse, mais ela perceberia que eu agi por motivos pessoais, naquele dia que a apanhei com Jesse Zeklos. Quase inconscientemente, olhei para ela, e vi que ela me olhava fixamente. Aqueles olhos castanhos e profundos que ela tinha pareciam me varrer por completo como um verdadeiro furacão. Senti um imenso calor crescer entre nós. Ela desviou seus olhos para baixo, com o rosto queimando em vermelho.
“Eu sei que você ouviu o quê as pessoas estão dizendo, que eu-“ sua voz era baixa e levemente constrangida.
“Eu sei que não é verdade.” Eu interrompi imediatamente. De forma nenhuma ela tinha que se justificar para mim. Rose não tinha culpa das calúnias que levantaram contra ela e eu não precisava que ninguém – nem mesmo ela – para me dizer que tudo era mentira. Eu simplesmente sabia que não era verdade.
“É, mas como você-“
“Por que eu conheço você.” Falei com convicção “Eu conheço o seu caráter. Eu sei que você será uma guardiã incrível.”
“Eu fico feliz que alguém saiba. Todos acham que eu sou uma irresponsável.”
“Do jeito que você se preocupa mais com Lissa do que consigo mesma...” Eu balancei negativamente a cabeça “Não. Você entende as suas responsabilidades mais do que qualquer guardião duas vezes mais velho do que você. Você vai fazer o que tiver ao seu alcance para ter sucesso.”
“Eu não sei se posso fazer tudo que é preciso.” Ela falou pensativa e com um semblante preocupado. Eu me perguntei sobre o que ela estava se referindo. Olhei para ela, abaixando uma sobrancelha e  levantando a outra.
“Eu não quero cortar o meu cabelo.” Ela explicou.
Eu não acreditava no que estava ouvindo. Tudo que ela teria que abdicar em sua vida, todo o perigo que ela enfrentaria, ter que lidar com a morte todos os dias, nada disso estava preocupando Rose. Era realmente surpreendente e ao mesmo tempo curioso.
“Você não tem que cortar o seu cabelo. Não é requerido.” Falei, me esforçando para parecer sério e suprimindo uma grande vontade de rir. Eu não podia fazer isso, ela parecia realmente preocupada.
“Todas as guardiãs cortam. Para mostrar as suas tatuagens.”
Sem pensar em mais nada, eu cometi uma sandice. Obedecendo a um impulso, soltei as mãos dela e fui até os seus cabelos. Com uma habilidade que nem eu sabia que tinha, envolvi todas as mechas com meus dedos. O toque naqueles fios foi algo que eu desejei por vários e vários dias, várias e várias noites e meus pensamentos jamais chegaram perto daquela realidade. Eu queria poder fechar os olhos e absorver toda a sedosidade deles. Torci em volta dos meus dedos, de forma que o rosto de Rose ficou ainda mais visível. Eu tentei imaginar como ela ficaria com os cabelos curtos e não sabia dizer de que forma ela seria mais bonita. Mas os seus cabelos eram lindos demais para serem cortados, definitivamente, eu adorava aqueles cabelos. Lentamente senti os fios escaparem das minhas mãos, ao mesmo tempo que me dei realmente conta do que eu tinha feito. Rose me observava quase que totalmente entregue, como se aquele movimento meu tivesse feito nela o mesmo efeito que causou em mim.
Eu não consegui esconder o meu embaraço. Eu não consegui entender como baixei a guarda assim, tão facilmente. Imediatamente, chamei todo autocontrole que eu treinei por anos e anos, colocando novamente minha máscara dura de guardião.
“Não corte.” Falei rispidamente, enquanto me levantava e caminhava para a porta. Rose me olhava estupefata. Eu tinha que sair dali, eu não sabia por quanto tempo mais eu iria resistir a ela.
“Mas ninguém vai ver minhas tatuagens, se eu não cortar.”
Eu parei em frente a porta, sentindo minha dureza cair novamente. Será que Rose sempre iria me vencer? Olhei para ela, sentindo todo carinho que eu tinha por ela me invadir, e lhe dei um sorriso pequeno, porém sincero.
“Use-os presos.”



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