História Vampire Academy por Dimitri Belikov - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Christian Ozera, Dimitri Belikov, Personagens Originais, Rosemarie "Rose" Hathaway, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Exibições 20
Palavras 1.276
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 30 - Capítulo 31



Saí andando rápido do ginásio, meu sentimentos eram conflituosos. Apressei meus passos, me segurando para não correr. Nunca o caminho para o dormitório pareceu tão longo. Eu torcia mentalmente para não encontrar ninguém, conversar era tudo que eu não queria. Quando finalmente entrei no meu quarto, soltei um suspiro. Era como se minha respiração tivesse ficado suspensa durante todo percurso.
Cada vez, era realmente difícil me controlar perto de Rose. Eu repetia várias e várias vezes que eu não podia sentir isso, que eu não podia querer levar isso adiante. Não era certo. Eu era mais velho, tinha por obrigação me controlar e até mesmo, cortar de dentro de mim uma paixão insana dessas. Ainda que ela demonstrasse sentir algo, isso não deveria me alimentar como vinha sendo feito. Mas acontecia. Cada olhar, cada sorriso que ela me dava, era motivo para meu sono fugir à noite, para meus pensamentos se dispersarem, para eu não querer mais nada a não ser estar com ela. E isso era o oposto do que me era requerido. Eu sou um guardião, eu me preparei e me preparo todos os dias para proteger os Morois – para proteger Lissa. Eu não podia ser tão irresponsável. É uma vida que irá depender de mim e de Rose. No futuro, nós seremos guardiões de Lissa e era com ela que deveríamos nos importar. Era ela que deveria ser nosso foco, nossa prioridade. Isso dificilmente aconteceria se estivéssemos romanticamente envolvidos.
Era um sentimento antagônico. Eu sabia que não podia sentir, eu sabia porque não podia sentir, mas eu gostava de sentir, aquilo me revigorava e me dava perspectiva de vida, me levava a sonhar. Eu me sentia vivo, melhor, eu sentia que minha vida tinha sentido.
Eu fechava meus olhos e quanto mais eu tentava afastar aqueles pensamentos, mas eles me vinham. Era como se eu pudesse ainda sentir os cabelos de Rose passando pelos meus dedos, com se eu pudesse ainda me sentir segurando as suas mãos.
Foi uma longa noite.
Os dias seguintes mostraram que eu estava certo. Pouco a pouco, toda aquela fofoca levantada contra Rose foi esquecida. Outra coisa se tornou o comentário na escola. Lissa. Mas desta vez não foi algo ruim. Pelo menos, não aparentemente. Ela parecia ter retomado seu posto de realeza, cultivando amizades entre os da sua classe social, participando de eventos, liderando grupos. Quem olhava Lissa individualmente, com seu rosto de anjo e voz amável jamais imaginava que ela pudesse influenciar tanto as pessoas. Rose parecia não gostar nada da popularidade da amiga. Puro ciúme, assim eu pensava.
No domingo, fui à missa, como de costume. Sentei entre os últimos bancos, como sempre. Olhei os arredores e assumi que não era hora de manter a guarda. Não ali. Tentei reavaliar minha vida e deixar a paz que tinha dentro daquela igreja tomar conta de mim. Rose e Lissa sentavam alguns bancos à minha frente, sempre conversando uma com a outra, sempre dispersas do que o padre falava. De tempo em tempo, eu podia sentir os olhos de Rose discretamente me checando. Definitivamente, para ela, aquele era um lugar somente para encontros sociais.
Eu, ao contrário, procurei ouvir todo o sermão do padre, sempre tentando aplicar as palavras para o momento que eu estava vivendo. Podia parecer estranho, mas aquela era uma maneira de fugir um pouco de um passado e um futuro de mortes – ainda que fossem de Strigois -  que rondavam a minha vida.
O resto do dia, eu estava de folga. Nenhum plantão para cobrir, nenhuma ronda para fazer. Estava seguindo para uma das áreas comuns da Academia, que possuía confortáveis poltronas e um clima aconchegante. Eu carregava um dos meus livros e tinha planos em me entreter com ele até a hora de dormir. Eu já estava alcançando a porta, quando uma voz me chamou.
“Hey, Belikov!” Virei e vi Peter Jones, um dos guardiões da Academia, que de uma certa forma, era meu amigo. Eu podia chamar assim, já que eu não cultivava amizades, mas ele insistia em se manter próximo. Eu dei um pequeno aceno e um meio sorriso. Provavelmente ele já estava acostumado com meu jeito fechado e continuou “soube que você está de folga hoje. Eu também estou, então estava pensado se poderíamos sair, dar uma volta pela cidade, ver umas garotas... você sabe...” Ele falou essa última parte, me acotovelando, em um tom mais baixo.
À principio me pareceu uma péssima idéia, mas de repente, se tornou simpática. Eu não podia viver a minha vida trancado dentro de um quarto sendo corroído por um sentimento estúpido por uma garota adolescente, que ainda por cima era minha aluna. Talvez eu precisasse disso mesmo, ver o mundo fora dos portões da Academia, ver outras garotas.
Olhei para Peter que esperava minha resposta. Dei um sorriso, que fez com que ele entendesse bem qual seria.
“É uma excelente idéia.” Falei baixo, mas ainda sorrindo e guardando meu livro em um dos bolsos do meu casaco. “Vamos.”
Passamos pelos portões, Peter guiando um Honda Civic pela pequena estrada que seguia até a rodovia principal. A Academia ficava em um local isolado, bastante remoto, entre as montanhas de Montana. Foi construída ali estrategicamente para que não chamasse muito a atenção dos humanos. Alguns minutos demoraram até que avistamos as primeiras luzes da cidade. Era o meio da tarde para os vampiros e isso significava que era o meio da noite para os humanos. Chegamos em um bar, onde tinha bastante bebida, muitas garotas e várias mesas de bilhar.
Entramos e seguimos para o balcão. Uma música alta tocava e pessoas se moviam de um lado para o outro. Eu era bem consciente da minha aparência, sempre sentia os olhares das mulheres em mim. Pedimos cervejas e fomos direto jogar bilhar. Há um bom tempo eu não praticava, mas não era algo que se esquecia. Começamos uma partida, animadamente, sempre rindo e conversando. Confesso que sair um pouco me fez muito bem. Eu me sentia bastante leve e descontraído.
Quando me abaixei para dar mais uma tacada na bola, senti uns dedos deslizando por minhas costas. Virei, imediatamente em alerta e me deparei com uma bela garota de cabelos louros e levemente ondulados, grande olhos azuis e um corpo escultural. Ela vestia um vestido curtíssimo, com alguns brilhos perto do busto.
“Acho muito sexy um homem atento.” Ela sussurrou, me encarando, obviamente tentando me deixar desconcertado, ela não sabia quem eu era. Isso seria inútil. Eu a olhei de forma imparcial, mas ela continuou “Eu estava lhe observando. Você tem uma tacada e tanto.” Sua voz ainda era baixa e envolvente. Eu entendi perfeitamente o duplo sentido e decidi que ia me deixar levar. Eu me abaixei, de forma que pude falar diretamente em seu ouvido, depois de olhá-la de cima a baixo. Senti que ela quase estremeceu com aquele olhar.
“Eu estava lhe observando. Você tem um vestido e tanto.” Respondi, em um tom provocativo, sentindo o cheiro doce do seu perfume. Ela sorriu e sem perder tempo, envolveu os braços em meu pescoço. Olhei por cima dos seus ombros e vi que Peter já falava com outra garota.
Com um rápido movimento, ela segurou a minha nuca e me beijou. Era uma ousadia que eu confesso que já esperava, considerando o local e o horário. Eu retribuí o beijo, sentindo que em alguns momentos, minha mente ia até Rose. Tentei me focar naquele momento, e afastar aqueles pensamentos. Ela se afastou por um momento.
“Como se chama?” Perguntei.
“Alexandra. E você?”
“Dimitri.”
“Hum...” Ela falou, completamente entregue “Adoro sotaques russos, Dimitri”
Nós nos beijamos por mais algum tempo e saímos dali.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...