História Vampire Academy por Dimitri Belikov - Capítulo 31


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Christian Ozera, Dimitri Belikov, Personagens Originais, Rosemarie "Rose" Hathaway, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Exibições 19
Palavras 1.077
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Vô logo avisando, se preparem pra sentir um ciúmeszinho de levis

Capítulo 31 - Cap. 32



Após uma noite de pura diversão sem compromissos, voltamos para a Academia já perto de amanhecer. Peter tinha bebido um pouco e não pôde voltar dirigindo. Ele vinha cantando alto e desafinado, no banco do carona, nem de longe lembrando o guardião sério e compenetrado que ele era quando estava em serviço. Eu me perguntava como ele assumiria suas atividades logo mais. Tinha sido uma noite divertida, como há muito tempo eu não tinha, na verdade, desde a época de Ivan. Eu me sentia bem, era como se eu tivesse tido a chance de comprovar para mim mesmo que ainda controlava meus sentidos. Eu estava vivendo muito preso dentro dos portões da Academia, de forma que acompanhar a vida de Rose era a única coisa que tinha me restado a fazer. Eu só podia estar confundindo os sentimentos, assim eu pensava. Quando vi novamente a vida acontecendo lá fora, cheguei a conclusão que eu estava só desenvolvendo uma fantasia estúpida, fruto das poucas opções que eu estava tendo ultimamente.
Como eu sabia que não teria muito tempo para dormir antes do meu expediente começar, então juntei minhas coisas e fui para o ginásio treinar, como sempre fazia antes de Rose chegar para a prática. Eu já estava pronto para começar a corrida, quando Rose entrou no ginásio. Ela vinha com o rosto fechado, visivelmente morrendo de sono. Quase que automaticamente, jogou sua mochila em uma das cadeiras e começou a se alongar, como se não existisse mais ninguém ali.
Ela não pôde perceber a reação que me causou.
Eu estava errado. Não era uma fantasia estúpida. Ver Rose naquela manhã trouxe de volta tudo que eu sentia por ela. Eu pude ver que não era algo que podia dizer que não sentiria, que eu teria uma opção entre viver com ou sem. Eu não poderia viver sem ela. Toda noite passada, tudo vivido morreu ali. Tudo passou a não ter sentido, diante dela. Eu era mesmo um idiota em pensar que superaria tudo tão facilmente, principalmente com uma garota qualquer, encontrada em um bar.
Seguimos com o treino e eu mantive minha serenidade durante todo ele, como sempre.
Alguns dias depois, próximo ao horário do almoço, eu seguia para o refeitório dos guardiões, quando Lissa me parou.
“Guardião Belikov!” ela chamou quando passei por uma das colunas do hall de entrada do prédio. “Eu estava lhe esperando.”
“Princesa” Falei inclinando levemente a cabeça, como forma de uma reverência “Em que posso lhe ajudar?”
“Ah, eu já disse que era para me chamar de Lissa, não foi?” Ela disse sorrindo. “Eu preciso falar com você. Tem um tempo para mim?”
“Claro. Tecnicamente, todo o meu tempo deveria ser dedicado a você, sou seu guardião.” Tentei manter um tom simpático, ensaiando um leve sorriso.
“Isso somente quando eu estiver fora desta Academia... você já deve saber que a escola está organizando um baile. Então Natalie ligou agora há pouco para tio Victor pedindo para ele nos levar para comprar vestidos para este baile. Ele aceitou e disse que irá pedir permissão à Diretora Kirova para nos levar ao shopping no próximo final de semana. Eu estava pensando se você não poderia dar um jeito de Rose vir conosco.”
Ela me olhava ansiosamente, esperando por uma concordância minha. Se Lissa ia sair da Academia, eu teria que ir junto, como seu guardião. A Diretora não negaria um pedido do Príncipe Victor Dashkov. Mas eu não podia me antecipar a ele.
“Eu não poderei falar nada antes que o Príncipe Dashkov faça o seu pedido, mas assim que ele o fizer, tentarei interceder para que Rose vá. Seria um ótimo treinamento para ela, ver como os guardiões trabalham de perto e de longe em ambiente públicos e abertos.”
“Você acha que consegue? Por favor, diga que sim.”
“Eu só prometo tentar.”
Ela agradeceu mais algumas vezes, e seguiu para o seu refeitório, quase eufórica. Eu balancei a minha cabeça. Eu confesso que não gostava muito de acompanhar compras em shoppings, principalmente quando se tratava de garotas. Mas era o meu trabalho, não tinha escolha quanto a isso. Eu iria tentar que Rose fosse, pelo menos o tempo passaria mais rápido.
No final da tarde, Kirova me chamou em seu escritório. Eu já sabia do que se tratava.
“Guardião Belikov, eu recebi uma solicitação do Príncipe Dashkov, ele gostaria de levar a filha para um passeio no shopping de Missoula, neste final de semana. Ele gostaria de levar Vasilisa com ele e alguma outra colega dela, da sua escolha.” Ela pausou e fez uma pequena careta, seguida por um suspiro impaciente “Como seu guardião, você deverá acompanhá-los.” Ela falou assim que entrei no gabinete. Eu ouvi em silêncio, sem querer revelar que Lissa já tinha me contado tudo.
“Claro. Eu os acompanharei.”
Ela limpou a garganta, torcendo os lábios. Então, eu já sabia o que viria dela.
“O Príncipe Dashkov também acha interessante que Rose Hathaway vá. Mas ele nos deixou livres para decidir sobre isso. Aparentemente, ele não gostaria de se responsabilizar por ela. Como ela tem se saído nos treinos?”
“Muito bem, ela aprende tudo com rapidez. Também tem aprendido disciplina e autocontrole. Temos que reconhecer que ela tem evoluído bastante.” Falei, mantendo meu rosto sério e o tom firme. Para minha surpresa, Kirova acenou em concordância.
“É... de fato, tenho que concordar com isso. A melhora no seu comportamento é visível...” Seu rosto era pensativo, como se ela buscasse na memória as cenas da vida de Rose.
“Acho interessante que ela nos acompanhe, porém com uma condição.” Falei, ainda em tom de negócios e ela me olhou intrigada. Eu prossegui, antes que ela pudesse argumentar qualquer coisa “não concordo que ela vá a passeio. Sua ida deverá ser como parte de um treinamento. Ela deverá se comportar como uma guardiã. Assim ela terá um bom campo prático, podendo observar como os guardiões trabalham em público e treinar isso.”
Kirova pareceu extremamente satisfeita com aquilo. Eu sabia que essa era a maneira de convencê-la a deixar Rose ir.
“É uma excelente ideia, Guardião Belikov. Desta forma, não vejo problemas em concordar que ela vá.”
Eu já me dirigia para a porta quando ela falou, no exato momento que toquei na maçaneta.
“Dependendo do comportamento de Rose nessa viagem, eu posso até considerar em permitir com que ela vá ao baile.”
Eu dei um leve aceno, disfarçando meu descontentamento e sai. Realmente eu não gostaria que Rose fosse a baile algum.
 



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