História Vampire Academy por Dimitri Belikov - Capítulo 32


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Christian Ozera, Dimitri Belikov, Personagens Originais, Rosemarie "Rose" Hathaway, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Exibições 16
Palavras 1.155
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 32 - Cap. 33



No dia seguinte, fui chamado às pressas para uma reunião com Alberta e Kirova. Novamente, alguém tinha tentado assustar Lissa. Desta vez colocaram uma pomba morta dentro de sua mochila. E mais uma vez, ninguém tinha visto nada. Nem mesmo os guardiões que estavam escalados para observarem coisas como esta. Eu tinha visto a pomba, depois que os zeladores recolheram do pátio. Com o susto, Lissa havia arremessado sua mochila para longe, derrubando a pomba morta de dentro. Ela estava dilacerada e havia muito sangue. Como das outras vezes. Era realmente uma brincadeira feita para assustar.
“Mas uma vez, ninguém viu nada.” Alberta falou em meio a um suspiro. “não deve ter sido nas salas de aula ou pelo campus. Nenhum guardião viu nada.”
“Você está sugerindo que isso foi dentro do dormitório?” Kirova falou, parecendo ofendida.
“Eu não estou sugerindo nada. Mas já que você mencionou isso, não vejo outro local. A pessoa que fez isso teve acesso ao quarto da Princesa. Isso restringe a nossa investigação.”
Kirova não teve argumentos e mas ainda parecia descontente em concordar que tudo podia estar vindo dos próprios colegas Morois de Lissa. Quando saímos do gabinete dela, Alberta me chamou, para um canto de pouco movimento.
“Parece um absurdo, Belikov, mas eu tenho uma leve suspeita de quem possa estar fazendo isso.” Ela sussurrou.
“E quem seria?”
“Tenho um pressentimento, na verdade. Devemos manter os olhos atentos em Natalie Dashkov.”
“Natalie?” Eu não sabia se achava um absurdo ou se achava coerente. Por um lado ela parecia totalmente apática e incapaz de qualquer gesto que fosse, quanto mais um cruel destes. Por outro lado, ela sempre estava por perto quando tudo acontecia, mas nunca tinha visto nada. Era, no mínimo, estranho.
“Sim. Acho que não custa nada mantermos a atenção redobrada nela. Você poderá observá-la nesta viagem. Qualquer atitude suspeita, deverá ser reportada.”
Eu concordei e segui para as minhas atividades do dia.
Rose ficou extremamente feliz quando soubre que iria com Lissa a este passeio. A Diretora Kirova a chamou em seu escritório e lhe deu a notícia de que ela poderia ir, sem entrar em detalhes. Alberta montou todo o esquema da guarda deste passeio e passou para mim e Stan, que também nos acompanharia. Guardar quatro Morois em um local público e cheio de humanos não era uma tarefa fácil. Tínhamos que fazer nosso trabalho sem chamar a atenção nem para nós e nem para eles. Nós iríamos de dia, já que o shopping funcionava em um horário humano e isso reduzia bastante as chances de termos algum ataque de Strigois, mas não era uma possibilidade nula. O local era fechado e sem incidência de luz solar. Eles podiam possuir tuneis na região e entrar com facilidade lá.
Quando finalmente chegou o dia tão esperado por Rose, nos encontramos próximo ao estacionamento dos carros da Academia. Eu tinha combinado com ela, para lhe passar suas atividades durante a viagem. Ela não pareceu nada contente em saber que a sua ida ao shopping estava atrelada a algumas pequenas condições.
“A Diretora Kirova acha que você tem se saído bem desde que voltou.” Iniciei, evitando sorrir. Rose usava seus cabelos presos em um pequeno coque, no alto de sua cabeça. Ultimamente, ela estava usando seus cabelos presos, sempre que não estava de folga. Ela estava seguindo o meu conselho, não só para isso, mas para muitas coisas.
“Fora o fato de quase ter começado uma briga durante a aula do Sr. Nagy?”
“Ela não culpa você por isso. Não inteiramente. Eu a convenci que você precisa de um tempo... e que você poderá usar isso como um exercício de treinamento.”
“Exercício de treinamento?” ela perguntou de forma excitada e eu lhe dei uma breve explicação de como funcionaria os trabalhos dos guardiões que acompanhariam a viagem, enquanto caminhávamos para o carro que nos levaria. De longe, avistei Victor Dashkov e Natalie abraçados. Imediatamente, me lembrei das suspeitas de Alberta. Natalie era uma garota Moroi totalmente sem graça. A olhando assim, era difícil de acreditar que ela seria capaz de matar uma formiga, quem diria aqueles animais. Mas eu também sabia que as aparências podiam enganar.
Por falar em aparência, a de Victor estava cada vez pior. Eu me perguntava como ele agüentaria um dia inteiro com garotas andando de um lado para o outro em um shopping. Ele parecia ter envelhecido ainda mais e tinha uma tosse intermitentemente. Os seus dois guardiões, Ben e Spiridon, também estavam com ele e nos acompanhariam. Stan iria conosco para guardar Camille Conta, que tinha sido convidada por Natalie para ir com elas. Camille não tinha guardiões, então sua proteção seria por conta da Academia.
“Camille e Natalie não têm guardiões.” Eu expliquei para Rose, enquanto todos se acomodavam na van que nos levaria. \"Ambas ainda estão sob proteção dos guardiões da sua família. Já que elas são estudantes da Academia saindo do campus, um guardião da escola tem que acompanhá-las – Stan. Eu vou porque sou o guardião responsável por Lissa. A maioria das garotas da idade dela não tem um guardião designado ainda, mas as circunstancias a fez especial.”
Eu me sentei no banco de trás, juntamente com Spiridon e Rose entre nós. Stan e Ben se sentaram nos bancos da frente. Os Morois nos do meio. Este sempre era um mapa de assentos bem estratégico. Spiridon parecia ter a mesma idade minha e era bastante simpático. Também parecia bastante solicito em passar lições para Rose. Lissa e Victor conversavam animadamente, enquanto Natalie e Camille apenas ouviam os assuntos da Corte.
“Teoricamente, ela não deveria ter dois guardiões? Príncipes e Princesas geralmente têm.” Rose perguntou para mim. Antes que eu pudesse responder, Spiridon assumiu falando.
“Não se preocupe. Ela terá vários, quando a hora chegar. Dimitri já é um deles. Há chances de que você seja a outra. É por isso que você está aqui hoje.” Ele falou casualmente. Sua postura não era tão rígida como a maioria dos guardiões e, apesar disso poder passar uma imagem descansada, eu sabia que ele era muito bom.
“Faz parte do treinamento.” Rose acrescentou.
“Sim. Você será parceira de Dimitri” Ele soltou quase mecanicamente e um silêncio constrangedor passou por mim e Rose. Ela me olhou como se soubesse o que eu queria, pior como se quisesse ser minha parceira de uma forma que não fosse a profissional.
“Parceira guardiã.” Falei inutilmente, somente para me sentir um idiota. Não havia necessidade de especificar isso e não sei porque eu fiz. Ninguém estava falando de outro tipo de parceria que não fosse profissional.
“É.” Concordou Spiridon que parecia totalmente alheio aquela tensão que irradiava entre mim e Rose. Ele continuou explicando a ela como funcionava os trabalhos de um guardião no mundo real, embora tudo parecesse decorado dos livros. Mas no fundo, eu agradecia mentalmente a ele por ter quebrado aquele silêncio. A tensão pelo comentário anterior ainda estava tomando conta de mim.



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