História Vampire Academy por Dimitri Belikov - Capítulo 33


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Christian Ozera, Dimitri Belikov, Personagens Originais, Rosemarie "Rose" Hathaway, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Exibições 19
Palavras 1.098
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 33 - Cap. 34



“O mais comum é que guardiões trabalhem em dupla.” Spiridon explicava, enquanto Rose ouvia a tudo atentamente “um guardião fica próximo do protegido enquanto o outro observa os arredores, de longe. É o que chamamos de guardião de perto e guardião de longe.”
“Você provavelmente sempre será a guardiã de perto.” Eu falei para Rose “você é mulher e da mesma idade da Princesa. Poderá ficar perto dela sem chamar muita atenção.”
“E eu não poderei nunca tirar meu olhos dela. Ou você.” Rose falou, como uma boa aluna. Novamente senti uma tensão tomar conta de mim, mas controlei meus pensamentos. Inconscientemente Rose tinha falado outra coisa importante em nosso trabalho: meus olhos deveriam estar em Lissa e não em outra coisa, ou outra pessoa...
Meus pensamentos foram cortados pela risada de Spiridon. “Você tem uma estudante brilhante aqui.” Ele falou erguendo as sobrancelhas “deu a ela alguma estaca?”
“Não. Ela não está pronta.” 
“Eu estaria se alguém me mostrasse como usar uma.” Rose disparou, olhando para mim.
“Existe mais do que simplesmente usar uma estaca. Você ainda terá que estudá-las. E ainda deverá ser capaz de matá-los.” Falei assumindo o meu modo de mentor sábio.
“Por que eu não seria capaz?”
“A maioria dos Strigois eram Morois que se transformaram de propósito. Às vezes, eles eram Morois ou dhampirs que foram forçados a se transformarem. Não importa. Tem uma probabilidade bastante alta de que você reconheça alguns deles. Você seria capaz de matar alguém que você conhecia?”
A expressão dela se tornou séria e hesitante. “Eu acho que sim.” sua resposta foi sem firmeza “eu teria que fazer isso, certo? Se estiver entre eles ou Lissa...”
“Ainda sim você poderia hesitar. E essa hesitação poderia matar a você e a ela.”
“E como você se certifica que não vai hesitar?”
“Você tem que ficar repetindo para sim mesmo que aquelas não são mais as pessoas que você conhecia. Elas se transformaram em algo negro e distorcido. Algo que não é natural. Você tem que abandonar o que ligava você a eles e fazer o que é certo. Se eles pudessem ter algum vestígio de si mesmo, certamente ficariam agradecidos.”
“Agradecidos por eu matá-los?”
Eu a olhei firmemente. Estávamos falando de um assunto muito sério e eu queria que ela entendesse isso. “Se alguém lhe transformasse em uma Strigoi, do que você gostaria?”
Ela engoliu seco. Pelos seus olhos eu podia ver sua mente girando com essa situação hipotética. Eu mantive meus olhos fixos nos dela, ainda a pressionado.
“O quê você iria querer se soubesse que eles iriam lhe converter em uma Strigoi contra a sua vontade? Se você soubesse que iria perder todo senso de moral e entendimento do que é certo e errado? Se você soubesse que iria passar o resto de sua vida – sua vida imortal – matando pessoas inocentes? O quê você iria querer?”
Ela permaneceu me olhando profundamente. A van ficou estranhamente silenciosa. Foi como se todo mundo tivesse parado para ouvir a nossa conversa. Mas para mim era como se só existisse Rose e eu. Eu sabia que ela podia entender onde eu queria chegar. Rose tinha um profundo senso de certo e errado. Conhecia bem os deveres de um guardião. E eu podia me enxergar nela. De uma maneira diferente, ela parecia comigo. É difícil de explicar.
“Se eu me transformasse numa Strigoi... eu ia querer que alguém me matasse.” Ela falou por fim, refletindo em todas as palavras os meus pensamentos. Era o que eu iria querer também, em uma situação dessas.
“Eu também.” Falei muito baixo, só para ela ouvir.
“Isso me lembrou Mikhail caçando Sonya.” Victor murmurou pensativo.
“Quem eram Mikhail e Sonya?” Lissa perguntou.
“Bom, eu pensei que você soubesse. Sonya Karp.” Victor respondeu, parecendo surpreso.
“Sonya Kar... você quer dizer a Sra. Karp? O que tem ela?” Ela perguntou olhando entre Victor e Rose.
“Ela... ela se transformou em uma Strigoi.” Rose respondeu, olhando para baixo. “Por escolha.”
Lissa parecia estar em choque. Sonya Karp era uma professora da Academia que tinha supostamente enlouquecido e virado uma Strigoi.
“Mas eu não sei quem é esse Mikhail.” Rose acrescentou.
“Mikhail Tanner” falou Spiridon.
“Ah, o Guardião Tanner. Ele estava na escola, antes de partirmos.” Rose falou pensativa e levemente assustada, como se estivesse associando as peças “Mas porque ele estava perseguindo a Sra. Karp?”
“Para matá-la.” Eu respondi secamente “Eles eram amantes.” 
Um ar pesado tomou conta de toda a van. Eu sabia por quê. Uma coisa é você matar um Strigoi que lhe ataque. Outra coisa é você caçar uma pessoa que você ama, que se transformou, para matá-la.
“Talvez esteja na hora de falarmos sobre outra coisa.” Victor quebrou o silêncio, com uma voz gentil “Hoje não é dia para arrastarmos tópicos deprimentes.”
Com isso, as conversas se voltaram aos assuntos amenos da Corte. Rose mergulhou em um profundo silêncio, se tornando muito pensativa. Eu e Spiridon ainda passamos algumas lições para ela, mas ela ouviu a tudo, sem questionamento ou dar sua opinião. Mesmo assim, todos pareciam aliviados quando chegamos ao shopping.
Spiridon e Stan andavam sempre ao lado de Victor. Eu e Ben fomos para longe, todos nós nos comunicando por meio de rádios conectados a discretos fones de ouvidos. Antes de nos afastarmos Rose veio até mim.
“Hey, Camarada, onde está o meu radio comunicador?”
Eu me mantive sério, enquanto prendia os fios do fone de ouvidos na gola do meu casaco, “Para quê você quer um rádio comunicador?”
“Ora essa! Eu estou em serviço, não estou? Eu preciso me comunicar com vocês” ela exclamou em exaspero.
“Você não precisa. Irá aprender mais se não estiver usando um. Apenas observe. Se você aprender como se faz a proteção do jeito antigo, sem o uso de tecnologias, irá poder lidar com qualquer coisa.” Falei seriamente, com ar de negócios e tom de final de assunto. Embora quisesse rir daquilo. Rose tinha mesmo assumido o papel de guardiã, de que esta saída da Academia era trabalho e não passeio.
Rose permaneceu andando ao lado de Lissa e parecia extremamente feliz. Era metade do mês de novembro e o shopping estava repleto de pessoas e completamente enfeitado para o natal, que deixava tudo mais aconchegante. Começamos uma verdadeira maratona de compras.
Eu andava distante, me esforçando para não parecer um perseguidor e chamar a atenção das pessoas para isso. No máximo, se alguém notasse, eu passaria como um segurança de alguém muito rico. Eu percebia que Rose não tirava os olhos de mim, ou bem, no trabalho que eu estava fazendo, achei melhor pensar assim.



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