História Vampire Academy por Dimitri Belikov - Capítulo 35


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Christian Ozera, Dimitri Belikov, Personagens Originais, Rosemarie "Rose" Hathaway, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Exibições 14
Palavras 1.116
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 35 - Capítulo 35 part.2



Rose andou calmamente, para a porta do provador, colocando a cabeça e metade do corpo para dentro. Eu observava aquela cena tão distraído que não percebi onde eu tinha parado. Por isso fui pego de surpresa, com um toque no braço. Imperdoável para um guardião.
“Posso ajudá-lo?”
Virei e vi que eu estava encostado em um grande balcão de vidro, repleto de maquiagens, perfumes e todo tipo de cosméticos. Uma garota, que não parecia ser mais velha que Rose, sorria do outro lado, usando um impecável uniforme da loja e o rosto extremamente maquiado.
“Não, obrigado.” Respondi mecanicamente, tentando esconder meu constrangimento, olhando para o que tinha ali. Foi quando lembrei de como Rose tinha reclamado porque seu gloss estava acabando. Sinceramente, eu não sabia o que era um gloss, até ver Rose passando um nos lábios. Todo final de treino, ela sempre abria sua mochila e tirava um pequeno frasco, sacudindo muito.
“Não acredito que não tem mais nada! Não sei como poderei conseguir um gloss novo.” Ela resmungou certa vez, enquanto eu arrumava uns pesos de mão no suporte. Eu fingi que não estava ouvindo, como sempre fazia quando o assunto não era da própria aula.
De volta à loja, a vendedora ainda me olhava, notando que eu tinha permanecido ali, em pé, de frente para o balcão.
“Pensando melhor, você tem algum gloss?” Perguntei.
Ela sorriu, e de uma forma extremamente solícita voltou rapidamente com uma caixa transparente contendo dezenas de pequenos vidros. Tive a leve impressão que escolher um não seria uma tarefa fácil. Olhei para as meninas e Rose ainda estava na porta do provador, falando algo com Lissa. A garota começou pegando um frasco, pronta para me dar uma aula completa sobre as cores usadas na estação, quando eu a cortei.
“Eu vou ficar com este. Você pode embrulhar para mim?” Falei pegando um frasco aleatório  e entregando a ela.
“Claro. Não quer aproveitar para levar também-“
“Não. Eu quero só isso.” Eu a cortei.
“Forma de pagamento?”
Depois que paguei, dobrei a pequena sacola e coloquei em um dos bolsos do meu casaco, tentando imaginar em qual ocasião eu poderia dar aquilo a Rose. Certamente, ela ficaria muito feliz. Quando levantei meus olhos, percebi que Natalie me olhava fixamente. Encontrando os meus olhos, ela corou um pouco e acenou com um sorriso tímido. Aquilo realmente me intrigou. Eu não consegui entender porque ela estava me observando de forma tão compenetrada. Sustentei o olhar e ela olhou para baixo, completamente embaraçada.
Ainda fiquei intrigado, mas afastei aqueles pensamentos assim que Lissa saiu do provador, falando com Rose e puxando um vestido preto que estava no cabide, perto da porta. Ela estendeu o vestido, com o rosto iluminado, mostrou para Rose.
“Você nasceu para esse vestido.” Lissa exclamou “Eu estou me lixando para o quão prática você é agora.”
Rose pegou o vestido, colocando em cima do seu corpo. Eu quase perdi os meus sentidos. Definitivamente, aquele não era um vestido qualquer. Era um vestido espetacular e era quase como se eu pudesse ver ela vestida com ele. Isso poderia ser mais perigoso do que um bando de Strigois.
“Esse é o meu vestido.” Rose falou, ainda hipnotizada por ele.
“Experimente.” Lissa praticamente ordenou. Rose negou com a cabeça, colocando o vestido de volta no lugar onde estava, começou a se afastar.
“Não posso. Comprometeria você. Um vestido não vale sua morte horrenda.”
“Então, vamos simplesmente comprar, sem que você experimente.” Lissa falou juntando o vestido ao restante de suas compras e indo direto ao caixa.
Era um erro. Comprar aquele vestido para Rose era um erro quase imperdoável.
A tarde de compras continuou, e elas pareciam incansáveis. Com exceção de Rose que parecia não se divertir muito, à medida que a hora avançava. Mas mesmo assim, ela não baixava a guarda, sempre assumindo papel de guardiã dedicada. Nós estávamos no horário humano, conseqüentemente, nossa hora de dormir estava trocada e eu também me sentia um pouco cansado daquilo, embora me mantivesse concentrado para não demonstrar isso para os demais.
Depois de uma parada para lanche, fomos para última loja. Uma joalheria. Victor já parecia completamente exausto, mesmo assim, fiquei impressionado por ele ter agüentado tudo, sem reclamar, sempre parecendo paciente e solicito com as garotas.
“Aqui vamos nós!” Lissa apontou para uma jóia que estava exposta “O colar perfeito para aquele vestido.” Ela pegou uma delicada corrente, com brilhantes cor de rosa. Rose olhou para ela, ainda parecendo desanimada.
“Eu odeio coisas cor de rosa.”
Lissa puxou a etiqueta do preço e logo o seu sorriso desapareceu. Foi a vez de Rose sorrir vitoriosa.
“Oh, veja isso. Até mesmo você tem limites! Seus gastos desenfreados finalmente terminaram.”
Nós saímos da joalheria, mas Victor e Natalie ainda permaneceram lá, terminando umas compras. A quantidade de sacolas era algo impressionante e as garotas pareciam exaustas, porém satisfeitas.
Quando nos acomodamos no carro, já a caminho da Academia, todos estavam silenciosos. O sol ainda brilhava alto no céu e isso significava que era o meio da madrugada para os vampiros. Como exceção dos guardiões, todos os demais se acomodaram para dormir. Rose, que não estava acostumada a virar a noite em turnos como nós, se reclinou contra o banco, soltando um longo bocejo. Todo o seu braço direito tocava no meu, tanto que eu podia sentir um pouco do peso do seu corpo se apoiando em mim. Aquela proximidade fez algo queimar em mim. Olhei pela janela, tentando não pensar nisso.
“Algum dia eu ainda vou poder experimentar roupas de novo?” ela perguntou sonolenta, não deixando a minha atenção ir para longe.
“Não pode quando estiver em serviço. Poderá fazer quando estiver de folga.” Falei mantendo o tom profissional. Victor ainda estava acordado, mas não parecia muito atento em nós.
“Eu nunca vou querer folga. Eu quero sempre estar cuidando de Lissa.” Ela bocejou novamente. “Você viu aquele vestido?”
“Eu vi o vestido.” Respondi tentando manter a dureza na voz. Por que ela tinha que me perguntar aquilo? Parecia que ela podia sentir que imaginar ela usando aquele vestido quase me tirou de tempo.
“Você gostou?”
Eu não podia responder. O que eu ia dizer? A verdade? Que o vestido era fantástico e que seria desnorteante quando ela usasse? De jeito nenhum que eu falaria isso. Também não iria mentir, não tinha necessidade disso. Achei melhor ficar calado, eu nunca me arrependia do meu silêncio.
“Eu vou por em perigo minha reputação se eu o usar no baile?”
“Você vai por em perigo a escola.” Eu falei em um sussurro que nem eu mesmo ouvi direito. Na verdade, foi mais um pensamento que escapou, do que palavras de verdade.
Ela sorriu e adormeceu.



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