História Vampire Academy por Dimitri Belikov - Capítulo 36


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Christian Ozera, Dimitri Belikov, Personagens Originais, Rosemarie "Rose" Hathaway, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Exibições 14
Palavras 1.466
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 36 - Capítulo 36


A viagem seguiu silenciosa. As garotas dormiam e Victor apenas cochilava de tempos em tempos. Stan dirigia o carro. Spiridon e Ben permaneciam acordados e extremamente atentos. Eu olhava pela janela, perdido nos meus pensamentos. Ao meu lado, mergulhada em um sono profundo, Rose deu um suspiro. Eu olhei para ela e percebi que ela estava um pouco trêmula. Era quase o final da tarde e a temperatura tinha caído um pouco. Com bastante cuidado para não acordá-la, a afastei um pouco. Ela ainda estava, quase que totalmente apoiada em mim. Tirei meu casaco e coloquei por cima dela, de forma que ela ficou completamente coberta. Era um casaco grande e de couro, um sobretudo. Spiridon estava ao lado de Rose, observou tudo, com rosto ilegível.

Eu sabia que, como professor, não deveria demonstrar tanto cuidado em uma aluna, mas não me senti bem vendo Rose passar frio, enquanto eu estava agasalhado. Era parte o meu instinto protetor que me fazia cuidar dela.

“Você deveria ensinar a ela que um guardião não pode dormir em serviço.” Spiridon falou baixo e de forma irônica.

“Ela não é uma guardiã ainda. É uma estudante igual as outras três garotas.” Respondi diretamente, fazendo um movimento com a cabeça na direção dos bancos da frente, onde Lissa, Natalie e Camille estavam.

“Se eu não estou enganado, ela veio a serviço, não foi?”

“Não. Você não está enganado.”

“Relaxe, Belikov. Estou apenas lhe provocando.” Ele falou sorrindo. Eu não achei graça alguma e voltei a minha atenção para janela, fixando meus olhos no horizonte. Eu tentava me distrair, mas a proximidade com Rose era muito grande, mas mesmo assim não parecia ser suficiente para mim, eu ainda tinha vontade de envolvê-la com meus braços e trazê-la para ainda mais perto de mim. Tive que convocar bastante autocontrole para não fazer isso. Senti que ela se mexia e meu corpo esfriou quando ela, dormindo, apoiou a cabeça no meu ombro. Olhei imediatamente para o lado, e vi que Spiridon também tinha se concentrado na paisagem, fora da janela. Nem ele e nem os outros guardiões, que estavam no banco da frente, pareciam prestar a atenção em nós. Victor dormia, com a cabeça praticamente pendurada e a respiração pesada.

Eu sabia que eu deveria colocar Rose na posição certa, que eu deveria afastar a cabeça dela do meu ombro, mas eu não podia. Era incrível como uma atitude inconsciente dela, uma coisa tão simples, podia trazer uma sensação tão boa para mim. Eu não conseguia me privar disso, eu não queria sair de perto dela. Se eu pudesse prolongaria aquele momento. Mas ao contrário, a partir daí o restante da viagem passou rápido, como um piscar de cílios.

Logo pudemos ver as torres imponentes da Academia, se aproximando, à medida que avançávamos pela pequena estrada. Quando o carro parou, Rose despertou, imediatamente alerta. Ela me olhou e meu deu um lindo sorriso. Ela parecia feliz. E eu senti meu peito apertar mais uma vez. Eu gostava tanto dela, que chegava a doer.

Todos saíram e seguiram rumo a cafeteria da escola. Já era quase hora do café da manhã e todos já estavam famintos. Eu andava calado, logo atrás de todos.

“De volta à prisão.” Rose suspirou, andando ao lado de Lissa. “Talvez se você fingir um ataque cardíaco, eu poderia escapar de novo.”

“Sem suas roupas?” Lissa estendeu uma sacola. “Mal posso esperar para lhe ver usando o vestido.”

“Eu também. Se eles me deixarem ir ao baile. Kirova ainda está decidindo se eu fui boa o suficiente.”

De novo, aquele bendito vestido. Eu também mal podia esperar para ver Rose usando. Certamente Kirova a deixaria ir para o baile, depois que nós relatássemos seu bom comportamento nessa viagem. E eu sabia que ela seria a atração principal daquele baie.

“Mostre a ela aquelas camisetas sem graça que você comprou. Ela vai entrar em coma. Eu estou quase entrando.” Lissa brincou. Eu estava certo. Definitivamente, ela não tinha aprovado as escolhas da amiga para roupas.

Rose sorriu e, de uma forma sapeca, saltou para cima de um dos bancos de madeira. Os pátios eram cheios deles para os alunos se socializarem. Ela andou um pouco em cima e depois pulou de volta para o chão.

“Elas não são tão sem graça.”

“Eu não sei o que pensar desta nova e responsável Rose.”

“Eu não sou tão responsável.” Ela respondeu, enquanto saltava em outro banco.

“Hey,” chamou Spiridon, “você ainda está em serviço. Diversão não é permitida aqui.” Sua voz tinha uma nota de diversão. Ele me olhou e eu sabia que aquilo era mais para me provocar do que para repreender Rose.

“Não tem diversão aqui.” Ela replicou “Eu juro – merda!”

Quando Rose se preparava para pular do terceiro banco, a madeira que aparentemente estava sólida, se partiu, praticamente se desintegrando, fazendo com que o seu pé ficasse preso. Como ela tinha feito um impulso com o corpo para frente, sua perna virou completamente para trás. Eu podia jurar ter ouvido o barulho dos ossos dela se quebrando. Ela caiu para frente, com o tornozelo preso pelo banco, soltando um imenso grito de dor. Muita dor, pelo visto. Uma dor tão forte que a fez desmaiar.

Tudo isso aconteceu em poucos segundos. Mas para mim, foi como uma câmera lenta. A imagem dela caindo bateu em mim, de forma que eu não consegui pensar em mais nada a não ser salvá-la. Não só eu, mas todos correram para ela. Eu a segurei, levantando o seu corpo do chão, enquanto Spiridon e Bem quebravam o resto do banco para soltar seu pé. Lissa balançava o rosto dela, tentando fazer com que ela acordasse, mas não adiantava. Apesar de Rose abrir os olhos algumas vezes, ela não parecia nada consciente do que se passava à sua volta. Quando finalmente soltamos o seu pé, eu a ergui em meus braços e segui imediatamente para a clínica médica. Eu tentava, mas estava bem ciente que não estava conseguindo esconder minha preocupação. Um leve desespero tomava conta de mim. Eu não conseguia imaginar nada de ruim acontecendo com ela.

“Eu não posso ficar sem treinar. Isso vai me deixar fora dos treinos.” Ela repetia em meios a lampejos de consciência, enquanto eu a carregava. Lissa corria ao meu lado, extremamente séria e compenetrada. Chegamos ao ambulatório e apenas uma enfermeira estava lá. Ainda era cedo e boa parte das pessoas ainda não tinha acordado.

“Chame a Dra. Olendizki.” Ordenei para ela, enquanto levava Rose para a enfermaria.

Os outros nos alcançaram, Victor estava entre eles. Lissa ficou em pé ao lado dela, parecendo concentrada, segurando seu tornozelo, exatamente no local da fratura. Ela suava muito e respirava rápido. Eu andava de um lado para o outro, sem dar muita atenção aquela atitude dela. Parecia que a médica não chegava nunca. Rose chorava bastante, mas não respondia ao que perguntávamos com coerência.

Quando a Dra Olendizki chegou, pediu para que todos se afastassem e examinou o local da pancada. Rose ainda resmungava com dores, mas não era nada comparado a quando ela caiu, junto ao banco. A médica a levou para a sala de raio X e todos nós esperamos. Quando elas retornaram, Rose dormia e ela segurava algumas radiografias.

“Não houve fraturas. Ao que me parece, nem se quer uma torção. Foi uma pequena pancada. Só isso.”

“Mas não é possível!” Victor exclamou surpreso. “Eu a vi cair. Praticamente ouvi o som de ossos quebrando.”

Ao que parecia não tinha sido só eu que ouvi isso. Os outros olhavam para ela assustados, também sem acreditar no que ela dizia.

“Provavelmente foi um alarme falso. Não existe nada aqui.” A Dra. Olendizki levantou uma das radiografias contra a luz e depois olhou para Rose que dormia serenamente. “Rose estava muito agitada, então dei a ela um remédio relaxante que irá fazer com que ela durma por algumas horas.”

Eu olhei para Lissa e sua aparência frágil me impedia de acreditar naquilo. Eu sabia das histórias que tinha lido sobre as curas realizadas por usuários do espírito, mas nunca imaginei que pudesse se dar de forma tão rápida e simples como, supostamente, Lissa tinha feito. Definitivamente, eu não podia acreditar naquilo.

“Eu suponho que não há nada mais para vocês fazerem aqui. Eu soube que passaram a noite toda fazendo compras, aconselho que todos vocês descansem um pouco. Ela irá apenas dormir, agora.”

“Não, eu não vou sair daqui.” Lissa disse, passando os dedos delicadamente pelos cabelos de Rose.

“Eu ficarei aqui com ela. Pode ir descansar tranquila, Princesa.” Falei seriamente. Lissa me olhou duvidosa.

“Venha comigo, minha querida.” Victor falou, indo até ela e passando o braço por seus ombros, enquanto a levava para fora da enfermaria.

Lentamente, todos também saíram e eu fiquei ali, olhando Rose dormir.

 



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