História Vampire Academy por Dimitri Belikov - Capítulo 37


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Christian Ozera, Dimitri Belikov, Personagens Originais, Rosemarie "Rose" Hathaway, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Exibições 15
Palavras 1.282
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 37 - Capítulo 37



Eu estava olhando para Rose, que dormia tranquilamente, quando Victor Dashkov entrou na enfermaria. Ele se movia lentamente e cada passo seu era dado com muito custo. Eu observei seus lentos movimentos, até que ele parou do outro lado da cama, olhando para Rose.
“Ah, Rosemarie,” ele falou com voz baixa e cansada “eu não saberia dizer quem tem mais sorte. Se ela por ter Vasilisa ou se Vasilisa por tê-la.”
Eu não falei nada, fiquei apenas o observando. Ele permaneceu em silêncio por um momento, como se avaliasse uma situação.
“Você acredita em milagres, Belikov?” Ele perguntou de forma simpática e com um leve sorriso.
“De certa forma.”
“Parece que milagres insistem em acontecer seguidamente diante de nós. Eu podia jurar que Rosemarie teria sérios problemas com seu tornozelo. E mais uma vez, os médicos não conseguem explicar como tudo fica bem de repente.”
Eu sabia a que ele estava se referindo, eu lembrava perfeitamente da conversa que tínhamos tido, há algum tempo. Victor também tinha visto Lissa ao lado de Rose, agora, logo após a sua queda. Ele estava insinuando que Lissa havia curado Rose. Eu também achava isso, mas resolvi não entrar naquela conversa. Algo me dizia para não levar aquilo adiante, principalmente com Victor.
“Mas é assim que funcionam os milagres, Príncipe Dashkov. Eles simplesmente acontecem, diante de nós e sem explicação.”
“Sábias palavras para alguém tão jovem.” Ele sorriu. “Bem, não quero me demorar mais, estou exausto. Eu só vim porque queria deixar isso para Rosemarie. Eu não tinha planejado entregar a ela em uma cama de enfermaria, mas nem tudo sai como queremos.” Ele estendeu uma pequena caixa embrulhada com a etiqueta da joalheria que visitamos no shopping. “É um presente pelo seu desempenho como guardiã hoje. Ela se saiu muito bem, fiquei bastante surpreso, confesso, e orgulhoso. É um colar que ela e Vasilisa viram na joalheria. Acho que ela merece ganhar algo valioso para lembrar este dia.” Ele sorriu irradiando uma discreta afetividade.
“Eu entregarei, assim que ela acordar.” Falei, pegando a pequena caixa. Notei que tinha um papel dobrado, preso na fita que ornamentava o presente.
Ele acenou e saiu com a mesma dificuldade que tinha entrado. Eu puxei a cadeira e fiquei sentado olhando Rose dormir. Era um raro momento que eu podia observá-la, sem que eu tivesse que esconder meus sentimentos. Eu pude estudar todos os detalhes do seu rosto, vendo como ele era harmônico e perfeito. Ela era naturalmente linda e o pensamento de que eu jamais poderia tê-la era quase desesperador. Eu já tinha assumido que não conseguia deixar de sentir o que eu sentia por ela, mas tinha plena consciência de que não podia ousar sonhar em ter tudo aquilo correspondido. Eu não podia desejar isso. Era contrário a tudo que planejei para minha vida.
Eu fiquei ali, por algumas horas, que nem senti passar, até que ela abriu os olhos, encarando o teto. Senti uma ponta de felicidade em mim. Era ótimo ver Rose dormir, mas melhor ainda era ver a vida irradiando pelos seus olhos.
“Rose.” Chamei suavemente. Ela inclinou a cabeça na minha direção, me olhando.
“Hey.” Sua voz soou rouca.
“Como se sente?”
“Estranha. Meio grogue.”
“A Dra. Olendzki lhe deu algo para dor -  você parecia bem mal, quando nós lhe trouxemos para cá.”
“Eu não me lembro disso... quanto tempo eu passei inconsciente?”
“Algumas horas.”
“Deve ter sido forte. Ainda deve ser.” Ela ficou um pouco pensativa e logo depois moveu o pé que deveria estar machucado. “Não dói nada.”
Eu balancei negativamente com a cabeça. “Não. Porque você não ficou muito machucada.”
“Você tem certeza? Eu lembro... de como eu caí. Não. Algo deve ter quebrado.” Ela falou, se sentando, e mexendo rapidamente seu pé, tendo a mesma atitude que nós tivemos quando a Dra. Olendzki disse que não tinha sido nada. “Ou pelo menos torcido.” Ela ainda estava incrédula.
Eu levantei rapidamente, indo até ela, para a impedir que levantasse. Ela ainda estava sob efeito da medicação. “Tome cuidado. Seu tornozelo pode estar bom, mas certamente, você ainda está um pouco fora de si.”
“Deus, eu tive sorte. Se eu tivesse me machucado, eu ficaria fora do treino por um bom tempo.”
“Eu sei. Você ficou repetindo isso o tempo todo, enquanto eu lhe carregava para cá. Você estava bem preocupada.”
“Você... me carregou até aqui?” Ela perguntou surpresa.
“Depois que nós quebramos o banco e soltamos o seu pé.”
“Eu fui derrubada por um banco.”
“O quê?”
“Eu sobrevivi o dia todo nesse negócio de ser guardiã de Lissa e vocês até disseram que eu fiz um bom trabalho. Então eu voltei para cá e conheci a minha queda em um banco. Você pode imaginar o quão embaraçoso isso é? E todos aqueles caras viram também.”
“Não foi culpa sua. Ninguém sabia que o banco estava podre. Ele parecia bem sólido.”
“Ainda sim. Eu deveria ter ficado na calçada como uma pessoa normal. Os outros novatos vão gozar da minha cara, quando eu voltar.”
Ela parecia extremamente preocupada e eu segurei a vontade de rir. Era engraçado o que preocupava ela. Coisas simples e pequenas lhe traziam mais medo do que grandes perigos. Vendo que ela precisava se descontrair um pouco, peguei o presente de Victor.
“Talvez presentes lhe animem.”
Ela se endireitou rapidamente na cama, alegre e feliz. “Presentes?” Ela exclamou. O sorriso que eu tinha acabado de prender, se soltou e eu sorri amplamente.
“Isso é do Príncipe Victor.”
Ela pegou a caixa, parecendo surpresa, e abriu o bilhete que estava preso nela, o lendo em voz alta.
Rose
Estou muito feliz em ver que você não sofreu ferimentos sérios, devido à sua queda. Na verdade, foi um milagre. Você tem uma vida encantadora, e Vasilisa tem sorte em ter você.
Ele tinha resumido ali o que tinha me falado. De alguma forma, ele tinha razão. Mesmo que tivesse sido uma cura vinda de Lissa, não deixava de ser um verdadeiro milagre.
“Isso foi gentil da parte dele.” Rose falou, enquanto abria a caixa e via o que tinha ali dentro. Seus olhos brilharam e seu queixo quase caiu “Whoa! Muito gentil!” Ela retirou o delicado colar de dentro da caixa, torcendo o cordão de ouro nos seus dedos e deixando o pequeno brilhante cor de corra balançando como um pêndulo. “Isso é bem extremo para um presente de ‘fique boa logo’”.
“Na verdade ele comprou para lhe parabenizar por ter ido tão bem em seu primeiro dia como guardiã oficial. Ele viu quando você e Lissa olharam isso.”
“Wow. Eu não acho que fiz um trabalho tão bom.”
“Eu acho.”
Ela sorriu, guardou o colar novamente na caixa e colocou na mesa ao lado da cama.
“Você disse ‘presentes’, certo? Bem, tem mais de um?”
Eu não resisti e sorri. Na verdade, foi uma pequena gargalhada. Essa espontaneidade dela sempre me divertia. Peguei a pequena sacola do gloss que eu tinha comprado e a entreguei.
“Isso é meu para você.”
Eu tive a impressão que ela tinha ficado mais deslumbrada e excitada por aquele presente do que pela jóia de Victor. Ela pegou, abriu rapidamente e sorriu quando viu o que era. Certamente, ela jamais imaginaria que eu estivesse prestando a atenção todas as vezes que ela reclamou por seu gloss estar no fim. Se ela soubesse o quanto eu presto atenção nela, não ficaria tão surpresa por eu ter comprado isso.
“Como você conseguiu comprar isso? Eu lhe vi o tempo todo no shopping.” Ela estava totalmente intrigada e eu resolvi alimentar isso.
“Segredos de guardião.” Brinquei.
“Para quê foi isso? Pelo meu primeiro dia?”
“Não. Porque eu pensei que lhe deixaria feliz.” Falei sinceramente.



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