História Vampire Academy por Dimitri Belikov - Capítulo 38


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Christian Ozera, Dimitri Belikov, Personagens Originais, Rosemarie "Rose" Hathaway, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Exibições 16
Palavras 1.012
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 38 - Capítulo 38



Antes que eu pudesse pensar em qualquer coisa, Rose se inclinou para frente, ma abraçando. Imediatamente, senti meu corpo ficar tenso. Era a primeira vez que nós nos abraçávamos e eu realmente não esperava aquilo. Logo depois eu relaxei um pouco, levando lentamente as minhas mãos para as suas costas.
“Obrigada.”
“Estou feliz que esteja bem.” Falei. Minha boca estava bem próxima ao seu ouvido e os seus cabelos passavam suavemente pelo meu rosto. Era uma sensação incrível. Tanta proximidade fez com que aquele sentimento fosse tomando conta de mim, tanto que não medi minhas palavras, quando falei. “Quando vi você cair...”
“Você pensou ‘wow, ela é uma perdedora.’” O tom dela era de brincadeira.
“Não foi isso que eu pensei.” Eu fui um pouco para trás para que pudesse olhá-la melhor, mas sem nos soltarmos do abraço e sem nos afastarmos. Eu queria dizer a ela o quanto eu gostava dela e como ela era importante para mim. Mas eu não disse nada. Não consegui. Apenas olhei dentro dos seus olhos, como se eu pudesse transmitir tudo que eu queria para ela por aquele olhar. Ela também me olhava profundamente e eu me sentia totalmente hipnotizado por Rose. Passei meus dedos pelo seu rosto, sentindo sua pele. Passei a mão para uma mecha de seus cabelos, prendendo em meus de dedos, como tinha feito no ginásio, da outra vez. Como eu adorava aqueles cabelos dela. Eu poderia passar horas e horas somente passando meus dedos por eles.
Meu coração estava disparado e sentia toda aquela paixão me tomando. Eu não conseguia pensar em mais nada a não ser na vontade imensa de beijá-la. Lentamente, foi me movendo na direção dos seus lábios, sentindo que ela inclinava a cabeça, também desejando aquilo. A distância entre nós foi diminuindo e era como se nada mais estivesse existindo no mundo. Quando nossos lábios estavam há um milímetro de se tocarem, alguém bateu na porta. Instantaneamente nos afastamos, cada um indo para trás. Como se tivéssemos levado um choque.
A Dra. Olendizki colocou a cabeça para dentro da sala “Pensei que tinha lhe ouvido falar. Como se sente?”
De vagar, eu sentei na cadeira que estava perto da cama. Eu não podia acreditar que quase beijei Rose. Eu não sabia pelo que me culpar. Se por ter tentado fazer tal sandice, ou por não ter conseguido. A médica andou até Rose, fazendo com que ela se deitasse e realizando alguns exames clínicos.
“Você tem sorte. Com todo barulho que você fez quando foi trazida para cá, eu pensei que teria que amputar seu pé. Deve ter sido efeito da pancada. Eu acho melhor que você não fizesse seu treinamento normal até amanhã, mas fora isso, você pode ir.”
Depois de mais alguns pequenos exames, ela liberou Rose e saiu do quarto. Estávamos sozinhos novamente.
Olhei para Rose e percebi que ela corou. Tentando esconder o constrangimento que insistia em tomar conta de mim, fui até uma outra cadeira, pegar seus sapatos, fingindo naturalidade. Ela começou a colocá-los, e eu buscava algo para falar, tentando deixá-la menos desconfortável.
“Você tem um anjo da guarda.”
“Eu não acredito em anjos. Eu acredito no que posso fazer por mim mesma.” Ela falou sem me olhar, ainda com as bochechas vermelhas.
“Então você tem um corpo incrível.” Eu não percebi o duplo sentido do que tinha dito, até ela me olhar de forma questionadora. 'Péssimo Dimitri, você só está piorando tudo".
“Para se curar, quero dizer. Eu ouvi sobre o acidente...” Tentei corrigir falando a primeira coisa coerente que veio à mente.
“Todos falaram que eu não deveria ter sobrevivido. Por causa do lugar onde eu estava sentada e da forma como o carro bateu na árvore. Lissa era realmente a única que estava sentada em um local seguro. Ela e eu saímos ilesas, apenas com alguns arranhões.”
“E você não acredita em anjos ou milagres.”
“Não. Eu –“ Ela se interrompeu, se tornando pensativa e intrigada.
“Qual o problema?”
Ela olhou para um ponto aleatório no quarto, ficando altamente concentrada “Onde está Lissa?”
“Eu não sei onde ela está. Ela não saia do seu lado quando lhe trouxe para cá. Ela ficou perto da cama, até a médica chegar. Você acalmou bastante quando ela sentou perto de você.”
Ela voltou a olhar para o ponto, e logo, parecia não estar mais ali. Eu a encarei, mas seus olhos pareciam vazios e sua expressão era em branco. Eu já tinha visto Rose assim, poucas vezes, é verdade, mas já sabia o que estava se passando. Ela tinha ido encontrar Lissa, por meio do laço. A Dra. Olendizki tinha retornado para saber porque ainda estávamos ali e se deparou com Rose naquele estado.
“O que está acontecendo com Rose? Será que ela piorou? Acho que não deveria ter dado alta a ela.”
“Não, não é um problema. É parte do laço que ela possui com a Princesa. Ela sempre fica assim, quando está usando a ligação.” Tentei acalmá-la.
Fiquei observando atentamente por longos minutos, até quando sua expressão se tornou dolorosa e preocupada. Olhei para a Dra. Olendizki que estava com o rosto totalmente consternado. Então segurei a mão de Rose, sacudindo devagar.
“Rose? Rose?” Ela não respondeu, por um momento.
“Rose?” Insisti. Pouco a pouco ela começou a piscar rapidamente, como se despertasse de um transe. Ela me encarou, ainda com a dor em seus olhos. Ela tinha visto algo que a preocupou e aquilo também me preocupava. Ela continuou me olhando e eu pude sentir que uma onda de cumplicidade passava por nós. Isso era o que me fazia seguir a Rose, para qualquer lugar que ela fosse.
“Eu sei onde ela está. Lissa. Nós temos que ajudá-la.”
“O que está acontecendo com ela? Você sabe que pode confiar em mim.” Falei seriamente.
Ela olhou para a Dra. Olendizki e eu entendi que Rose não queria falar na frente da médica. Com um aceno, pedi para que ela saísse. Quando estávamos sozinhos, Rose desabafou, e eu pude sentir que era algo que ela não estava mais aguentando guardar.



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