História Vampire Academy por Dimitri Belikov - Capítulo 39


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Christian Ozera, Dimitri Belikov, Personagens Originais, Rosemarie "Rose" Hathaway, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Exibições 18
Palavras 1.088
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 39 - Capítulo 39



Rose se inclinou na minha direção e, ainda receosa, começou a contar tudo que sabia.
“Lissa. Ela pode fazer curas. Ela tem esse dom. Eu acho – eu tenho certeza  que ela é como  St. Vladmir. Mas isso traz conseqüências terríveis para ela. Eu posso sentir. Precisamos ajudá-la, Dimitri.” Rose me olhava com ar de desespero e era quase como se eu pudesse ver a dor em seus olhos. A dor que ela sentia por Lissa.
“Ela está passando por algum perigo imediato?”
“Sim. Quero dizer, ela sempre faz isso, mas agora parece pior. Eu sinto pelo laço que ela não está bem.”
“Ela sempre faz o quê, Rose?”
“Ela...” Era como se as palavras não quisessem sair da boca de Rose “Ela... se submete a autoflagelo. Ela se corta. É como se a dor dos ferimentos pudessem superar a dor que ela sente em sua alma. E ela fez isso agora, com uma navalha, mas foram cortes terríveis, tinha muito sangue.”
Primeiramente eu hesitei, tentando entender aquilo. Mas depois senti imediatamente meu corpo entrando em ação. Rose não estava descompensada, mas o desespero da sua voz e pânico em seus olhos me diziam que tudo era sério.
“Você disse que sabia onde ela está agora.”
“No sótão da capela.”
“Rose, ouça. Bem. Eu vou buscar ajuda e preciso que você fique aqui. Você promete que ficará aqui?”
Ela acenou. Eu não podia levar Rose comigo. Ela ainda parecia estar sob efeito de medicação, embora  a Dra. Olendzki  a tivesse liberado. Peguei meu telefone e disquei para a única pessoa que me veio na cabeça. Alberta. Com apenas poucas  palavras ela entendeu que era para me encontrar na capela e que era uma situação urgente.
Sai quase correndo da clínica médica, tentando não chamar a atenção das pessoas que passavam por mim. Quando estava próximo a capela, encontrei Alberta que também tentava não correr.
“O quê está acontecendo, Belikov?”
“Venha comigo”. Falei, entrando na igreja. O padre não estava lá, então seguimos para o sótão. Quando entramos, o primeiro impacto foi de uma cena de terror. Lissa estava desmaiada no chão, completamente ensanguentada, com uma poça de sangue em volta dela. Quem não soubesse que o sangue vinha de cortes feitos por navalha podia imaginar facilmente algo mais sério.
Alberta era uma guardiã experiente, que já tinha visto cenas piores, certamente. Ela não demonstrou reação alguma. Eu me abaixei, peguei Lissa no colo e fomos para a clínica. Lá, ela recebeu os primeiros socorros e um alimentador. A médica chegou a conclusão que ela tinha desmaiado por tinha ficado fraca devido a perda de sangue. Mas eu sabia que era bem mais que isso. Era o uso da magia.  Enquanto os procedimentos eram feitos, Rose foi impedida de entrar e esperava impaciente na sala ao lado.
Algum tempo depois, a Dra. Olendzki me chamou, dizendo que Lissa queria falar comigo. Eu entrei na enfermaria, a mesma que Rose estava, mais cedo. Parecia que o dia inteiro ia ser gasto naquele lugar. Lissa estava deitada, olhando o teto. Seus braços estavam cheios de curativos.
“Princesa?” Falei, depois de passar alguns minutos ali em pé  e percebendo que ela não tinha se mexido.
“Lissa. Eu já disse para você me chamar de Lissa, Dimitri.” Sua voz era mais triste do que impaciente. Percebi que ela também não estava usando meu título de guardião.
“Desculpe. É difícil abandonar as formalidades. Como se sente?” Falei gentilmente, ensaiando um sorriso. Ela finalmente virou para mim.
“Como você soube que eu estava naquele sótão?”
Eu a encarei por alguns momentos. Apesar de ter certeza que ela já sabia a resposta, busquei a melhor maneira de falar.
“Você perdeu muito sangue e ficou bem debilitada. Não podíamos deixá-la naquele sótão.”
“Não foi isso que lhe perguntei.” Ela falou autoritariamente, se levantando um pouco da cama. “Foi Rose, não foi? Foi ela que contou a vocês sobre isso.” Ela estendeu os braços, mostrando os cortes enfaixados. Eu entendi que era um segredo delas e que Lissa não queria que fosse revelado.
“Sim foi Rose. Ela não fez por mal. Entenda. Foi preciso para que pudéssemos socorrê-la. A própria Rose ainda não estava recuperada o suficiente para ir ao seu socorro-“
“Não importa! Ela não podia ter feito isso! Ela não tinha o direito de contar a você!” As lágrimas saíram quase que involuntariamente dos olhos dela. Eu assumi que nada do que eu falasse adiantaria. Permaneci em silêncio a olhando chorar. Quando ela se acalmou um pouco, dei uns passos à frente e fiquei muito próximo a cama.
“Lissa, todos nós só queremos o seu bem. Não importa o que lhe levou a isso. Aqui tem pessoas que irão cuidar de você. Rose fez o que era certo, diante de todo o contexto. Ela está lá fora, ansiosa para lhe ver.”
“Eu não posso acreditar que ela me traiu dessa forma.”
“Não foi uma traição. Ao contrário. Foi uma boa prova da amizade que ela tem e do quanto ela se importa com você. Tudo se resolverá com uma boa conversa. Eu pedirei autorização para que ela possa entrar.”
Sai da sala e falei com a Dra. Olendizki que, depois de alguns outros exames, deixou que Rose entrasse para ver Lissa. Mas ela passou menos tempo do que eu imaginava lá dentro. Logo depois, Rose saiu da enfermaria, parecendo muito triste.
“Está tudo bem?” Perguntei me aproximando.
“Com a Lissa? Ela ficará bem. Mas ela me culpa por ter contado a vocês. Ela não quer que eu fique aqui.”
“Ela ainda está um pouco confusa com tudo isso” Tentei amenizar “Tudo ficará bem com o passar do tempo. Eles vão lhe dar algumas medicações para depressão que poderão melhorar o humor dela.”
Rose permaneceu olhando para o chão, ainda muito abatida.
“Você precisa descansar agora. Por que você não vai para o seu dormitório. Não há mais nada para ser feito aqui.” Eu falei baixo e ela concordou.
Os dias se passaram e, como era de se esperar a notícia da internação de Lissa correu pela escola, sendo aumentada e carregada de mentiras. Sempre era assunto para todos os grupos. Era impressionante a capacidade de imaginação deles quando se tratava de criar fofocas.
Lissa e Rose permaneceram sem se falar no decorrer dos dias e isso refletia em todas as ações de Rose. Ela se tornou bastante introspectiva. Mas pouco a pouco, os estudantes foram esquecendo de tudo pois um assunto novo começou a tomar conta da cabeça de todos: o baile que aconteceria em poucos dias.
 



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