História Vampire Academy por Dimitri Belikov - Capítulo 40


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Christian Ozera, Dimitri Belikov, Personagens Originais, Rosemarie "Rose" Hathaway, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Exibições 17
Palavras 1.174
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 40 - Capítulo 40



O tempo passou como sempre, até que o dia do baile chegou. O comitê de socialização da escola tinha feito um grande esforço em transformar o ginásio em algo parecido com uma boate. Uma pista de dança foi montada no centro da quadra, com luzes que se movimentavam de acordo com a música tocada. Eu observava todo o movimento das equipes de eventos enquanto fazia exercício na sala de musculação, que ficava em um piso superior e tinha um vidro que dava uma visão ampla do ginásio.
Para mim, seria um sábado como outro qualquer. Terminei meus exercícios e segui para meu turno de guarda. No final do dia, quando passava pelos pátios, indo até o prédio dos guardiões eu podia ver os alunos seguindo para o ginásio em polvorosos. Todos iam vestidos  à caráter. As garotas, que muitas vezes só víamos de jeans e camiseta, usavam vestidos elaborados e maquiagens carregadas, enquanto aos garotos tentavam parecer adultos dentro de blazers. Durante todo decorrer da semana, Rose não tinha demonstrado interesse em participar deste baile e eu torcia mentalmente que ela não mudasse de ideia. Eu sabia que era um evento promovido pela escola, que provavelmente nada demais ocorreria, mas não conseguia deixar de me sentir enciumado por ela. Só de pensar nela usando aquele vestido preto que Lissa tinha lhe dado, sentia o mundo girar.
Quando pegava um dos meus livros no meu escaninho, a porta da sala abriu e Alberta entrou. Ela se dirigiu para seu próprio armário, pegando uma jaqueta.
“Parece que vai esfriar.” Ela falou, enquanto remexia tudo lá dentro. Depois de uma pausa ela acrescentou “Devemos sempre permanecer atentos nessas noites em que a rotina é quebrada.”
“O turno da noite está reforçado. Existem guardiões o suficiente para manter tudo sob controle.” Eu respondi fechando a porta do meu escaninho. “Eu estou indo para o dormitório, você vai para lá agora?”
“Sim. Eu vou com você. Mal posso esperar para relaxar um pouco. Essa semana foi bastante corrida.”
Saímos do prédio ainda conversando sobre assuntos do nosso dia a dia.
“Eu tenho quatro guardiões afastados por ordens médicas. Embora tenha conseguido redistribuir os turnos, isso sempre gera um desfalque.” Alberta falou, enquanto subíamos para o pátio.
“Pode me dar mais turnos de guarda, eu estou aqui para ser útil no que for preciso.”
“Claro. Eu sempre posso contar com você, Belikov. Eu preciso de guardiões sempre verificando o perímetro da escola, apesar de termos as wards, não podemos deixar de averiguar se as fronteiras estão seguras –“
Seja o que fosse que Alberta estivesse falando, eu não estava mais ouvindo, quando de longe avistei Rose vindo com Mason Ashford, a caminho do ginásio. A noite estava um pouco fria, mas nada que deixasse o tempo insuportável. O piso estava meio molhado, por causa de uma chuva que caiu mais cedo. Rose cambaleou ao pisar em uma poça de água, sendo amparada por Mason. Eles riam bastante, cada vez que ela escorregava. Toda minha atenção, todos os meus sentidos se voltaram para ela. Por mais que minha imaginação fosse fértil, os pensamentos que eu tive sobre ela usando aquele vestido jamais se aproximaram da realidade. Rose estava linda. Ela usava os cabelos soltos, que caiam pelos seus ombros e se espalhavam pelas suas costas. Sua maquiagem era leve e ela tinha passado o gloss que eu lhe dei nos lábios. E o vestido era tão ousado como eu tinha pensado. Ele ia até os joelhos e a parte de cima era sem alças. Seria discreto se não marcasse as partes do corpo dela tão perigosamente. Ela também estava usando o colar que havia recebido de presente de Victor Dashkov. Eu não conseguia parar de olhar para ela, foi quase como um transe hipnótico.
Eles pararam junto a nós, ainda tropeçando e rindo. Rose olhou para mim e de alguma forma, manteve esse olhar.
“Sr. Ashford, Srta. Hathaway.” Alberta os cumprimentou. “Estou surpresa de que vocês ainda não estejam no salão.”
“Nós nos atrasamos, Guardiã Petrov. Você sabe como é que são as garotas. Sempre querem ter a aparência perfeita. Você especialmente deve saber disso.”
Eu ainda não conseguia parar de olhar para Rose. Por mais que eu tentasse distrair minha mente, eu não conseguia. Ela estava linda demais, de uma forma que extrapolava todos os limites. Ela também me encarava e isso só fez aumentar ainda mais a minha fixação nela. Era com se mais nada no mundo existisse. Eu tinha vontade de puxá-la para um longe dali, para um lugar onde pudéssemos ficar sozinhos.
Apesar de não conseguir parar de olhar para ela, eu sabia que não podia deixar todo aquele sentimento que ardia em mim ser transparecido. Eu estava diante de Alberta, que era muito perspicaz. Por isso, me esforcei ao máximo para manter meu rosto calmo e imparcial, nem de longe demonstrando todo aquele desejo que eu tinha por Rose, que era muito astuta e sempre estudava minhas expressões atentamente. E ela estava fazendo isso agora, eu podia sentir.
Mason ainda segurava a mão de Rose e ela, se dando conta disso, se afastou dele, parecendo embaraçada por fazer isso diante do meu olhar. Uma música alta vinha do ginásio e Alberta inclinou a cabeça.
“Acho que tem um baile esperando por vocês. Divirtam-se com responsabilidade.” Ela falou sorrindo para eles. Eu apenas acenei, forçando um sorriso no canto da boca. Nós nos afastamos, seguindo caminhos opostos. Alberta continuou a conversa que estávamos tendo antes, mas estava quase impossível para eu me concentrar no que ela falava, só conseguindo dar algumas respostas monossilábicas.
Quando entrei no meu quarto e finalmente fiquei sozinho, achei que fosse explodir. Era difícil trancar tudo aquilo dentro de mim e mais difícil ainda fingir que nada estava acontecendo, que nada se passava comigo. A imagem dela passava todo tempo na minha mente, a sua voz ecoava em meus ouvidos. Estava se tornando uma verdadeira obsessão. Resolvi tomar um banho e depois tentei ler um pouco, mas sem que eu me desse conta, minha mente voava para Rose a toda hora. Suprimi, diversas vezes, o impulso de ir até o ginásio para ver o que se passava por lá. Mas eu não podia me deixar fazer isso. Deitei na cama, tentando afastar os pensamentos, mas o sono não vinha. As horas se passavam e cada vez mais era o sono fugia. Cansado de me revirar, tentando conseguir dormir, levantei e fui até o banheiro. Olhei minha imagem no espelho por uns momentos. Depois joguei um pouco de água no rosto. Antes que eu pudesse pegar a tolha, umas batidas fortes e urgentes vieram da porta. Saí do banheiro e olhei as horas em um relógio que tinha na minha mesa de cabeceira. Era tarde, mas não muito. Só podia ser alguma emergência, raramente alguém me chamava quando eu estava no quarto, principalmente depois de ter tido um turno inteiro de plantão. As batidas se tornaram ainda mais fortes e rápidas. Corri para a porta e quase não acreditei no que vi, quando abri.



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