História Vampire Heart - Eternally Bleeding - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Mistério, Romance, Sobrenatural, Vampiros
Visualizações 17
Palavras 1.582
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Hey gente ^^ Resolvi trazer esse capítulo logo, pois hoje minha vontade de escrever se fez muito presente kkk
Queria dedicar esse capítulo a Deby Millar e a yElisapl por estarem sempre aqui acompanhando e comentando suas opiniões. Obrigada suas Nutellas ^^ Vocês me incentivam muito.
Sem mais delongas, Boa Leitura!

Capítulo 20 - Indecisão


Ficamos presos naquela sala por um bom tempo. Charles me explicou algumas regras, me deu dicas e ideias e explicou mais detalhadamente o que eu já sabia, e me disse mais algumas coisas. Ouvi cada palavra como se minha vida dependesse de cada uma delas. Ele havia expulsado os outros da sala para conversar comigo.

- Bom, acho que entendeu tudo. Pode ir.

 Eu me recusei prontamente a perguntar ‘’Ir para onde?’’ então simplesmente saí.

Eu rezava para pelo menos um dos outros estar me esperando, mas não havia ninguém no corredor.  Droga, eu estava sozinha em uma mansão que devia ter uns cinco andares.

 Bom, talvez se eu saísse para fora conseguisse algo. Estava quase no fim do corredor quando dei de cara com alguém. Era uma menininha de uns dez ou onze anos. Ela usava um vestido vermelho de babadinhos e segurava uma boneca com a cabeça virada ao contrário. Os cabelos marrons estavam presos em um rabo de cavalo.

- Qual seu nome? – perguntou ela me olhando curiosa.

- Me chamo Anne, e você?

- AH! –exclamou ela contente. – Me chamo Ana. Parecido, não?

- É. – falei sorrindo. – Ei, você conhece a Alexya?

- Hum... a vampira? – perguntou a garotinha.

- Bem. É. Eu acho.

-  Vi ela no quarto andar. – disse Ana. – Se quiser levo você até lá.

- Tudo bem. – falei.

 Íamos pelo corredor quando eu fui obrigada a perguntar.

- O que aconteceu com sua boneca?

 Ana olhou a boneca.

- Sou muito desastrada. Quebrei ela mas eu tentei consertar. Mas deu errado.

 As bochechas da garota coraram, e os cabelos automaticamente tingiram-se de vermelho também.

- UAU! – exclamei saltando para trás. – O que foi isso?

 Os cabelos dela voltaram a ser marrons ao mesmo tempo que as bochechas descoraram.

- Eu sou uma metamorfa de categoria A.  – disse a garotinha. – Isso acontece toda hora, não tenho controle sob isso. Minha mãe me abandonou, quando eu era pequena... por causa disso...

 Eu estava surpresa e maravilhada, ao mesmo tempo.

 - O que um metamorfo faz?

- Se ele for de categoria simples, ou seja, de A até N, ele só modifica a aparência, se for média, de N a R, ele precisa tomar certos cuidados, pois as vezes troca de pele. E se for acima de categoria S, bom, aí é um monstro fora de controle.

A garota riu como se isso fosse super  comum. E para mim não era nem um pouco. Eu já ouvira essa de metamorfo, mas onde? Ah, sim. Oliver mencionara algo.

Me virei para a garotinha.

- Ana, é possível existir um vampiro metamorfo?

 Ana pensou.

- Claro. – falou. – Basta haver uma mistura de ... como se fala... DNA? É, é isso.

 Eu assenti.

Enquanto andávamos, eu fiquei pensando. Então, se um metamorfo podia se transformar assim com tanta facilidade, e a tal vampira que Oliver mencionara era uma, então ela podia ser qualquer pessoa. Espera, aí, eu estou bem confusa agora.

- Alexya! – chamou Ana.

 Alexya ia virando o corredor, quando parou. Ana me deu tchau, e saiu saltitando pelo corredor seguinte. 

- Anne, como foi a conversa?

-Não é da sua conta. – falei, me lembrando que eu estava muito brava com Alexya por ter me trazido ali contra minha vontade.

- Nossa. – falou ela, fingindo espanto e curiosidade. – Que foi que eu fiz?

-Haha, não se faça de engraçadinha. Me leva pra casa logo. 

- Mas Anne, você não pode voltar. Acho que Charles te disse isso, não é?

- Ele me falou que eu posso ter... ‘’surtos’’, e acabar machucando alguém, mas eu preciso falar com a minha mãe. Não posso simplesmente sumir por alguns dias, deixando ela sozinha, sem saber de nada.

- Anne, eu não sei se posso deixar você ver sua mãe hoje...

- Alexya, por favor. Eu juro que volto pra cá.

Alexya resmungou.

- Ah, Anne. O que eu não faço... Tudo bem, vou levar você. Diga que vai passar uns dias comigo, finja que está pedindo permissão, sei lá.

- Ok. – falei sorrindo.

 ***

Cinco minutos depois Alexya já pisava no acelerador e deixávamos a mansão-castelo.

 O trajeto foi bem mais agradável, sem ter alguém ao meu lado segurando uma arma. Apreciei a paisagem, e quando percebi já estávamos parando em frente ao meu prédio.

- Vai lá. Vou esperar aqui na frente.

- Tudo bem, tudo bem. – falei fazendo um gesto aleatório com a mão, e atravessando a rua.

 Não havia ninguém na portaria, então entrei direto e peguei o elevador. Mamãe estava sentada na sala, vendo um filme que devia ser de terror, pela música e sons que eu ouvi.

- Mãe...? – falei cautelosa. Ela me encarou sorrindo, mas logo desfez a expressão.

- Anne, precisamos conversar. O que deu em você de sair correndo daquele jeito?

- Desculpe, mas eu precisava pegar um ar, esfriar a cabeça. O papai me tira do sério.

- Sobre isso que eu queria lhe falar. – disse minha mãe. – Estou pensando em pedir o divórcio. Não aguento mais me sentir presa a ele, como que com uma coleira. Sou nova ainda, quero conhecer pessoas, me divertir um pouco.

 Eu sorri sinceramente, pela primeira vez no dia.

- Mãe, isso é ótimo! Eu apoio, com certeza. Papai mudou muito.

- Eu sei. – disse mamãe. – E tenho certeza que essa mudança tem motivos. Não sou idiota. Ele vai trabalhar e desaparece, com certeza arrumou outra na Inglaterra. Não vou ficar aqui como uma cadela esperando o dono voltar.

Eu pulei sobre minha mãe e abracei-a.

- Eu te amo mãe, se isso faz você feliz, faz a mim também.

- É bom saber sua opinião. – sorriu ela. – Agora, você ia me dizer algo?

- Ah, sim. Eh... Mãe, Alexya vai dar uma festa... do pijama. Eu queria poder ir e talvez... passar uns dia por lá.  Juro que não vou faltar à escola.

- Hum... bom, acho que eu posso dizer sim. Desde que me ligue todos os dias. E tenha juízo.

- Claro mãe. – falei animada. – Vou arrumar algumas roupas.

 Subi correndo e entrei no quarto. Assim que acendi a luz levei um susto. Tinha alguém deitado na minha cama.

- Caramba! – falei levando a mão ao peito. – Oliver, o que está fazendo aqui? Não pode entrar o meu quarto quando te da na telha.

Ele lia um dos meus livros, e parecia entediado. Baixou o livro e me encarou com um olhar monótono.

- Tecnicamente, eu posso sim. – falou ele se sentando e se espreguiçando. – Estou esperando a maior tempão.

- Ninguém mandou surgir do nada. – falei, indo abrir o armário, ignorando completamente o fato de ter um garoto estirado na minha cama me olhando.

 Comecei a tirar roupas alheatórias do roupeiro e guardá-las na mochila.  

 - Ei, ei, vai a algum lugar? – perguntou ele.

- Vou, e isso não é da sua conta.

- É sim. – falou ele levantando e parando ao meu lado. Ele fechou o guarda-roupa e me encarou, encostado no móvel.  – Quer prestar atenção?   

 Bufei e encarei-o insatisfeita.

- Muito bem. – disse ele. – Estou aqui para te fazer um convite.

 Eu ergui as sobrancelhas e cruzei os braços. Em situações normais, eu já teria mandado ele embora a pontapés, mas aquele garoto por alguma razão realmente mexia comigo. Eu não era idiota, conversar com ele não era ruim e eu não o expulsaria, até ouvir o que tinha a dizer.

- Bom, acho que nada que você tenha a dizer pode me surpreender mais do que tudo que já me disse, então, vá em frente. – falei rindo em deboche.

- Quero que venha comigo. – disse ele de uma só vez. Eu continuei encarando-o séria. Andei até a cama e me sentei.

- Explica isso aí. – falei meio confusa.

 - Você ainda não se transformou completamente. Ainda é metade humana. Quero que venha comigo. Vou mostrar para você como ser um vampiro pode ter suas vantagens. É divertido.

- Ah, sim. – debochei. – Muito divertido matar pessoas para se ‘’alimentar’’.

 Eu ironizei bastante a frase.

- Bom, você não tem opção, no caso. Ou mata uma pessoa e se alimenta ou perde o controle e mata dez.

- Como assim? – perguntei receosa. No fundo eu acho que sabia o que ele estava falando.

- O que? Acha que não sei o que você fez hoje? Foi exatamente por isso que resolvi vir aqui. Você atacou um garoto. Ele não está morto, relaxa. Nem transformado, também. Não deu tempo de nada, você fugiu.

- Espera aí. Estava me seguindo? 

- Não só hoje. Aliás, é algo que eu tinha que te dizer. Lembra da Elizabeth?

- A mulher que foi assassinada, sei, o que tem?

- Você matou ela.

- O que? Sem chance. – falei rindo na cara dele.

- Aé? Você lembra o que fez naquela noite? Não, né? E você acordou de madrugada toda suja, que eu sei. Não, eu não estava te seguindo nessa hora, mas eu fui quem trouxe você pra casa aquela noite.

 Eu fiquei calada. Tudo que ele dizia fazia sentido. Eu lembrava do dia que eu surtara de madrugada.

- Então, quer vir comigo? –perguntou ele. Eu mordi o lábio.

 No fundo, olhando aqueles olhos verdes e brilhantes e o sorriso rebelde eu tinha muita vontade de dizer sim. Ele estendeu a mão.

- Última chance.  – falou abrindo um sorriso provocante.

 Eu pensei em Alexya sorrindo para mim e ao mesmo nos olhos verdes que me encaravam.

Meu coração se dividiu em dois pedaços extremamente melancólicos. 


Notas Finais


Ixiii
E aí gente, o que vocês acham??
A Anne deve seguir a intuição e ir com a Alexya, ou dar ouvidos ao coração e seguir com o Oliver?
Até a próxima Nutellas ^^


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