História Vampire Heart - Eternally Bleeding - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Mistério, Romance, Sobrenatural, Vampiros
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Palavras 1.444
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Hello
Hoje vou postar uns dois capítulos aqui... talvez três... não sei kkk
Mas vim atualizar agora, já que estou bastante motivada no momento.
Sem enrolação... Boa Leitura Nutellas

Capítulo 21 - O acidente


Pensei rápido. Eu mal conhecia o garoto parado na minha frente. Ele não significava nada para mim.

Ou talvez significasse? Eu estava confusa. Apesar de nossos encontros serem sempre estranhos e cheios de surpresas, eu adorava isso. Adorava ele perto de mim, seu cheiro e os olhos verdes me encarando...

Agora, Alexya era minha amiga. Eu gostava muito dela, mas as vezes ela me irritava. E eu não conhecia ela muito também. As coisas pareciam divididas igualmente.

Encarei Oliver e suspirei.

- Ok. – falei segurando a mão dele.

 

       Mamãe tinha ido tomar banho. Peguei minha mochila e puxei Oliver pela mão. Saímos depressa do apartamento e pegamos o elevador.

- Não podemos sair pela frente. Alexya está me esperando. – falei. – Vamos dar a volta pelo estacionamento.

  Eu estava pensando em ir em direção ao estacionamento, mas Alexya atravessou a rua e entrou no prédio. Puxei Oliver para trás de uma coluna de pedra e observei a garota entrar no elevador.

- Pronto, vamos. – falou ele correndo para fora.- Uma pergunta, sabe dirigir?

- Muito mal. – falei. – Sou boa com motos. Por que?

- Acredite, eu não planejei nada disso. – falou ele.

- O que?! Você simplesmente me chamou para fugir de casa e me diz que não sabe o que está fazendo?

- Dane-se. Olha, vou levar você pro meu... esconderijo. Vem.

 Ele me puxou até o outro lado da rua. Um homem ia subir em uma moto preta, mas Oliver derrubou-o com um pontapé e subiu na moto.

- Anda! – falou  ele me apressando.

Eu subi depressa e me agarrei nele.

- Francamente, você apagou o cara!

- Não enche. – disse ele, dando partida na moto. Senti o vento levantar meus cabelos e ouvi o grito de Alexya.

-ANNE!

 Olhei para trás e vi a ruiva parada no meio da rua. Fui obrigada a lançar-lhe um sorriso, meio culpado, mas eu estava contente. Me segurei com força em Oliver senti o vento passar pelos meus braços, bagunçar meus cabelos, e gelar meu rosto.

 Eu me sentia livre, e ao mesmo tempo culpada. Tinha medo de me arrepender. Eu simplesmente saíra de casa com um garoto que eu nem conhecia. O que tinha me dado?

Mas agora era tarde para pensar nisso.

 Oliver acelerou, e muito. Cortou a frente de vários carros, fez curvas bruscas, e eu só me dei conta do motivo quando olhei para trás e vi um carro preto emparelhando com nós.

O vidro baixou e Alexya gritou alguma coisa, mas eu não entendi, devido ao barulho forte do vento.

- Esquece! – ouvi Oliver gritar para ela.

- Cretino! – a ruiva rebateu.

 Mais a frente havia um cruzamento. O sinal estava amarelo, e na faixa direita estavam parados vários carros, e na frente deles um caminhão.

- Segura! – gritou Oliver acelerando. Passamos sob o sinal na hora que os carros ao nosso lado pararam, mas Alexya acelerou mais ainda. Foi no momento que o sinal ficava vermelho.

O caminhão na faixa ao lado saía do lugar. Olhei para trás e vi o caminhão acelerar e acertar com tudo o carro preto, arrastando-o para fora da pista.

- NÃO! – gritei desesperada, mas Oliver continuou em alta velocidade.

 Meu coração estava muito acelerado. Logo, todo o acidente no cruzamento sumiu de vista. O loiro dobrou em uma rua deserta e parou em frente a um lugar que parecia uma boate. Estava lotado. Eu desci da moto em choque.

- Droga. O que vai acontecer com ela?

- Isso não estava nos meu planos, juro. – falou ele meio surpreso também. – Mas ela não vai morrer. Provavelmente.

- Se você diz...- falei ajeitando a mochila nas costas. – Onde estamos?

- Por enquanto vamos ficar aqui. A boate é de uns amigos, eu tenho um quarto aí. Não posso arriscar levar você para o centro do ninho agora.

- Ninho?

- Onde os vampiros vivem. Nosso clã, no caso. – explicou ele. – Quero garantir que não estamos sendo seguidos, e se por acaso eu levar você assim, tão fraca, vai acabar virando o jantar da noite.

- Que animador. – eu disse nervosa.

 Ele abriu a porta e fez sinal para que eu passasse. Entrei depressa, parando na porta.

 O salão era grande. Havia várias mesas espalhadas, dançarinas com roupas indecentes, garçonetes sensualizando por entre os clientes, que eram em sua maioria homens.

- Nossa... – falei com um pequeno toque de desprezo misturado com curiosidade. – Que lugar hein...

- Legal, né. – disse Oliver com um sorriso idiota.

 A música que tocava era uma mistura de rock, com eletrônica. Eu curti. Uma moça quase nua parou diante de mim com uma bandeja.

- Aceita um drink?

-Hum... tá. – falei, pegando a taça com um líquido azul. Oliver foi até o balcão e se escorou.

- E aí Sasha?

Uma mulher negra, vestindo uma espécie de maiô preto sensual veio chacoalhando um copo em cada mão.

- Não devia estar aqui sozinho á essa hora. – repreendeu-o a mulher.

-Não estou sozinho. – falou Oliver me puxando para perto.  – Essa é a Anne.

 A mulher sorriu e me cumprimentou.

- Vão subir? – perguntou com um sorrisinho semelhante a o que Andy usava para me provocar.

- Sim. – disse Oliver tranquilamente. Então notou a expressão da mulher e acrescentou: – Mas não é o que você está pensando.

  Eu terminei o drink enquanto ele conversava com Sasha. Aquela bebida era viciante e muito boa. Não sei o que era, e tinha medo de  perguntar. Eu larguei a taça sobre o balcão e observei o lugar. Uma dançarina sensualizava no palco, me lançou um olhar e fez uma careta marota. Eu continuei percorrendo o lugar com os olhos. A música era realmente interessante.

 Um rapaz de cabelos negros e olhos da mesma cor me encarava sem piscar. Eu fingi não ver, mas era difícil. Aliás, parecia que todo mundo prestava atenção em mim. Sasha me alcançou mais um drink, dessa vez vermelho. Eu tomei devagar, ainda espiando o cara esquisito pelo canto do olho. Alguma coisa nele me chamou atenção. Pareceu que eu já o tinha visto antes, mas soube que isso era apenas impressão.

- Cala a boca. – disse Oliver a Sasha. – Não é nada disso. Anda Anne, vamos logo.

 Eu o segui por uma escada em caracol no canto do salão.

 O barulho da música, risadas e conversa era menos audível no segundo andar. Oliver destrancou uma porta e me deixou entrar.

- Esse é meu quarto. – falou ele. – Não repara a bagunça.

 Não havia nada demais ali. E muito menos como não reparar na bagunça. Uma cama grande e bagunçada, caixas de pizza espalhadas, copos. Era o típico quarto bagunçado de um jovem que morava sozinho.

E eu adorei aquilo.

- Ok. – falei meio encabulada. Larguei a mochila na cama e me sentei no tapete.

- Essa semana você vai ficar aqui comigo. Acho que dá para nós dois sobrevivermos.  Amanhã, você vai ver o que é ser um vampiro.

 Era isso que me assustava. Eu tinha vindo especialmente para tentar dar um jeito nos meus surtos, mas a perspectiva de tomar sangue me assustava.  Eu não queria isso, em parte, mas de certa forma eu precisava disso. E eu sabia.

*** *** *** ***

Eu me deitei na cama e tirei um livro que fizera questão de trazer. Oliver entrou no banheiro do quarto e disse que ia tomar banho. Fiquei ali um tempo, até que Sasha destrancou a porta e entrou devagar.

- Desculpe incomodar, só vim pegar as roupas dele. – falou ela catando umas roupas atiradas e enfiando-as num cesto. – Acho que esse garoto sozinho não sobreviveria.

- Eu posso escutar daqui, ok! – gritou ele do banheiro. Sasha e eu rimos. A mulher sentou nos pés da cama e me encarou.

- Seu cheiro é diferente. – disse ela. – É muito... muito... humano.

 Ela completou a frase de maneira estranha.

- Eu sou humana. Ainda. – falei baixinho, esfregando um pé no outro.

- Oliver nunca traz ninguém pra cá. Ele vive isolado. E detesta humanos.

 Eu sorri de leve.

- Não sei por que ele resolveu trazer logo você, mas eu só acho que você deve ser muito especial.

- Especial? Não. Eu diria que eu sou... estranha. – falei.

- Bom, que seja. Saiba que é muito bem vinda aqui na minha boate.

 Eu agradeci e a mulher sorriu e saiu levando as roupas. Suspirei. Era uma sensação muito estranha o que eu sentia naquele momento. Eu estava presa no quarto apenas com um garoto que eu mal conhecia, sem minha mãe saber, fugindo de meia dúzia de vampiros malucos, prestes a entrar no ninho de mais vampiros assassinos.  

Minha vida era muito complicada. Mas até que era muito interessante... 


Notas Finais


Nossa. E aí? O que será que vai acontecer agora? Com certeza os outros vampiros não vão deixar a Anne em paz, tanto por ela ter fugido quanto pelo que aconteceu com a Alexya. E será que a ruiva vai guardar rancor? Nem eu sei.
Agora, a Anne vai ver que a vida do Oliver pode ser beeeeem complicada.
Até a próxima. ^^


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