História Vampire Heart - Eternally Bleeding - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Mistério, Romance, Sobrenatural, Vampiros
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Palavras 1.145
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - ''Confusão''


Os minutos passaram vagarosos. Anne continuou imóvel, no meio da sala meio escura.

- Isso não pode estar acontecendo... – falou baixinho, se abaixando e juntando o bilhete.

‘’Você Abriu’’

A caligrafia não podia ser mais desleixada. Anne nunca vira aquela letra antes, pelo que lembrava. Quem se daria o trabalho de mandar um buque de rosas apenas para entregar esse  bilhete, e pior ainda, como sabia que ela tinha aberto o diário?

 Ela se largou no sofá de qualquer jeito com o bilhete apertado na mão.

- Andy, depois que você se foi isso aqui virou uma bagunça... – murmurou cobrindo o rosto.

 Ainda tinha a tal história da clínica. Todas as pessoas no diário pareciam ter passado por lá, inclusive a Andy. E no seu nome ainda não fora adicionada data de morte, assinatura, ou causa...  

Com os cotovelos apoiados  nos joelhos e as mãos cobrindo o rosto Anne começou a chorar. Aliás, ela nunca chorara tanto quanto ultimamente.

-Por quê? Por quê?  

O toque do celular soou abafado. Anne levou um susto. Demorou para encontrar o aparelho no meio das almofadas, e ele parou de tocar. Quando finalmente o encontrou viu que era o número de Sibelle.

Elas eram colegas a um bom tempo, mas Anne nunca falara muito com ela. Tinha o contato apenas por ter.

Com todo ânimo que conseguia reunir pegou o celular e ligou novamente.

- Alô? – falou  voz de Sibelle um pouco aborrecida.

- Sim?

- Você vem ou não?

 Anne ergueu as sobrancelhas sem entender.

- Aonde? – perguntou confusa.

- Como assim? Você me mandou um bilhete e me pediu para encontrar você no café perto da sua casa.

 Anne encarou o celular com uma expressão estranha.

- Eu fiz isso?

 Sibelle riu do outro lado da linha.

- Anne, esteja aqui em cinco minutos ou você vai...

- Tudo bem, eu tô indo!

 Anne guardou o celular no bolso e saiu depressa. O café ficava na esquina, e normalmente no final de tarde lotava, principalmente no inverno. Hoje tinha algumas mesas vazias, e no fundo do lugar, remexendo em um prato de torta estava Sibelle, de cara fechada e olhar irritado.

- Finalmente. – falou quando Anne puxou a cadeira e se sentou. – Você me disse para vir aqui as cinco horas que você iria me encontrar, já são quase cinco e meia e eu estou aqui! Espero que tenha algo muito urgente para me falar.

- Sibelle, eu não mandei bilhete nenhum. Se eu fosse chamar você mandaria uma mensagem.

 Sibelle não estava ouvindo. Ela remexeu na bolsa e tirou um papel amassado.

- Toma.

 Anne abriu o papel.

 ‘’ Sibelle, perdi seu número e preciso falar com você, me encontra no café perto da minha casa as cinco horas,  é importante. Até mais, Anne.’’

- Como conseguiu esse papel?

- Eu estava chegando em casa quando meu irmão mais novo falou que tinham deixado pra mim.

- Quem deixou?

- Você, não foi?

 Anne balançou a cabeça.

- E o diário? – perguntou Sibelle.

 Os olhos de Anne saltaram como nunca antes.

- Como você sabe do diário?

 Ela agarrou o braço de Sibelle.

- Anne, você me deixou esse bilhete, e falou pro meu irmão que o assunto era sobre um diário.

- Sibelle, só escuta. Eu não conheço seu irmão, eu nunca falei nada pra ele, eu não escrevi bilhete nenhum.

- A custo de que  meu irmão inventaria isso? E tem o bilhete... Meu irmão tem só dez anos.

 Anne mordeu o lábio.

- Não sei, mas eu não escrevi nada nem falei nada pra ele.

O telefone de Sibelle tocou. Ela atendeu depressa.

- O que quer Henry? – perguntou. Ela fez sinal ao telefone e sussurrou ‘’é ele’’.  Então ela girou os olhos para o teto. – Sim, estou no café, sim, ainda. O que quer?

- O que? Vem você aqui!

Eu apenas observei. O tom de Sibelle se elevou um pouco.

- Pirralho desaforado! Você tem pernas para quê? Vem já aqui!

 Os ocupantes das mesas ao redor olharam para Sibelle. Ela desligou o celular bufando.

- Ótimo, o pirralho perdeu a chave de casa e agora fica me ligando.

- Ele estava sozinho em casa? – perguntou Anne.

- Não, estava na minha tia. Ela é dona da padaria, ele fica lá  enquanto houver comida.

 Ela sorriu.

 Uns dez minutos depois um garotinho magricela, de cabelos loiros meio compridos para um garoto daquela idade, as bochechas muito rosadas entrou segurando o skate.

O boné virado, e o moletom cinza aberto na frente, mostrando uma camiseta amarela toda suja.

- Andou no esgoto foi, moleque? – perguntou Sibelle.

 O garoto pegou o copo de suco dela e tomou metade. Respirou, então disse:

- Não enche... – ele olhou pra mim e sorriu estufando as enormes bochechas. - Oi.

-Oi. – falei desanimada.

- Escuta, você me disse que uma amiga tinha te entregado um bilhete...-falou Sibelle em tom acusatório.

- Ei, eu não disse isso.- falou ele se sentando. – Eu falei que tinham me entregado um bilhete de uma amiga sua.

- Quem entregou? – perguntei depressa.

- Não conheço. – falou o garoto mordendo um pedaço de torta. – Sei que foi um garoto.

- Como ele era?

 Anne se deu conta de repente que segurava o braço do garotinho.

- Menina, você é esquisita. – falou ele. – Já disse que não conheço. Era só um garoto normal.

- Ele te falou alguma coisa?

 Henry pensou, então deu de ombros e falou displicente.

- Falou para tomar conta de um diário...

 Anne levantou da mesa depressa.

-Ei!

 Sibelle chamou, mas ela já havia saído correndo.

- Vamos Henry!

 Ela puxou o garoto e saíram correndo atrás de Anne.

 - Anne! O que ouve, espera!

 Anne continuou correndo, até parar em frente o prédio.

- Mãe!

‘’ Mamãe estava discutindo com o porteiro. Ela não parecia nada contente. ‘’

- Onde você estava? – perguntou, e parecia dividida entre preocupação e raiva.

- No café. O que houve?

- Cheguei, a porta estava aberta, uma bagunça na sala, você sumiu... Alguém me viu chegar e fugiu pela janela.

- Pela janela? – perguntei confusa. – Mãe, moramos no sexto andar!

- Pois diga isso para a pessoa que saiu pela minha janela. – falou mamãe arrancando os cabelos.

 Ela voltou a discutir com o porteiro, eu passei correndo e subi direto, pela escada mesmo.

- Que aconteceu? – perguntou Sibelle me seguindo.

 Abri a porta com tudo. Muitas coisas estavam espalhadas. Almofadas, as pétalas de rosas, papéis. Tinham andado procurando algo. Corri até a cozinha.

 O diário. Eu tinha deixado sobre a mesa. Como eu pensei...

 Não estava mais lá.

 Henry entrou correndo e olhou a bagunça.

- O que aconteceu aqui?

- Levaram o diário.- falei para mim mesma.

- Anne, que diário é esse? – perguntou Sibelle. – Você vai me explicar e vai ser agora.

 Anne engoliu em seco, conformada em contar para alguém...



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