História Vampire Kisses - SasuSaku - Capítulo 57


Escrita por: ~

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Categorias Naruto, Vampiro Apaixonado
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Karin, Madara Uchiha, Neji Hyuuga, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, TenTen Mitsashi
Tags Beijo Do Vampiro, Couple, Dark, Dorama, Drama, Kisses, Love, Naruto, O Beijo Do Vampiro, Romance, Sakura, Sakura Haruno, Sasuke, Sasusaku, Sleep, Vampire Kisses, Vampiros
Visualizações 584
Palavras 3.356
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela, Saga, Shounen, Terror e Horror
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente tudo bem? Espero que sim ♥
Estamos mais do que na reta final, mais alguns capítulos e iremos nos despedir (triste).
Já quero começar a dizer que esse tempo com vocês foi ótimo, vou deixar as despedidas pra depois, porque ainda temos mais um tempinho juntos ♥
Espero que curtam esse cap ♥
Até depois

Capítulo 57 - Regras


Fanfic / Fanfiction Vampire Kisses - SasuSaku - Capítulo 57 - Regras

 

 - Regras -

 

Imagine se um dia você acordasse, e percebesse que tudo era apenas um sonho? Sakura piscou algumas vezes tocando a face macia de Sasuke, ele esperava receosamente as palavras dela depois de conta-la sobre uma parte dos acontecimentos. Ela não tinha dito nada, apenas mantinha seus olhos fixos aos dele aparentemente pensativa.

 

NÃO era uma vampira e nem um demônio, então oque era? Levantou-se da cama com o auxilio do Uchiha – que a segurava pelo braço – e olhou-se no espelho, seu reflexo ainda estava ali – ao contrario do de Sasuke – aproximou-se mais abrindo bem sua boca e encarando seus dentes – seus caninos estavam levemente pontudos, mas não como os de seu namorado – decepcionante. Sentou-se na cama e deu um longo suspiro.

- Você está bem? – Sasuke quebrou o silencio sentando-se ao seu lado na cama.

- Eu não sei – passou os dedos sobre a marca em sua testa – Isso vai ficar em mim pra sempre?

- Sim – respondeu com sinceridade – Eu gosto, te deixa mais bonita.

- Jura? – deu um sorriso fraco abaixando a cabeça – Ah... Como isso foi acontecer? – não conseguia se concentrar, era como se sua cabeça estivesse tentando assimilar tudo ao mesmo tempo.

- Bem – passou as mãos pelos cabelos rosados dela – A vida é um mistério, a gente nunca sabe as encrencas que ela está disposta a nos fazer encarar. Por exemplo, ontem eu pensei que iria perder o amor da minha vida para sempre, que ela tinha sido roubada de mim. E veja só, você está aqui, viva e ao meu lado, me encarando com esses seus olhos verdes e brilhantes que temi nunca mais poder ver.

Então a Haruno viu o quanto estava sendo dramática – talvez – Sim, sua vida mudaria muito, afinal ela não era mais uma humana. Mas assim como Sasuke, ela quis tentar ver o lado positivo de tudo aquilo. Onde existe escuridão, existe luz... Isso era algo que ele havia a ensinado durante todos esses meses em que estiveram juntos.

Só aprendemos o que é viver quando encaramos o sofrimento e tiramos algo de bom dele. Quando crescemos com a dor. Quando conseguimos ver o lado positivo de cair – ou mudar – e recomeçar.

Pensou em seus pais, e em seu irmão caçula. Sentiu seus olhos começarem a marejar, como eles estariam lidando com aquilo?

- Meus pais...

- É, eles estão bem abalados – comentou – Mas concordaram que você precisa de uma nova estrutura.

- Como assim? – franziu o cenho.

- Para todos, você está vivendo com sua tia na cidade vizinha.

- Mas eu não estou – piscou algumas vezes confusa – Eu estou aqui.

- Sim... – suspirou procurando as melhores palavras para explicar.

- Eu preciso saber Sasuke. Você precisa me contar, precisa ser o mais sincero possível comigo sobre tudo isso – as lagrimas escorreram por seu rosto – Diga de forma clara, sem se preocupar se vai doer em mim ou não, apenas diga, mas não se preocupe em dizer aquilo que quero ouvir – segurou as mãos grandes dele – Fale do jeito mais direto possível, na lata.

Ele a encarou com o maxilar rígido, não queria que sua amada sofresse, já havia passado por muitas coisas em um curto período de tempo. Ela apertava cada vez mais sua mão, e o moreno notou que estava começando a doer, ele puxou cautelosa sua mão e a abraçou.

- Você viverá para sempre, nunca envelhecerá.

- Oque? – Sasuke havia contado a ela sobre as taças de sangue, mas apenas isso – Pa-para sempre?

- Sim – afastou-se encarando-a – Para sempre.

- Mas, eu não posso viver pra sempre – o estampo estava estampado em seus olhos, e ele suspirou. Não poderia ser diferente, não estava preparada para algo assim – Quer dizer, e minha família?

- Seus pais poderão visita-la sempre, mas você não poderá mais viver com eles.

- Onde vou viver então?

- Aqui.

- A-aqui? Com você?

- Sim, aqui comigo.

Sakura ainda tentava olhar para o lado positivo naquela situação tão desesperadora. Os olhos do Uchiha brilhavam em um tom de vermelho, era sedutor demais para se resistir. Quando se deu conta, suas mãos já estavam envolvidas entre os longos cabelos negros do rapaz puxando-o para mais perto em um beijo inocente, ela precisava sentir a macies de sua boca contra a dele, era reconfortante e a fazia esquecer de todo o resto.

Era engraçado como Sasuke conseguia ser sua luz em meio ao caos, o seu melhor pedaço, o seu melhor e mais sincero clichê, seu pedido para as estrelas cadentes, a resposta de seus maiores desejos.

Sempre quis ser imortal, vagar pelos cemitérios e criptas por toda sua vida, sendo jovem para sempre ao lado de um garoto igualmente imortal. E de certa forma ela havia conseguido aquilo, mas não da forma que esperava.

Afastou-se dele lentamente ainda com os olhos fechados, com medo de abri-los e ver que tudo aquilo não era real. Mas a vida não era um conto de fadas, e ela teria que lidar com seus problemas.

Ao abrir os olhos, ela sorriu para o moreno que a lançava um olhar amoroso – do tipo que faria o coração de qualquer garota palpitar – mas algo chamou sua atenção no canto do quarto, ela inclinou a cabeça encarando a sombra logo atrás de Sasuke.

Seus olhos se arregalaram, era a mesma mulher que havia a salvo da escuridão em meio a sua passagem de volta ao mundo dos vivos. Ela sorria, seus olhos semi fechados, os cabelos grisalhos presos em uma trança e as vestimentas de séculos passados. Quem era ela?

- O que foi? – perguntou Sasuke notando a atenção da rosada em outro lugar.

- Não está vendo? – ela apontou para a mulher – Bem ali.

O Uchiha se virou encarando o canto do vazio do quarto, não havia nada ali.

- Não – riu – É algum tipo de brincadeira, não é? – bagunçou os cabelos dela – Vou trazer um pedaço de torta pra você, não ouse se levantar, ok? – afastou-se saindo do quarto.

- Ma-mas... Sasuke!

Sakura ainda mantinha seus olhos presos àquela mulher, como Sasuke podia não estar a vendo também?

- N-não se aproxime de mim – gaguejou um pouco assustada.

A mulher caminhou em passos lentos e suaves até o pé da cama, e pousou suas mãos no encosto de ferro.

- Não se lembra de mim?

- Vagamente – franziu o cenho – Por deus, estou conversando com alucinações, estou enlouquecendo.

- Sakura, minha querida – riu – Eu sou tão real quanto às estrelas no céu, ou como a luz da lua que ilumina este quarto de forma tão poética – ela caminhou até a janela, encarando o lado de fora.

A rosada suspirou reconhecendo-a, a baronesa. Aquela baronesa que todos diziam ver naquela janela encarando o luar com um olhar triste e perdido. A avó de Sasuke.

- Você... – mal conseguia falar, a emoção era demais para se suportar.

- Já fomos apresentadas, não se lembra? Meu querido neto sempre foi muito bom, fiquei emocionada do ver que ele continua visitando meu mausoléu.

- Oh – lembrou-se do dia em que Sasuke e ela fizeram um piquenique noturno. O moreno havia mostrado o tumulo da baronesa a ela – Verdade – sorriu – E porque só apareceu agora?

- Minha querida, eu sempre estive aqui – voltou a se aproximar da menina – Mas agora pode me ver, pois já esteve no mundo dos mortos.

- Só posso ver você?

- Não, provavelmente poderá ver outros espíritos.

- Hm – franziu o cenho – Isso vai ser perturbador... Quer dizer, não que te ver seja perturbador, na verdade sempre quis conhece-la.

- Você é gentil – sorriu – Cuide bem no meu menino – pediu – Fiquei preocupada, mas vejo que está tudo bem.

- Acredito que sim.

- Talvez eu finalmente possa ir – fechou os olhos abraçando o próprio corpo – Ele não precisa mais de mim.

- Sasuke sempre precisará da senhora! Sempre será importante pra ele.

- É uma boa menina Sakura, meu neto fez muito bem por ter escolhido uma flor tão rara em meio a tantas outras. Sei que ficarão bem, e é por isso que preciso ir.

- Entendo – deu um sorriso triste.

- Adeus, futura Sra. Uchiha – deu uma piscadela para a rosada antes de sumir.

Sakura prendeu o ar por um longo tempo, seus lábios se curvaram em um sorriso e as lagrimas escorreram por seu rosto. “Futura Sra.Uchiha”, a baronesa realmente havia dado sua pensão a ela? Aquilo era tão surreal que mal podia controlar sua respiração.

- Sa... Oque foi? – Sasuke colocou a bandeja que carregava em cima de sua cômoda e correu até a Haruno.

- Nada – respondeu em meio aos soluços – E-eu estou muito feliz.

- E-está?

- Sim! – abraçou-o – Estou.

 

 

♥ ♥ ♥

 

Contar aos pais de Sasuke sobre os acontecimentos não foi uma das tarefas mais fáceis, Mikoto gritava fazendo a cabeça do marido latejar. Kakashi encolheu os ombros e encarou o chão, como um cão que acabará de levar uma bronca daquelas de seu dono, Sasuke queria poder dizer algo para ajuda-lo, mas estava na mesma situação.

Irresponsáveis. Inconsequentes. Era um resumo do discurso da Sra. Uchiha aos dois rapazes a sua frente, queria poder enforca-los, estava muito irritada. Sakura era uma jovem de dezesseis anos com muito oque viver, ter seu destino completamente mudado era algo terrível.

- Não acredito que confiei em você para cuidar de tudo! – apontou para o grisalho – E ainda realiza um ritual proibido por ordens desse indisciplinado.

- Mãe...

- Não! Fique quito.

- Mas, mãe...

- Sasuke! Quieto.

- Tsc.

- Estou muito decepcionada com vocês dois, humanos são muito frágeis! – passou as mãos pelos cabelos. Fugaku apenas ouvia tudo sentado em sua poltrona – Pobre menina.

- Ao menos ela está viva – Itachi encostou-se ao batente da porta do escritório do padrasto.

- Itachi? – Mikoto correu até ele, abraçando-o – Querido, você está bem?

- Estou mãe, Sasuke e Kakashi me salvaram – sorriu para os dois afastando-se da mãe – Pare de brigar, eles fizeram o que acharam que era certo.

- Mas isso resultou em algo incorrigível – insistiu – Sakura não é mais humana, e nem uma vampira.

- I daí? – deu de ombros – Ela é imortal como nós, pode viver conosco.

- Eu sei que pode, mas...

- Mãe, acho que já resolvemos esse assunto – caminhou até o irmão – Preciso que Sasuke venha comigo resolver umas coisas sobre a cripta e o clube do caixão, não podemos ficar aqui na Romênia pra sempre, temos que voltar.

- O que? – ele arqueou as sobrancelhas.

- Cala boca, e segue o roteiro – sussurrou.

- Oh! Então... É, eu preciso ir com o Itachi.

Fugaku balançou a cabeça vendo a cumplicidade dos rapazes.

- Deixe-os ir querida, o que está feito, está feito.

- Fugaku...

- Sasuke, sabe como as coisas funcionam, não é? – perguntou – Siga as regras.

- Hm... – ele abaixou o olhar – Eu sei.

- Ótimo, podem ir.

Itachi arrastou Sasuke pelo braço para fora da sala, lançando um sorriso brincalhão ao padrasto enquanto saia.

- Kakashi, você também pode ir. Está tudo bem, continue seu trabalho.

- Sim senhor – retirou-se em passos rápidos evitando contato visual com Mikoto.

A morena suspirou sentando-se em uma cadeira, encarou seu marido por um tempo e sorriu levemente rendendo-se.

- Você sempre aliviou as coisas para eles, desde que eram pequenos e quebravam os vasos raros e caros da sua mãe.

- Sasuke é um bom menino, e vejo que Itachi mudou – deu de ombros – Talvez possamos ser uma família novamente.

- É, seria ótimo.

- Mãe! Pai! – Cherry adentrou a sala com sua katana nas mãos – Daqui a pouco estarei indo treinar com Orochimaru, tudo bem?

- Sim querida, tenha cuidado – pediu sua mãe.

- Onde estão os meninos?

- Estão se arrumando para ir, melhor correr se quiser se despedir. Logo anoitecerá – avisou o Sr. Uchiha.

- Aí, droga! Eles não me avisam nada – sumiu pela porta.

 

♥ ♥ ♥

 

Sentia-se melhor depois de tanto tempo em repouso, todos faziam o possível para deixa-la confortável. A mansão era seu novo lar, e precisava se acostumar com aquilo – não que resistisse a ideia.

Os irmãos No Sabaku haviam voltado para sua cabana em meio ao bosque não muito longe da cidade. “Manteremos contato” foi oque Temari disse em um sussurro enquanto abraçava a rosada antes de ir. Não eram muito próximas, Sakura sabia disso, mas isso não impedia que sentisse uma ligação forte com aquela garota.

Olhou em volta vendo Ino cochilar na poltrona próxima a cama – sorriu – ela era uma boa amiga, e não a deixou em nenhum momento. Era engraçado vê-la discutir com Hinata  - quase todos os dias – sobre quem passaria a noite vigiando-a, sentia-se amada.

Levantou-se na ponta dos pés, vestia uma camisola branca vitoriana, com mangas compridas e volumosas. Deveriam ser 17h00 por isso tomou cuidado para que o sol não invadisse o quarto quando saiu pela porta – não queria que Ino se machucasse – por sorte a rosada podia andar a luz do dia.

Foi até a cozinha, vendo um bilhete sobre a mesa “Temos alguns macarrões instantâneos na dispensa” – sorriu – Kakashi era muito atencioso.

Depois de comer conversou um pouco com Hinata pelo telefone, ela parecia aliviada ao ouvir a voz da amiga. Assistiu aos clássicos de terror esperando que anoitecesse. Quando o sol de pós, ouviu Ino descer as escadas esfregando os olhos, visivelmente cansada.

- Oi – Sakura sorriu.

 - Oi – respondeu à loira – Porque saiu do quarto?

- Estava cansada de ficar lá, queria caminhar um pouco pela casa.

- Ah – Ino se jogou ao lado da amiga no sofá – Os outros ainda devem estar dormindo.

- Sim – suspirou.

- Oque foi?

- Sinto falta do Sasuke.

- Ele vai voltar hoje à noite – riu.

- Mesmo assim – deu de ombros – É como se as horas não passassem.

- Vocês andam muito juntinhos, não é?

- Acho que sim.

- Vocês combinam, fazem um casal bonito – sorriu amigavelmente, fazendo Sakura corar um pouco.

Nunca tinha parado para pensar em como os dois eram vistos juntos.  Mas aquilo deveria ser verdade, afinal o casal mais bonito é aquele que além de namorados, são amigos. E o mais importante, que são muito felizes juntos.

 

Sasuke voltou àquela noite como Ino havia dito, Sakura pulou em seus braços assim que o viu entrar pela porta da frente segurando sua mala. Itachi desviou do casal apaixonado sentando-se ao lado de Ino no sofá.

- E aí? Vendo oque?

- Drácula – respondeu dando de ombros.

- Jura? – ele arqueou as sobrancelhas encarando-a – Drácula?

- Ora, é um clássico.

- Você não tem um namorado? Vá para a casa dele – tomou o controle da TV das mãos da garota.

- Ele dorme a noite – bufou tomando o controle de volta.

- Que merda, ein – riu.

- Ah, cuida da sua vida Itachi.

- Onde estão Tenten e Neji?

- Eles saíram um pouco antes de vocês chegarem – respondeu voltando sua atenção ao filme.

 

♥ ♥ ♥

 

Tenten estava sentada em sua moto abrindo uma lata de cerveja, enquanto Neji fazia o mesmo parado a sua frente. Eram um casal diferente, se conheciam a tanto tempo que era comum para eles ficar apenas em silencio aproveitando a companhia um do outro, ela sabia que ele estava preocupado, mas não adiantava insistir, Neji era do tipo de pessoa que se abria apenas quando se sentisse confortável.

Levantou-se da moto e segurou gentilmente sua mão, o perolado a encarou surpreso, mas logo sorriu. Queria poder contar a ela suas paranoias, mas preocupa-la estava fora de cogitação.

Não via sua família há muito tempo, e cada dia que passou ao lado de sua prima Hinata havia feito-o lembrar de sua infância. Era difícil ter que se afastar, seus poucos familiares em breve morreriam e ele ficaria sozinho novamente, até mesmo sua prima envelheceria, teria filhos, uma família e ele não poderia conhece-los pois não poderia explicar o motivo de sua eterna juventude.

Encarou os olhos amendoados de Tenten, e suspirou. Ela era sua paz, uma garota incrível, ela era tudo oque ele nunca pensou que poderia querer. Neji se viciou nela, se viciou em seu jeito, em seus gostos, em sua voz, se viciou nela por inteira. Ela era sua nova família.

- Quer conversa? – perguntou a morena quebrando o silencio.

Neji deu de ombros, bebendo um gole e sua cerveja e a puxou, envolvendo-a em seus braços.

- Eu te amo – sussurrou em seu ouvido.

- E-eu também te amo – ela sorriu afundando seu rosto na jaqueta de couro do rapaz.

 

♥ ♥ ♥

 

Artificial Darkness era uma das bandas mais populares do momento, Sasuke não podia culpar os fãs do grupo afinal eram mesmo muito bons. Gakupo estava sentado a sua frente com um copo de uísque nas mãos, enquanto Itachi fumava seu cigarro.

- Serio que começou a fumar? – resmungou Sasuke.

- Me ajuda a ficar calmo – o Uchiha mais velho deu de ombros.

- Tsc – sabia que o irmão havia adquirido aquele vicio depois da morte do pai – Gakupo queremos fechar um contrato com a Artificial Darkness.

- Hm, é mesmo? – ele encarou o amigo surpreso – E como vai ser?

- Queremos contrata-los para tocar na cripta todos os sábados e no clube caixão uma vez por mês, na data que vocês acharem mais conveniente.

Gakupo pensou um pouco, aquilo significava um pagamento fixo, o que era ótimo, afinal eles estavam no topo de suas carreiras, mas não sabiam o que poderia acontecer no dia de amanhã.

- Vou ter que conversar com Kaito, Len e Kiyoteru – passou as mãos pelos cabelos arroxeados – Mas gostei dessa ideia.

- Ótimo – Sasuke deu um meio sorriso levantando-se do sofá – Espero que possamos fazer esse acordo – estendeu sua mão para o rapaz que se apresou em aceitar o cumprimento.

- Sabe que pode voltar para a banda quando quiser, não é?

- Sasuke em uma banda – Itachi pensou um pouco – Seria interessante.

- Ah – riu baixo – Minha vida mudou muito Gakupo, mas muito obrigado.

O rapaz despediu-se dos irmãos e se retirou.

- Hey – Suigetsu saiu da mesa do bar correndo até eles.

- E aí cara.

- Como vai Itachi?

- Bem, e você?

- Tranquilo – fez uma careta – E você Sasuke?

- Tudo bem – arqueou as sobrancelhas – O que você quer?

- Apenas queria conferir se posso abrir o lugar às 23h.

- Sim, como sempre – os irmãos estranharam a pergunta do rapaz, afinal ele sabia muito bem os procedimentos da casa.

- Entendi – ele abaixou o olhar – Como vai a Karin?

Então era isso? Ele queria saber sobre a ruiva. Itachi gargalhou alto apoiando-se ao pilar da cripta, Suigetsu tentava enganar a si mesmo dizendo odiá-la por usa-lo, mas na verdade o Uchiha não duvidaria se os sentimentos do rapaz não tivessem mudado.

 - Você perguntando sobre Karin? – Sasuke controlou o riso.

- Ora, oque tem? – bufou cruzando os braços.

- Bem... – deu de ombros.

- Meu afeto por ela é mínimo – mentiu – Então, como ela está?

- Ela deve estar em algum lugar da Romênia – respondeu Itachi – Talvez na mansão de inverno de Madara.

- Hm, entendo – deu de ombros – Vejo vocês depois – afastou-se.

- Esse cara, nasceu para ser troxa – brincou o Uchiha mais velho.

- Não fale assim – o mais novo riu – Ele é um romântico incorrigível.

- Por falar nisso – virou-se para o irmão – Me conte mais sobre as tais regras que Fugaku havia mencionado naquele dia.

Sasuke arregalou os olhos por alguns segundos e abaixou à cabeça, seu rosto corou um pouco e suas mãos começaram a soar.

- Você sabe que nossa família é das antigas – começou.

- Poha – riu – É obvio, vivemos nos anos vitorianos. Somos mais do que antigos.

- Enfim – deu de ombros – Os Uchiha’s não veem minha união com Sakura como algo bom.

- Que? Como assim? – franziu o cenho.

- Tecnicamente Sakura e eu estamos morando sobre o mesmo teto, mas sem uma aliança no dedo – explicou – Ela não é uma legitima Uchiha.

- OOOOOOOOW – arregalou os olhos jogando suas mãos para o alto – Então você vai ter que...

- É – suspirou – Nunca fiquei tão nervoso em toda minha vida – passou as mãos pelos longos cabelos.

 

 

 


Notas Finais


Espero os comentários de vocês ♥
Até a próxima amores
Kiss ♥


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