História Vampire2 - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Bruxa, Fantasia, Lenda, Luta, Monstro, Romance, Vampiro
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Palavras 1.644
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Shounen, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Capítulo 05 - A aprovação da Mamãe


Minha mãe, Sabrina, acabou por querer tratar o machucado de Alice antes mesmo de eu contar a história de como chegamos daquele jeito em casa. "É o espírito de enfermeira falando", eu tinha certeza.

 

Nesse meio tempo, acabei indo tomar banho, e aproveitei para montar uma pequena mochila com algumas mudas de roupa; Pelo que Alice disse, nós faríamos uma longa viagem até a casa de seus pais, para provar que eu sou uma pessoa que merece não virar um defunto, alguém valoroso o bastante para virar um vampiro. Que, agora que eu penso melhor, também é um tipo de defunto, mas não vamos focar nisso por enquanto.

 

Quando voltei à sala de estar, minha mãe havia limpado a ferida de Alice, e dado alguns pontos. Alice continuava dizendo que ela não precisava daquilo, e minha mãe implicava que Alice não era a enfermeira ali, ela era.

Minha amiga vampiresca acabou por aceitar a ajuda, mas ela ainda precisava de um banho, o que me deu uma ideia.

 

- Mãe, por que você não ajuda Alice a tomar banho? - perguntei - Do jeito que ela é, ela provavelmente vai acabar arrancando os pontos com o sabonete.

 

Alice olhou confusa para mim, mas minha mãe achou aquilo uma boa ideia.

 

Ela foi até o apartamento de Alice, pegar mudas de roupa para ela, e ficamos sozinhos por alguns minutos.

 

- ... Evan, eu sou uma garota crescida. - Disse Alice, com uma expressão de raiva incrivelmente infantil em seu rosto - Eu sei tomar banho sozinha.

 

- Alice. Você vai me levar para outra cidade, para conhecer seus pais, e no caminho, eu posso ser morto ou ficar seriamente ferido. - respondi - Não somos nem maiores de idade ainda. Minha mãe vai querer uma explicação para tudo isso, no mínimo.

 

- Eu sei, mas sua mãe não vai poder ir com a gente. - comentou Alice - Ela trabalha. Temos que ir sozinhos de qualquer jeito, então por que não podemos só sair de fininho?

 

- Você conhece a minha mãe, ela provavelmente viraria a cidade de cabeça pra baixo para achar a gente. Seríamos pegos antes mesmo de sair do bairro.

 

- Verdade. - concordou a vampira - Sua mãe é a única pessoa que eu conheço que é mais inteligente que você. Mas o que me dar um banho tem a ver com isso?

 

- Simples. - comecei, enquanto eu sentava no sofá, ao lado de Alice - Não sei como vocês conseguem se esconder entre os humanos, mas eu percebi que suas asas ainda continuam aí, escondidas dentro da sua camiseta enorme.

 

- É, elas estão aqui. E eu sei que eu preciso de um banho. Mas... isso é tudo?

 

- Não. Mas sim, você precisa de um banho. E, durante o banho, minha mãe vai ver que você tem asas de morcego, e aí, poderemos contar a história toda para ela, sem ela duvidar de nada.

 

- Mas... tem que ser durante um banho? - perguntou Alice.

 

- É que você realmente precisa de um banho. - respondi.

 

Alice cheirou embaixo de seus braços, e fez uma careta.

 

- Okay, você venceu.

 

E, numa deixa perfeita, minha mãe voltou do apartamento de Alice, com roupas limpas, e ambas foram para o banheiro, enquanto eu continuei sentado no sofá, esperando.

Eu sabia que algo bem divertido iria acontecer bem em breve.

Minha mãe, sendo uma enfermeira em um hospital, já viu muita coisa. Ela provavelmente acharia que as asas de Alice eram falsas se ela as visse. Mas, durante o banho, onde Alice não teria nada para esconder, seria difícil não acreditar que elas eram de verdade.

E para ser sincero, eu queria ver a reação da minha mãe ao descobrir que minha melhor amiga é uma vampira.

 

E, após alguns poucos minutos, tive minha recompensa.

 

- O QUÊ?! - gritou minha mãe, do banheiro.

 

Pude ouvir Alice falando com ela, mas não pude entender o quê.

 

Após mais ou menos dez minutos, Alice e minha mãe voltaram para a sala. A vampira estava totalmente limpa, com uma enorme camiseta branca e uma bermuda laranja. Seu cabelo estava brilhando, mas continuava apontando para quinhentas direções diferentes.

 

Já minha mãe, estava com uma expressão impagável em seu rosto.

 

- A... Alice me contou mais ou menos o que está acontecendo. - disse ela.

 

- E o que ela contou? - perguntei, segurando a risada.

 

- Monstros existem. Eles estão entre nós. Você vai virar um monstro, porque ela te mordeu. E agora, tem monstros querendo te matar, para você não virar um monstro. E para você evitar isso, você tem que ir na casa de um monstro, para provar que você pode ser um monstro. Uma monstruosa tarefa, para dois adolescentes.

 

Eu queria rir, mas fiquei impressionado com o quanto minha mãe parecia ter entendido da situação toda.

 

- Bem, não precisa chamar a gente de monstros... - disse Alice, um pouco desconfortável.

 

- E... do que nos chamamos mesmo? - perguntei, um pouco surpreso por eu não ter dito "do que vocês se chamam", quase como se eu já tivesse me incluído nesse grupo de monstros lendários.

 

- Sei lá... Que tal "Lendas"? - disse Alice.

 

Me lembrei da primeira vez que Alice me viu lendo algo sobre vampiros, e ficou confusa por eu ter usado o termo "lendas", como se ela não existisse. Na época, eu não sabia porque ela havia reagido daquela maneira.

 

Hoje eu sei.

 

- C-certo. E agora, meu filho é uma lenda. - disse Sabrina - Ou, pelo menos, tá virando uma. E o que eu, como mãe, devo dizer numa hora dessas?

 

- Boa pergunta. - comentei - Acho que apenas aceitar isso tudo seja a melhor opção.

 

- Eu também acho. Menos dor de cabeça para todo mundo. - comentou Alice.

 

- ... Tá. Mas, mesmo se eu aceitar tudo isso, ainda não muda o fato de que tem um monte de gente querendo te matar por causa dessa sua... "escapada" com a Alice, não é?

 

Alice começou a olhar para o chão, um pouco constrangida.

 

- M-me desculpe por morder o seu filho, dona Sabrina...

 

- Você nem pensou nas consequências, não é, Alice? - disse minha mãe, com um tom acusatório.

 

Me levantei, entrando na discussão:

 

- Ei, mãe! A culpa não é só dela. Eu aceitei ser mordido. Mas procurar culpados não vai ajudar a gente. O que aconteceu... aconteceu, e nós vamos nos responsabilizar por isso.

 

Alice pareceu ficar feliz por eu ter aceitado levar a culpa junto com ela.

 

- Certo. Vocês vão se responsabilizar. Só me digam... como exatamente vão fazer isso.

 

Eu e Alice nos entreolhamos.

 

Eu não tinha resposta para aquilo. Andaríamos até a casa de Alice? Com sei lá quantas pessoas querendo a minha cabeça? Não parecia uma boa ideia.

Mas minha parceira de crimes parecia ter algo em mente:

 

- Bem... S-sei que eu não sou a mais esperta do pedaço, mas eu tenho um plano.

 

- E que plano seria esse? - perguntou minha mãe.

 

- Se... a senhora nos levar até um lugar, aqui mesmo na cidade, podemos pegar uma rota segura até a casa do meu pai.

- ... Verdade? - eu e minha mãe perguntamos, em uníssono.

 

- Verdade. - respondeu a vampira, confiante.

 

- ... Então... Quando vamos para esse lugar? - perguntou Sabrina.

 

- Podemos ir agora. - respondi - Eu já montei a minha mala.

 

- E eu não preciso de mala. - disse Alice.

 

Olhei para ela.

 

- ... E aquelas suas poções? Você não precisa delas?

 

- ... Ah, você tem razão.

 

E assim, lá se foi Alice para seu apartamento, montar a sua mala.

 

Voltei a sentar no sofá, e minha mãe fez o mesmo. Ficamos em silêncio por alguns minutos, até que eu resolvi quebrar o gelo:

 

- Olha, mãe... Eu vou resolver tudo isso, ok? Não se preocupe.

 

- "Não se preocupe"? Difícil não se preocupar quando a melhor amiga do meu filho aparentemente é a filha de um louco, que agora quer ver meu filho morto por causa de uma mordida. Não posso dizer para você cortar sua relação com ela a esse ponto, especialmente porque eu conheço a Alice... Ela não é uma garota ruim. Eu só... não esperava tudo isso. E monstros! Ou... lendas, não sei! O meu vizinho pode ser um deles, e eu nem tinha ideia. É muita coisa para engolir.

 

- ... É, eu sei. - respondi.

 

- E então? Como que funciona esse negócio da mordida? - perguntou minha mãe - Vocês agora estão casados, namorando ou o quê?

 

- Para ser sincero, não sei ainda. Ela correu na primeira manhã depois de ter me mordido. E depois disso... bem, as coisas ficaram um pouco bizarras. Fui perseguido por rokurokubis, e depois fui atacado por um licantropo. Mas a Alice conseguiu derrotá-los bem facilmente, por isso não estou preocupado com essa viagem. Ela é estupidamente forte.

 

- ... Você sabe que eu não conheço nenhum desses nomes esquisitos que você me falou, não é?

 

- ... Sei.

 

- Não tem problema. Mas então... você não sabe qual sua relação com ela? Como assim?

 

- Não sei! Ela disse que somos parceiros de sangue agora... Sei lá o que isso significa. Mas somos amigos, melhores amigos. Isso não vai mudar.

 

Minha mãe riu.

 

- É engraçado. Lendas, monstros, humanos, ou sei lá... Parece que não importa a raça, jovens continuam sendo jovens.

 

- ... O que isso quer dizer? - perguntei.

 

Ao perguntar isso, Alice abriu a porta, entrando com uma pequena mala, que, quando ela se mexia, fazia o barulho de vários frascos de vidro. Eu estava torcendo para aquilo não se quebrar na viagem.

 

- Bem, dona Sabrina - disse Alice - Por favor, nos leve de carro até a loja de videogames!



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