História Vampires VS Angels - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Gerard Way, My Chemical Romance, Originais
Personagens Bob Bryar, Frank Iero, Gerard Way, Gerard Way, Jared Leto, Justin Bieber, Mikey Way, Personagens Originais, Ray Toro, Selena Gomez, Serj Tankian, Serj Tankian, Stiles Stilinski
Tags Anjos, Bob Bryar, Comedia, Dylan O'brien, Frank Iero, Gerard Way, Justin Bieber, Mandy Cornett, Mikey Way, My Chemical Romance, Originais, Ray Toro, Romance, Selena Gomes, Serj Tankian, System Of A Down, Teen Wolf, Vampiros
Exibições 46
Palavras 2.085
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Orange, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Volteeeeei
Boa leitura, espero que gostem.

Capítulo 14 - "Very Important to Me"


Fanfic / Fanfiction Vampires VS Angels - Capítulo 14 - "Very Important to Me"

 

 

- Nós... - Fez uma pausa deixando seu olhar decair para o chão acinzentado. -  Ainda não sabemos.

- Como assim "vocês não sabem"? - Disse quase num grito, mas por sorte não havia mais ninguém no corredor além de Gerard, eu e o doutor que tinha em seu crachá o nome "Thomas". - Vocês são médicos ou o quê?!

- Calma sam. - Disse Gerard se levantando e colocando suas mãos sobre meus ombros. - Vamos esperar talvez...       

- Calma nada Gerard, eu estou preucupada e essa falta de informação está me matando. Vocês fizeram todos os exames possíveis?

- Não ...

- Não é possível. Incrível o quão imprestáveis os profissionais de hoje são, não é mesmo?! - Dei uma risada sem humor ao exprimir.

- Olha garota, eu tentei ser paciente mas você não coopera, se você continuar com esse escândalo todo eu serei obrigado a convocar os seguranças.

- Pode chamar quem você quiser. - Rebati.

- Não será preciso. - Pronunciou Gerard precionando de leve meus ombros. - Desculpe ela doutor... - Olhei para Gerard por cima dos ombros com as sobrancelhas arqueadas, mas Gerard apenas deu de ombros e continuou falando. - ...ela só está nervosa. - Bufei revirando os olhos. - Nós vamos embora agora. Aliás, Emyli já pode ir conosco?

- Ela poderá ser liberada somente quando descobrirmos o seu problema, então por enquanto ela permanecerá aqui no hospital.

- Não podemos vê-la? - Perguntou o moreno novamente. Thomas balançou a cabeça negativamente com uma careta compreensiva.

- Voltem amanhã. Terão mais informações.

- Pode deixar. Obrigado e até amanhã. - Gerard estendeu seu braço para cumprimentar o homem que estava a nossa frente.

- Não há de quê. - Se cumprimentaram. - Foi um prazer conhecê-lo. - Baixou seu olhar para mim. - Você também, esquentadinha! - Apertou meu queixo me fazendo revirar os olhos e voltar a me sentar. Pude ouvir a rizada divertida de Thomas e Gerard.

- Boa sorte com a namorada! - Disse o doutor antes de soltar uma risada pelo nariz. Apoiei o queixo na mão e aguardei a resposta de Gerard, que sem dúvida concordaria.     

- Eu já tenho sorte doutor... muita. - Não consegui conter o sorriso ao o ouvir. 

- Hum, que bom então. Felicidades pro casal. 

- Obrigado. Até logo. - Despediram-se 

- Vamos sam? - Assenti me levantando sem me despedir de Thomas. Gerard passou seu braço em torno do meu pescoço e começou a andar devagar me incentivando a fazer o mesmo.

- Que foi isso de "namorada"? - Perguntei sem esconder a curiosidade. Gerard sorriu divertido e  me olhou.

- Como conseguiu vir até aqui? - Desconversou. 

- Com o carro da minha mãe. - Voltei a olhar para frente sem insistir na pergunta. - Eu consegui dirigir. - Olhei novamente para ele e o encontrei com uma sobrancelha arqueada. - O que foi? Não me acha capaz?

- Calma, não foi isso que eu pensei. - Ele disse rindo. Fiz um biquinho mimado e dei de ombros.  

Permanecemos em silêncio até chegarmos no estacionamento. Fomos no carro de Gerard até em casa.

- A donzela está entregue! - Disse ele após parar o carro em frente minha casa.

- Obrigada. - Falei enquanto abria a porta para sair. Gerard abriu a sua também e me seguiu até a porta de entrada para casa. - Que horas você vem me buscar pra ir até o hospital?

- Na verdade eu estava pensando em te fazer companhia essa noite. Se não for encomodar, é claro.

- Claro que não. Pode vir sim. Afinal, tem um pijama seu aqui que eu nem me lembro desde quando. - Na verdade tinham também o de Selena e o de Dylan. Eles sempre esqueciam algo quando fazíamos nossas maratonas de filmes. 

Abri a porta e dei espaço para que Gerard também entrasse. Fechei a mesma e me virei batendo de frente com o peito de Gerard que estava muito próximo. 

- Ôpa. - Sorri sem jeito. Gerard me olhava intesamente, o que me fazia corar da mesma forma... intensamente. - Eu vou tomar um banho, fique a vontade... como sempre. E se quiser pode tomar banho no banheiro do meu quarto, eu nunca uso ele por me trazer más lembranças, mas pode usá-lo sem problemas.

- Okay. E onde tá meu pijama? 

- Lá no meu guarda-roupa, vem cá. - Comecei a subir seguida por ele. 

Abri a porta do meu quarto e fui pegar o pijama de Gerard. Ele se sentou em minha cama então eu comecei à procura naquela bagunçado que eu chamava de guarda-roupa.

- Que porra! - Disse impaciente por não encontrar o que eu procurava. Ouvi a gargalhada de Gerard atrás de mim e olhei para ele o fuzilando com o olhar.

- Quer ajuda? - Perguntou cínico. Peguei uma peça de roupa qualquer e atirei nele, mas ela não o acertou em lugar algum pois ele logo a agarrou na frente do seu rosto, rindo divertido.

- Palhaço. - Disse falsamente irritada, sorrindo e voltando a procurar. Ele se levantou e se aproximou de mim.

- Agora é sério. Quer ajuda? - Disse mais sério. O olhei com um olhar de súplica e ele riu sem mostrar os dentes.

- Por favor. - Balancei a cabeça.

- Tudo bem, sente-se alí que eu cuido disso. - Me sentei em minha cama e o observei procurar por sua roupa. Tão paciência quanto eu! 

- Caralho sam! Onde foi parar esse pijama?! - Exclamou impaciente de um jeito que me fez rir.

- How não! - Passei a mão nos cabelos

- O que foi?

- Acabei de me lembrar que eu coloquei as roupas que vocês esquecem aqui em casa, no guarda roupa da minha mãe. - Gerard me olhou sem reação. Provavelmente furioso, mas eu apenas ri da sua feição decepcionada. 

- Eu não acredito que a gente ficou esse tempo todo, procurando algo que não estava aqui. - Murmurou tombando a cabeça para frente.

- Desculpa. - Pedi entre dentes numa careta. 

- Tudo bem. - Mudou repentinamente seu humor, se levantando. - Eu continuo apaixonado por você mesmo assim! - Apertou de leve a ponta do meu nariz saindo do quarto. 

- PODE PEGAR UMA TOALHA AÍ, TAMBÉM. - Gritei para o moreno que estava no quarto de Emyli.

- TÁ BOM. - Respondeu da mesma forma. 

Após ter tomado meu banho super demorado, saí do banheiro indo até a cozinha para comer algo. Encontrei Gerard sentado na mesa com uma caneca de porcelana de estampa quadriculada em mãos. Sorriu após pebericar o líquido que eu supus ser café, pois Gerard amava café... DEMAIS!       

- Que tal pedirmos uma pizza? - Propus. 

- Ótimo. - Deu um último gole antes de se levantar e ir para a sala onde ficava o telefone.

Abri a geladeira e a única coisa que me interessou foi um enorme pote de sorvete. Peguei ele e uma colher, e fui para a sala ligando a televisão num programa qualquer. 

Gerard ainda falava pelo telefone e ao me ver com o pote enorme de sorvete em mãos, arregalou os olhos me fazendo sorrisor. Me sentei no sofá de estofado cinza e obri o pote, pondo minha atenção na televisão.                       

- Então... - Disse o moreno após desligar o telefone e se sentar ao meu lado do sofá, da mesma forma que eu estava: deitada, com a cabeça no braço do sofá e as pernas esticadas por cima do mesmo. Estávamos completamente apertados naquele sofá, mas isso não incomodava. - ...pode me dizer que lembranças ruins o seu banheiro te trás?

- Foi passado, deixa pra lá.

- Claro que não. - Se sentou ficando de frente para mim. - Eu quero saber. 

- Tá. Eu falo. - Revirei os olhos também me sentando. - Hum? - Ofereci o sorvete. 

- Espera só um pouco. - Levantou-se e foi em direção a cozinha. Quando Gerard voltou estava com uma colher em mãos, se sentou novamente ao meu lado e eu me ajeitei corretamente no sofá, colocando o pote com o sorvete entre as pernas de Gerard e as minhas.

- Bom, eu era muito nova e ainda era uma pessoa "normal"... quase normal. Eu achava que era pois ainda não sabia sobre essa coisa de "anjo" e "vampiro". Eu pensava que era como os humanos. Eu realmente achava que era. - Gerard me olhava atento a cada palavra que eu dizia. - Mas quando eu recebi a notícia da grande perda que eu tive, eu fiquei extremamente confusa. Tipo, do nada você receber a notícia de que quase sua família enteira se foi, é no mínimo estranho. - Ele assentiu franco dando uma de suas colheradas no pote de sorvete.

- ... Então, curiosa, eu fui perguntar para Emyli como que aquilo pôde acontecer, daí ela me explicou tudo e foi um choque pra mim. Foi demais pra uma criança de apenas oito anos. É demais pra qualquer pessoa. - Me deitei, apoiando minha cabeça no braço do sofá e as pernas dobradas por cima do mesmo. Larguei a colher que eu usaria para comer o sorvete, dentro do pote do mesmo, e Gerard continou sentado e o devorando. Molhei os lábios com a língua e apoiei a cabeça na mão. - Como minha mãe ficou bastante depressiva, eu não quis demonstrar que também estava mal. Eu decai bastante, mas mesmo assim eu não desisti de cuidar de Emyli, que estava péssima e sem o mínimo de possibilidade de cuidar de outra pessoa que estava quase na mesma situação. Então eu. Uma criança, comecei a cuidar de Emyli. Eu não sabia que podia contratar especialistas pra isso, mas felizmente não tive trabalho, pois era apenas uma ajuda psicológico e não, ter fazer as coisas que ela fazia...as coisas da casa em geral, mas voltando ao meu problema... eu entrei numa depressão muito forte, minha mente começou a associar a grande perda familiar, o dever de matar um "vampiro superior" e começar a se preparar pra isso, e o fato de eu ser uma criatura sobrenatural. Eu comecei a me sentir suja, como se fosse um problema pra sociedade. 

Gerard arqueou as sobrancelhas num semblante piedoso. Suspirei pesadamente antes de voltar com minhas palavras. - Eu comecei a me automutilar, a chorar sozinha, sempre dentro daquele cômodo, escondida pra Emyli não ver. E por isso agora eu ainda tenho tendências depressivas e toda vez que eu volto para aquele lugar, minhas memórias regressam e eu novamente tenho uma recaída. - Gerard ficou em silêncio. Olhei para ele e o vi cabisbaixo, com a testa apoiada na mão que se sustentava pelo cotovelo no braço do sofá. Ele possuía uma carranca pesada no rosto e o sorvete que antes ele devorava, estava esquecido sobre a mesinha central da sala. Voltei meu olhar para frente deixando meu olhar cair sobre o chão, ouvindo apenas os ruídos emitidos pela televisão, já que eu não prestava atenção em nada que passava na tela da mesma. 

Ainda doía muito aquelas lembranças, e ao recordar aqulo enquanto explicava para Gerard, me levou novamente as sensações de tristeza e desolação que eu senti na época. Me lembrava da muitas vezes que eu cobria toda a superfície do box daquele banheiro com o meu sangue, e das lâminas que cortavam os meus pulso.

Fechei os olhos com força e me forcei ao máximo para afastar aquelas lembranças que muito me abalavam.

- Sam. - Ouvi a voz suave e baixa de Gerard, bem próxima. Senti sua respiração calma bater contra meu rosto e seu alito fresco entrar em minhas narinas. - Abra os olhos meu anjo. - Obedeci os abrindo lentamente, encontrando Gerard, me olhando sereno com um sorriso delicado e pequeno no rosto. - Eu prometo, que eu vou fazer o que puder e o que eu não puder, pra bloquear qualquer recordação ruim que queira te atormentar. - Ele estava com os joelhos no chão e os braços apoiados na beirada do sofá, mas ele logo os deslocou para cima de mim, pousando o direito sobre minha cintura e a mão esquerda acariciando meus cabelos. - Eu vou fazer você esquecer essas lembranças ruins e substituí-las por momentos alegres. Eu prometo. - Sorri fraco e fechei os olhos aproveitando o carinho de seus dedos quentes e macios que passaram a acariciar minhas bochechas. - Você é muito importante pra mim sam... não imagina o quanto.





 


Notas Finais


Gente eu sou péssima pra falar sério com alguém. Sério, eu não consigo manter uma conversa sem dizer alguma palhaçada, então foi muito difícil escrever esse último diálogo entre o Gerard e a Samanta, mas espero que tenha ficado bom. Me esforcei muito.
Até o próximo.
Beijos ♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...