História Vampire's Love - Capítulo 29


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Categorias Originais
Tags Anjos, Demonios, Fadas, Feiticeiras, Vampiros
Exibições 12
Palavras 1.176
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 29 - Leaving


Mary estava acariciando o cabelo de Raymond, ele dormia como uma criança. Não podia deixar de sentir culpa, Raymond era minha responsabilidade agora – por mais que custasse admitir. Olhei para Mary e vi um sorriso pequeno se formar em seus lábios, ela olhou para mim e pude perceber uma pequena parcela da sua animação – parecíamos uma família. Segurei uma de suas mãos e entrelacei nossos dedos, o garoto abriu os olhos lentamente só para fechá-los em seguida, era como se algum barulho o tivesse incomodado. Mary fechou os olhos também e deitou a cabeça no meu ombro – de certo modo os dois eram parecidos; depois de vinte minutos ouvi alguém batendo à porta, Zanya entrou no quarto, parecia desesperada – os olhos estavam inchados e avermelhados, as bochechas estavam molhadas. 

- Zanya? – Mary se levantou e puxou a amiga lentamente para a beirada da cama, envolveu Zanya em um abraço apertado e a feiticeira pareceu reconfortada.

- Gabriel está no jardim. Ele gostaria de falar contigo, Lewis. – Sua voz estava trêmula. – Imediatamente.

- Certo... – saí do quarto a contragosto, queria ter ficado ao lado da feiticeira para saber o que se passava com ela. Que tipo de favor o Arcanjo me pediria?

 

Encontrei os anjos sentados em um banco perto de uma macieira, eles não estavam com uma expressão feliz no rosto – nada de bom havia acontecido. Escorei minhas costas na árvore e olhei para o Arcanjo, seus olhos estavam suplicando ajuda – e se precisava da minha ajuda ele estava realmente desesperado. Esperei alguns minutos para que ele falasse.

- Preciso da tua ajuda, terás que lutar ao lado dos anjos contra uma guarnição de demônios. – Seu tom de voz era firme, mas não parecia uma imposição.

- Já está na hora de concluir teu plano mirabolante? – Olhei para a copa da árvore e vi uma maçã perfeita, a luz da Lua passava por entre as folhas e os galhos. 

- Não, ainda não. – Ele passou a mão pelo cabelo. – Não sei quando poderei concluir meu plano, só sei que não será agora.

- Eu irei se Arthur for. – Olhei para meu amigo, ele ainda não havia se pronunciado uma única vez, nem mesmo havia se mexido. 

- Lewis... É uma batalha séria. – A voz dele estava embargada. – Poderemos morrer... – eis o motivo de toda a tristeza de Zanya. Parecia que os dois faziam parte de um romance trágico, onde todo o Universo age em função da tristeza e da morte.

- Que tipo de batalha será essa? 

- Estivemos há algum tempo observando uma guarnição do inferno, descobrimos onde estão acampados e planejamos destruí-los. Porém, eles não estão sozinhos. As fadas se juntaram e o monstro também, poderá durar uma semana ou um semestre. – Gabriel fez uma longa pausa (ou para enfatizar o que havia dito ou para dar mais pompa ao que diria a seguir). – Partiremos amanhã bem cedo, assim terás tempo de arrumar tuas malas isto é, se quiseres ir.

- Ir para onde, exatamente?

- Swynoujzscye. – Nunca imaginei que Swynoujzscye seria um front, porém, ao chegar lá, iria descobrir que as praias estavam devastadas e sujas (por corpos em decomposição e balas), os prédios estavam completamente destruídos, o chão coberto por cinzas e as árvores todas mortas. Pensei nos riscos que correria se fosse e se não fosse, de qualquer maneira eu me envolveria com tudo isso: ou lutaria ao lado de Gabriel ou lutaria por mim e meus amados (o que dá no mesmo, já que Gabriel luta – em teoria – por quem amo). A ideia de deixar Mary e Raymond sozinhos era terrível, mas... 

- Eu irei. - Afastei-me dos dois e fui embora, precisava explicar a Mary tudo o que estava acontecendo e tudo o que mudaria. 

 

Pedi para Mary me acompanhar, ela estava conversando com Zanya e parecia não saber o que Gabriel queria tratar conosco – o que era bom; levei-a para nosso quarto – ninguém ousaria entrar – e nos sentamos na cama, seu coração estava acelerado, ela já deveria saber que eu não tinha boas notícias. Seus olhos demonstravam preocupação, por mais que ela tentasse ficar relaxada. Coloquei uma mecha de seu cabelo atrás de sua orelha e beijei sua testa. Olhei-a nos olhos e percebi toda a confusão, entristecia-me ter que deixá-la – talvez para sempre.

- Mary, eu terei que partir com Gabriel. – Seu coração parou por uma fração de segundos. – Ele precisa de ajuda para lutar contra os demônios.

- Eu entendo... – acariciei sua bochecha com o polegar e puxei-a mais para perto, ela havia mentido: não entendia.

- Não minta para mim, meu amor. – Beijei-a suavemente. 

- Não estou mentindo, eu... Eu realmente entendo. É apenas uma batalha, ireis ganhar. 

- Gabriel não tem certeza disso... 

- Lewis, por favor... – fechou os olhos e encostou sua testa na minha – não faças este momento ficar pior, vamos... Acreditar que daqui a uma ou duas semanas nos veremos novamente e viveremos em paz. 

- Tudo bem, podemos fazer isso. – Abracei-a fortemente e acariciei suas costas. – Eu te amo, Mary. 

- Eu também te amo, meu príncipe. – Mary segurava suas lágrimas, seu rosto estava levemente avermelhado. 

- Eu estarei sempre pensando em ti, amor. – Um sorriso apareceu em seu rosto e ela me abraçou, passou os braços ao redor do meu pescoço e apoiou a cabeça no meu ombro. 

- Eu sei. – Ela já não conseguia esconder seus sentimentos, as lágrimas caíam lentamente e faziam uma trilha em seu rosto. Enxuguei algumas delas com meus polegares e depois levantei o queixo de Mary para que ela me olhasse nos olhos. – Gostaria que pudesses ficar...

- Não posso, meu amor. Estou lutando por nós, assim que tudo isso acabar viveremos em paz. – Beijei seus lábios com calma, ela se sentou no meu colo e passou a mão pelo meu cabelo.

- Isso dói tanto... - afastou-se um pouco para olhar nos meus olhos. Os orbes roxos carregavam tanto sofrimento, "meu coração se partia em mil pedaços" sempre que os via assim - Lewis, eu... - mais algumas lágrimas caíram - eu me sinto tão... triste. - Deitou a cabeça no meu ombro e fechou os olhos. Afaguei suas costas e segurei uma de suas mãos. Gostaria que houvesse outro meio de vencer, um meio onde ninguém sofresse.


 

Coloquei o anel de Mary na mala, não queria que ela achasse agora. Ela e Zanya cuidariam de Raymond e de Alec – embora o elfo não precisasse de alguém que tomasse conta de si. Raymond havia acordado e estava conversando com Alec na biblioteca, ele não havia ficado tão abalado com a notícia. Arthur e Zanya estavam no telhado observando o céu estrelado, Mary e eu estávamos sentados no sofá de mãos dadas; o clima estava pesado, ninguém estava com vontade de conversar. 

O Arcanjo chegou no meio da madrugada, ele estava mais triste do que antes. Beijei Mary pela última vez, ela segurou minha mão antes que eu me afastasse e entrasse na carruagem de Gabriel, ela sorriu e me puxou para um abraço. 

- Eu te amo, Lewis.

- Eu te amo, Mary. 



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