História Vatican - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Personagens Originais
Tags Danielle Campbell, Drama, Justin Bieber, Padre, Vatican
Exibições 133
Palavras 3.056
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oiii sweets! Como estamos? Espero que bem.

Bom vamos a mais um capítulo de Vatican.

BOA LEITURA!

Beijinho...
Beijão!

Capítulo 7 - Capítulo Seis


Fanfic / Fanfiction Vatican - Capítulo 7 - Capítulo Seis

LONDRES, Inglaterra. 

Assim que retornamos da praia de Brigthon, permitir que a água do chuveiro lavasse a minha pele. Após o banho, deitei-me debaixo das cobertas, para que pudesse aquecer o meu corpo, e isolar os meus pensamentos.

Eu estava ali, olhando em direção a sacada. Meu olhar fixado nas cortinas escuras, escondiam meus reais pensamentos.

Imagino como seria diferente a minha vida, se eu não tivesse me casado com o Dexter. Estaria cursando alguma faculdade, talvez estivesse namorando alguém legal, talvez eu fosse feliz.

Sinto a cama movimentar-se, aperto os olhos ao sentir seu beijo em minha bochecha. Ele vira-me de frente. Estava muito bem vestido e perfumado. De certo, irá sair com uma de suas amantes.

––– Pequena esmeralda, irei para uma reunião de última hora, não me espere acordada... Talvez, eu me demore.

Mantive-me em silêncio, apenas repugnando o seu cinismo. Como consegue ser tão crápula? Sinto um indescritível nível de raiva por ele.

Selou nossos lábios e ergueu-se.

––– Ah, meu amor! ––– exclamou. ––– Já ia esquecendo-me. ––– pousou uma mão na cabeça e logo disse. ––– Joguei seus anticoncepcionais fora. Logo, logo teremos nossos herdeiros.

Sinto um arrepio na espinha e meu estômago embrulha no mesmo instante. Ele sai do quarto com seu sorriso irônico, deixando apenas o seu cheiro pairando no ar.

Levantei-me de imediato, correndo em direção ao banheiro. Vasculho a lixeira, encontrando as cartelas de comprimidos vazias.  O miserável jogou no sanitário e deu descarga, suponho.

Com as mãos apertando firmemente a pia, eu via minhas lágrimas escorrendo pelo meu rosto, diante ao espelho. “O que você fez da sua vida, Daphne?” Minha consciência perguntou-me, e eu apenas neguei com a cabeça, sem saber a resposta.

Após lavar o rosto, eu sair do banheiro em sentido ao closet, onde mudei de roupa e fiz uma leve maquiagem. Sair de casa depois de dizer a Francesca que iria a casa dos meus pais. Não era verdade.

Dirigindo pelas ruas londrinas, logo chego ao meu destino. Ao sair da farmácia, adentro o meu veículo novamente e sigo até duas quadras dali.

Subo a escadaria de costume, e bato sequencialmente na enorme porta de madeira, que fora aberta dois minutos depois.

Ele trajava um moletom cinza com capuz e uma calça também de moletom, da mesma cor. Tão lindo, que penso que poder admirá-lo é quase uma dádiva.

––– Deixe-me entrar, por favor.

Seu olhar sobre mim revelava preocupação. Abriu passagem, permitindo-me passar. Tornou a fechar a porta. Sentei-me no último banco. Ele sentou-se ao meu lado. Encarou-me esperando por explicação.  

––– Desculpe-me incomodá-lo, mas é que eu preciso falar com o senhor...

––– O que ele fez?

Eu lhe contei o que havia ocorrido na manhã de hoje. Ele escutou-me sem fazer interrupções, mas sua expressão declarava aflição e indignação.

––– Isso é inaceitável. Isso é um absurdo! ––– vociferou e levantou-se do banco.  Estava realmente furioso. Nunca imaginei o ver dessa maneira. ––– Vamos agora na delegacia, prestar uma queixa sobre toda essa agressividade.

––– Não, padre Bieber. Isso seria  muito arriscado! ––– desesperei-me, levantando-me.

––– Não posso compactuar com essa monstruosidade. Não posso permitir que continue, Srª. Heinzenn. Eu quero ajudá-la. ––– seu tom era preocupado.

 ––– Padre... ––– segurei em uma de suas mãos. Olhou-me nos olhos. ––– Por favor, se quer me ajudar, não diga a ninguém. ––– ele hesitou. ––– Eu darei um jeito nisso.

––– Como? Se uma criança for concebida, será ainda mais difícil, não acha?

––– Eu sei, preciso pensar no que irei fazer... Eu não quero de maneira alguma, ser mãe de um filho daquele monstro.

––– Mesmo tendo a certeza de que denunciá-lo será a melhor forma para todo esse sofrimento chegar ao fim, irei esperá-la ter uma alternativa que a mantenha a salva. Irei orar e pedir a Deus que lhe der discernimento e proteção. O seu coração é bom e o nosso Deus sabe disso.

Eu sorri com os olhos marejados.

––– O senhor é a melhor coisa que me aconteceu.

Ele sorriu tímido.

––– Ora, não diga isso. Não tenho nada de especial.

––– Tudo em ti é especial.... Obrigada por me receber e me escutar.

O abracei. Fechei os olhos, enquanto sentia os seus batimentos cardíacos. O aroma de canela sendo inspirado por minhas narinas, o calor do seu corpo aquecendo-me. Sorriu envolta na proteção que sinto em seu abraço.

––– Estava prestes a preparar meu jantar, aceita juntar-se a mim, senhora Heinzenn?

Afastei-me de seu peito.

––– Só se o senhor me chamar de Daphne. ––– ele riu.

Adentramos a sua casa, nos fundos da igreja. Ele ligou seu notebook para procurarmos uma receita.

––– .... então, que tal torta de frango? ––– falei com os olhos na tela, enquanto ele vasculhava alguns ingredientes na cozinha.

––– Parece ótimo!

(...)

––– Hummm. ––– supirou enquanto degustava um pedaço da sua torta. ––– Esplêndido, senhora… Daphne.  ––– corrigiu a própria fala.

––– Os chefes britânicos que se cuidem. ––– brinquei, ele riu.

Iniciei a lavagem da louça, ele postou-se ao meu lado, com um pano de prato em mãos.

––– Conte-me mais sobre a sua vida.

––– Devo dizer que não tenho coisas tão interessantes para lhe contar.

––– Ora, conte-me sobre seus gostos... sua família. É tão jovem, como tornou-se padre?

Entreguei um prato para ele.

––– A minha mãe faleceu durante o parto do segundo filho, que infelizmente também não resistiu.  Eu tinha sete anos, o meu pai ficou depressivo, tornou-se um dependente alcoólico....

Fechei a torneira, apenas dando atenção às suas palavras.

––– O padre Oliver sempre visitava os bairros menos favorecidos de Londres. Ele e fiéis da igreja doavam agasalhos e alimentos. Em uma dessas visitas, ele soube por moradores a situação de vulnerabilidade que eu estava vivendo por conta do vício do meu pai. Então, nos fez uma visita e de alguma maneira convenceu o meu pai a passar minha guarda para ele, disse que eu estudaria e seria um bom homem. Fui criado por ele e por sua irmã Olívia, acho que se lembra dela. ––– assenti.

––– É uma forte história de vida. O padre Oliver disse sábias palavras. Tornou-se mesmo um bom homem... O melhor que conheço. ––– ele negou com a cabeça, envergonhado.

––– Tento ser o melhor que posso. Só tenho a agradecer a Deus por toda bênção que derramou sobre a minha vida. Percebi que era isso que deveria fazer, agradecer a Deus e ajudar as pessoas.

––– Então foi sua decisão torna-se padre?

––– Sim, foi da minha vontade.

––– Posso perguntar uma coisa?

––– Sim, pergunte.

––– Nunca sentiu atração por mulheres? ––– corou de imediato. ––– Quero dizer, nem quando era adolescente? ––– manteve-se em silêncio. ––– Ok, desculpe-me.

Voltei a lavar a louça.

––– Eu era um garoto levado. ––– o olhei. ––– Na adolescência, tive uns namoricos. ––– evitou olhar-me enquanto dizia. Estava extremamente constrangido.

––– Mesmo assim preferiu seguir o seminário? Impressionante.

Ele afastou-se, olhei por cima do ombro, observando-o aproximando-se da mesa. Tocou as rosas amarelas.

––– Não é impressionante, talvez seja porque o beijo não é a maior tentação da carne. Com isso, acredito que tenha sido mais fácil para mim.

Fechei a torneira. Virei-me para trás.

––– Quer dizer que o senhor é... Digo, nunca...

––– Está tarde, é melhor voltar para sua casa.

Não queria mais insistir em algo que o deixa desconfortável.

––– Terminarei de lavar a louça.

––– Eu o faço.

Apenas assenti. Sequei as mãos, peguei minha bolsa, jogando-a sobre o ombro.

––– Posso te dar um outro abraço?

Ele assentiu. O abracei.

––– Obrigada por me fazer ficar bem.

Afastei minha cabeça do seu ombro, mantendo-me ainda presa em seus braços. Nossos olhares inevitavelmente prenderam-se. O tom de mel brilhava tão intensamente, não pude resistir. O beijei.

Mesmo hesitante ele cedeu. Meus braços envolveram o seu pescoço, e suas mãos a minha cintura.

Afastamos os lábios, com respiração ofegante. Nossas testas estavam seladas.

––– Isso é insano, Sra. Heinzenn. ––– sussurrou.

––– Insano é não ser feliz. ––– sussurrei e tomei seus lábios com mais um beijo.

Selo nossos lábios demoradamente, encerrando o beijo. Suas mãos soltaram minha cintura, seu olhar ainda preso ao meu. Olhos brilhantes tão quanto às estrelas no céu.

––– Sra...

O interrompi, pousando dois dedos sobre seus lábios.

––– Já sei o que irá dizer. Que isso não deveria ter acontecido, porque é pecado. Mas eu não posso resistir, porque estou apaixonada. ––– seus olhos arregalaram-se um pouco e ele negava com a cabeça. ––– Estou completamente apaixonada pelo senhor, padre. Sei que isso é insano, pecado e talvez loucura. Mas não é apenas o meu corpo que lhe quer, o meu coração também.

Afastou-se, virando-se de costas.

––– Eu não posso lhe dar amor, Sra. Heinzenn. ––– virou-se, olhando-me. ––– E-eu não posso lhe dar o que deseja de mim. Sou um padre e você é casada. Acho melhor nos afastarmo-nos. Não me procure mais.

––– Por favor, padre Bieber, não me peça para eu ficar longe... ––– meus olhos marejaram. ––– Somente ao seu lado tenho momentos felizes. O senhor despertou o melhor de mim.

––– E a senhora, o pior de mim! ––– vociferou.

Um silêncio ensurdecedor fez-se presente.

––– Me desculpe, eu não queria ter gritado, mas é...

Sentou-se na cama, suas mãos segurando o rosto. Cautelosamente, sentei-me ao seu lado.

––– Eu só não queria está sentindo isso. Queria que a senhora pudesse compreender... afastando-se de mim.

Toquei em seu rosto, ele olhou-me nos olhos.

––– Irei esperá-lo por mais três dias no apartamento, se dentro desses dias o senhor não aparecer por lá, eu juro pela minha vida, que não irei procurá-lo nunca mais.

––– Senhora Hein...

––– Te dou minha palavra.

(…)

 

Fitei o relógio de pulso. 13:12 minutos. Hoje já é quinta-feira, creio que ele não venha, mais uma vez. Por que eu insisto em esperar? Nem mesmo sei responder.

Saiu do quarto, seguindo até a cozinha. Bebo um pouco d'água. Pouso o copo na pia e antes mesmo que lavasse escuto a campainha. Meu coração palpita em mesma instância. Feito uma criança empolgada com um brinquedo novo, corro até a porta. Antes de abri-la, respiro profundamente e tento controlar a minha ansiedade, falhei.

Destranco e abro a porta. Meu sorriso mal cabia na minha face. Ele estava ali, diante de mim.

Antes mesmo que eu dissesse algo, adentrou o cômodo, sem tirar os olhos de mim, fechou a porta.

Abro a boca para então, dizer algo, mas meu corpo estremeceu, ao ser tomado em um tranco. Sem perder tempo, nossos lábios uniram-se em um beijo maravilhoso.

––– Eu quero que seja minha, Daphne. ––– de maneira sussurrada, disse ele serrando nossos lábios.

Eu sorri acariciando as laterais do seu rosto.

––– Então, faça-me sua...

––– Daphne, sua vagabunda! EU VOU MATAR VOCÊS! ––– era a voz do Dexter esbravejando.

No mesmo instante, a porta escancara-se e ele posta-se em nossa frente. Feição furiosa, com uma arma em mãos, apontando-a para nós.

––– Dexter, por favor, não faça isso. ––– tomei a frente do padre Bieber.

O meu pedido foi em vão, pois ele dispara contra meu peito. Grito sentindo a bala perfurando o meu corpo. Dezoito anos, foi a idade que eu me casei. Dezoito anos, foi a idade que eu me decepcionei. Dezoito anos, foi a idade que eu me apaixonei por um padre. E foi também aos dezoito anos, que eu morri.

As laterais do meu rosto suavam, meu coração estava disparado, eu estava deitada na cama, e havia acordado de um sonho terrível. Levanto-me da cama, seguindo até a cozinha, onde tomo um pouco de água e tento me recompor.

Deus, isso seria um aviso?

Apanho minha bolsa e saiu do apartamento, ainda atormentada.

(...)

Durante o jantar, minha audição flutuava para longe, de modo que não entendia quase nada do que Dexter dizia. Apenas assentia e murmurava algumas palavras, vez outra. Não conseguia esquecer-me do pesadelo, do maldito pesadelo.

––– Daphne? ––– apertou o meu pulso ao dizer. O olhei puxando o braço. ––– O que está acontecendo com você hoje? Sabe que não gosto de ser ignorado. Está distraída, feito uma adolescente apaixonada.  

––– Eu tive um pesadelo essa tarde, ainda estou atormentada, me desculpe.

––– Mais que bobagem! Foi apenas um sonho ruim... O que foi, tubarões? ––– riu em sarcasmo.

––– Não, sonhei que você morria.

Ele engoliu em seco.  Limpou a boca com o guardanapo, com seus olhos frios fixados sobre mim.

––– Ore por mim. ––– bebericou um gole do seu vinho branco.

––– Faço isso todos os dias.

––– Sabe, Daphne você possui inúmeros defeitos, mas é uma boa esposa.

Você é o maior desgraçado do mundo e eu odeio você, Dexter Heinzenn. Pensei.

––– Um homem tão bom quanto você, merece uma boa esposa.

Ele sorriu. Beberiquei em minha taça de vinho.

––– Irei viajar essa semana.

––– Seattle?

––– Brasil. ––– respondeu. ––– Ficarei uma semana, talvez mais.

Vá e não volte nunca mais desgraçado.

––– Irá me levar, não é mesmo?

––– Sinto muito querida, mas ficarei tão atarefado por lá. Imagina, que eu gostaria muito que fosse comigo, mas não há como lhe dar toda atenção que merece. Você compreende não é mesmo?

É a melhor coisa que fez para mim durante nossos meses de casados seu crápula maldito.

––– Sim, eu compreendo, Dex.

Na manhã seguinte, Dexter embarcou no voo das dez horas da manhã.  Fiz questão de acompanhá-lo até o aeroporto, de lá seguir em sentido ao apartamento, antes de chegar ao mesmo, fiz uma parada no restaurante de costume, comprando meu almoço.

Já no cômodo, assistir TV, almocei ao meio dia. Li uns capítulos de um livro que havia comprado em uma banca de jornal. Tratava-se de um romance vivido nos anos sessenta.

Ao fitar o relógio mais uma vez, decido ir embora. Ele não iria aparecer. Mas uma vez pego aquele elevador com rosto marcado pela tristeza. Volto para casa e não faço nada durante o restante do dia.

(...)

Na manhã seguinte desperto um pouco antes das seis da manhã, tomo uma ducha rapidamente, visto-me com roupa para musculação, com um moletom por cima, calço um tênis e amarro meu cabelo em um rabo de cavalo no alto. Com os fones nos ouvidos escutando sinfonias de Beethoven, saiu de casa para uma corrida matinal.

Padarias abertas, permitindo que o cheiro de pão recém saído do forno aromatize as ruas frias de Londres. algumas bancas de jornais sendo abertas e pessoas ainda sonolentas preenchendo o vazio gélido da cidade.

Retorno para casa, tomo um banho e meu café da manhã. As onze da manhã sigo em direção ao apartamento, algo que acostumei-me a fazer durante esse mês. Mas hoje era diferente, talvez porque eu estivesse mais nervosa, afinal era o último dia que eu o esperaria. Eu prometi, e irei honrar a minha palavra. Caso ele não apareça, não irei procurá-lo nunca mais.

Peço que o manobrista estacione o meu veículo, logo adentro o prédio. Cumprimento o Sebastian, o recepcionista. Adentrei o elevador, fitei meu relógio, era quase meio dia, o restaurante havia demorado com o meu pedido. Cheguei ao meu andar, retirei as chaves da bolsa e abrir a porta. Fechando-a em seguida. Retiro meu agasalho e aproximo-me da sala de estar. Levo um susto, mas logo transforma-se em surpresa, uma boa surpresa. Ele posta-se de pé um tanto constrangido, seu rosto corado. Meu coração pulsa mais rapidamente.

––– Eu não acredito que veio.

––– Eu também não. ––– balbucia.

Abandono as sacolas, meu agasalho e minha bolsa sobre a mesa de centro. Aproximo-me dele, ainda incrédula.

––– Eu imagino que isso seja um sonho. ––– balbucio tocando em seu rosto, ele fecha os olhos.

––– Então nós dois estamos tendo o mesmo sonho. ––– disse ele ao abrir os olhos e beijou-me.

Sua língua vasculhava cada canto da minha boca, e a minha pelo mesmo modo. Eu mal poderia acreditar no que estava acontecendo. E o melhor de tudo isso, é que não era um sonho.

Beijei seu pescoço, inspirando o cheiro agradável que exalada da sua pele. Ele desliza suas mãos por minhas costas, parando na cintura, com minhas mãos por cima das suas, deslizo até a minha bunda. Parando cada mão a um lado. Ele olha-me notavelmente constrangido e sobe as mãos para minha cintura, logo beijando-me novamente. Eu não achei algo ruim, e sim, adorável e engraçado.

Puxei seu lábio inferior com os dentes e afastei nossos lábios. Segurei em sua mão.

––– Venha comigo.

Segui, puxando-o por sua mão, até o quarto. Fechei a porta. O observei, fitando o quarto, um tanto sem jeito, sentia seu nervosismo transparecer.  Aproximei-me, toquei seu rosto, deslizando meus dedos por seus lábios, brincando com o seu sinalzinho próximo ao canto da boca.

––– O senhor é tão lindo. ––– disse em um sussurro e o beijei intensamente.

Meu corpo ardia em calor, eu o desejava mais do que nunca. O empurrei levemente sobre a cama, onde ele fitou o meu rosto, revelando traços de medo. Sentei-me em seu colo, tomando seus lábios novamente. Suas mãos contraiam minha cintura, de modo que eu automaticamente remexia-me em seu colo. Sinto algo que fez-me sorrir mentalmente. Seu membro havia enrijecido, ele estava tão excitado que apesar de dever ser cautelosa com ele, por sua condição de virgindade, eu não iria conseguir, não iria.

Rebolei em seu colo lentamente. Minha audição capta um ruído baixinho, era um gemido escapando por sua boca. Eu sorri entre o beijo, enquanto sinto os seus lábios macios tocando a pele do meu pescoço. Levo minhas mãos até os botões da sua camisa, abrindo os dois primeiros. Ele segura minhas mãos e afasta-me do seu colo, como se realmente tivesse se dado conta do que iríamos fazer. Pousa as mãos sobre a cabeça, apoiando os cotovelos sobre suas coxas.

––– Me desculpe, mas eu não posso fazer isso. Eu sou um pecador terrível. ––– condenou-se.

––– Você é apenas um homem, cedendo aos seus instintos... Padre... ––– toquei seu ombro. ––– Tudo bem, eu entendo. ––– Ele ergueu a cabeça, olhando-me. ––– Eu irei esperar que esteja pronto.

––– Eu nunca estarei pronto, senhora Heinzenn.

––– Daphne. ––– corrigi. ––– Não gosta de mim?

Ele tocou o meu rosto gentilmente.

––– A senho...

––– Daphne. ––– corrigi. Ele assentiu.

––– Você me desperta tantos sentimentos que...

––– Te desperto desejo... então permita que eu realize-os. ––– ele engoliu em seco.

––– Isso é pecado, Daphne.

––– Eu já lhe disse que o pecado é a realização dos desejos retraídos.

––– Não podemos ser amigos?

––– Já somos amigos.

––– Só amigos...

––– Não quero ser apenas uma amiga, e o senhor também não... Caso contrário, não teria vindo até aqui.

Ele jogou o  corpo para trás, deitando-se na cama. Repeti seu ato, deitando-me de lado, fitando-o. De barriga voltada para cima, ele encarava o teto, enquanto eu o admirava.

––– Por que a senho... você,  ––– corrigiu. ––– tem que ser tão bela? Não somente por fora, mas também por dentro. ––– olhou-me.

––– Faço-lhe a mesma pergunta. ––– ele riu. ––– O senhor é incrível, padre.

––– Me chame de Justin.

(...)

 

 


Notas Finais


Genteee, olha ele....

Até o próximo!

Byee amores <3


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