História Vegeta e Bulma : O Improvável Amor. - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Dragon Ball
Personagens Bulma, Chichi, Gohan, Goku, Kuririn, Mestre Kame, Vegeta, Yamcha
Tags Amor, Bulma, Dragon Ball, Romance, Vegeta
Exibições 158
Palavras 2.244
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem !! Como recomendaçao de um bom amigo , no final sempre farei uma dedicatoria com os nomes de quem comenta sempre.

Nao é nenhum pedido de mais comentarios meus amores , apenas uma forma de agradecer a voces .

grandes beijoos!

Capítulo 9 - Chuva


O Vestido preto se colou a minha pele perfeitamente , me fazendo parecer muito mais corpulenta do que realmente era.

A peça valorizou tanto o meu corpo , que olhei pro espelho satisfeita com cada dieta feita.

eu estava linda.

Alias , se eu fosse um rapaz iria ser o homem mais feliz do mundo se eu lhe desse condiçoes.

Sorrindo , caminhei até a pequena penteadeira e peguei minha bolsa , dando uma ultima olhada para meu reflexo.

cabelo perfeito , maquiagem perfeita , vestido e sapato  mais que perfeito.

Modéstia parte , perfeiçao era uma palavra que se encaixava a mim com precisão e delicadeza.

Andei pelo corredor escuro e a casa estava tao silenciosa que eu so podia ouvir o barulho dos meus saltos de encontro ao piso. Assim que desci os primeiros degraus , fixei meus olhos no grande relogio antigo que meu pai havia ganhado de um amigo distante .

Bufei ao constatar que ja era demasiadamente tarde. praticamente tudo na cidade devia estar de portas fechadas , e ate os robôs la de casa ja deviam estar desligados como eram programados.

culpa daquele imbecil .

Embora estando bem satisfeita com a minha beleza e isso tenha afastado os pensamentos do principe , a raiva e magoa ainda me incomodavam como um bolo na garganta.

Por causa de suas crises , perdi a hora , e caso saisse nesse momento estaria arriscando nao so todo o dinheiro que carregava na bolsa, como a minha vida.

Balancei a cabeça obrigando pensamentos tao pessimistas a se dissiparem. eu sempre fui corajosa , nao seria agora que ia me reprimir apenas por medo de ladrões fracos comparados a força dos viloes que ja enfrentei.

Desci os ultimos degraus decidida , e dei um grito quando um clarão e um barulho insurdecedor estremeceram tudo , como se um monstro terrivel estivesse a ponto de arrancar o teto de minha casa e me devorar.

Sentei na escada trêmula , e quase levei um tombo devido ao finissimo salto.
Eu devia estar muito afetada pra tomar um susto tao grande com apenas um trovão. naquela época do ano , era mais que normal os dias quentes e as noites chuvosas ,e vez ou outra as tempestades ficavam realmente violentas.

Sorri , mesmo nao tendo motivo algum pra isso.
eu era realmente estúpida ao pensar que seria seguro sair naquele momento , com aquela roupa , naquela hora.

Com a sorte que eu tinha , provavelmente seria assaltada ou coisa pior.
a solidao andava me fazendo muito mal , e o sorriso se dissipou na mesma hora.

Tirei os sapatos e os joguei pela sala , pouco me importando onde cairiam ou se permaneceriam intactos.

Do que me adiantava tanta beleza? eu estava sozinha.

nem um telefonema. nem um imail.

nem mesmo meus amigos procuravam saber de mim, com a velha desculpa do treinamento que nao podia ser interrompido.

Suspirei derrotada.

Nada grita mais alto que o silêncio , uma vez li em um livro do qual nao me lembro mais o nome.

e eu pude provar a veracidade daquelas palavras naquele momento.

Impensadamente , me pus a analisar a beleza imperial de minha casa. os ornamentos, cada objeto , cada móvel , tudo era da mais fina qualidade.

Mas do que adiantava tudo aquilo ?

Junto com todo o dinheiro gasto ali , estava a solidão que grudava nas paredes e me estapiava a cara.

De relance , vi as garrafas de bebidas refinadas  ainda fechadas , e ri ao lembrar o quanto meu pai as apreciava , mas nunca se dava ao luxo de experimenta las.

Me levantei em um so impulso e caminhei ate a estante , abrindo as portas de vidro do lugar onde ficavam guardadas. aleatoriamente , peguei uma , trazendo junto uma taça,  e voltei a me sentar na escada ja podendo ouvir o barulho incessante da chuva la fora.

Enquanto os trovões e relampagos castigavam o céu , eu bebia com prazer. o doce gosto do vinho descendo deliciosamente por minha gargante , a garrafa ficando cada vez mais vazia.

Depois do que parecia horas ali sentada no escuro , eu o vi.

Nao imaginava que ainda estivesse por ali , pensei que estivesse dormindo.

A claridade dos relampagos bateram em seu corpo , e me surpreendi que ele parecesse ainda mais belo e perigoso naquele escuro.

- Resolveu se matar ?

Sua voz era áspera , embora parecesse levemente divertida. bufei , imaginando o rumo daquela conversa.

- Talvez eu devesse mesmo.

Vegeta se aproximou , e por mais incrivel e inacreditavel que fosse , se sentou ao meu lado no degrau comprido.

Talvez eu tivesse muito bêbada mesmo.

O degrau era largo o suficiente para que ele ficasse em uma distancia confortavel, mas mesmo assim senti minha pele queimar.

- Voce quer? - Falei , o oferencendo a garrafa.

Vegeta a pegou , e quando pensei que ele ia beber , a pôs ao seu lado.

- O alcool que tem nesse recipiente faz muito mal a qualquer corpo - respondeu - Voce deveria parar de beber.

eu ri incrédula.

- Desde quando se importa , Vegeta ?

O principe nao se virou pra me olhar. continuou calado , como se nao tivesse ouvido minha pergunta .

- É bom beber pra esquecer a vida - resmunguei - Essa merda ta tediosa demais .

- E onde estao aqueles vermes que voce chama de amigo ?

Bufei , tomando mais um gole.

- Estao ocupados demais com si proprios - falei amargurada - Nenhum deles tem tempo para perder comigo.

Vegeta ficou em silencio , e eu segui seu exemplo.

a chuva so se intensificava mais la fora , assim como a pressao estranha que era ter Vegeta tao perto , sem ouvir nenhum xingamento.

- A solidão esta acabando com voce - comentou ele friamente depois de um tempo

- Talvez - rosnei - Mas e voce?

- Eu oque ?

- A solidao - falei virando o ultimo gole - Ela nao te incomoda ?

- Nao - respondeu asperamente - Me acostumei a ficar só , e é o melhor.

- Melhor .... - desdenhei

- É a necessidade de companhia que os faz fraco - resmungou Vegeta - Sozinhos somos mais produtivos e frios para qualquer decisao.

- Como matar o unico amigo que tem ? - perguntei maliciosamente , o lembrando do que fez com o sayajin careca.

Vegeta bufou , mas nao pareceu muito imcomodado com a pergunta.

- Nappa nao era o meu amigo - decretou - Ele era um servo imbecil e fraco. mereceu morrer.

E mesmo com toda a frieza e crueldade daquelas palavras eu ri , balançando a cabeça.

- A necessidade de forças é algo bem caracteristicos em sua raça - comentei

- E a de companheiros na sua - resmungou ele.

- É , isso é verdade - concordei - Mas voce... nunca teve amigos , Vegeta?

Vegeta grunhiu , mas nao se levantou pra ir embora.

- Nao preciso disso.

- Todo mundo precisa.

- Eu nao - rosnou ele.

Me encostei no corrimao da escada , me virando de frente para ele .

- E ... porque nao podemos ser amigos ? - perguntei com a voz contida.

Talvez o alcool nos deixasse mais sinceros e livres com nossos pensamentos realmente.

Vegeta me olhou bem nos olhos , e por um segundo pensei que ficaria calado.

- Nao podemos - respondeu asperamente

- Porque nao ? - insisti

- Nao interessa o porque - rosnou ele - Eu nao vou ser o seu amigo. ponto final !

- Me acha inferior a ponto de nao podermos nos relacionar amigavelmente ? - falei magoada

- Isso... nao é essa a questao !

- Entao me fala ! - vociferei - Eu so quero saber oque ha de errado comigo ! porque , Vegeta ? porque voce nao me olha nos olhos quando fala comigo na maioria das vezes ? porque insisti em me xingar, e em se afastar ?

- Isso nao tem nada haver com voce ! - grunhiu ele - Pare de esperar algo de mim , garota ! meus objetivos sao claros , nada mais me prende a Terra a nao ser a eliminaçao de Kakarotto!

- Porque ? - gritei - Porque voce tem essa necessidade imbecil , Vegeta ? Ele é o unico que sobrou !  o único da sua espécie , e voce deveria se aliar a ele !  que merda de principe é você?

Os olhos de Vegeta faiscaram, mas nao me abalei.

- Cale essa boca , se quer continuar poluindo o universo com sua existencia desnecessaria e futil - rosnou ele - Nada é da sua conta. meus principios nao estao em discussão!

Me levantei antes que ele o fizesse .

- Eu so queria - grunhi com a voz irritada - Que voce fizesse parte da minha familia.

Sentindo o peso do mundo em minhas costas , abri a porta da sala e sai , estremecendo quando a chuva gelada bateu em minha pele.

o Jardim estava totalmente debaixo de agua , e corri pela chuva sem direçao, as lagrimas ja se misturando as gotas que encharcaram o meu vestido.

E em um minuto , totalmente desconcertada , parei e abri os braços diante da imensidão cinzenta do céu.

Abri a boca , e sorri quando senti o gosto adocicado da chuva. eu me sentia tonta e pesada , e orei para que a chuva lavasse nao so o meu corpo , mas minha alma .

- Chove ! - gritei - Eu quero me molhar , Chove mais !

Nao se passaram nem tres minutos da minha loucura , e as maos de Vegeta ja estavam la me segurando , me sacudindo com violencia.

- Ta ficando maluca ? -gritou ele , e comecei a rir quando olhei para seus cabelos ainda espetados apesar do aguaceiro.

- Nem ... na chu.. chuva seu cabelo hahaha - falei tentando me livrar de seu aperto - Me solta ! me deixa tomar banho de chuva Vegeta ! me deixa morrer!

- Para de falar idiotices ! - esbravejou ele - Vamos entrar!

- Nao ! - respondi , e as lagrimas embaçaram meus olhos -  para de fingir que se importa , Vegeta...

- Fingir ? - resmungou ele me soltando - Oque acha que estou fazendo aqui ? oque mais voce quer de mim ?

- Que volte pra dentro e me deixe ! - gritei as lagrimas caindo incansavelmente - Eu quero ficar sozinha !  alias , nao tenho muita opçao!

- Mulher maluca , eu estou aqui nao estou ? - resmungou Vegeta - Agora para de show e vamos sair desse inferno agora!

- Nao , eu vou me lavar ! - vociferei - Vou me lavar de toda essa dor , de toda essa solidão e de toda essa paixão inconsequente que sinto por você!

Foi como se o mundo parasse naquele momento.
Vegeta me olhou confuso , e por alguns segundos o barulho da chuva era baixo demais perto do barulho do silencio constrangedor.

Nem mesmo eu acreditava no que havia dito.
a expressao de Vegeta continuava indecifravel , e me senti pior do que antes.

Quando aquele dia passasse , seria uma otima coisa pra Vegeta jogar na minha cara.

Olhei pra Vegeta e meus olhos demonstravam toda a dor que aquela revelaçao me trouxe.

- Pode jogar isso na minha cara de agora em diante ! - gritei - Eu sou uma imbe...

E antes que eu pudesse terminar o meu discurso , Vegeta me prendeu em seus braços , e seu corpo encharcado grudou ao meu.

- Sua terraquia maldita ! - grunhiu ele - deveria ter falado isso antes!

Nao pude perguntar oque aquilo significava , ja que seus labios invadiram os meus com uma necessidade absurda de quem encontra agua no deserto. todos os sentimentos se misturaram naquele ato , e senti meu corpo protestar quando ele me puxou para mais perto.

A urgência e a selvageria se misturava com a chuva que ficava cada vez mais forte. a necessidade de respirar , cada vez mais gritante , mas a lúxuria falava mais alto.

Senti como se meu oxigenio deixasse de ser fornecido pela Terra e passasse a ser os labios calorosos e furiosos daquele sayajin estúpidamente lindo.

Quando finalmente nos afastamos , agradeci por poder respirar , mas meu coraçao protestou furioso com a distancia de nossos lábios.

Sorri para Vegeta , e ele retribuiu timidamente.

- Vegeta , eu ...

- Cala a boca ! - rosnou ele divertido - Seu quarto ou o meu ?

O olhei confusa , mas ri quando entendi.

- Nao vai ser tao facil assim ...

Vegeta me puxou , e diferente de como fazia quando me levava a força para consertar a câmara , me pegou no colo me segurando de frente ao seu corpo.

- Chama todo esse tempo perdido de facil , mulher? - resmungou ele - por sua causa estou nessa chuva.

Sorri apertando mais a mao em seu pescoço.

- Vamos pra qualquer lugar. a casa é nossa.

Vegeta sorriu de lado , e saiu voando comigo.

E mesmo que o frio castigasse minha pele com a velocidade , me senti tao feliz , que poderia ficar a vida toda ali.


Notas Finais


Merlianes *-* PedrinnDball*-* DinhaBrifs *-* F5 *-* Vicamendes *-*

dedico esse capitulo a voces meus amores.

e a todos os outros , podem apostar que verao seus nomes nos proximos.

bjooos a todos , obg por lerem!


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