História Velhas Emoções - Capítulo 1


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Categorias A Bela e a Fera
Personagens Fera, Personagens Originais
Visualizações 4
Palavras 1.274
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Fantasia, Magia, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Parte 1


Fanfic / Fanfiction Velhas Emoções - Capítulo 1 - Parte 1

Brilhos, ouro, música maravilhosa, trajes deslumbrantes, tudo isso lhe era familiar; não porque ela pertencia à realeza, mas sim porque seu melhor amigo pertencia e a levava em todo e qualquer lugar que fosse. Cerise era o nome da menina, a filha do padeiro da vila vizinha, ele que fornecia pão ao castelo, assim o Cuisinier preparava maravilhas da culinária francesa. Todos no castelo amavam a pequena Cerise e tinham-lhe imensa gratidão, pois ela trazia uma felicidade contagiante ao Príncipe.

Em um dia de sol, sem a autorização do marido, evidentemente, a senhora d'Aubigné foi acompanhar suas adoradas crianças ao jardim, assobiando uma bela melodia, uma canção antiga da qual a letra nem recordava-se mais; Cerise prestou bastante atenção naquela musiquinha e apaixonou-se, decidindo ela mesma adicionar uma letra.

 

Doce visão

Guardo em mim aquela emoção

Eu te levo no coração

Sempre estás comigo

 

Adam e sua mãe aplaudiram fervorosamente, e o pequeno jurou silenciosamente que sempre levaria esta canção consigo, assim como todos os momentos que passara e ainda passaria com sua amada amiga.

 

Algum tempo depois

 

"Adam?! Onde está, garoto?" Louis chamou pelo filho como um trovão anuncia uma tempestade; apressadamente o rapaz foi ao seu encontro, sorrindo alegremente, pois o pai raramente requisitava sua presença. O Rei levou o garoto até o leito da mãe - a peste a acometera - logo em seguida, puxou-o para encará-lo e ordenou em tom de voz surpreendentemente pacato "Eu não quero mais que você veja aquela garota, ouviu bem, Adam?" O Príncipe afastou-se e saiu do quarto, o jardim pareceu-lhe o recinto mais acolhedor do castelo inteiro; sentou-se ao lado das rosas brancas e pôs-se a chorar. Chorou pela mãe, por Cerise, até pelo pai, pois ele não era o responsável por sua conduta. Adam permaneceu sentado por horas a fio até que ouviu o portão sendo aberto, correu até lá e constatou que tratava-se de Monsieur Jacques e sua filha mais velha, Cerise não o acompanhou àquele dia. "Monsieur, onde está Cerise?" A expressão de Jacques entristeceu, preocupando ainda mais o jovem monarca. "Ela está com mamãe preparando as baguetes..." Logo depois uma voz diferente fez-se ouvir, grave e tempestuosa. "Jacques, pode ir, não queremos pães hoje." Acenando lamentavelmente, o velho padeiro segurou sua Donatienne pela mão e seguiu seu rumo para a aldeia.

"O senhor falou algo para Cerise, não é?" O jovem dirigiu-se ao pai, enfurecido e da mesma maneira, o Rei respondeu afirmativamente e ainda disse que tudo o que fazia era para o bem de seu único filho; Isso fez com que Adam fosse agitado ao portão, lançando ao pai um olhar desafiador e apressurou-se até a vila. Retornando ao Palácio, Louis ouviu a voz de sua esposa soar fracamente, chamando pelo filho; O Rei acalmou a mulher de sua vida, sentou-se ao seu lado e beijou-lhe a mão. Naquele instante, nada mais importava para ele. "Majestade..." O marido a silenciou, lançando-lhe um sorriso reconfortante e um tanto melancólico. A mão da Rainha, que estava sendo fortemente segurada pelo Rei, foi desprendendo-se suavemente, e assim ela deu seu último suspiro.

 

Após a morte de Françoise, Louis caiu em desespero e também faleceu; Adam tornou-se homem feito, ainda sentia falta da mãe, porém, foi ensinado a não demonstrar sentimentos, essas coisas não eram dignas de um futuro rei. Senhor (a) Leitor (a) deve estar perguntando-se 'E Cerise?' Bem, ela acatou as ordens de Louis e deixou Adam em paz, até que um convite chegou à suas mãos, convite para um baile no Palácio. A garota das bochechas coradas não podia negar que uma enorme onda de felicidade a invadiu e que no mundo não podia haver coisa melhor que aquele convite. Indo até seu quarto, recolheu seu material de costura e apanhou debaixo da cama um grande tecido vermelho-cereja, confeccionando então o mais belo vestido que já tivera!

Enfim chega o dia do baile e, jamais Cerise estivera mais ansiosa, seu pai, notando que ela retorcia tanto as mãos, aproximou-se e disse num tom de voz ameno "Está com medo de que ele não vá reconhecê-la neste belo traje? Querida, você pode derreter o mais duro coração, sabia disso? O Príncipe ficará ainda mais encantado por você, confie em seu velho pai." A jovem sentiu seus olhos marejarem e envolveu seu pai num caloroso abraço; Marie juntou-se aos dois, trazendo a outra filha, os olhos das duas brilhavam. "Está magnifique, irmã!" Cerise abraçou fortemente sua irmã mais velha, dizendo que ela poderia ir ao baile real também, porém, a mesma achou melhor ficar com os pais. Neste instante, todos ouviram o som de uma carruagem e mais que depressa foram ver do que se tratava: Monsieur Pierre viera buscar a moça, conforme o Príncipe havia ordenado, ela despediu-se da família e seguiu para o castelo.

Lá chegando, Cerise tratou de procurar seu melhor amigo e rapidamente o encontrou. "Adam? Oh meu Deus, é tão bom vê-lo!" Dizendo isso, a jovem correu abraçá-lo mais forte que nunca; o Príncipe fechou os olhos por um momento, travava uma batalha interna, trazia suas emoções à tona ou simplesmente a repelia, fingindo não importar-se? Afinal ela era uma das pessoas mais importantes de sua vida, porém sabia que seu coração não podia mais reger suas decisões. "Por Deus, está amarrotando meu melhor traje!" A garota de cabelos cor de mel petrificou-se, ainda assim pôde ver a sombra de uma piscada de olhos; não tinha certeza se ele estava interpretando um personagem ou se aquilo era o que havia tornado-se - um completo intratável. "Desde quando roupas são tão importantes para você, Vossa Alteza?" Dando um sorriso de canto, ela fez uma reverência, de modo a provocá-lo, e surtiu efeito. "Isto não é brincadeira, Cerise!" Levantando-se, ela possuía mais tristeza do que raiva em seu coração, mesmo assim proferiu um "Estou surpresa que tenha se lembrado de meu nome, Monsieur le Prince." e apressadamente saiu daquele aposento, indo até o salão de festas. Ela costumava brincar de princesa quando criança, Adam dançava com ela e beijava-lhe a mão docemente; naquela época o Príncipe era nobre de verdade. Os convidados para o baile real já iam se achegando, logo o salão foi tomado pelas mais variadas cores e vozes; Madame de Garderobe ensaiava sua belíssima voz para apresentar-se logo mais, Lumière e Horloge cortejavam as donzelas e Madame Samovar ajudava a preparar a refeição que seria servida mais tarde.

Apenas um rosto não estava sorridente, e era o de Cerise, mas ela deixou tudo isso tudo de lado e achou que seria bom dar um passeio pelo jardim. Não esperava, entretanto, que seria seguida por Sua Alteza! "Sabia que a encontraria aqui." Ele ainda não ostentava a maquiagem ou a pesada peruca, estava ao natural, como ela e pouquíssimas pessoas o conhecia. "Majestade..." O Príncipe a silenciou e os olhos de Cerise imediatamente acenderam-se com esperança; ele a pegou nos braços e iniciou uma doce dança, aproveitando a música suave regida pelo Maestro Cadenza e executada primorosamente por Madame de Garderobe; Cerise deu seu mais sincero sorriso, o que contagiou Adam. Eles não esperavam, porém, que à porta do terraço esperaria uma fabulosa dama, cujo nome era Emmanuelle - uma ex dama de companhia de Vossa Majestade, a Rainha, que passou a ser um dos confidentes do Príncipe. "Perdoem-me, Monsieur le Prince, esperam-te no salão de baile. Bonne nuit, mademoiselle!" A última frase foi dirigida à Cerise, que prontamente respondeu. O Príncipe então beijou a mão da dona de seu coração, com olhos repletos de promessa; logo depois foi ao seu quarto para terminar de arrumar-se e juntou-se a Emmanuelle e aos outros convivas no salão.

 



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