História Velhos erros tingidos de vermelho - Capítulo 31


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Castiel, Debrah, Lynn, Viktor Chavalier
Tags Amizade, Castiel, Debrah, Docete, Drama, Erros, Lynn, Passado, Revelaçoes, Romance, Traição, Viktor
Visualizações 304
Palavras 6.111
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Chegueeeeeei, to preparada pra atacar. (8).

Eu vou poupar vocês de longas historias e entregar logo o capítulo não é mesmo?
Leiam as notas finais, vai ter um enigma pra vocês, e lá vai ter também musiquinhas da hora para acompanhar uma cena em particular.
Deixo vocês com essa preciosidade que encontrei o que seria o mais próximo da Lynn idealizada por mim.

Capítulo 31 - Raqsa


Fanfic / Fanfiction Velhos erros tingidos de vermelho - Capítulo 31 - Raqsa

Acordei ouvindo vozes femininas vindas do outro lado da sala. A cortina que cobria a cama estava fechada, mas eu sabia que uma das vozes era de Anne. 
Levantei ficando sentado sobre a cama desconfortável e esticando o pescoço. Percebi que alguém me encarava enquanto se sentava na ponta da colchão. 
 
— Finalmente acordou.— Disse Viktor, se aproximando. 
 
— Você está louco?— Falei enquanto o moreno fazia sinal para que eu abaixasse o tom da voz. 

 
— Não fale alto ou vão me descobrir.— Ele disse afastando delicadamente um pouco da cortina para fitar o lado de fora.— Anne está conversando com a outra enfermeira a no mínimo meia hora, logo elas vão embora. 
 
— Se não quer ser pego porque se arrisca tanto?— Falei sussurrando. 
 
— Vejo que você não entende muito sobre a vida… Espero que esteja descansado, seus amigos te deixaram dormir e foram embora com o cartão de memória que você demorou um século para achar.— Ele falou soltando uma leve risada. 
 
— Eles foram tentar arrumar aquela droga, mas você pode me dizer o que tem dentro já que está aqui, ou poderia ter me dado essa dica antes.— Bufei enraivado. 
 
— Eu não posso te contar o que tem lá. Eu prefiro que você mesmo veja.— Percebi que Viktor sempre falava com um ar misterioso. 
 
— Ah, não fode. Não é mais simples que me diga? Você não está ajudando em nada.— Disse, estava zangado com ele. Não pelo caso, mas sim por meu pai. As palavras de Jean Louis me machucaram. 
 
— Eu vim te dar um dica preciosa, você tem que prestar mais atenção ao seu redor. Anne é muito importante, lembre-se dela. Mas existe uma pessoa que pode te ajudar com tudo isso, e estava no restaurante com a Debrah. 
 
— Ashton? O segurança careca? Não vejo como ele pode ser útil.— Vi Viktor se inclinar novamente checando se ninguém os observava. 
 
— Ele vai estar disposto a ajudar, confie em mim.— Ele respondeu abrindo totalmente a cortina.— Elas foram embora, eu tenho que sair daqui antes que me peguem.  
 
Viktor correu para fora da sala colocando os cabelos sobre o capuz negro do casaco. 
 
Novamente eu estava sozinho e começando achar que Viktor era uma espécie de “Mestre dos magos”, ele aparecia em momentos aleatórios e sumia minutos depois. Só faltava falar em charadas, mas com a pouca informação que ele me dava isso era ainda pior. 
 
 

Levantei esticando meu corpo e soltando o ar levemente com a boca. Não sabia qual era a hora do dia e nem por onde todos andavam, com isso acabei saindo da sala de enfermagem; Olhei para os lados e não vi Viktor, o que era bom. 
 
Andei pelos corredores chegando no pátio, a Luz do sol estava me incomodando. Limpei a visão avistando Lynn e Anne em uma conversa séria. 
 
— Isso é um absurdo!— Disse Lynn batendo as mãos sobre a mesa de madeira e se levantando. 
 
— Lynn espera!— Anne falou me notando, os olhos estavam espantados. 
 
— Castiel!— Lynn suspirou.— Vamos embora. 
 
A morena catou meu braço deixando Anne nos encarar enquanto caminhávamos para fora do colégio. 
O tempo estava frio mas sem sinal de chuva. 
 
— Ela está completamente louca.— Disse Lynn apertando meu braço com força. 
 
Não perguntei o motivo da briga, estava mais preocupado em sair do colégio sem ter assistido nenhuma aula. Porém Lynn falou sem que eu perguntasse. 
 
— Ela disse que você está doente!— Cerrou os  olhos enraivada.— “ O Castiel conversou sozinho por muito tempo na sala de enfermagem, eu me assustei porque não tinha ninguém na sala além de mim e a enfermeira responsável”— Ela tentava imitar a voz de Anne, o que ficou engraçado. 
 
Então elas estão pensando que eu estava falando sozinho? Provavelmente não viram quando Viktor entrou na enfermaria. 
 
— Você não vai falar nada?— Lynn disse estralando os dedos da mão. 
 
— Isso é ridículo. Anne está vendo coisas.— Disse tentando soar convincente. Não que eu queira  proteger Viktor, mas se já estou nesse barco, vou continuar remando.  
 
— Isso mesmo. Pensei que fosse dizer isso… Eu não confio nela.— Lynn começou.— Ela era namorada da Debrah, drogou você! E, tenho certeza que ela colocou aquela droga na minha mochila quando teve a oportunidade. — Lynn batia uma mão na outra com raiva, imitando um assassinato a Anne. 
 
Sorri com a cara de brava que estava fazendo, pegando uma de suas mãos. 
 
— Para com isso. Não se preocupe com ela.— Falei enquanto Lynn me empurrava para o outro lado da rua, já estávamos andando a muito tempo.(Que saudade da minha moto). 
 
— Vamos por ali. Encontrar os outros no café da mãe do Alexy. 
 
Atravessamos na faixa assim que o sinal fechou e ouvimos a buzina de um Audi preto nos fazer correr para passar mais rápido. A janela aberta do Audi mostrou com clareza que Leigh, o irmão mais velho de Lysandre não tinha noção nenhuma de trânsito, e provavelmente estava rico.  
 
Lynn agarrou forte meu braço, amedrontada. 
 
— Será que eu devia ter medo de Audis? Especialmente na cor preta.— Ela disse se acalmando e soltando o aperto. 
 
— Eu não acho que seria possível sermos atropelados duas vezes pelo mesmo modelo de  carro.— Continuamos a caminhar.  
 
Chegamos ao café De Fleyut que estava com poucos clientes naquela tarde, e finalmente pude ver as horas diante do enorme relógio que ficava logo à entrada. 16:30 Eu dormi como um urso. 
 
— Lynn!— Falou Rosalya Acenando para que sentássemos com ela e os rapazes. 
 
Caminhamos até a mesa no canto do restaurante, passando pelos jarros que decoravam o local como uma cerimônia de casamento. Rosalya e Lysandre estavam sentados próximo a parede e conversavam calmamente enquanto Alexy tocava o rosto de Kentin com a ponta dos dedos e o olhar tristonho. 
 
— O que é isso Kentin?— Lynn soltou minha mão, correndo para perto do rapaz que tinha um enorme roxo ao redor do olho esquerdo. 
 
— A culpa foi minha.— Alexy respondeu.— Fui a casa de Kentin quando ele me avisou que estava de suspensão por ter batido em um dos alunos do segundo ano. Nos encontramos do lado de fora, e o pai dele não gostou nada de nos ver de mãos dadas. 
 
Kentin parecia envergonhado demais para me olhar, como se não quisesse revelar que estava em um relacionamento novo para ele. 
 
— Agora tenho que dividir o meu maravilhoso quarto com ele.— Falou a voz idêntica a de Alexy, mas vinha de outra direção. 
 
Olhei para trás e  vi um rapaz com cabelos negros e Moletom de World War Craft colocar algumas bebidas na mesa. Os olhos tinham um tom azul bem chamativo  mas tudo nele era idêntico á Alexy. 
 
— Vocês são gêmeos?— Disse, ainda encarando os dois, surpreso com a semelhança. 
 
— Ora, ora temos um Sherlock Holmes aqui.— Rosalya disse enquanto os demais riram. 
 
— Rosa!— Falou Lysandre, tão calmo que eu mal o escutei. 
 
— O que? Não defenda seu amigo menos inteligente.— Rosa falou enquanto Lysandre a calou com um biscoito de menta e chocolate. 
 
— Bom, já que estão todos aqui vamos falar do assunto principal.— Alexy disse enquanto mudava de cadeira e se aproximava de Rosalya.— Eu não sei como você vai reagir a isso. 
 
Rosalya encarou Lysandre que também estava confuso com as palavras do azulado. 
 
— Eu não tenho nenhuma ligação com o Viktor, acho que você disse a pessoa errada.— Ela segurava a mão de Lysandre involuntariamente. 
 
Alexy permaneceu sem saber o que dizer enquanto Armin trazia um Notebook prateado da direção que julguei ser o escritório do local. 
 
— Esse é um dos cartões de memória mais corrompido que eu já vi, alguém realmente não queria que esse conteúdo vazasse.— Colocando o notebook na mesa ele deu play, enquanto eu e Lynn nos sentamos junto aos outros.— Esse vídeo não tem audio, eu pensei realmente que não era nada interessante mas aí nós aceleramos… 
 
Armin era muito bom em manusear o programa de vídeo, ele voltou dês do começo e nos fez prestar atenção nos detalhes. 
 
Viktor liga a câmera, não é possível escutar nada do que ele diz e a imagem as vezes fica granulada pelo problema no cartão. Ele está vestido como de costume e certamente em uma empresa. 
 
A sala em que ele está é grande e sofisticada, com uma enorme mesa com papéis espalhados sobre ela. Firmin Chavalier era o nome da placa dourada que estava sobre ela. 
O Zoom da Câmera foca em uma espécie de ficha que contém a foto de Leigh e algumas informações sobre ele  em partes separadas
e quando finalmente Armin pausa o Vídeo Rosalya se levanta. 
 
— Esse é o seu irmão?— Falei notando que Lysandre parecia incrédulo demais para me dizer uma palavra, apenas assentiu com a cabeça. 
 
— Rosalya, é melhor se sentar… V-você quer uma água?— Alexy disse se levantando para olhar nos olhos de Rosa. 
 
— Isso não é o fim do mundo, Leigh está aí… Mas é só um documento isso não me interessa.— Vi Rosalya apertar os punhos. 
 
Armin mais uma vez continuou o vídeo, enquanto era possível ver as mãos de Viktor remexendo em mais alguns papeis que estavam todos próximo a uma pilha de pastas de cor bem escura, parecia parte de um arsenal secreto; Novamente Viktor pega um dos papéis e dessa vez parece demorar com ele nas mãos. 
 
— Isso é uma… Certidão de casamento?— Rosalya disse enquanto se lançava novamente na cadeira, como se todas as suas energias estivessem esgotadas. 
 
Leigh Hoff Kiefer e Debrah Morgan casados em 17/12/2015, comunhão total de bens
 
— Me diz que não é o mesmo Leigh que vimos hoje?— Lynn disse se lamentando. 
 
— Onde ele estava? Eu vou… MATÁ-LO.— Rosalya tinha o rosto todo vermelho, os punhos cerrados e colados na mesa. 
 
Lysandre se mantém cabisbaixo cutucando o botão do Blazer cinza na manga como se sugasse toda a culpa do irmão para si. 
 
— O vimos dirigindo um — Lynn foi interrompida por Alexy. 
 
— Um Audi Preto?— Alexy completou enquanto Rosalya passava as mãos entre os cabelos prateados.— Eu estava do lado de Amin quando ele me mostrou algumas fotos no pen drive. Eu não quis Acreditar que seria o irmão de Lysandre, mas é o mesmo sobrenome. Hoff Kiefer, e nós sabemos que é o nome da sua marca de roupas, não tem como negar. 
 
— Nós começamos a namorar em Outubro de 2015 e ele se casou em Novembro de 2015.— Ela olhou para o teto, como se esperasse que tudo aquilo fosse desaparecer e ela acordasse do pesadelo.— … Não posso acreditar que ele… Como conseguiu esconder isso de mim? 
 
Os olhos de cores diferentes estavam sem brilho algum. Lysandre engoliu em seco várias vezes enquanto tentava esconder o tremor nas mãos. 
 
Alexy aninhou Rosalya em seus braços, já Lysandre se levantou e seguiu até a porta de saída do estabelecimento, esbarrando nas cadeira como se estivesse embriagado.   
 
Corri atrás dele sem pensar duas vezes, agarrei o platinado pelo braço e o girei para que olhasse para mim. 
 
— Aonde pensa que vai? 
 
— Preciso tirar satisfações com o meu irmão, ele enganou a Rosa.— Lysandre passou de tristeza para raiva em segundos. 
 
— Ele enganou todo mundo, suponho que ninguém aqui sabia desse casamento. Não se esqueça, eu também namorei uma “mulher casada”. 
 
— Já era de se esperar tal coisa de Debrah, agora Leigh… Tinha notado que ele estava um pouco misterioso e sempre ocupado, mas ignorei os fatos quando nos desentendemos por causa de Rosalya. Eu… Me senti culpado por ainda estar apaixonado por Rosalya e por iniciar um relacionamento com ela após o meu irmão. Agora quero socá-lo forte no rosto.— Ver Lysandre falando desse jeito era algo novo para mim, o sorriso sínico me deu uma pontada de medo. 
 
— Não pode falar com Leigh sobre isso.— Disse lembrando de Viktor.— Não estou culpando o seu irmão por nada mas… Ele está casado com Debrah num pen drive que foi deixado por Viktor pra mim, depois que descobrimos que eles são irmãos. Existe muita coisa confusa nessa história, não vamos agir por impulso antes de descobrir tudo. 
 
Lysandre respirou fundo e concordou com a cabeça, se arrastando de volta para a mesa ainda sem olhar para Rosalya. 
 
— Não é sua culpa.— Rosa começou.— A única coisa que vocês têm em comum além do Sobrenome é o gosto pela moda vitoriana.— Os olhos estavam marejados.— Alexy e eu perdemos duas pastas de criações para o Leigh. Ele roubou cada desenho para sua coleção nova e a lançou com sucesso absoluto, então isso é mais pessoal para mim do que um ex relacionamento.  
 ...
Continuamos o video antes que ficasse tade demais e a lanchonete começasse a receber clientes.
— Alguém entrou na sala.— Armin narra, o que foi ótimo já que tudo passava muito rápido. 
 
Viktor rapidamente se enfia debaixo da mesa de escritório, deixando o celular cair ainda na entrada e o catando de volta com destreza. A câmera está virada para seu rosto e seu semblante era preocupante. 
 
— A falta de áudio não nos favorece..— Disse Kentin enquanto Armim conectava um aparelho esquisito no notebook e digitava de uma maneira rápida que eu só tinha visto nos filmes de Matrix.  
 
Armim fechou a tela do notebook com toda a força, irritado. 
 
— Essa coisa está muito bem protegida, isso me tira do sério. Não consigo decodificar nada.— Ele estava fatigado. 
 
— Armin é ótimo em “burlar” as coisas. Entendo que esteja furioso, a tempos não o via assim.— Alexy disse logo notando um barulho vindo do computador de Armim.— Acho que estou ouvindo ruídos do seu notebook. 
 
Armim rapidamente abriu o aparelho e finalmente um ponto positivo. 
 
— Isso!  Acho que consegui solucionar uma parte do problema.— Ele sorriu sem tirar os olhos da tela enquanto o áudio do vídeo finalmente começou a rodar. 
 
—Viktor nunca estará pronto para liderar os meus negócios, estou sempre limpando a bagunça dele, eu não preciso de alguém que se envolva em um acidente e fique “psicologicamente instável”. O mundo é dos mais fortes, ele não concorda com a forma como chegamos até aqui, e não posso deixar que ele revele alguma informação por suas crises idiotas. Vou mandá-lo para Abington e você pode fazer o que quiser com ele. De preferência, pode matá-lo.
 
A câmera ainda focava o rosto de Viktor que engoliu a seco e tapou a boca para evitar qualquer tipo de ruído. 
 
— Essa voz é inconfundível.— Disse Kentin com tristeza no olhar enquanto eu e os outros estávamos confusos. 
 
— Fimin Chavalier.— Lynn respondeu 
 
Os passos de salto alto se aproximaram junto ao par e sapatos masculinos e Viktor segurou a respiração para não ser notado. 
 
— Preciso me livrar dele. Não quero que tudo que construí vá à ruína, Anysli me concedeu uma nova criança, ainda é bebê e será treinado desde suas primeiras palavras para ser o melhor. Mas se quiser ocupar o lugar é só matar Viktor. 
 
Os olhos de Viktor se arregalaram, ele permaneceu imóvel enquanto a risada de Firmin ecoava pelo escritório. 
 
— Eu te assustei? Você também não tem estômago para comandar. Eu não seria o primeiro pai a querer o filho morto. Você não conhece nada sobre o mundo dos negócios; Vamos embora! Os documentos que preciso não estão aqui. 
 
Firmin saiu do escritório seguido da mulher que usava saltos pretos. Viktor finalmente pode respirar  e assim o fez, se engasgando com todo o ar e as lágrimas que saiam em desespero.

 
— Fecha isso.— Disse Lynn em lágrimas enquanto Armin ainda mantinha o vídeo com o desespero de Viktor aberto.  
 
Kentin bate com força a tela do computador contra o aparelho, os olhos estavam vermelhos. Armin ficou calado e se sentindo culpado por não atender ao pedido de imediato. 
 
Aproximei minha cadeira ainda mais de Lynn, encostando-a em meu peito. As lágrimas vieram com mais intensidade enquanto ela abafava o choro em meus braços. 
 
— É inacreditável.— Disse Rosalya sem força na voz, o rosto pequeno estava vermelho e assim como o de Lynn molhado de lágrimas.— Se meus pais dissessem que me queriam morta eu… Nem consigo imaginar... 
 
Olhei para Armin, visto que éramos os únicos que não pareciam tristes o suficiente para nos afogarmos em lágrimas. Eu sabia que Viktor não estava morto mas comecei a me preocupar ainda mais com Firmin. 
 
— Eu entrego isso para o policia?— Armin perguntou inocentemente. 
 
— De jeito nenhum, não a essa pelo menos. Se Finn pões as mãos nisso eu nem sei o que pode acontecer comigo.— Todos me olharam confusos. 
 
— Finn trabalha para o pai de Viktor. Ele pode interceder com facilidade as outras pessoas superiores. Eu prefiro que mantenha o pen drive em segredo enquanto encontramos uma forma de entregá-lo. Quem sabe se acharmos provas suficientes… Ele diz no vídeo que Viktor não concorda com a forma como ele comanda. 
 
— Provavelmente ele faz algo ilegal, ou não estaria tão preocupado que Viktor acabaria contando algo do seu negócio.— Lynn disse se afastando de meu peito e limpando o rosto. 
 
— Tem mas algumas coisas que eu estava esquecendo.— Armin abre o notebook.— Essas imagens estavam soltas pelo pendrive. 
 
— O audi preto que está no nome de Leigh.— Alexy disse.— Por favor pula isso. Chega de Leigh por hoje. 
 
— Uma foto de um pedaço do mapa de Abington. Isso é bem na fronteira para cidade vizinha, mas não sei o que significa. 
 
Observei atentamente o mapa, o local era familiar. A alguns anos eu compro meus equipamentos de música numa lojinha afastada de Abington. Os preços são ótimos e a qualidade também é boa, nunca entendi por que ficava tão escondida mas eu estava certo de que era essa parte do mapa. 
 
— Tem também… Uma espécie de bilhete escrito à mão. Mas o Viktor deve ter escrito em outra língua por que nada faz sentido. 
 
XLMURV ZKVMZH ML OVRGLI ML GVHGZNVMGL.
 
— É um enigma.— Disseram Lynn e Kentin juntos, sorrindo logo em seguida. 
 
— Viktor era muito esperto e inventar diversos enigmas para podermos nos comunicar sem que os seguranças da casa dele lessem nossas coisas.— Kentin disse.— Faz muito tempo, eu não lembro de muita coisa, mas geralmente ele deixava algumas instruções implícitas. 
 
— Você pode tentar traduzir.— Disse Lynn.— Acho que ainda tem o livro que Viktor te deu de presente antes de virmos para cá não é? 
 
— É-é Claro eu tenho.— Kentin estava vermelho e nervoso. 
 
Alexy pareceu se chatear, e tomou logo de conta da conversa. 
 
— Bom, acho melhor fechar isso. Não podemos correr o risco de ficar em mãos erradas.— Falou sem tirar os olhos de Kentin. 
 
— Eu tenho que ir para casa. Você me acompanha?— Lynn falou me pegando de surpresa. 
 
— Ahn, claro.— Falei me levantando com ela. 
 
— Sejam discretos.— Rosalya disse piscando. 
 
 
[…] 
 
Lynn abriu a imensa porta de madeira e dessa vez, diferente das outras a casa estava quentinha e aconchegante. As mobílias pareciam novas e o chão brilhante, a casa não tinha mais o velho a de filme de terror. 
 
— Eu fiquei tanto tempo fora? A sua tia ganhou na loteria, ou descobriram o talento oculto de usar fantasias bizarras que ela tem?— Disse encostando a porta. 
 
— Castiel! Não fale assim da minha tia.— Lynn falou em meio a risadas, ela sabia que era verdade.— Você descobrirá em breve, por enquanto só tente não fazer bagunça. 
 
Lynn entrou na cozinha tirando um bilhete da geladeira vermelha. 
 
— Estamos fazendo compras, voltaremos às 18:30. Favor olhar o frango no forno.— Lynn riu.— Carne no jantar isso é fantástico. Vamos! 
 
Lynn me puxou para subir as escadas até seu quarto enquanto eu tentava decifrar o “estamos” do bilhete da tia. Seria um novo pretendente? 
 
— Fique a vontade, eu vou me trocar.— Lynn tirou a mochila cor de rosa das costas e tacou no chão ao lado da poltrona, e eu pude me lembrar o quão bagunceira ela era. 
 
O quarto de Lynn também estava diferente, tinha um ar mais puro e um enorme espelho junto a uma barra de dança colada na parede a direita.  
Na parede ao lado da cama algumas espadas douradas enfeitavam ainda mais o local que tinha um papel de parede com pequenas bailarinas na borda. O espaço perfeito para uma dançarina. 
 
— Não sabia que colecionava espadas.— Falei pegando uma delas. 
 
— Não é bem uma coleção, são apenas três. Eu as ganhei como prêmio numa apresentação de dança do ventre a um bom tempo atrás. — Lynn parecia envergonhada. 
 
— Dança... Do Ventre? Você é cheia de surpresas. Queria ter assistido esse espetáculo. 
 
Lynn revirou os olhos e abriu o guarda roupa mexendo por todas as gavetas. Assim que encontrou o que procurava entrou em uma pequena porta quase escondida que julguei ser o banheiro. 
 
Minutos depois Lynn estava de volta enquanto eu roubava algumas balas de chocolate do seu estoque particular na penteadeira. 
 
— Uau.— Ela estava irresistivelmente linda sorrindo como uma boba envergonhada. 
 
Os olhos verdes eram o único ponto descoberto do rosto, tons de vermelho cobriam seu corpo deixando parte do abdômen à mostra.  
A manta escarlate que cobria o seu corpo ficava a poucos centímetros do chão. 
 
Na penteadeira de Lynn um aparelho de som tão antigo quanto o dinossauro piscava com o toque da garota. Lynn se aproximou das gavetas selecionando um dos Cds que estava cheio de poeira, ela discretamente o soprou e colocou na base do som fazendo a música sussurrar pelo ambiente.  
     
— É música Indiana. É ótima para relaxar. — A mão de Lynn se pousou contra a minha me puxando para a poltrona e me empurrando para sentar. 
 
As bijuterias douradas faziam barulho enquanto Lynn caminhava para frente do espelho, logo movendo o corpo com o ritmo da canção. 
 
Os quadris eram ágeis e faziam um movimento a cada aceleração. 
Não sei se era a música ou o fato de Lynn estar extremamente atraente com aquela roupa, mas meu corpo não conseguia ficar ali sentado somente assistindo ao meu show particular. 
 
Levantei jogando no sofá o cachecol que Lynn havia enrolado em meu pescoço. 
 
— Você não deve tocar em uma Raqsa ou será punido. — Lynn falou com um timbre de voz calmo se virando de costas para mim. 
 
— Eu não sei o que é uma Raqsa, e eu não ligo. — Arranquei o véu de Lynn observando seus lábios semiabertos pelo espelho. 
 
Eu não devia tocá-la, eu tinha tantas preocupações e tantas descobertas que minha cabeça girava só de começar a imaginar a situação de Viktor.  
Mas eu queria isso, mas do que queria, eu precisava de Lynn junto ao meu corpo, precisava de um pouco de paz. 
 
Afastei seu cabelo para que a nuca ficasse descoberta, mordendo-a em seguida. 
Arranquei pequenas risadas de Lynn enquanto a pressionava contra meu quadril a abraçando por trás ainda a olhando pelo reflexo do espelho. 
 
Lynn deu um sorriso de canto de boca enquanto se virava para mim ficando na ponta dos pés para alcançar os meus lábios. 
 
Ela passava a língua gentilmente sobre a minha, como se não tivesse pressa.
Lynn tirou minha camiseta e eu tirei sua blusa, era um como um jogo para ver quem o fazia mais rápido. 
 
Agarrei os seios de Lynn mordiscando de leve enquanto fazia movimentos circulares com a língua. 
Lynn se livrou de mim desamarrando lentamente a saia que caiu como cascata sobre seus pés. Ela subiu na cama de casal enquanto não tirava os olhos do meu sexo. 
 
Segui Lynn até sua cama. Meu corpo já estava suando e eu desejava me livrar logo das últimas peças de roupa. 
 
Ela me tocou com suas mãos quentes abaixando minhas calças enquanto beijava o volume sobre minha cueca, abaixando-a lentamente. 
 
Lynn abriu um sorriso sexy ao me ver exposto ficando de joelhos enquanto beijava minha intimidade ereta e a sujando devagar me fazendo ficar na ponta dos pés. 

— Vire-se! — Ordenei. 
 
Ela me olhou confusa. 
 
— Agora! — Lynn obedeceu se virando ao mesmo tempo que eu apreciava sua traseira. 
 
Puxei Lynn para próximo de mim enquanto abaixava sua coluna a fazendo ficar de quatro. Toquei sua intimidade com movimentos rápidos e não demorou muito para que ela ficasse molhada e pronto para me receber. 
 
Apoiei apenas um dos joelhos na cama enquanto penetrava Lynn fazendo-a gemer alto. Eu não podia negar, adorava a visão que estava tendo de sua bunda e a forma como Lynn se movia em mim. 
 
Agarrei seu cabelo puxando-o para trás o gemido de Lynn foi mais intenso e prolongado e eu também acelerei meus movimentos.  
 
Soltei Lynn e a virei para mim, ela ofegava e me olhava com prazer, eu certamente não iria parar agora. 
 
Ela se deitou na cama e eu pude acariciar suas pernas, fazendo pequenos movimentos massageando sua coxa, beijei sua barriga e seus seios até chegar em sua boca. Lynn catou meus lábios mordendo-os enquanto agarrava minha intimidade. Suas pernas já estavam abertas e ela me guiava para caminho sem soltar o beijo. 
 
Era diferente da última vez, minhas energias pareciam nunca se esgotar e Lynn se entregava para mim sem nenhuma timidez.  
 
Penetrei Lynn novamente e suas pernas se cruzaram em torno do meu tronco e mais uma vez continuamos a nos movimentar em meio a beijos quentes. 
 
Senti Lynn puxar forte o meu cabelo enquanto eu me retirava de dentro dela gozando sobre sua barriga. 
 
— Olha só você, me sujou inteira. — Ela disse me dando espaço para deitar ao seu lado. 
 
— No final você quem foi punida. Raqsa.— Disse enquanto acariciava seu rosto. 
 
— Preciso de um banho, não saia daqui.— Ela piscou e saiu do meu campo e visão. 
 
Suspirei fechando os olhos, eu nunca estive tão relaxa nos últimos tempos, estar com Lynn era suficiente para mim. 
 
 

Levantei me esticando e caminhando pelo quarto, ainda tinha muita coisa que eu não havia notado, como o pequeno mural de fotos. Kentin e Viktor estavam na maioria, como uma prova da amizade deles. Havia até uma foto minha que eu não sabia onde diabos ela tinha conseguido. 
 
Lynn voltou e toalha enquanto passava as mãos nos cabelos molhados. 
 
— Está pronta para o segundo round?— Falei com um sorriso sacana que arrancou gargalhadas de Lynn 
 
— Não podemos ficar aqui o dia todo. Logo minha tia vai chegar.— Lynn vestiu um vestido de algodão branco e rodado.— Vista-se também. 
 
— Por que? Acho que vou embora assim. Ou melhor não, eu seria preso por ser tão irresistível. 
 
Lynn pegou minha calça sem conter a gargalhada as tacando em mim. 
 
[...] 
 
Desci as escadas agarrado a Lynn e não paramos de nos beijar até chegar na porta.O fato de ter que ir para casa e ter que ver o meu pai era doloroso demais, eu queria ficar com ela. 
 
— Che-ga-mos!— Disse a Tia coloria de Lynn abrindo a porta de supetão. A cara surpresa veio logo depois, ela parecia assustada em me ver. (E quem não estaria). 
 
Lynn correu para ficar em minha frente assim que viu o homem de cabelos castanhos também adentrar a casa. Ele tinha óculos estreitos como professores de meia idade, mas tinha a aparência jovem. 
 
— Oh, Tia, Pai vocês chegaram cedo.—  Peraí, pai? É, era definitivamente uma péssima hora para estar aqui. 
 
— São seis e meia, assim como diz o recado.— Ele me olhou da ponta dos pés até pousar em meus cabelos.— Suponho que tenha chegado a um bom tempo, seus cabelos estão molhados.— Disse se referindo a Lynn. 
 
Lynn estremeceu, seu pai era um homem inteligente e observador, os cabelos eram encaracolados e o porte físico magro. Ele passou por mim como se me ignorasse.  
 
— Quem é seu amigo querida?— A voz doce era parecida com a voz de Lynn, mas não pertencia a ela. A mulher de cabelos cor de rosa como a tia tinha um corte bem mais discreto na altura do ombro. 
 
— É o Castiel, ele é meu namorado.— Lynn segurou minha mão. 
 
Escutei o som de algumas panelas caindo na cozinha. 
 
— Você pode ficar para o jantar? Adoraria conhecê-lo melhor.— Disse a mãe de Lynn correndo para o cozinha acudindo o marido. 
 
— Acontece que o Castiel não é vegetariano mãe, e ele tem bastante coisa pra fazer em casa.— Lynn disse. 
 
— Sim, bastante coisa.— Falei dando ênfase na mentira. 
 
— Oh, já está quase tudo pronto. Fique por favor, eu insisto, e a proposito, eu me chamo Lucia, e esse é o Phillipe.— Olhei para cara de Phillipe e me senti em um campo minado. 
 
Lucia me arrastou pelo braço e me fez sentar na mesa de jantar. 
 
— Devo me preocupar?— Sussurrei para Lynn. 
 
— Sim.— Ela respondeu enquanto Phillipe se sentou em frente a mim. 
 
— Lynn querida, tire o frango do forno enquanto nós arrumamos os talheres!— A mãe alegremente falou, ela parecia ter uma energia boa assim como a tia. 
 
— Então senhor Castiel Laffayette. Você estuda com a Lynn?— A voz e Phillipe era firme. 
 
Lynn não havia dito meu sobrenome, mas ele o conhecia. Desejei que não fosse da pior maneira possível. 
 
— Sim.— Respondi seco observando as pernas de Lynn no lindo vestido branco. 
 
Ela rodopiou antes de se abaixar para checar o forno e eu me inclinei na cadeira para vê-la melhor. Sua bunda estava quase amostra, era mesmo uma descuidada. 
 
—Ai.— Senti o chute forte na canela. 
 
— Não acho adequado que observe o traseiro de alguém quando o pai dela está na sua frente.— Esse cara tá falando sério? Ele realmente está me afrontando. 
 
— O jantar está na mesa.— A tia colocou os pratos e os talheres, junto a comida e outros acompanhamentos. 
 
— Não se importa de comer cedo não é Castiel? É um costume que pegamos no Canadá, espero que não se importe.— A mãe de Lynn era mesmo gentil diferente da figura sentada à minha frente. 
 
O jantar era estranho para mim, a quantidade de legumes e coisas verdes era surpreendente a única coisa que eu conhecia era um purê de batatas e alguns tomates. 
 
A campainha tocou algumas vezes antes de nos servirmos e todos se entreolharam tentando adivinhar quem estaria ali a essa hora. Até a Tia ter a boa vontade de se levantar e abrir a porta. 
 
— Castiel, sei que está aqui!— Era a voz de meu pai do outro lado da porta;  
 
Tremi como se escutasse uma assombração me chamando para entrar na luz. 
 
A tia de Lynn o guiou até a cozinha e eu tentei encarar o frango assado na mesa enquanto meu pai se desculpou formalmente por atrapalhar o jantar de todos. 
 
— Castiel. Não pode ficar tanto tempo fora de casa… Você sabe.— Ele tentou não dizer nada ruim mas Phillipe sorriu como se esperasse por essa brecha.  
 
— Ow, bobagem, ele está entre familia. Sente-se. Vocês podem ir depois do jantar, ainda tem um lugar na mesa.— A mãe de Lynn tinha um sorriso encantador, era difícil dizer não a ela. 
 
Olhei brevemente meu pai e desejei não ter o feito, seus olhos me diziam que eu escutaria um longo sermão por algumas horas naquela noite. 
 
Jean Louis se rendeu e sentou-se na ponta da mesa, próximo a mim e o pai de Lynn. Uma perfeita sinuca. 
 
Eu estava emburrado e creio que todos ali perceberam pois Lynn não tirava os olhos de mim, com aquela velha carinha de preocupação. 
Fui servido por Lucia, por coisas que não pareciam nada apetitosas.  
 
— Você disse que seu filho não pode ficar muito tempo fora de casa… Por acaso ele ainda está em observação?— Touché! Meu pai foi golpeado com sucesso. 
 
— Observação?— Lucia perguntou, e pude ver a tia de Lynn escorregar lentamente sobre a cadeira querendo desaparecer ao máximo da conversa. 
 
— Você tem mesmo uma péssima memória querida. Deixe eu apresentar o nosso convidado devidamente.— Phillipe segurou o garfo com força nas mãos. 
 
— Pai!— Lynn o olhou furiosa. 
 
— Esse é Castiel Laffayette, dos noticiários! O garoto que matou o melhor amigo da sua filha.— Vocês já foram no enterro de alguém que morreu de vergonha? Eu já, e foi o meu. 
 
A tia de Lynn fechou os olhos brevemente mentalizando uma maneira de escapar dali, aposto que tudo que ela queria era um jantar calmo com pouca conversa. Já Lucia me olhou com os olhos arregalados deixando cair a colher de purê que levava em direção ao seu próprio prato. 
 
— Você é inacreditável isso não são assuntos para se comentar em uma mesa de jantar!— Lynn estava alterada e meu pai olhava Phillipe com um certo ar de desdém. 
 
Catei uma das inúmeras coisas que estavam no meu prato que eu poderia categorizar como o mais colorido da minha vida. Mastiguei como se minha vida dependesse daquilo. 
O gosto era horrível, não pude evitar a careta. 
 
— O que foi? A comida da minha mulher não te agrada?— O pai de Lynn queria me atacar de todos os lados possiveis um jogador nato. 
 
— É palmito amargo, isso é horrível não coma! Eu também o odeio o gosto.— Lynn afrontou o pai que apertava os talheres cada vez mais forte. 
 
— O que você faz da vida Castiel? Que faculdades pretende cursar?— Ele não me olhou. 
 
— Eu ainda não tinha pensado sobre isso.— Disse vendo meu pai passar a mãos nos cabelos em preocupação.  
 
Saber que eu sou um projeto de vagabundo: Ok 
Deixar que outras pessoas saibam que seu filho é um projeto de vagabundo: Não.  
 
— Lynn vai para a faculdade de Dança, é em outro país. Bem longe.— Ele deu ênfase no longe. 
 
Olhei para Lynn que tinha os olhos fechados e parecia meditar para não cometer um crime de ódio. 
Eu não havia parado para pensar, era ano de vestibular e eu sequer sabia se queria cursar uma faculdade enquanto Lynn ja tinha planos para sair do país.  
 
— Tem que ter algo que você goste, já fez um teste vocacional?— Phillippe parecia feliz comendo seus aspargos. 
 
— Ele será piloto de avião, vou conseguir treinamento na empresa onde trabalho.— Meu pai disse tentando livrar a minha cara, o que não adiantou. 
 
— Eu não quero ser piloto, não gosto de altura.— Se minha cova ainda não estava pronta, porque não cavar um pouco mais? 
 
— Castiel toca guitarra muito bem. Ele tem uma banda com um amigo.— Lynn falou pausadamente percebendo que a ideia não foi muito boa. 
 
— O jantar estava ótimo.— Falou o pai de Lynn encerrando o assunto com um olhar orgulhoso provando que eu era um completo inútil na mesa. 
 
— Acho melhor nós irmos. Já está ficando tarde.— Mentiu meu pai levantando rumo a saia enquanto folgava alguns botões da camiseta. Ele nem havia tocado na comida. 
 
Segui meu pai. O quão antes saísse da casa de Lynn melhor, e o sorriso de Phillipe era suficiente para saber que ele havia adorado a decisão. E o mais interessante é que ninguém insistiu pra gente ficar. 
 
Descemos os pequenos degraus da entrada da grande casa, acompanhados pela família de Lynn. 
 
— Obrigado pelo jantar.— Meu pai disse enquanto eu fitava o chão já preparado para escutar um monte. 
 
— Não tem de que.— O pai de Lynn estava de braços cruzados encostado na porta. 
 
— Castiel!— Lynn chamou, me acordando dos devaneios. Ela se esticou para alcançar meus lábios e sussurrar no meu ouvido.— Vai ficar tudo bem. 
 
Phillipe puxou Lynn pelo braço fazendo-a subir as escadas a força. 
 
[…] 
 
— Seu hobby preferido é me envergonhar.— Meu pai disse jogando as chaves do carro sobre a mesa.— Nunca mais saia sem permissão. Os policias vão encher o saco. 
 
— Que seja.— Falei seguindo caminho enquanto ele puxava forte meu braço. 
 
— Preciso ir numa viagem de negócios amanhã. É dia de visita, vá ver a sua mãe, eu não sei quando eu vou voltar.— Soltei meu braço de seu aperto e continuei até meu quarto. Me trancando nele. 
 
Deitei na cama, esbarrando em Dragon que se aninhou desengonçado no travesseiro. 
 
— Quantos espelhos acho que eu já quebrei? Ou quantas correntes do facebook eu deixei de compartilhar?— Dragon apenas bocejou e voltou a dormir.— Não é possível que essa onda de azar não acabe nunca. 
 
Parando pra pensar, onde Viktor está se escondendo? E por que não entregou o pen drive ele mesmo a polícia. 
 
— A pessoa que estava com Debrah no restaurante é importante.— Foi a última instrução que ele me deu. 
 
Levantei e abri o guarda roupa, pegando um casaco quente que tinha um capuz para enfrentar a noite. Segurei o focinho de Dragon: 
 
— Me dê cobertura. Preciso fazer algo importante. 
 
Abri a janela do quarto cuidadosamente sem fazer nenhum rangido. Observando a rua deserta e sem vestígios de qualquer policial. 
Era agora ou nunca.  
Desci e corri até o arbusto mais próximo, vendo que aquilo tudo foi inútil e provavelmente apenas uma forte ação do meu cérebro que queria imitar os filmes de suspense. 
 
Estava vazia demais para ser sincero, acelerei o quanto pude e fiz uma longa caminhada enquanto mantia o rosto coberto chegando ao Casarão de Debrah. 
 
Respirei fundo, isso parecia uma missão suicida. Estava pronto para tocar a campainha quando a porta de abriu sozinha para mim


Notas Finais


Raqsa: Bailarina.

Teve um Hot, sim senhores, confesso que não sou boa nisso mas essa é a música de inspiração e eu amo essas músicas Indianas:

https://www.youtube.com/watch?v=aINpZDfd8Pg

E essa é uma amostra da dança pra quem tiver interesse: https://www.youtube.com/watch?v=ZApMxLmpIhQ

E ai bonitos? Me contem suas teorias. Quem é que abriu a porta da casa da Debrah?
a) Debrah
b) Ashton (vulgo segurança careca)
c) Viktor (que?)
d) Silvio Santos

O Enigma do Bilhete de Viktor também é para vocês e a pessoa que desvendar primeiro vai ganhar um beijo na teta esquerda.
Como sou uma boa moça vou deixar a primeira palavra desvendada que é: CONFIE. Agora é com vocês.

"XLMURV ZKVMZH ML OVRGLI WL GVHGZNVMGL."

Agora fala pra mim, quem aqui quer matar o Leigh? E quem desconfiava que ele tinha ligação com a Debrah? E que eram casados? eheuheue Antes que alguém pergunte: Sim Debrah precisou da assinatura da mãe para casar já que é menor de idade.

Um beijo e um Queijo, nos vemos nos comentários.


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