História Vem pro Meu Mundo! - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Piece
Tags Zorobin
Visualizações 211
Palavras 1.981
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Andar é difícil!


Fanfic / Fanfiction Vem pro Meu Mundo! - Capítulo 3 - Andar é difícil!

Casa do Zoro - Zoro POV'S ON

Quando Robin acordou do desmaio, ficou assustada. Estava deitada na minha cama, e olhava tudo com desespero. 

Eu entendia, afinal, não era sua casa e ela provavelmente, está com perda de memória, não deve se lembrar nem de como andar (porque isso ela não sabe mesmo). 

- Hey, tudo bem, você só desmaiou. -mantive a calma, teria de ser muito paciente com ela. Levei outro susto;

Robin também não sabe sentar direito. Ela não aprendeu a sustentar o peso do corpo. Quando ela me encarou, teve dificuldade em se ajeitar na cama, caiu para um lado e depois, para o outro ao tentar sentar de forma ereta. - Ah, você é um bebê em forma de adulto por acaso?! -bufei confuso, eu juro que não consigo entender as mulheres, ainda mais esta mulher! 

Minhas irmãs estavam na cozinha, preparando o almoço, então eu apenas me comprometi a levar a Robin até a sala quando acordasse. Ah sim, enquanto ela estava desmaiada, as gêmeas fizeram o favor de lhe banhar e trocar suas roupas. 

Robin estava agora com um vestido marrom bem largo lhe cobrindo o corpo, seus cabelos são lisos de forma que caem em seu rosto, são volumosos e muito brilhantes. Ainda não acredito que tenham dois metros de comprimento... 

- Zoro... -ela disse com sua voz tímida e doce, fazendo uma careta fofa. 

Droga, não faça essa cara pra mim! 

- V-você precisa comer... -corei de leve- venha... -puxei as cobertas pra longe e a fiz me dar suas mãos, queria fazê-la ficar em pé.

Robin estava assustada, suas pernas tremiam tanto quanto as de um quadrupede recém-nascido. Ela resmungava preocupada. - Tudo bem, não vou te soltar. 

Só depois de vê-la em pé é que pude admitir minha insignificância perante a existência dela: que mulher alta! Eu devo ser uns dez centímetros mais baixo, então, suponho que ela tenha por volta de 1,90 cm. 

Senti o constrangimento na cara quando seu corpo ficou tão perto do meu. O vestido era largo, mas largo o suficiente para mostrar parte de suas curvas quando ela se mexia. Seus seios são enormes! As mangas da roupa caíam por seus ombros e suas pernas grossas continuavam a tremer incessantemente. Engoli seco e me acalmei. - Olha só, você precisa aprender a andar, então, apenas tente me seguir, ok? 

Robin não me entendeu, obviamente, mas quando puxei seu braço devagar em minha direção, ela deu um passo pequeno, no passo seguinte, caiu. - Ah, tudo bem, não acho que seja boa ideia te fazer andar agora, você não comeu nada. -suspirei- Sua pressão deve estar lá embaixo. 

*

*

*

- Whoah... -fiquei admirado com tanta comida na mesa, era mesmo O almoço! - Quando foi que fizeram tudo isso? 

- Tsc, não duvide das mulheres, irmãozinho! -as gêmeas sorriram orgulhosas de seu trabalho- Bom, será que ela sabe o que é comida? -olharam Robin sentada à mesa, tentando ficar equilibrada num puff que coloquei ao lado da cadeira da ponta. Como ela não sabe sentar direito, seria um sacrifício mante-la sentada na cadeira (ela provavelmente iria escorregar o tempo todo). Até o momento, Robin se interava com um Panda de pelúcia que tirei do meu quarto. 

- Eu não sei, mas acho que ela não sabe comer sozinha. É como se ela tivesse acabado de nascer; não sabe andar, nem ao menos, ficar sentada sem ajuda. 

- Pois é, olha pra ela agora. -Tashigi admirou-a com atenção- Robin está interagindo de forma tão infantil com o panda que nem parece ser uma adulta. É como se... 

- Alguém tivesse abandonado-a em qualquer lugar e por isso, ela não sabe nada sobre o mundo... -Kuina arfou- isso é triste... 

- Só o que podemos fazer agora é alimenta-la, não quero ver a Robin desmaiando de novo. -fiz as gêmeas se apressarem para sentar, até eu estava com fome. 

Assim que nos sentamos, Robin encarou a mesa de jeito curioso, seu olhar era o mais delicado e engraçado possível. - Robin, isso é comida. 

- Robin... -ela repetiu timidamente, colocando a pelúcia no chão. 

- Olha só, ela aprendeu o próprio nome. -Kuina riu de canto- agora só falta aprender a falar direitinho. 

Peguei uma tigela com arroz e lhe mostrei, sua cabeça tombou para o lado. 

- Isso se chama arroz. -com os hashis, comi uma goma dele, fazendo-a se assustar em surpresa- é, arroz a gente come. 

- Zoro... 

- Ah, vai demorar até você entender tudo... -bufei vencido- ok, faça isso... -abri minha boca e a esperei imitar o gesto, o resultado disso foi mais arroz na minha boca, quase engasguei. 

- Hey, hey, com calma! -Kuina riu da situação enquanto eu tossia- Desse jeito ela não vai mesmo entender! 

- Robin -Tashigi saíra de seu lugar, com a tigela de arroz em sua mão e os hashis na outra, sorriu delicada- Ahhhhh... -abriu a boca e pegara uma goma de arroz. - Ahhhhhh...

- Ah? -assim que ela imitara minha irmã, recebeu a goma de arroz na boca, levou um tempo mastigando, mas engoliu e ficou encarando o arroz como se ele fosse um Deus. 

- Ahhh... -Tashigi  fez de novo, repetindo o processo várias vezes com toda calma do mundo, até o arroz acabar. 

Fez a Robin comer folhas verdes e até peixe, mas ao ver o animal todo grelhado, fez uma careta engraçada. 

- Bau! 

- Hein? 

- Bau! 

- "Bau"? O que é isso? -nos encaramos confusos e ela repetia a palavra várias vezes- 

- Bau! 

- Ela está falando alguma coisa? -olhei Tashigi ainda concentrada no que fazia. 

- Eu não sei, pode ser o nome de qualquer coisa. -A camiseta branca e o short rosa dela quase sofreram um acidente assim que Robin engasgou. - Ops, esqueci de espera-la terminar de engolir. 

- Vai mata-la antes mesmo de ajudar! 

- Relaxa e goza, irmãozinho, eu sou ótima com crianças! Bem diferente de você! 

- Tsc... -rangi os dentes enquanto a via cuidar da estranha mulher que veio de uma árvore. 

*

*

*

*

Depois de comermos, as gêmeas ficaram dando atenção pra Robin enquanto eu lavava a louça (o mínimo de obrigação já que elas fizeram a comida), fiquei pensando que tipo de ajuda a mais eu posso oferecer para esta mulher. Eu não sei quem ela é e nem por que ela está aqui, mas sei que ela não me entende e precisa muito aprender a se comunicar. 

Assim que terminei de lavar a louça, sequei as mãos e caminhei até a sala; uma bagunça de brinquedos apareceu do nada.

- Zoro, venha cá! -Kuina me chamou num sorriso- Eu encontrei esse tapete do alfabeto romano, acho que ele ajudará em muito na questão de conversa com ela. 

- Como? 

- Vamos ensina-la desde o início. 

- Tá falando sério? -bufei em tédio. Ela só pode estar me gozando! 

- Eu sempre falo sério. -acho que ofendi minha irmã. 

- Zoro... -ouvimos Robin dizer enquanto encarava o Panda, em cima do sofá. Ela engatinhou de mal jeito e pegara a pelúcia grande, esfregando seu rosto nele- Zoro... 

- Uh... Ela te acha fofinho, que nem o Panda... -Tashigi disse maliciosa e eu lhe dei um tapa na cabeça- Ai, isso dói! 

- Babaca! -falei bravo- Isso não é hora de fazer piada! 

- Zoro... -Robin disse agora fazendo uma careta triste, engatinhou até Tashigi e lhe puxou para perto, acariciando sua cabeça enquanto lhe abraçava. Prestei atenção naquela cena da mesma forma que Kuina. 

- Ela... reagiu ao tapa que você deu? 

- Ela está imitando o mesmo gesto que a Tashigi fizera antes do almoço... -pensei mais surpreso que nunca- então a Robin consegue memorizar as reações dos outros com mais facilidade que as palavras?

- Bom, eu acho que isso é natural até para uma criança, Zoro. 

- Então significa... -a própria Tashigi interveio- que a Robin entende esse gesto do abraço como forma de consolo, nós podemos ensina-la melhor com os gestos que fazemos, depois, podemos ensina-la com palavras. 

- Certo, mas... como faremos? 

- Bom... -ficamos a pensar, Robin ainda acariciava a cabeça de Tashigi. 

- É claro! -Kuina gritou eufórica, seu sorriso foi de ponta à ponta do rosto, me deixando meio assustado- Desenhos! Existe coisa mais fácil para uma criança entender do que desenhos?! Vamos fazê-la assistir desenhos! 

- Hey, hey, não podemos deixa-la assistir qualquer coisa! -adverti- Se for para ensina-la sobre o mundo, temos que colocar desenhos feitos pra bebês de um ano ou dois. 

- Isso mesmo! Eu até pensei em algo um pouco mais adulto pra ela, tipo... Desenhos da TV a cabo. 

- Ainda assim eles precisarão ser controlados. 

- É o de menos, você tem o resto das férias para ensina-la. 

- Como é?! 

- Que foi? Robin é responsabilidade sua, foi você quem se meteu a ajuda-la, então faça isso direito! 

- Sua... -fiquei mais bravo que o possível, por mais que eu odeie admitir, Kuina tem razão. Já que estou ajudando a Robin, preciso fazer da forma correta. 

Mas eu não sei quase nada sobre crianças! Tashigi desfez-se do abraço com Robin e lhe puxara para cima, logo ela fez careta de choro. - Ela não sabe andar, já não disse? 

- Eu sei, por isso mesmo é que primeiro, devemos ensina-la a ficar de pé. 

Robin tremia as pernas de novo, resmungava como se realmente fosse chorar, minha irmã apenas sorriu e lhe abraçou de novo, mas mantendo-a em pé. - Bem, bem... se você chorar vai ser pior, então, não precisa se preocupar... 

- Zoro... 

- Eu não sou o Zoro, mas acho que por enquanto não vou me importar com isso. 

*

*

*

*

Acho que nunca tive tanto trabalho com um adulto em um dia quanto tenho em seis meses com 40 crianças! Já estava tarde e minhas irmãs precisavam voltar pra casa delas. Mas antes disso, fizeram o favor de deixarem algumas de suas roupas para Robin usar, já que por enquanto, ela está sem nenhuma. 

Não fizemos muito progresso no quesito "andar", então, ainda estou carregando-a de um lado para outro da casa; tive que leva-la até o banheiro... 

- Robin, nós vamos te ensinar a tomar banho! -Kuina sorriu doce, vendo-a tombar a cabeça pro lado- o problema é que seu cabelo é muito grande, não sei como iremos lava-lo... 

- Se dividi-lo em partes menores, será mais fácil, não acha? -indaguei também no banheiro, havia dois metros de cabelo enrolados ao lado da dona, sentada no mesário de pedra de granito. 

- Mesmo assim é muito grande, duas pessoas não dão conta de lava-lo. 

- Ok, eu ajudo. -revirei os olhos- Bom, e como faremos isso? 

- Ane-ue divide o cabelo dela enquanto preparamos a água da banheira, depois lavamos o cabelo da Robin e aí o resto é mais fácil. 

- Certo, eu tenho que esperar lá fora? 

- Claro que não! Você precisa carrega-la até o chuveiro, né idiota?! 

- Tsc, tanto faz... 

- Zoro... -Robin disse e para nossa surpresa, agora me reconhecia por tal nome; estava puxando minha camiseta com timidez, olhou para cima com vergonha. - Zoro... 

- Robin... -não soube reagir a isso, ela estava fazendo uma cara fofa de novo. 

- Hm... -suas pernas se contorceram fortemente. Ficamos confusos. - Zoro... 

- O que foi? Você está passando mal? 

- Ah... 

- Que foi, Robin? 

- O que ela tem? -Tashigi tentava entender o motivo dela estar se contorcendo tanto, principalmente nas pernas. 

- Ah... -ela começou a fazer uma cara muito estranha e logo o mesário molhou... 

- Ela... ela está... 

- EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEHHH?! 

Robin está sem memória, então é óbvio que ela não vai ter controle da própria bexiga... Não preciso dizer que será um trabalho do cão ensina-la a usar o banheiro, não é?

 



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