História VENDETTA! VENDETTA! (Uma história sobre amor e vingança) - Capítulo 6


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Categorias David Cook, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, Os Vingadores (The Avengers), S.H.I.E.L.D., Wolverine, X-Men
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, David Cook, James "Logan" Howlett (Wolverine), Personagens Originais, Peter Parker, Steve Rogers
Tags Ester, Irmãos, Mutante, Vendetta
Exibições 23
Palavras 978
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Paredes Crumbin e buracos vazios dentro de seus olhos
Essas molduras que rasgam
Longe de dizer adeus
Mas ainda há vislumbres do jeito que costumava ser
Eu estou tentando vê-lo através destas janelas qubradas
Procurando tão perto
Pedaços quebrados
Eu não posso ver através destas janelas qubradas
Poderíamos deixar ir
Mas eu não vou desistir
Se você não vai desistir

(Broken Windows - David Cook)

Capítulo 6 - Seu Amigo de Sempre



A chuva caía forte enquanto Ester olhava a água escorrer pela janela de vidro, quando a campainha tocou alto pela casa. Estranhamente se sentiu feliz, apesar de não estar esperando ninguém.
     Foi até a porta e a abriu, sem nem parar para olhar pelo olho mágico. Abriu a boca em estado de choque ao vê-lo. Estava lindo, limpo, parecia reluzente sob a luz fraca da tarde chuvosa, estava molhado da chuva mas o cabelo não tinha um fio fora do lugar.
     - David? - disse Ester, assustada, surpresa e imensamente feliz. Abriu o maior sorriso que tinha e jogou os braços em volta do pescoço do irmão. - Senti tanto a sua falta. Tanta falta. Onde você estava? O que aconteceu com você? - sentia o calor de David, o cheiro dele de sempre de menta, perfume amadeirado e roupa limpa misturado com o cheiro de chuva.
     Lentamente, sentiu o calor se esvair do corpo dele. De olhos fechados Ester sentiu o David ficar gelado, imóvel, o cheiro que ela mais amava não estava mais alí, não tinha mais cheiro, nem calor, nem vida.
     Ao abrir os olhos, Ester se viu novamente no estacionamento abandonado, com os braços enlaçados em volta do corpo morto do irmão, sentindo frio até os ossos e um aperto enorme no peito. O horror a cercava por todos os lados, a cada vez que piscava os olhos todas as lembras mais horríveis a atormentavam.
     Apavorada, gritando e chorando, coberda de suor, Ester despertou do pesadelo. Atordoada, correu pelo quarto escuro até a janela do quarto, que era do irmão, esperando que o ar frio refrescasse seu corpo e os pensamentos.
     - Não vou aguentar. - falou, como uma oração, como se estivesse falando diretamente com o irmão. Chorando. - Eu não vou conseguir sem você. E se esse pesadelo continuar? Não fui mais trabalhar, não voltei pra universidade depois de tudo o que aconteceu, nem fui ao Java Jones na quarta-feira, como a gente fazia toda semana. Só fico o dia interiro afiando facas, treinando e tentando, feito doida, encontrar esses malditos e matá-los. Não consigo mais parar. Não consigo mais viver.

     O dia amanhece, e Ester não conseguiu dormir. Passou as últimas três horas conhecendo os hábitos e a vida de seu primeiro alvo.
     - Marcus Macnov: - disse Scott - magnata russo. Mora em Nova York desde 1996. Casado com a ex-modelo Sylvia Moore-Macnov com quem teve dois filhos: Gabriel, de 16 anos e Tiago, de 12. Vai para a igreja, todo o domingo, às 20h; vai para o escritório, todo o resto da semana, por volta das 8h da manhã; e todas quintas ele vai à uma casa de show, da qual é sócio, em Manhattan. Às 23h.
     - Parece até um homem certinho. - falou ela en tom de deboche. - Pena que ele vai abandonar a esposa e os filhos amanhã mesmo.
     - A senhorita deveria reconsiderar. O homem tem dois filhos jovens, que sofrerão com a morte do pai.
     - Não ligo. Não me importo se eles sofrerem. Eu sofri e ninguém ligou, então, eu também não ligo mais. Danem-se as famílias desses desgraçados. A morte deles será para satisfazer a MIM, não aos outros.

     O dia se passou, a manhã seguinte chegou, e o pesadelo não se repetiu. Na verdade, Ester mal dormiu aquela noite. Tinha passado o dia inteiro estudando sua primeira vítima até achar a melhor forma de matá-lo sem que ninguém a visse. A melhor forma de abordá-lo quando estivesse sozinho.
     A noite tinha sido dedicada à série Jogos Vorazes, assistindo à sequência dos quatros filmes sobre a vida de Katniss Everdeen,  o símbolo da revolução, o mokingjay.  Até, finalmente, adormecer, contudo, acordando várias vezes durante a noite.
     Depois de um banho quente e demorado, Ester, vestindo um jeans escuro, tênis e uma camiseta branca por baixo de uns três casacos, saiu para dar uma volta na cidade, sentindo o ar cheio de fumaça de carburador, nas ruas da Nova York que conheceu quando era criança, na ilha de Manhattan por onde passeava, fugindo como uma boba, do irmão há dois anos. Caminhava pelo Central Park quando um maluco, Duende Verde, começou a bombardear a rua, abrindo uma cretera no asfalto da rua. Ester, como todas as outras pessoas alí, corria para o lado contrário quando foi derrubada e, em seguida, pisoteada por várias pessoas. Quando olhou para trás e viu que não daria tempo de levantar e correr antes que a criatura a alcançasse, virou o rosto e, repentinamente, sentiu-se sendo puxada pela cintura no mesmo inetante em que uma das bombas do Duende Verde atingia o chão onde estava. Ainda de olhos fechados, sentiu o vento no rosto e a pressão dos braços em volta do seu corpo; abriu os olhos e o viu, a máscara vermelha tão próxima do próprio rosto; enlaçou os braços em volta do pescoço do aranha para não cair enquanto ele a levava, pelas teias, a um lugar seguro. Ao parar no terraço de um prédio residencial, Ester viu, por cima do ombro dele, a destruição da rua principal no Central Park, até que o estranho mascarado olhou para ela.
     - Tudo bem? Está machucada?
     - N... Não. - respondeu ela. - Estou bem. Tudo bem! Pode ir... salvar o resto da cidade. - completou, com um meio sorriso tímido.
     - Certo. - falou o aracnídeo - Se estiver em perigo, é só gritar. - completou, acenando para ela - Boa sorte, e um abraço do seu amigo de sempre. - e pulou do prédio, indo embora.
     Parecia que tudo tinha acontecido há séculos.
     A tarde passou rápido enquanto andava pela cidade. Via as crianças fazendo bonecos de neve na frente das casas. Casais em cafeterias, felizes, apaixonados. O próprio reflexo destruído nas vitrines das lojas.
     A noite enfim chegou; 23h; era a hora de começar.


Notas Finais


Espero que gostem. Beijos! :*


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