História Ventos De Um Inverno Paralelo - Capítulo 77


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Brandon "Bran" Stark, Cersei Lannister, Daenerys Targaryen, Davos Seaworth, Euron Greyjoy, Jon Snow, Petyr Baelish, Sansa Stark, Theon Greyjoy, Tyrion Lannister, Yara Greyjoy
Tags Bran Stark, Cersei Lannister, Daenarys Targeryan, Drogon, Euron Greyjoy, Game Of Thrones, Grey Worm, Jon Snow, Jonerys, Missandei, Peter Baelish, Rhaegal, Sansa Stark, Sir Davos, Theon Greyjoy, Theonsa, Tormund, Tyrion Lannister, Viserion, Yara Greyjoy
Exibições 110
Palavras 884
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 77 - Sansa em Atalaialeste do Mar


Diferentemente do prometido durante o resgate, Benjen leva Sansa para Atalaialeste do Mar e não para Castelo Negro. Homens da patrulha transformados em criaturas podem ser vistos vagando pela área externa do forte. No interior do castelo, Sansa se depara com alguns  Caminhantes Brancos. O terror intenso que eles lhe causam não permite que ela mantenha o olhar sobre eles por muito tempo e ela não percebe em que momento eles simplesmente desaparecem. O tio a leva até um quarto grande e bem arrumado, depois de fechar a porta caminha até ela e segura delicadamente pelas mãos.

- Precisa ser forte enquanto eu não estiver aqui, Sansa. Eles não vão tocar em você. Estará a salvo, acredite em mim. – as mãos geladas dele contrasta com o tom de voz acolhedor que ele usa para falar com ela e aquilo a deixa ainda mais tensa.

- Por que deveria, tio? Mentiu para mim! Disse que me levaria até Bran e vai me deixar aqui sozinha com esses monstros!

- Não podia dizer a verdade na frente de Euron Greyjoy, Sansa. Ele perigoso...

- Fez um acordo com ele! Por que o deixou sair de lá vivo se sabe que ele é perigoso?

- Ele está de posse de coisas que não podem cair em mãos tão erradas.

- Nas mãos de quem deveriam estar essas coisas? Nas suas, geladas desse jeito? Dos seus amigos mais gelados ainda?

- É gente como Euron que torna esse mundo frio, Sansa...

- Não, tio! – ela corta ríspida se livrando das mãos dele  - Euron é um sujeito deplorável, mas aquilo – ela aponta para a porta – não tem nada a ver com ele. Você tem! Passou para o lado deles! Por que?!

- Sou um homem morto. O lado deles é o meu lado agora,  – ele responde resignado - mas não acho que todos tenham que morrer. Precisam negociar, Sansa. É por isso que está aqui. Precisa confiar em mim, confiar em Jon... Ele vai saber o que fazer quando a hora chegar. E você vai ajudá-lo a tomar a decisão certa.

- Qual é a decisão certa? O que eles querem da gente, tio?

- Eles querem o que todos querem.

- Diga logo o que é. Se espera que eu o ajude precisa ao menos me explicar. Nem todo mundo quer a mesma coisa. Isso é muito vago.

- Não deveria ser. - ele se aproxima dela e a encara com preocupação e por alguns instantes ela o acha muito parecido com o pai - Não deveria ser para você. – depois de uma breve pausa, ele puxa um pequeno punhal do cinto – Fique com isso. É vidro de dragão. Serve para...

- Sei muito bem para que serve! – ela pega rapidamente o punhal da mão dele

-  Não vai precisar usar, mas quero que fique com ele para que se lembre que não importa o que aconteça, tem uma família, pessoas que te amam e querem te proteger.

Assim que ele sai ela corre para a porta e a tranca, depois vai até a lareira e risca angustiada a pederneira que parece teimar em não acender. Quando finalmente consegue, ela se senta próxima ao fogo e segurando com força o punhal de vidro de dragão faz algo que havia perdido o gosto de fazer depois de passar tempo demais com Ramsay Bolton: reza.

(...)

Há dias no forte sem ouvir uma voz humana, Sansa evita ao máximo sair do quarto e sempre que o faz vai armada com o punhal de vidro de dragão e uma lamparina acesa. Sente a presença das criaturas, eventualmente ouve o ruido horrível que produzem para se comunicarem entre eles, mas raramente às vê. Está certa que o medo e o silêncio a enlouquecerão mais cedo ou mais tarde, mas tenta se manter lúcida da maneira que pode. Durante o dia procura se lembrar com detalhes de conversas agradáveis que travou no passado com pessoas que gosta. À noite, no entanto, muitas vezes prefere se lembrar das que a fizeram sentir medo ou repulsa na esperança de que os fantasmas do passado ajudem a anular um pouco o desespero real que sente quando a escuridão torna o abandono ainda mais evidente e insuportável.

Naquela noite, porém, um outro medo a impede de pegar no sono: uma grande tempestade. Da janela do seu aposento consegue ver o mar revoltoso cuspir ondas fortíssimas que avançam contra os muros do forte a beira mar. Raios e trovões completam o cenário de horror. Ela ouve uma movimentação pelos corredores e depois de um tempo toma coragem para abrir uma fresta da porta. É surpreendida por um caminhante branco andando na direção do seu quarto, ela fecha imediatamente a porta, se afasta o máximo que pode e espera segurando apavorada o punhal. Depois de uma longa sequencia de barulhos estranhos do lado de fora, faz-se novamente silêncio e ela ouve passos. Seu coração bate acelerado quando reconhece que quem caminha agora pelo castelo é um ser humano. Os Outros são bem menos ruidosos quando se movem. Ela quase deixa o punhal cair quando ouve a porta ser esmurrada violentamente.

- Abra logo essa maldita porta, Lady Stark! – o homem ordena feroz, depois de uma pausa prossegue ironicamente suave -  Seu campeão chegou para te salvar, meu amor!



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