História Ventos De Um Inverno Paralelo - Capítulo 78


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Brandon "Bran" Stark, Cersei Lannister, Daenerys Targaryen, Davos Seaworth, Euron Greyjoy, Jon Snow, Petyr Baelish, Sansa Stark, Theon Greyjoy, Tyrion Lannister, Yara Greyjoy
Tags Bran Stark, Cersei Lannister, Daenarys Targeryan, Drogon, Euron Greyjoy, Game Of Thrones, Grey Worm, Jon Snow, Jonerys, Missandei, Peter Baelish, Rhaegal, Sansa Stark, Sir Davos, Theon Greyjoy, Theonsa, Tormund, Tyrion Lannister, Viserion, Yara Greyjoy
Exibições 104
Palavras 1.289
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 78 - Sansa e Euron em Atalaialeste do Mar


Ao reconhecer a voz , Sansa espera a porta parar de ser esmurrada e se aproxima.

-  Você os matou?! – ela diz com o rosto colado na porta para tentar identificar algum ruído

- Não...  Já estavam mortos quando cheguei. – ele ri

- O que fez com eles, Euron?! – ela pergunta irritada

- Eu me livrei deles, sua estúpida! Abra logo essa porta! – ele responde furioso forçando a maçaneta

- Como?! Com uma espada valeriana?! Vidro de dragão?!

- Com abraços. – ele responde depois de uma pausa estranha

- Não vou abrir se não me disser o que está acontecendo!

- O que está acontecendo é que somos só eu e você de novo, meu bem. E você sabe que não precisa ter medo de mim.

- Não sei de nada disso!

- Claro que sabe. Tio Euron é muito mais legal que aquele seu outro tio geladinho. Pediu para eu te ajudar com ele...

- E você não me ajudou! – ela corta

- Estou ajudando agora. Fui pego de surpresa naquela noite... Vamos, abra!

Sansa segura a maçaneta da porta, mas não abre.

- Deu a eles o que eles queriam? – ela pergunta depois de pensar um pouco

- Não.

- Não negociou com eles?

- Não! – ele responde irritado – Se tivesse negociado eles me ajudariam com essa porta! Abra logo esta merda! – ele volta a forçar a porta violentamente, depois para e prossegue com a voz mais macia do mundo – Vai mesmo me fazer pegar um machado para picar essa maldita porta? Vou te picar junto com ela, meu amor, não vou conseguir resistir...

Ela finalmente abre e se afasta. Ele tranca a porta e caminha calmamente na direção dela com a expressão fechada que ela já aprendeu que é impossível de ser lida. Para seu espanto, ele está vestido com uma armadura negra que reflete intensamente o brilho dos raios que caem sem parar do lado de fora e iluminam o quarto. Ela sabe que deveria sentir mais medo dele do que realmente sente e aquilo a deixa um pouco confusa.

- Senti a sua falta. – ele diz gelado sem um traço de verdade segurando os braços atrás das costas

- Por que está vestido desse jeito? – ela resolve perguntar quando percebe que ele está disposto a conter o impulso de agredi-la.

- Gostou? - ele abre os braços - Quis ficar bonito para você.

- Está ridículo. – ela responde baixo testando

- Você adorou. – ele caminha até a janela

- Você é ridículo. – ela fala claramente dessa vez

- É aço valeriano. – ele responde casualmente olhando para fora

- O que?!

- Sabe quem é ridículo mesmo? –  ele corta apontando para o pátio – Esse pessoal! Venha aqui ver. – ele ri com desprezo

Ela vai até a janela e espia. Os mortos que há pouco estavam guardando o castelo agora boiavam pelo pátio inundado pela água do mar e da chuva. Os olhos dela brilham ao ver que aquilo era possível.

- Eu não vou fazer acordo com ninguém. – ele sussurra no ouvido dela, mastigando as palavras  – Por que eu deveria? Um homem comum pode cogitar fazer acordo com idiotas por desespero, mas um homem poderoso fazendo acordo com idiotas? É o mais idiota de todos.

- Eles são poderosos... – ela diz baixo sentindo a mão dele afastar delicadamente seus cabelos para deixar livre a nuca.

- Eles são idiotas, meu bem... – a voz dele segue fria, mas o toque dos lábios contra a nuca dela, não –  Querem coisas idiotas...

- Sabe o que eles querem? – ela pergunta angustiada tanto pela ânsia de obter uma resposta quanto pela maneira como o corpo dela teima em reagir ao toque dele - O que eles querem, Euron? 

- Paz... – ele beija suavemente o pescoço dela depois de cada palavra -  Equilíbrio... Harmonia...

- Não são coisas idiotas! – ela corta finalmente conseguindo se virar para ele e escapar dos beijos.

- Ah, claro que são, minha filha! – ele responde totalmente enfadado caminhando até a cama, onde se atira displicentemente - Nada disso existe. O que existe é um vencedor ditando os termos e os perdedores fingindo que aquilo é o que eles querem também. Que seja eu o vencedor e não eles. 

Ele se ajeita na cama, fecha os olhos e fica em silêncio.

- Vai dormir?! – ela vai até a cama e para ao lado dele – Achei que fosse me tirar daqui!

Sem abrir os olhos ele bate com a mão na cama para que ela se deite ao lado dele.

- Eles vão voltar!

- Shhhh... Ninguém vai entrar... O lugar está inundado... – ele responde sonolento

Ela o observa por algum tempo, depois se afasta silenciosamente e sai do quarto. Ao se certificar que o primeiro andar do forte está de fato tomado de água ela volta e se senta numa cadeira.

- Pode dormir aqui. – ele diz de olhos fechados quebrando o silêncio depois de alguns minutos - É totalmente seguro. Eu quero te matar. É tudo o que eu quero fazer com você, mas não vou. Ainda.

- Eu sei. – ela pensa um pouco depois vai até a cama e se deita ao lado dele. Depois de uma pausa longa olhando para o teto enquanto ele parece estar dormindo, ela prossegue – Por que estávamos indo para Karhold?

- Eles tinham algo para mim lá, eu tinha algo para eles. - ele responde sonolento 

- O que eles tinham para você?

- Alguém um pouco mais talentoso que Qyburn. 

- E o que daria para eles em troca?

- Nada.

- Era a mim que eles queriam, né?

- Era, mas não negocio com idiotas... Já falei...

- O que eles queriam fazer comigo?

- Sei lá... Vingar a família... Ou alguma outra idiotice do gênero...

- Acha que vingança é uma coisa idiota também?

- Claro. Vingança é coisa de quem perdeu e se importa. Perder é idiota. Se importar também.

- Quer se vingar do meu irmão.

- Não. – ele suspira profundamente, abre os olhos e depois prossegue olhando para o nada - Quero de volta o que ele me roubou e que ele suma porque é um inútil. Sem ressentimentos. - ele fecha os olhos de novo 

- Se não fosse pessoal não teria ido atrás de mim no Vale. – ela se vira para ele e quando vê que ele não responde nada se aproxima mais – Você me escolheu pensando em atingi-lo. Está agindo como um idiota. Eu vou ser o seu grande erro.

- Ah, mas é claro que vai! – ele sorri e a puxa para ele  – O amor é um grande erro e eu escolhi você para ser o meu grande amor! – ele desabotoa a parte de trás do vestido dela enquanto beija seu pescoço

- Disse que não ia fazer isso... – ela se retrai - Disse que eu podia dormir aqui...

- Vai me deixar dormir? – ele pergunta bem doce -  Porque se for para ficar acordado aqui com você, vou ter que te foder. – ele a segura pelo pescoço com força e prossegue rosnando baixo no ouvido dela - Meter em você enquanto aperto o seu lindo pescocinho, te fazer gozar muito gostoso um segundo antes do seu grande encontro com o Deus Afogado e deixar que ele decida se te manda de volta para mim ou não. É isso que quer? É por isso que não para de falar e me irritar nessa maldita cama?

Ela aguenta o máximo que pode, mas quando ele aumenta a força, ela acena com a cabeça negativamente.

- Ah ,  que pena... – ele a solta - Está cansada, né? Eu também. - ele se afasta e volta a fechar os olhos enquanto ela tenta recuperar o ar – Vamos deixar para outro dia.



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