História Vênus - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bts, Irene, Taehyung
Visualizações 15
Palavras 2.689
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura ♥

Capítulo 10 - Eu vou descobrir, não importa como


Fanfic / Fanfiction Vênus - Capítulo 10 - Eu vou descobrir, não importa como

- Sente-se, por favor. - foi a primeira coisa que Hyungwon disse após um sorriso gentil. Fiz o que ele havia pedido e sentei-me na cadeira confortável a sua frente, o vendo fazer o mesmo. Hyungwon era um homem bonito, lábios fartos e um aurea séria como um excelente profissional deve ser. Aparentava ser novo, talvez alguns poucos anos à minha frente, se meu chute fosse certo. - Como se sente JooHyun?

- Confusa. - falei, meio baixo, no automático. Subi meu olhar para seu rosto aos poucos, notando como o homem à minha frente parecia totalmente preso a tudo que eu fizesse ou falasse. - Desculpe. - forcei a garganta. - Estou com alguns problemas pessoais ultimamente e minha mente parece focada demais nisso. - ri sem humor. - De saúde estou bem, acredito.

Então Hyungwon arrumou, em um ato pequeno, sua postura sobre a cadeira, parecendo focar mais, se assim fosse possível, sua atenção e olhos sobre mim. Parecia me analisar cem por cento.

- Se quiser falar sobre, fique a vontade. - o olhei meio duvidosa.

- Não querendo parecer grossa, longe disso. - estendi as mãos á minha frente fazendo sinais simples de pare. - Mas, eu não acho que descarregar meus problemas com o senhor, irá ajudar em algo.

- Por favor, senhor não. - riu um pouco. - Eu não sou tão velho JooHyun. Pode me chamar apenas por Hyungwon. E sobre esses problemas... Eles talvez possam nos ajudar de alguam forma.

Hyungwon rumou seus olhos até a tela do computador, moveu o mouse um pouco e após digitou. Eu notei bem o que: meu nome. Provavelmente puxando minha ficha ou algo do tipo. Então a tela foi virada para mim, de modo que tudo ali ficasse bem visível aos meus olhos curiosos. Era a imagem do que eu acreditei ser meu cérebro, de lado. Mas de modo mais simplificado: havia uma mancha escura, com alguns pontos claros dentro. O resto era apenas acinzentado.

O olhei, esperando que ele me explicasse algo e assim o fez:

- Esse é o seu cérebro, deve ter percebido. - fiz que sim. - Irei lhe mostrar outra imagem. - Então a foto de outro cérebro surgiu menor na tela, porém, diferente do meu, estava com mais partes em claro naquela região central. - Está vendo como as regiões mais claras são em número maior comparado ao seu? - fiz que sim novamente. - Pois bem, as áreas em claro são a parte de memória utilizada. - uma pausa. - Ou ativas.

- Como? - questionei, meio perdida.

- Esta vendo essa mancha escura aqui? - assenti. - Chamamos de hipocampo. É onde as memórias inicialmente ficam, para serem processadas e seguidamente guardadas. Para lhe explicar melhor, conhece a doença Alzheimer?

- Sim.

- Então, é uma doença que lida com a perda de memória. O problema começa no hipocampo, onde as células cerebrais são atacadas por proteínas ruins que causam degeneração. E assim as memórias recentes são apagadas ao longo do processo de ataque dessas proteínas.

- Mas, o que isso tem haver com o meu problema?

- Pelo que andei estudando seu caso, levando em consideração os sonhos e os resultados dos exames que fizemos anteriormente, creio que seu problema é ligado a memória, e o fato de como seu hipocampo foi afetado após o acidente. Você deve ter batido fortemente com a cabeça a ponto de ter o afetado. Não se lembra exatamente se teve alguma região mais afetada?

- Sinceramente, não me lembro bem, mas a dor é central, dos dois lados. - simulo um aperto na cabeça, mostrando exatamente onde sinto a dor. - É bem aqui.

- É o que imaginei. O hipocampo foi afetado parcialmente no acidente. Seu corpo naturalmente deu um jeito de arrumá-lo, mas de alguma forma não cem por cento durante um tempo. - Hyungwon voltou a tela do computador para si. - Você se recorda da infância?

- Bem, sim. Lembro bem da época entre os meus cinco a sete anos, por exemplo. Claro, não tudo mas, datas importantes como meus aniversários, natais, algumas apresentações da escola também...

- Certo, normal. - olhou-me brevemente. - Esse período pode ter sido afetado, mas não algo que seja muito anormal. Adultos geralmente lembram apenas quarenta e três por cento da infância, datas anteriores aos dez anos de idade, mais ou menos.

Apenas assenti. Digamos que eu estava deslocada demais para processar mais alguma coisa. Meu Deus, que agonia. Se antes eu já estava agoniada agora nem se comparava. Eu havia esquecido de algo? Ou muitas coisas? O que exatamente eu não recordava? Será que eu havia feito coisas a pouco tempo que eu nem lembrava? Espera! SooYoung, meu Deus não nos falamos faz dois dias. Será que brigamos e eu não me lembro? Será que fiz algo?

- JooHyun. - a voz de Hyungwon despertou-me do transe e eu voltei meus olhos a ele, este que provavelmente debulhavam a confusão interna que eu estava. - Ei...

- E-eu esqueço das coisas então? Eu posso ter esquecido de algo que fiz ontem? De coisas sérias, tipo... Meu Deus... - eu estava em pânico. Pânico total, e ainda com voz de choro; eu sentia no fundo que choraria, meus olhos já estavam nublando, e tudo ficava turvo a minha volta.

- O que? Não! - prendi a respiração. - Seu hipocampo foi afetado após o acidente, assim foi reconstruído após ele, num tempo certo pelo seu organismo. As memórias afetadas são anteriores a esse caso. Talvez algo tenha sido afetado, durante o processo de regeneração, mas isso pouquíssimo tempo depois do acidente. Acredito que seu tempo hospitalar e um pouco do repouso em casa. - eu sentia que meu coração sairia pela boca a qualquer momento, tamanho era meu nervosismo. - Acalme-se nada do que viveu esse dias, ou algo do tipo foi afetado, sua vida esta toda ai na sua memória. Não se preocupe.

- Mas... - o choro, eu sentia que não iria conseguir contê-lo, mesmo mais calma.

- Lembra-se dos remédios que tomava?

- Eu lembro de tomar Dopenezila, algumas vitaminas e...

- Ótimo. Fique tranquila, acredito que esses remédios tenham sido o suficientes para cuidar do problema. Nada atualmente foi afetado, tudo bem? - seu olhar era cuidadoso, como se realmente me pedisse para ficar calma. Assenti, sentindo algumas das lagrimas rolarem pelo meu rosto provavelmente vermelho. Hyungwon afastou-se em sua cadeira de rodinhas, voltando com um pano branco, bordado em dourado nas pontas e estendeu-me. - Aqui.- então ele sorriu, e eu senti um peso ser liberto dos meus ombros. Mas ainda assim eu sentia tanto medo.

Aproveitei a pausa do turbilhão de informações para limpar meu rosto e respirar fundo, bem fundo mesmo, para até mesmo buscar forças, porque eu sentia que seria tudo tão difícil e doloroso. Eu nunca pensei estar nessa situação, com o coração tão apertado, pensando que eu posso ter simplesmente esquecido de coisas importantes na minha vida.

Eu as perdi, todas elas. Coisas que mesmo que eu faça esforço não irei lembrar... Me sinto tão quebrada.

- JooHyun. Eu não vou falar muitas coisas á mais hoje, acredito que você já esteja nervosa o suficiente e com muitas informações. - funguei, usando do seu pano para limpar o rosto. - Vamos marcar outro horário, ainda essa semana se preferir, mas acredito que por hoje está o suficiente.

Novamente eu não disse nada, me sentia incapacitada de qualquer coisa, porque eu sentia tanta dor no coração.

[...]

O café parecia sem gosto. Na verdade acredito que não tenham botado açúcar. Ou eu também esqueci de por?

- Starzinha... - a voz de Soo soou baixa sobre meu ombro, fazendo-me apenas olhá-la pelo canto dos olhos. - O que aconteceu com você, em?

- Nada. - disse após um grande e doloroso suspiro.

Não era hora de contar, se em algum tempo futuro eu pensava ser. SooYoung parecia ser tão contra, de uma forma que até hoje não entendo. De verdade. Tentei realmente falar com ela algumas pouquíssimas vezes, explicar a situação já conhecida a tempos por ela, argumentando ser necessário. Mas ela apenas dizia o de sempre "concordo, mas o Doutor Choi resolveria isso, ele já te trata desde sempre". É aí que está Soo, ele me trata desde sempre mas nunca me explicou de fato o motivo desses sonhos, dessas dores... Ninguém nunca me disse que eu era uma máquina ambulante de esquecimento.

- É tão nítido quando você mente pra mim. - a senti afastar-se e notei que havia bebido um gole de café, assim como o meu, preto. Mas ela parecia apreciar a bebida mil vezes mais que eu. - Mas tudo bem, você que sabe.

Não respondi, porque não tinha exatamente o que responder. Rolei os olhos pelo pátio onde estávamos - como sempre perto do Tacos -, e acabei encontrando Taehyung, entrando no prédio de música. Não pensei racionalmente direito, apenas virei todo o café rapidamente goela a baixo e me levantei, levando minha mochila pesada no ombro.

- Onde vai? - perguntou SooYoung.

- Eu vou fazer uma coisa. Não precisa me esperar, eu vou pra aula depois. - falei, dando-lhe as costas.

Não esperei suas respostas, apenas segui meu caminho em linha reta, passando por algumas flores, que em outro momento me pareceriam atraentes. Quando entrei no prédio meus olhos pareciam famintos atrás daquele corpo, que virava o corredor a direita.

Diferente de mim, Taehyung andava lento, despreocupado aparentemente.

"Antes de qualquer coisa, veja pelos dois lados... JooHyun."

- Taehyung! - então ele me olhou. Estavamos separados por pouco agora, já que eu havia caminhado até próximo de si. - Eu posso não lembrar, mas eu vou saber, mesmo que você não me conte, mesmo que Hoseok me esconda, eu vou saber. Eu vou descobrir os dois lados, Taehyung, e vou tirar minhas próprias conclusões.

[...]

- Todos com presença. Estão liberados. - Ah, eu adorava essa frase. Isso porque ela significava uma coisa: final do dia, hora de ir pra casa.

Meu colegas, incluindo Yerin, que fez dupla comigo nesse último horário, já haviam saído. Nada diferente das outras vezes eu havia ficado um pouco mais para conversar com a professora, tirar algumas dúvidas ou apenas papear sobre nosso assunto favorito: crostas planetárias.

Ela havia saído para ir ao banheiro, me deixando sozinha na sala. Eu a esperava, até porque a mesma havia me dito que teria algumas coisas para me mostrar, incluindo pesquisas e imagens atuais, compartilhadas por professores em um grupo, pelo que ela havia me falado.

Passei o tempo sozinha prestando atenção nos meus pés, que eu irritantemente batia sobre a madeira da mesa do professor.

- Estou ansiosa. - falei, com um sorriso, quando a mesma voltou à sala. - Eu pesquiso muito no meu tempo livre, mas algumas coisas são tão complicadas de entender. A maioria está em outras línguas, e por mais que eu domine o inglês, latim, por exemplo, não é o meu forte. - rimos.

- De fato. Ah, JooHyun, tem um garoto lá fora. Ele disse que está te esperando. - franzi o cenho, achando estranho. - Quer deixar para conversamos na próxima aula?

- Claro, tudo bem. - falei, enquanto a via juntar suas coisas. 
- Eu vou indo então, boa noite.

- Boa noite, professora.

Então eu fiquei ali, pelo menos até eu escutar sua voz dizendo "boa noite", provavelmente á pessoa que me esperava do lado de fora. Eu nem tive tempo de sair da sala, porque ele entrou antes que eu ao menos pensasse em quem poderia ser.

- O que faz aqui? - questionei, até um tanto rude. Depois da nossa "conversa", pela manhã, eu não o havia visto novamente, e nem esperava o velo tão, tão cedo.

- Quero conversar.

- Eu não quero conversar. - lembrei-me de suas falas, quando o procurei primeiramente, ontem.

- O que quis dizer... Com aquilo?

- Exatamente o que o ouviu. - engoli em seco depois. Aqueles olhos... Aquele olhar. Não, não me desestabilize desse jeito. Você não tem esse direito!

- Como? Eu quero saber como vai descobrir.

- Não te interessa. - dei um passo à frente. - Eu preciso ir embora, está tarde.

- Eu te levo.

- Me poupe, eu não quero suas caronas. - dei mais dois passos. Ficamos bem perto um do outro.

- Qual é... JooHyun. Não é complicado me dizer, eu só quero saber.

- Não era complicado você me dizer também, quando te perguntei ontem.

- É complicado, vindo de mim.

- Por que?

Os olhos, por que ele me olhava daquele jeito? Eu nunca conheci ninguém que tivesse tantos sentimentos perante minha pessoa daquela forma. Eu já notei nos olhos de Taehyun: tristeza, raiva, até mesmo rancor e decepção, e naquele momento eu conhecia mais uma das faces daquele olhar... medo. Taehyung me olhava apreensivo.

- Eu não posso te explicar, por que não entende isso?

- Por que está com medo? - andei mais um passo, ficando agora terrivelmente perto; perto o suficiente para que nossas roupas se tocassem. - Em, Taehyung, por que você me olha desse jeito? - ele pareceu engolir em seco, permanecendo calado, apenas com seus olhos totalmente presos aos meus.

- Assim como? - baixa; sua voz era baixa, terrivelmente massacrante.

- Eu consigo ver no seu olhar, o que sente quando me olha. - falei também baixo. Eu me sentia tão descompassada. Minha respiração estava pesada. Eu sentia minhas bochechas vermelhas, e estávamos tão perto. Aquele momento era racionalmente esquisito. - Ontem, era raiva, hoje me olha com medo... O que você esconde nesses olhos e nesse coração, Kim Taehyung?

- Pare. - sua voz saiu como um sussurro. - Você não vê nada, não consegue entender.

- Então me faça entender. 

- Tem certas coisas que você não pode lidar.

- Sempre tão na defensiva...
- falei. Ele não me olhava mais, mas eu continuava com os olhos fixos em si. Eu queria, a todo custo, recolher qualquer resquício de sentimento, qualquer coisa que me contasse algo à mais sobre ele.

- Eu sou apenas o desconhecido, não é?  - me olhou. - Por que se importa? Por que sempre da um jeito de aparecer, de se meter e estragar a minha paz?

- Do que esta falando?

Então,  Taehyung fechou os olhos com força, assim como fez com os punhos, e suspirou. Suspirou tão fundo que quase pude sentir seus pulmões em natural movimento.

- Você e eu, não dá. - continuei o olhando, totalmente perdida ao que ele se referia. - Como você adora dizer, eu sou um estranho. Então por favor, não fale comigo, não venha atrás de respostas, e... Não as busque. Não vai trazer nada de bom, não tente resolver algo que não pode. - uma pausa. - Eu nunca te pedi nada JooHyun, mas estou te pedindo agora: deixe esse assunto morto como está. Por favor...

- Por que você é assim? - minha voz embargada, saia como se estivesse presa em minha garganta a tempos. - Por que eu não posso saber Taehyung? É algo que me envolve...

- Ficar longe de mim é tão mais facil, apenas faça isso.

- Não é tão simples... Poxa. Não é só sobre você, é sobre a coisa toda. Tem algo ai, eu sinto que devo saber disso. Eu falei, estou ficando louca por causa dessa droga. Eu só quero resolver isso logo e terminar com esse suspense todo. Eu estou angustiada!

- Esqueça esse assunto! - sua voz saiu mais alta.

- Eu não consigo! Assim como não consegui parar de ficar pensando em como você estava durante o tempo em que se isolou do mundo todo, mas que droga! - praticamente gritei.

- Você...

- Eu não queria que fossemos estranhos, Taehyung... Quer dizer eu não sei. - suspirei, fechando meus olhos por breves segundos. - Eu só sinto que não deveríamos. Não sei o que é certo. Eu nunca duvidei de Hoseok, mas por que raios eu sinto que não deveria me afastar de você?

 


Notas Finais


Se tiver algum erro, ou algo incompreensível, me avisem para arrumar. Obrigada.


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