História Vênus - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bts, Irene, Taehyung
Visualizações 8
Palavras 1.910
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Vou avisar aqui em cima porque não sei se alguém lê as notas finais.
Eu não sei quando postarei o próximo capítulo. Quando começou minhas férias a exatas duas semanas atrás, eu escrevi feito louca pra tentar compensar o hiatus não intencional. Postei pelo menos 5 capítulos (um a cada dia), diretos como forma de desculpa. O problema é que, fiz minha matricula para o terceiro semestre da faculdade hoje. Ou seja, minhas aulas vão começar, não agora, mas daqui a uns dias; e como eu escrevi bastante, me sinto um pouco desgastada. Não quero jogar qualquer coisa pra quem lê, então prefiro que eu esteja bem referente a ideias e vocabulário para voltar a escrever. Prometo que não demorarei tanto dessa vez. Enfim, era isso, espero que compreendam.

Boa leitura (♥)

Capítulo 11 - Eu sou desgraçada da cabeça


Fanfic / Fanfiction Vênus - Capítulo 11 - Eu sou desgraçada da cabeça

Eu acordei mal naquela manhã. Tanto sentimentalmente como no físico. Meu corpo estava cansado da noite mal dormida, e meu coração apertado remoendo cada coisa não resolvida.

Às vezes você se pergunta porque algo acontece, mas é aquele tipo de coisa que nunca te vem a resposta; porque ninguém pode te dar. Você espera, como se o destino ou as forças da terra e do universo te dissessem a resposta. Mas nada vem. Você vasculha dentro de si, porque acredita que a resposta pode vir, afinal, nesse caso, você que cria sem querer as dúvidas e o motivo delas. Mas de novo nada vem, e daí você se questiona novamente, qual o seu problema.

Eu nunca tive grandes romances, porque sinceramente nunca me apaixonei por ninguém. E aquilo nunca me pareceu atraente a ponto de eu me interessar. Os poucos meninos que passaram em minha vida, não me pareciam nada além de simples meninos que me beijaram. Nenhum me fez querer ir além, ou apenas cogitar a hipótese. Por sorte nunca quebrei o coração de ninguém, ao menos que eu saiba. Não que achasse ter o poder para tal, de qualquer forma.

Minha cabeça me dizia que eu não valia de nada ser amada daquela forma.

E eu nunca discordei. Porque de novo, nunca me fez falta, nunca me atraiu. Ninguém nunca me atraiu, nenhuma pessoa apossou meus pensamentos ou me deixou nervosa. Claro, nervosa de um modo especial, daquele tipo que você sente "meu Deus, estou fodida". Você sabe o que quer dizer, está nervosa porque aquela pessoa é especial.

Taehyung nunca fez nada. Pelo menos que preste. Nada que tenha sido considerado realmente bom, interessante, apaixonante... Exatamente nada. O que o representava bem, porque aquele maldito era um nada. Um nada estressante.

Tira meu sono, me deixa nervosa, faz brotar dúvidas na minha cabeça, de uma forma estranha atiça meu sangue a circular mais rápido... Só coisa ruim, se é que me entende. Eu juro que por mais que eu me esforce, não vejo nada de bom em sentir essas coisas, ou ainda mais na necessidade que tenho de tê-lo presente, ou na maldita atração que sinto.

Eu sempre reparei nas pessoas, mesmo que superficialmente. Alguns detalhes me chamam atenção, outros eu mal percebo. Mas nunca fui fielmente observadora ao extremo. As vezes sou totalmente desligada, mal vejo quando passam do meu lado. SooYoung diz que sou bipolar em todos os sentidos. Acho que concordo.

O fato é que os olhos de Taehyung me passam algo indecifrável por trás de suas emoções. Como posso fazer aquilo com alguém? Não me dando ao luxo de me achar o máximo, longe disso, porque se pudesse... Mas aqueles sentimentos, não são meros sentimentos. São extremos. Eu não posso ter esse feito normalmente em desconhecidos; eu não posso me sentir tão próxima de um desconhecido. E por céus, meu coração não pode ficar tão em falso quando o vê.

Eu não estou só a fim de Taehyung, eu malditamente preciso tê-lo. E eu juro por tudo que é mais sagrado nesse mundo, que eu não entendo. Repito para mim mesma que ele não é ninguém, que não existe lógica nisso, que Taehyung é um maldito. Eu não sei quantas vezes já o chamei de maldito, mas ele merece, afinal. Ele tem coisas de mim que não lhe é de direito, que eu não quero te tenha, mas eu não controlo. Ah, se eu controlasse algo... A situação seria tão, mas tão mais fácil.

Sem situações embaraçosas, sem nervosismo, sem medo, sem problema... Eu o teria conhecido como o universo fez questão de fazer acontecer, estaríamos na mesma universidade, na mesma atividade, mas os tais sentimentos não existiriam. Seria o paraíso. Como Hoseok havia dito, eu ficaria longe de Taehyung, sem nenhum questionamento, sem nenhuma dúvida.  Viu? Nenhum problema, nada de errado.

Mas não, eu realmente tinha que ser desgraçada da cabeça. Sinceramente...

Eu cansei, a única coisa que tenho no momento é a vontade de arrancar meus cabelos e gritar. Quem sabe perguntar para o universo o que ele realmente quer de mim; dizer que não captei a mensagem do provável apocalipse que vai rolar. Porque sério, as coisas estão muitos estranhas pra nada rolar.

Sair da cama se tornou um sacrifício. Hoje definitivamente não é um dia bom, não pode ser. Primeiro, minhas costas doem como se eu tivesse dormido envergada. Nesse momento estou caminhando como uma velha de sessenta anos até o banheiro, enquanto meus olhos mal abriram direito.

Fazer xixi me da um alivio de vida momentâneo e resolvo sorrir sarcástica para aquele dia de merda que mal começou.

Me sinto esquisita. Mais que do que já estava, mais do que normalmente sou.

Resolvo tomar um banho, tirar a inhaca da noite, lavar bem os cabelos, passar um creme, fazer algo que de alguma forma faça meu humor e corpo melhorarem. No final o que resolve um pouco é a xícara de chocolate quente que tomo antes de sair.

Porém, antes que eu realmente saia de casa, meu celular apita pela primeira vez no dia, e resolvo ver do que se trata. Era Kyung, me fazendo questionar o que ele queria comigo aquela hora. Estranhei, claro.

"Bom dia Joo! (espero que não se importe pelo apelido).Tudo bem? Tenho uma proposta para lhe fazer, mas infelizmente não poderei ir até a faculdade hoje. Se importa de me passar seu endereço? Posso ir mais tarde. Se não tiver problema, claro. Acho que vai te interessar bastante."

Não pude deixar de achar um pouco esquisito de alguma forma, mas me senti tão curiosa perante a situação. Uma proposta? Pensei sobre a possibilidade de ele realmente pôr em prática o convite de ajuda na oficina. Afinal, não seria tão ruim: os participantes ganham uma certa quantia em dinheiro, e falar sobre meu assunto favorito era de longe uma ideia maravilhosa.

"Bom dia Kyung. Não se importe pelo apelido (emoticon de sorriso), vou lhe passar meu endereço..."

[...]

Aquele escritório me passava uma paz... Talvez pelos móveis ou pela calmaria que Hyungwon  exalava. Eu não sei ao certo porquê, mas não importava no momento. Só o fato de eu estar em paz por alguns minutos já me era suficiente.

- Preciso que respire fundo. - fiz o que Hyungwon pediu, enquanto o observava parado a minha frente de pé. Uma de suas mãos ao lado da minha cabeça, enquanto a outra repousava levemente sobre meu peito. - De novo. - refiz o processo, fechando meus olhos dessa vez. - Não sinto tanto esforço dos seus músculos do rosto e dos próximos ao crânio. Isso é bom. - Hyungwon voltou-se a sua cadeira, sentando. - E sua respiração está ótima. Definitivamente não trataremos com algum problema respiratório. - riu. Eu diferententemente, apenas sorri.

- Então Senh... Hyungwon. - ele sorriu novamente. - Eu estou realmente curiosa sobre os sonhos e...

- Tenho uma pergunta antes. - disse. Assenti, permitindo-o continuar. - Quando tenta se lembrar bem dos sonhos, você fica com dores ou algo do tipo? Alguma incomodação... Qualquer coisa.

- Ah, sim. - lembrei-me da noite com Hoseok. - Bem, eu acho. Da última vez que tentei contar a um amigo tive que ir para casa mais cedo... Estávamos jantando fora. Fiquei com muita dor de cabeça, algo como uma enxaqueca.

- Enxaquecas são dores fortes. - comentou.

- Sim. Mas nada perto do que tenho nas crises. - falei.

Hyungwon anotava algumas coisas enquanto conversávamos. Contei de outros momentos que tentei me recordar, e apesar de sentir um incômodo, algo como uma dor - menor, na época - nunca dei muita atenção.

Bem, JooHyun... Eu não sei exatamente o que esses sonhos são, ou o significado deles. Mas o parecer que tenho é que de alguma forma seu cérebro está tentando resgatar memórias perdidas. Como se quisesse se comunicar com o você daqueles acontecimentos.

- Comunicar?

- Você me contou apenas sobre um dos sonhos. Tem um garoto, estou certo? - fiz que sim. - Ele conversa com você, te conta histórias sobre...

- Sobre ele e a namorada. - corto sua frase.

- Exatamente.

Meu Deus. Estou ficando nervosa.

- Seu cérebro deu um jeito de querer reviver essas memórias. Nada é certo. Você está sonhando, e a imaginação humana é vastamente infinita. Mas, nos seus sonhos há algo referente à essas memórias. Não temos como saber o quê. Pode ser o garoto, pode ser a parede do ambiente, pode ser um nome... Qualquer coisa, entende?

- E-eu acho que sim.

- Você deve estar se perguntando como. Bem, seu cérebro tem atividades diferentes, parente os sonhos e as memórias separadas. É normal sonharmos com algo que já aconteceu, porque as duas atividades às vezes se misturam e atuam ao mesmo tempo. O problema é que, seu hipocampo vai ao extremo. Lembra-se do hipocampo, certo?

- Sim, o captador de memórias. - Hyungwon sorriu pequeno.

- Isso! Bem, o hipocampo é dividido em partes, as quais não vem muito ao caso, mas o que posso te dizer é que: ao resgatar essas memórias, ele se esforça muitíssimo. Por que foi afetado, entende? Por isso as dores. Muito esforço o deixa desgastado, e seu corpo não sabe lidar com isso sozinho.

- Ele se cansa?

- Exatamente. - Hyungwon volta-se ao computador, digitando rapidamente e logo vira a tela para mim. - Bem aqui. - a ponta da caneta com a qual ele indica estava sobre meu hipocampo, na verdade uma pequena parte específica. - Aqui é onde toda a coisa acontece. É aqui que seu cérebro trabalha como um louco para tentar te mostrar essas memórias.

Tudo parecia tão fascinante. Não sei se o brilho no olhar de Hyungwon ou sua animação ajudavam nisso, mas eu me sentia descobrindo um tesouro precioso; e eu seria muito bem recompensada no final.

- Então ele está tentando me mostrar... Mostrar coisas que vivi? - Hyungwon fez que sim. - Isso.. Isso é tão surreal.

Ao passo em que eu deslumbrava e pensava sobre as tantas coisas agora sabia, eu notava Hyungwon olhando em seu relógio. Minha hora havia acabado. Não, não, agora que eu finalmente havia descoberto algo...

- Por hoje é só. - não contive minha feição de desânimo. - Eu sei que está curiosa, mas antes de tudo JooHyun, você tem que entender que o processo será longo e vezes complicado. Eu posso te adiantar que farei o possível para que tudo ocorra da melhor forma possível para que possamos resolver. Mas um paço de cada vez. Você também não pode ficar sobrecarregada.

- Eu entendo. - acabei por suspirar, mas forcei com que um sorriso se fizesse no meu rosto. Pelo menos agora eu tinha um rumo. A coisa toda ia se resolver.

- Se cuide bem e mantenha sua saúde, porque será bem importante. - assenti.

Quando saí do prédio, sorri. Apenas sorri, apesar de minha vontade ser de dar gargalhadas. Eu me sentia tão feliz, na verdade motivada; Qualquer coisa, qualquer pequena coisa poderia ser algo meu, algum pedaço de mim, dentro daquele universo todo que meu bom cérebro criava.

A coisa era grande de mais.

E como se eu sentisse um grande estalo de recordação, me lembrei: de uma coisa muito importante, que me despertou indignação; indignação porque eu não queria sentir raiva antes de saber qualquer coisa. Mas as dúvidas, ah, elas eram infinitas.

- Por que exatamente todo mundo mentiu pra mim esse tempo todo?

 


Notas Finais


Gente, não querendo desiludir (quem sabe mais confundir, rs), mas, como o Hyungwon disse: qualquer pequeno detalhe pode ser uma memória. Talvez o Taehyung não faça parte disso, já imaginaram? NÃO ESTOU AFIRMANDO NADA, apenas dizendo...

Obrigada por tudo até aqui.


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