História Verdade Ou Consequência - Capítulo 60


Escrita por: ~

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Categorias Teen Wolf
Personagens Aiden, Allison Argent, Bobby Finstock, Derek Hale, Erica Reyes, Ethan, Isaac Lahey, Jackson Whittemore, Lydia Martin, Malia Tate, Personagens Originais, Scott McCall, Stiles Stilinski
Tags Martinski, Scallison, Stydia
Exibições 127
Palavras 4.178
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Ei pessoal como estão todos neste domingo??
Não posso levar muito tempo por aqui porque neste momento devia estar a estudar história, mas consegui escapulir para vir e postar o vosso merecido capitulo.
Já falei o quanto eu amo todos vocês??? Cada comentário que deixam ganham um novo lugar no meu coração por isso obrigada por tudo isso.
Espero que gostem.
Kiss, bea

Capítulo 60 - Álcool


POV Stiles

A risada da Charlie era uma dos melhores sons do mundo ainda que ele só existisse na minha cabeça.

Não consegui deixar de encara-la com um sorriso nos lábios enquanto os olhos dela se focavam no meu tio que tentava roubar a peça, que ele precisava para ganhar o jogo, que só a Erica tinha.

Aquela era uma das poucas noites em que nós tínhamos nos juntado na sala de estar para uma noite de jogos que no passado se realizava quase todas as noites, a minha tia falara que aquela noite de jogos acontecia com frequência lá em casa antes mesmo de eu e da Charlie sermos abrigados na mesma, mas eu rapidamente percebi que essa não era a verdade completa.

Logo na primeira noite eu percebi o quão deslocada a minha prima Erica estava para uma noite, que como a minha tia dizia, acontecia com frequência. Para além disso o meu tio estava sempre a olhar o relógio do seu pulso como se tivesse algo importante para fazer, a verdade é que as únicas pessoas que se pareciam realmente estar realmente a divertir com todos aqueles jogos eram a minha tia e a Charlie.

Foi talvez na terceira semana em que nós estávamos naquela casa que eu ouvi uma conversa entre o meu tio e a minha tia que eu tenho a certeza que não era para eu ter ouvido, a minha tia explicava o porquê da insistência para aquelas noites de jogos que até ao momento da nossa chegada nunca tinham passado pela cabeça por nenhum dos membros da familia.

A verdade?

A verdade é que a minha tia apenas estava a tentar fazer-nos sentir em casa, a tentar fazer-nos esquecer daquilo que tínhamos vivido nos últimos meses, fazer-me esquecer daquilo que eu presenciara.

Foi a partir desse momento, depois de eu descobrir a verdade, que comecei a esforçar-me para aquelas noites de jogo. Um dos principais motivos para isso era para que a Charlie voltasse a ser aquela criança que procurava em todos os lugares por fadas e seres místicos.

Eu só queria que ela voltasse a ser uma criança.

O som da campainha a tocar trás-me de voltar à realidade e à medida que o som ficava insistente o sorriso da Charlie ia desvanecendo como se ela soubesse daquilo que estava prestes acontecer.

-Eu vou lá. - anuncio no momento em que a minha tia se ia levantar, deixei uma mão pousar no seu ombro obrigando-a a sentar-se novamente para logo de seguida eu levantar-me do meu lugar e caminhar em direção à entrada da casa, mas não antes de voltar a ouvir o meu tio e a minha prima a discutirem por causa da peça do jogo.

Com um novo sorriso nos lábios abri a porta deparando-me com a figura de Lea com o seu dedo pesado no botão da campainha, a expressão do seu rosto mostrava-se desesperada e só quando os seus olhos olharam para mim é que eu percebi o quão vermelhos eles estavam dando sinal de que a mesma estivera a chorar.

-Lea? O que é que... - ao mesmo tempo que falava eu olhava para os lados tentando procurar por algo que pudesse ser o motivo para a Lea estar ali parada, completamente sozinha e ainda por cima às tantas da noite.

-É a Lee. - a voz da pequena Pocahontas impediu-me de acabar a pergunta fazendo-me deslocar novamente os olhos para cima de si e ver o desespero a transbordar dos seus olhos tão parecidos com os da Lydia.

-O que é que tem a Lydia? Aconteceu lhe alguma coisa? - era a minha vez de sentir o desespero a encher-me ao mesmo tempo que o sentimento de pânico que à tanto tempo não sentia voltar a invadir-me fazendo-me sentir novamente como aquele adolescente que estava prestes a ver uma das suas irmãs a morrer.

-Ela... Ela está... - Lea parecia enrolar-se nas suas próprias palavras como se não soubesse o que dizer para explicar o que estava acontecer e isso fazia-me ficar ainda mais desesperado.

-Lea fala duma vez. - peço segurando os seus ombros e abanando o seu corpo na tentativa de atrair a sua atenção, eu não queria ter feito aquilo, mas parecia ter resultado porque no momento seguinte a pequena Martin já tinha conseguido dito algo com coerência.

-Ela está bêbeda.

Levei algum tempo para levar sentido daquilo que acabara de dizer, pestanejei por algumas vezes para logo de seguida deixar finalmente a realidade cair em cima de mim e com isso perceber finalmente a razão para a Lea estar ali.

Sem me preocupar em agarrar em algum casaco meu que estivesse ali na entrada para me proteger do frio daquela noite eu deixei as minhas pernas tomarem conta do meu corpo e antes de perceber já eu corria em direção à casa dos Martin donde vinha uma música que quanto mais próximo eu ficava mais alta ela ficava.

Não olhei uma única vez para trás para me certificar que a Lea vinha logo atrás de mim, os sons dos seus sapatos a baterem no alcatrão da estrada sugeriam isso e a verdade é que eu naquele momento a única coisa que queria era certificar-me que a Lydia estava bem.

Senti o meu corpo a parar na entrada da casa dos Martin, a porta escancarada da mesma dava a entender que a Lea saíra daquela casa de forma desesperada e descuidada não se preocupando com a segurança que devia ter.

-Stiles? - a voz de Lea faz-me virar o rosto na sua direção para a ver ao meu lado com aquele vínculo que Lydia também tinha a mania de ter na sua testa quando estava preocupada ou até mesmo assustada.

Os olhos verdes da pequena Martin mantinham-se sem aquele brilho infantil que eu estava habituado a ver, aquele brilho que a Charlie também tivera nos primeiros anos da sua vida.

Um grito vindo de dentro da casa cortou o volume alto da música fazendo-me dar finalmente o primeiro passo e adentrar na casa duma vez por todas, não foi capaz de evitar colocar um braço à frente de Lea impedindo-a de ficar à frente de mim.

O desejo de a proteger daquilo que podia estar a passar-se dentro daquela casa falou mais alto naquele momento, um desejo que eu sentira com a Charlie por toda a minha vida e que eu não fui capaz de cumprir.

Os meus pensamentos foram interrompidos assim que vi aquilo que parecia ser uma garrafa a voar à minha frente fazendo com que eu instintivamente me baixasse e orientasse a Lea a fazer o mesmo enquanto sentia o meu coração acelerar no meu peito.

Ouvi um soluço a vir de trás de mim obrigando-me abrir os olhos que eu nem tinha percebido que tinha fechado e a olhar para trás para dessa forma encontrar a origem daquele soluço.

A figura lastimável de Lea fez-me engolir em seco e sentir um peso adicional ao meu peso dificultando dessa forma a minha respiração, a pequena ruiva tapava a sua boca com as duas mãos como se tentasse abafar os sons que saíam dela enquanto isso lágrimas escorriam pelo seu rosto caindo com uma facilidade assustadora.

-Lea... - o seu nome escapou de mim num murmúrio para logo de seguida eu baixar-me para ficar na sua altura, agarrei nos seus pulsos e obriguei-a afastar as suas mãos da sua boca no momento em que um novo soluço lhe escapava. -Vai ficar tudo bem, eu vou corrigir o que fiz.

Plantei um beijo na testa de Lea deixando as pálpebras caírem sobre os meus olhos durante os segundos do contacto para logo de seguida levantar-me e arranjar finalmente coragem para andar em direção à sala de estar onde uma maior confusão se concentrava.

Lydia encontrava-se no meio da destruição que rodeava o cómodo, sentada sobre as suas pernas a ruiva bebia com afinco a garrafa de vodka que segurava com a mão direita, as suas pálpebras fechadas impediram-na de ver a minha chegada dando-me assim a chance de poder avaliar com mais atenção as coisas em meu redor.

O sofá estava virado ao contrário, o ecrã da televisão estava rachado com uma garrafa no chão perto da mesma dando a entender que aquele objeto é que tinha causado aquele estrago, o tapete branco que eu me lembrava de ouvir a Julianna que tinha sido uma prenda de casamento da sua mãe falecida estava agora manchado com diversas cores dos líquidos das diversas garrafas espalhadas pelo tapete. A mesa do centro que eu me lembrava que tinha sido usado na minha última visita para Lea poder brincar às bonecas estava agora no outro lado da sala com uma perna partida e virada ao contrário.

-Tu não és real. - a voz trémula de Lydia trás-me de volta à realidade obrigando-me a desviar os olhos da destruição existente à minha volta para prestar atenção à sua figura destroçada que agora agarrava com força a garrafa que segurava na sua mão e piscava algumas vezes os olhos como se tentasse certificar-se da veracidade das suas palavras.

-Lydia... - tento falar levantando as mãos com as palmas das mesmas viradas na sua direção antes de arriscar a dar o primeiro passo em frente para logo de seguida obrigar-me a parar quando uma risada descontrolada escapou dos lábios de Lydia.

-Eu sabia! - pronuncia-se a Lydia estendendo-me a garrafa como se me estivesse a fazer um brinde para logo de seguida levar a mesma à sua boca sugando o pouco líquido que ainda existia ali dentro. -Eu sabia que estava a enlouquecer, mas isto...

Uma nova risada escapou dos lábios de Lydia fazendo a mesma tombar a cabeça para trás, movimento que a fez quase perder o equilibrio se a mesma não tivesse sido rápida a agarrar no tapete e evitar que caísse para trás.

-Eu estou aqui, Lydia. Eu estou bem aqui. - confirmo dando um novo passo na sua direção enquanto tentava perceber o quantas garrafas ela teria bebido para chegar aquele estado de embriaguez.

O meu maior medo era ela entrar em coma alcoólica e sendo ela uma pessoa que nunca tinha bebido álcool, ou pelo menos essas tinham sido as palavras da ruiva há meses atrás, eu sabia que não faltava muito para ela chegar a esse estado.

-Porquê é que estás aqui? Quem é que te chamou? - questiona Lydia enrolando-se um pouco nas suas próprias palavras enquanto forçava os seus olhos a ficarem abertos dando-me assim a ideia de que ela passava agora pela fase da sonolência.

-A Lea está preocupada contigo. Eu estou preocupado contigo. - revelo frisando aquela minha última afirmação querendo deixar claro que os meus sentimentos por ela nunca deixaram de existir, ao mesmo tempo eu dava um novo passo na sua direção testando os limites que eu sabia que podia estar prestes a ultrapassar.

-Ela não precisa de se preocupar comigo, eu estou ótima. - afirma Lydia e depois como se quisesse comprovar a veracidade das suas palavras tenta-se levantar com alguma dificuldade para logo de seguida, antes mesmo de se conseguir colocar completamente de pé, perder uma vez mais o equilibrio e deixar-se ficar sentada, ainda assim a ruiva fora capaz de proferir como se quisesse desviar as atenções. -Sinto-me ótima!

-Nota-se, nem se quer te consegues manter de pé! - as palavras escapam de mim num tom repreendedor antes mesmo que eu possa impedir e antes de poder acrescentar algo na tentativa de suavizar as minhas palavras já a ruiva estreitava os seus olhos na minha direção como uma ameaça.

-Estás a desafiar-me Billinski?

Os olhos verdes de Lydia não passavam agora duma fenda fazendo-me lembrar os olhos de um gato quando o mesmo via alguma das suas presas.

Eu não sabia se o meu sobrenome tinha sido dito mal propositadamente se aquilo era mais um efeito do álcool no seu organismo, mesmo assim eu decidi ignorar aquela última parte para falar na tentativa de impedir que uma discussão pudesse nascer entre nós:

-Não eu só...

-Eu não estou bêbeda. - fala Lydia num tom de voz sério impedindo-me de continuar. -E eu consigo pôr-me de pé, ora vê só.

Lydia inclina o seu corpo para um lado forçando as suas pernas a erguerem-se a sustentarem o peso do resto do seu campo para de seguida quando estava finalmente de pé ela experimentasse a dar um passo em frente, mas falhando miseravelmente a pousar o pé fazendo-a perder o equilibrio e antes mesmo dela poder chocar com a cara no chão da sala coberto pelo tapete já eu tinha sido rápido o bastante para manter os meus braços em volta da sua cintura e suster dessa forma o seu peso.

-Ups. - é a única coisa que escapa dos lábios de Lydia com um sorriso a banhar os mesmos, o hálito pesado a álcool chocou com o meu rosto fazendo-me virar a cabeça na direção contrária numa tentativa falhada de escapar aquele cheiro.

-Vamos Lydia, já chega de álcool. - pronunciou-me esticando a mão na tentativa de alcançar a garrafa que continuava na sua mão, mas antes mesmo de eu poder se quer sentir a ponta dos meus dedos a tocar na garrafa já Lydia se tinha libertado dos meus passos e afastado-se de mim ainda que com alguns passos desorientados.

-Tu aqui não és ninguém para me dizer o que devo ou não fazer! - e ali estava, aquela Lydia zangada com quem eu tinha lido nas semanas a seguir à noite da festa onde só faltava a ruiva soltar fogo pela boca para expressar o ódio que sentia por mim.

-Lydia... - o seu nome escapa de mim como um chamado, mas também como um murmúrio cansado enquanto eu tentava arranjar forças suficientes para a convencer que aquele álcool não a ia levar a lado nenhum.

-Não! - a sua voz subiu alguns tons só para dizer aquela única palavra para logo de seguida vê-la abanar a cabeça e voltar a falar. -Estás a esquecer-te que foste tu que acabas-te tudo?

-Eu não... - solto ainda desorientado tentando-me lembrar o momento em que eu falara para ela que estava tudo terminado entre nós.

Aliás, a verdade é que eu nunca desisti de tentar falar com ela sempre tentando corrigir o estrago que eu causara.

-No momento em que contaste para o Jackson sobre teres cumprido a aposta as coisas terminaram entre nós. - uma vez mais Lydia precipitou-se nas suas palavras impedindo-me de dizer o que quer que fosse.

O nome de Jackson fez-me lembrar da armadilha que ele me montara naquela noite para eu falar justamente na aposta no momento em que a Lydia estivesse por perto para ser capaz de ouvir, tinha sido uma artimanha que eu levara algum tempo para perceber que acontecera e quando finalmente percebera já era tarde demais.

-Tu deste uma segunda chance. - acusa-a dando um passo na sua direção agora começando a sentir a raiva assumir-se dentro de mim, senti as minhas mãos fecharem-se ao lado do meu corpo pronto para gritar que ela agora não podia voltar atrás nas suas palavras.

-Não, eu dei-te a oportunidade de me conquistares de volta, mas começo a pensar que isso talvez não tenha sido a melhor ideia que tive. - a declaração de Lydia atingiu-me com mais força do que o esperado, mas ainda assim eu fiz um esforço para manter a minha expressão facial neutra.

Eu não a deixaria voltar atrás na sua decisão.

-Talvez. - deixo escapar estalando a minha boca de seguida para logo de seguida acrescentar com um tom determinado na minha voz. -Mas deste-ma e eu estou disposto aproveita-la com todas as minhas forças. Agora tu tens que parar de beber Lydia, já chega.

Volto a estender a mão na sua direção agora num pedido gentil que facilmente foi desconsiderado pela ruiva que não levou muito tempo para dizer em voz alta os pensamentos que lhe preenchiam a cabeça no momento deixando mais do que claro a teimosia que ela tinha dentro de si:

-Eu é que digo quando chega, eu é que digo quando devo parar.

-Lee? - a voz hesitante de Lea faz-me impedir de soltar um xingamento e em contrapartida obrigo-me a olhar para trás para encontrar a figura destroçada da Martin mais nova ainda com os seus olhos vermelhos e o seu rosto manchado pelo caminho que as lágrimas lhe desenharam.

-Fica onde estás Lea. - peço não querendo que a pequena Martin fosse assombrada com aquele odor desagradável a álcool que se instalara em todo o cómodo como uma nova camada de atmosfera.

-Quem é que tu pensas que és para mandar na minha irmã? - a voz de Lydia tomou-se num tom defensor e ameaçador fazendo-me encara-la e perceber uma vez mais aquele olhos verdes escuros enublados pela bebida.

-Lydia para um pouco... - obrigo-me a pedir massajando a minha testa antes de voltar a falar depois de ter a certeza que não iria assumir um tom ríspido. -Estás a ouvir o que dizes?

-Lee porquê é que estás a gritar com o Stiles? - Lea parecia disposta a ignorar o meu pedido porque a mesma atrevera-se a dar um passo em frente adentrando finalmente na sala, por alguns segundos vi o seu nariz a franzir-se como se testasse o cheiro que inundava o cómodo para logo de seguida o seu rosto soltar a careta que eu soltara também no momento em que me dera conta da fragrância a álcool que invadia aquele lugar.

-Não te metas Lea!

-Agora estás assusta-la. - solto num tom repreendedor ao olhar para Lydia que apenas revirou os olhos como se não se importasse com aquilo que acabara de fazer.

Ela não tinha quaisquer razões para falar daquela forma com a irmã, ela podia estar sob o efeito de álcool, ela podia estar a sentir ódio por mim, mas a última coisa que eu aprovaria era ela falar daquele jeito com a irmã ainda mais quando não havia motivos para tal.

-Lea vai para o teu quarto, eu já vou lá ter. - atrevo-me a pronunciar uma vez mais não querendo dar nenhumas chances para a Lea estar no caminho do fogo cruzado que eu previa que rapidamente se instalaria naquela sala.

-Tu não dizes o que a minha irmã tem que fazer, eu é que tenho que dizer. Eu é que sou a irmã dela... Tu... Tu não tens voto na matéria se quer.

-Lydia já chega! - a minha paciência esgotou-se sem nenhum aviso e antes de eu poder impedir já a minha voz se tinha erguido algumas oitavas assustando tanto a Lydia como a Lea que vi pelo meu canto do olho a encostar-se à parede da sala e abraçar uma vez mais o seu corpo.

Ainda assim a Lydia recuperou-se depressa demais do meu grito ou pelo menos a máscara de indiferença voltou ao seu rosto no momento antes dela pronunciar as suas próximas palavras de forma inconsciente:

-Eu nem te devia deixar aproximar da minha irmã já que tu mataste a tua.

Levei algum tempo para perceber aquilo que ela acabara de dizer, mais algum tempo para saber como reagir aquelas palavras ditas sem cabeça.

Obriguei-me a pigarrear na tentativa de manter a minha voz calma e sem quaisquer vestígios de hesitação, não queria dar à Lydia o gosto da vingança que ela tanto buscava por ter, mas antes de eu poder oportunidade para falar já a Martin que se mantinha à minha frente falava no tom mais arrependido que podia ter no momento percebendo finalmente aquilo que ela acabara de dizer:

-Stiles eu não queria... Eu não...

A única atitude que fui capaz de ter foi um simples abanar de cabeça deixando transparecer que a última coisa que eu queria ouvir eram as desculpas por algo que eu tinha a certeza que tinha saído com toda a sinceridade de si porque afinal era isso que nós fazíamos quando estávamos bêbedos.

O ser humano estranhamente quando estava sobre o efeito do álcool falava tudo o que lhe vinha a cabeça, as coisas que podia dizer e as coisas que não devia dizer.

-Desculpa.

-Agora será que dá para me dares essa merda de garrafa? - interrogo estendendo uma última vez a minha mão na sua direção decidindo mentalmente que se ela voltasse a recusar eu iria-me embora daquela casa e tentaria não me importar com aquilo que poderia acontecer depois.

Surpreendendo-me Lydia deixou a garrafa que tinha ficado na sua mão durante todo o tempo da nossa conversa encontrar finalmente a minha mão e antes de eu poder medir se quer os meus atos já o meu braço girava para trás à procura de algum alcance para logo de seguida jogar a garrafa contra a parede atrás de Lydia provocando um susto na ruiva.

-Lea vai para o teu quarto. - peço uma vez mais tentando manter um tom calmo para não assustar também a pequena Martin sabendo que naquele momento eu já ia um pouco tarde para isso.

Obriguei-me a olhar de soslaio para trás me de mim vendo dessa forma a figura de Lea a desaparecer finalmente do meu campo de visão deixando-me apenas eu e a Lydia naquela sala destruída.

Volto a ganhar coragem para encarar aquela que me tinha conquistado o coração tão depressa como podemos piscar os olhos, os seus olhos verdes tinham voltado aquela claridade que eu sempre assumira que se manteria nos mesmos, mas agora a fazer companhia aquela claridade estava o brilho das lágrimas alojadas naquele lugar à espera da oportunidade perfeita para se libertarem.

-Stiles... - a sua voz escapou num tom de imploração fazendo-me fechar os olhos e tentar expulsar as palavras que ela dissera à instantes atrás e que me atingira como nenhumas outras.

-Já chega por hoje não? - questiono sendo a minha vez de a interromper não me importando de estar a soar brusco com ela.

De tudo o que lhe contara, de tudo o que lhe confessara eu nunca pensei que ela fosse capaz de me jogar à cara o passado que eu carregara.

Eu podia ter destruído o seu coração, eu podia ter aceitado aquela estúpida aposta levando-me a iludi-la da pior maneira, mas o assunto da Charlie era um campo ainda sensível para mim e ela de todas as pessoas era a que eu mais esperava que percebesse.

-Stiles eu só queria...

Não consegui deixar de levantar a mão interrompendo-a ao mesmo tempo em que soltava um suspiro cansado.

-Por favor Lydia chega por hoje. - a minha voz adquiriu agora um tom de imploração enquanto eu mantinha os meus olhos fechados e massajava a minha cana do nariz tentando arranjar forças para continuar ali de pé e a lidar com aquela situação. -Tu estás bêbeda, já foram ditas coisas que nenhum de nós queria dizer. Já chega.

Reuni coragem para virar finalmente as costas à Lydia decidido a sair dali antes que mais alguma coisa pudesse ser dita e que depois não poderia ser corrigida, mas desta vez fui detido pela mão quente e nervosa de Lydia sobre o meu braço.

-Onde... Onde é que vais?

-Vou dormir e tu devias fazer o mesmo, amanhã falamos de manhã. - deixo escapar sendo que a verdade é que aquela era a última coisa que eu queria fazer.

Para ser sincero eu pela primeira vez desde daquela noite da festa queria ficar longe da Lydia, pelo menos por algumas horas, talvez um dia no máximo, tempo suficiente para eu conseguir pensar com clareza e esquecer aquilo que ela me dissera.

-Vais... Vais desistir de mim? - a pergunta de Lydia surge com uma incerteza e com uma leve nota de pânico enquanto os seus olhos se arregalavam na minha direção.

Tive que piscar algumas vezes os olhos para compreender o medo que a inundava no momento e que me apanhara de surpresa. Obriguei-me a virar completamente na sua direção pegando no seu rosto com as minhas mãos não conseguindo evitar deixar pequenas caricias ao sentir as pontas dos meus dedos a roçarem na sua pele suave.

-Eu amo-te Lydia. - aquelas palavras pareciam ficar cada vez mais fáceis de escapar de mim como eu nunca pensara que ficariam, deixei um suspiro escapar de mim antes de deixar os meus olhos cruzarem-se com as duas esmeraldas que emolduravam o rosto esbelto de Lydia. -Eu posso ter feito muita merda, colocado em risco a tua confiança e destruído o teu coração, mas este sentimento? Este amor que sinto por ti? Nunca irá desaparecer, eu sei disso.

Sustive um pouco mais o olhar antes de deixar as pálpebras caírem sobre os meus olhos e inclinar-me para deixar um beijo depositado na sua testa.

Aquilo era o mais próximo que eu estivera de Lydia desde que a verdade fora revelada.

-Fica por favor. - as palavras de Lydia voltam-me a surpreender e antes que eu pudesse afastar-me o suficiente já ela tinha acrescentado agora numa nova confissão. -Eu preciso que fiques.


Notas Finais


Que acharam do capitulo??
Mais um novo momento tenso entre o nosso casal e agora tudo graças ao álcool dentro do sistema de Lydia.
O momento entre a Lea fez-me cortar o coração especialmente por fazer a Lydia gritar com ela daquela forma, eu não quis, mas foi necessário para a conversa chegar ao ponto da irmã do Stiles.
Lydia foi bem cruel ao tocar no nome da Charlie não acham? Afinal de todas as pessoas a Lydia é aquela que mais compreende a dor que ainda vive dentro do Stiles, os demónios que ele ainda transporta.
Mas o capitulo terminou bem ou parcialmente bem, tivemos uma nova jura de amor por parte do Stiles e agora um pedido de Lydia que fazendo-a ignorar assim o seu orgulho ferido.
Próximo capitulo traremos ciúmes do Stiles e novos momentos Stydia.
Espero os vossos comentários.
Kiss, bea
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