História Verdade ou desafio. - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Haikyuu!!
Personagens Akaashi Keiji, Asahi Azumane, Bokuto Koutarou, Chikara Ennoshita, Daichi Sawamura, Hajime Iwaizumi, Kei Tsukishima, Kenma Kozume, Koushi Sugawara, Lev Haiba, Ryuunosuke Tanaka, Shouyou Hinata, Tadashi Yamaguchi, Tetsurou Kuroo, Tobio Kageyama, Tooru Oikawa, Yaku Morisuke, Yuu Nishinoya
Tags Asanoya, Bokuaka, Daisuga, Iwaoi, Kagehina, Kuroken, Levyaku, Tanaenno, Tsukkiyama, Ushiten
Visualizações 1.206
Palavras 3.437
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Não tenha crush, seja o crush


O sol já havia surgido àquela altura. Havia surgido como quem sabia que o dia seria longo e carregado de acontecimentos ou recebido ordens especiais para que fosse um daqueles grandes.

Na quadra a céu aberto, ainda que com as redes altas que cercavam a estrutura, a luz solar era forte. Mal se podia abrir os olhos e ai de quem ousasse estar ali sem blusa. O chão de concreto sujo e arrebentado, por onde a erva daninha florescia, ainda dava para jogar, embora o cuidado tivesse que ser no mínimo redobrado para que ambos os garotos não tropeçassem.

Do outro lado da rede, Kageyama fitava o rubro que estava prestes a dar seu último saque da jogada, para que enfim, pudessem finalmente ir tomar sorvete no fim da rua.

O sábado tornou-se um compromisso para os dois. Hinata tentava sorrir. Parecia temeroso em errar. Por sorte, estavam num lugar pouco frequentado pelas pessoas.

O levantador já estava começando a se impacientar com toda a demora em finalizar a partida. Puxou o ar com força e sentiu a garganta arder por conta da sede.

— Eu desisto! — bradou.

Shoyo baixou seus ombros, acabou por ficar frustrado.

— Tenha calma, pateta!

Enquanto o garoto de madeixas escuras sentava no chão quente, Shoyo deu seu saque. Parecia que o universo havia congelado apenas para que pudesse ver aquele momento repleto de tensão.

Contudo, era uma boa noticia Kageyama portar bons reflexos.

Antes mesmo que a bola pesada que vinha em alta velocidade o atingisse, rolara no chão, numa manobra que com toda certeza havia livrado sua cara de um bom hematoma.

— Des-Desculpe! — curvou seu tronco.

Estranhamente, Tobio não se irritou.

— De boa. Vamos tomar sorvete.

Levantou-se depressa, sem perder tempo rumou a saída da quadra. Hinata fincou suas sobrancelhas e apanhou a bola esquecida pela quadra. Sentira seu rosto normalizar aos poucos assim que se vira fora de perigo, entrementes, estava desconfiado pela ausência da personalidade explosiva.

Correu em direção ao levantador. Pôs seus braços para trás e o circulou, como quem o analisava. Kageyama parou de andar e o mirou conflituoso. O rubro levou seus dedos ao queixo e o ergueu. De olhos fechados, repousou sua mão livre na cintura.

— Você está diagnosticado com deficiência de Tobio!

— Como? — pestanejou.

— Você não está sendo você mesmo, oras!

Kageyama formou uma carranca.

-— E porque não estou sendo eu mesmo?

— Não quis me bater por ter quase te acertado uma bola! — cruzara os braços na linha de seu peitoral.

— Eu estou acostumado com você querendo me deformar.

Shoyo sentiu-se constrangido. Seus dedos correram nervosamente pela bola de vôlei no intuito de fazer aquela sensação de vergonha sumir. Kageyama perscrutou pelas vielas apertadas do pequeno subúrbio. Haviam pequenos blocos de comércios que fechavam para almoço, pessoas que se cumprimentavam e pássaros que bicavam o chão a procura de alimento.

O garoto cujas madeixas alaranjadas eram movidas pelo vento, mirou o companheiro por alguns instantes e sorriu. Adorava sua companhia, mesmo que não admitisse em voz alta.

— O que acha de quando a gente chegar na soverteria ficar com os meninos no grupo? Sinto saudades do time.

— Passamos a semana quase toda no celular — Kageyama detestou a ideia de passar o resto da manhã na internet.

— Mas eu estou curioso para saber quais são os próximos desafios — amarrou suas feições.

— Não estou te segurando, boke.

— Grosso!

 

 

 

@Tooru: Vamos jogar?

 

@Noya: Mesmo sem o Iwaizumi?

 

@Tooru: Depois ele entra isso é só frescura de brioco passageira, tô acostumado já.

 

@Bokuto: Ele tá com aquela coceirinha de rego, de leves sabe.

 

@Tooru: Exato. Vontade de dar e não quer assumir.

 

@Suga: Para de falar mal do menino e roda a brincadeira peste xD

 

@Tooru: Substituto ‘cê tá muito sumido, estou ficando preocupado.

 

@Suga: Só não supero o Kenma e o Kuroo.

 

@Noya: E o Tendou e o Wakatoshi que colocaram coraçãozinho lilás e até hoje estão desaparecidos.

 

@Lev: Recompensa para quem acha-los.

 

@Kenma: É a falta de vagas sabe.

 

@Kuroo: Mercados de casais tão acirrados, uns dão audiência outros não.

 

@Bokuto: O bagulho é louco.

 

@Kuroo: Mas eu to de boas, os esquecidos serão lembrados.

 

@Tooru: Não seria os humilhados serão exaltados?

 

@Kuroo: Também.

 

Por outro lado as férias de Bokuto não estavam saindo como ele havia planejado. Sua mãe queria viajar com seu padrasto — ou apenas ficar a sós com ele, não se sabia ao certo — e teria tido a brilhante ideia de deixa-lo com sua avó, numa pequena cidade do interior.

Ao longo da estrada, cruzaram cidades pequenas em três minutos e aldeias que evaporavam depressa. Outras demoravam séculos para passar. Portas abriam, carros buzinavam, pessoas impacientes xingavam uma as outras e de tempos em tempos paravam num posto de gasolina para abastecer o automóvel e comer.

Sua mãe não dialogava muito desde o divórcio. Muitas vezes Koutarou sentia que era um intruso outrora tinha certeza. Assim que se aproximaram dos campos, a primeira coisa que reparou é que a internet móvel continuava intacta.

Desceu do carro e avistou as águas altas e os barcos gigantescos que deslizavam com calma. As pipas preguiçosas de crianças que aproveitavam seu tempo livre da rotina estressante de escola e bem no fim do céu, as gaivotas que cantavam e rasgavam a imensidão azul com o bater de suas asas.

O vento forte batia contra seu corpo lhe trazia o cheiro salino agradável.

Ele olhou novamente a tela do seu celular, largou a mochila sobre a terra fofa que se espalhou pelo ar sumindo depressa. O carro não demorou a partir sem um adeus.

Tentou manter a calma. Já estava perto para que pudesse morar sozinho e ser livre daquela obrigação de mãe e filho.

Discou em seu celular para Akaashi que não demorou a atender.

— Chegou?

— Sim. Acabei de chegar, minha mãe já vazou, estou com preguiça e com uma fome do cacete — pôs as mãos na cintura e observou o casarão antigo com uma varanda extensa. — Até que é bonito. Tem praia e portos.

— Espero que se divirta.

— Não vai mudar muita coisa. Não conheço ninguém então... Só quarto, internet e séries. — em sua voz ainda era eminente o tom de irritação.

— Está sendo um pouco inflexível. Ela acabou de sair de uma situação estressante.

— Faz quase dois anos que ela saiu dessa situação estressante. — grunhiu. Apanhou a mochila e a jogou sobre um dos ombros. — Acho que vou entrar agora, meu vô com certeza deve estar pescando.

— Sua vó fica em casa sozinha?

— Sim. A maior parte da semana. Ele sai pra pescar em mar aberto, volta com o dinheiro passa de três a quatro dias em casa e volta pro mar.

— Hm. Acho que eu não conseguiria viver num casamento assim.

— Relaxa, eu irei trabalhar em algo que não me consuma muito tempo — gracejou. Do outro lado da linha Akaashi rodara seus olhos.

— Qual a graça de ficar dando em cima de mim?

— Quando dá certo, você fica com vergonha. Acho fofo.

— Se não for incômodo eu posso passar a semana que vem aí. Meu pai, como sempre, vai estar viajando a trabalho para a América. — desconversou.

— Vou falar com minha avó então.

— Ok.

Bokuto batera na porta algumas vezes, entrementes, não obtivera respostas.

— Acho que não estão em casa.

— Vai ficar sentado e esperar?

— É o que me resta. — tirou os fones do bolso para que pudesse conversar com Akaashi e utilizar suas redes sociais.

 

 

@Noya: Mas se os humilhados serão exaltados e os esquecidos serão lembrados, então quer dizer que os exaltados serão humilhados e os lembrados serão esquecidos?

 

@Kei: Masoq

 

@Suga: Não se assustem, ele só está fazendo jus ao apelido.

 

@Tooru: Noya, saquei.

 

@Akaashi: Foi uma Noya intensa.

 

@Daichi: O Asahi adora uma Noya xD

 

@Suga: Viado do céu não podia divulgar.

 

@Daichi: Ih, foi mal.

 

@Asahi: -_-

 

— Daichi, você é péssimo com segredos — Suga bradou da cozinha enquanto guardava algumas das compras junto a Azumane, que estava com suas bochechas em brasa.

— Nunca vazei segredo de ninguém — invadiu o cômodo com o resto das compras. Haviam se preparado para o final de semana inteiro com salgadinhos, refrigerantes, pizza congelada e inúmeros potes grandes de sorvete. Alguns dias atrás tinham batizado o encontro como o final de semana dos aposentados.

— Fala isso pro meu segredo!

Sawamura fechou suas expressões e Koushi desatou a gargalhar. O ex-capitão de Karasuno batera seus cílios num ínfimo toque de expressividade.

— Chama isso de segredo?!

— Claro que sim!

— Não é segredo se metade de Karasuno sabe. — Daichi ergueu uma de suas sobrancelhas — Só o Nishinoya que é meio lerdo e não notou ainda.

— Espero que não note nunca — o ace baixou seus ombros a medida em que soltara um prolongado suspiro. Vivia em conflitos demais com o que sentia para lidar com um fora de Yuu.

— Um dia essa frescura toda ai vai dar casamento — Suga, quando finalmente conseguiu conter-se, pusera as mãos em sua cintura como quem sabia o que estava dizendo.

O capitão deu um sorriso malicioso.

— Ele não acharia muito ruim.

Azumane sentiu seu rosto aquecer, jogou a caixinha de palitos de fósforo no amigo como uma intervenção.

 

 

@Noya: Eu sei que vocês me ama.

 

@Tooru: Porque quando eu falo que vocês me ama, ces é tudo bruto?

 

@Lev: Vamos continuar a brincadeira antes que role uns choro aqui.

 

@Kuroo: Deixa rolar que o choro é livre.

 

@Bokuto: Já tem intriga demais aqui.

 

@Tooru: Nossa, me senti humilhado agora.

 

@Kuroo: Relaxa, um dia você será exaltado.

 

@Tooru: Vai suga -_-

 

@Suga: É uma pena que a treta acabou.

 

@Daichi: Tem os bastidores.

 

@Noya: xD

 

@Kuroo: Ces não tão bem hoje.

 

@Kenma: Não mesmo.

 

@Hinata: Kenma <3

 

@Kenma: Shoyo <3

 

@Lev: Sinto que vai da merda.

 

 

— Você e o Kenma são muito amigos? — questionara. No fundo, sentira uma pontada de ciúmes. Não muito, mas o suficiente para que tocasse fogo um prédio inteiro.

— Sim, conversamos bastante, contamos quase tudo um para o outro — animado, o rubro começara a falar o quão o rapaz era incrível, como ele era bom com jogos, mas tinha preferencia por gameboys.

— Aham. — Tobio rodara seus olhos. Enxergava Kozume como um fresco, um modinha daqueles que se intitulava antissocial, que jogava para esconder a dor de verdade.

— Qual é, que bicho te mordeu hoje? Uma hora tá alegre, outra com cara de cu. — Shoyo já estava meramente cansado de lidar com o humor extremamente inédito do levantador. Queria o Tobio, o verdadeiro Tobio.

— Só estou pensativo.

— E desde quando você tem cérebro Kageyama?

— Olha, vai te fude vai.

Shoyo gargalhou.

 

 

@Kuroo: Sabe o que eu digo diante de tal cena?

 

@Kenma: O que?

 

@Kuroo: Eu não digo nada, só observo.

 

@Suga: Let’s go antes que role briga mesmo. Yamaguchi, verdade ou desafio?

 

@Tooru: Ui, hoje meu couple vira canon.

 

@Lev: Adoro.

 

@Bokuto: Arrepiou minha epiderme.

 

@Yamaguchi: Desafio.

 

@Kuroo: Táquepariu, hoje tem.

 

@Suga: Pv.

 

@Tooru: Oxe, não. Ai a gente fica de fora.

 

@Suga: Se eu lançar aqui acaba com o tesão do negócio.

 

— Puta sem graça isso — Sawamura avançou em direção a Suga na tentativa de apanhar o celular para que pudesse ver o desafio proposto a Tadashi. Suga riu. Estavam os três em cima de um colchão posto na sala maratonando filmes que teriam escolhido ao longo da semana.

— Sai daqui, seu chato! — tentou afastá-lo. Azuame pestanejou algumas vezes.

— Quando foi que eu comecei a segurar vela? Pode voltar à fita que eu quero conferir.

Daichi fizera careta. Não estava acontecendo nenhum tipo de tratamento especial, pelo contrário, o tratamento especial de Suga era completamente voltado para Asahi, coisa que resultara em inúmeras crises de ciúmes no ex-capitão.

Somente em lembrar-se de todos os abraços ou conversas melosas pelos aplicativos emburrou-se. Parecia que nada de bom tinha acontecido em seu dia.

— Se fosse por isso eu também iria segurar vela pra vocês dois.

Asahi riu e coçou a nuca. Sabia que teria um relacionamento bastante saudável com o prateado, contudo, seu coração estava para Nishinoya tal como o de Suga estava começando a pertencer a Sawamura e seu ciúme endógeno — que não era tão discreto como ele pensava que fosse.

Daichi deixara algumas vezes transparecer os traços de sua irritação, era concentrado demais no que estava ao seu redor para disfarçar uma sensação ruim como aquela.

— Não, não. Somos apenas amigos — fechou seu punho e o esticou. Suga fizera o mesmo e encostou o seu com o do comparsa.

Sawamura apenas afastou-se de cara fechada. Tornara de imediato sua atenção ao televisor. Um pouco desconcertado, Koushi decidira responder Yamaguchi.

 

@Yamaguchi: Oi.

 

@Suga: Te desafio a mandar um nudes pro Tsukishima.

 

@Yamaguchi: acho melhor não... ‘-‘ ele pode ficar bravo e tals.

 

@Suga: Só explicar depois ue.

 

@Yamaguchi: Pode ser só meio não?

 

@Suga: Pode também. Sem problemas, bate print da reação dele e manda no grupo.

 

@Yamaguchi: Okay. Vou tentar.

 

 

Tadashi se pôs de frente ao espelho do banheiro. Era de longe a ultima pessoa que se agradava as formas de seu corpo, sem mencionar as sardas.

Jamais havia tirado a sequer a blusa na frente de Tsukishima e isso lhe fazia querer voltar atrás.

Inspirou fundo, seu corpo estava parcialmente desnudo devido à peça íntima de cor azul marinho que usava. O elástico branco ressaltava ainda mais sua pele naturalmente amorenada salpicada com alguns pontinhos.

Suas pernas eram roliças, um pouco maiores do que seu corpo. Não faziam do tipo musculosas, faziam do tipo extremamente modeladas. Sua cintura tinha curvas delineadas, coisa que casava muito bem com a barriga reta que tinha, esta, que possuía alguns gominhos.

Ainda incerto, posicionou-se de lado. Deixou à mostra as nádegas arrebitadas e cheias. Ao contrário da maioria dos jogadores, suas nádegas não tinham sido derivadas de árduos treinos, ou seja, igualmente as pernas eram naturais. O som do dispositivo ao bater a foto o fez tremer dos pés a cabeça.

Enviou a imagem e não demorou em se arrependesse por conta da demora de Kei em responder.

O loiro, por outro lado, abrira a imagem e por alguns instantes se vira perdido. Nunca havia parado para reparar no corpo do amigo de longa data — ao menos não com tanta atenção —, entretanto, agora que finalmente havia olhado para ele de uma maneira diferente teria concluído: Tadashi era gostoso.

Deu zoom nas pernas, na barriga, na clavícula que era salientada e na bunda elevada. Sua respiração se desregulou e um calor indevido surgiu no meio de suas pernas.

E no fundo — ou nem tão fundo assim — ele teria sentido uma pequena vontade de “pegá-lo”. Contudo, logo seu cérebro passou a despertar.

Onde que estava com a cabeça?!

Sentou-se depressa na cama e passou os dedos pelos cabelos, aperreado.

Era hetero, não deveria maliciar com homens, muito menos se esse homem fosse seu melhor amigo!

Algo queimou em seu peito, talvez fosse uma gorda parcela de culpa.

Maldito Suga, aquilo só poderia ser coisa dele!

 

@Kei: Já saquei que é desafio.

 

@Yamaguchi: Você faz perder a magia xD

 

@Kei: Não, apenas te conheço bem o suficiente pra saber que não teria coragem de mandar uma foto dessas por vontade própria (:

 

@Yamaguchi: Tá dizendo que eu sou sem atitude?

 

@Kei: Talvez.

 

O adolescente de sardas teve de se controlar para não xingá-lo dos piores nomes possíveis. Se existia uma coisa que ele odiava era ser afrontado por Tsukishima. Deitou-se na cama e enfiou a mão dentro da cueca boxer e retirou outra imagem, onde, metade de sua face estava cortada e seus lábios estavam entreabertos.

Sua clavícula, pescoço e tronco estavam bem à mostra. Suas pernas juntas aparentavam ser mais grossas, em resumo, estava de tirar a linha de qualquer um.

Do outro lado, Kei piscou algumas vezes completamente atônico. Uma corrente elétrica percorreu por seu corpo, parecia um arrepio. Olhou para a ereção que se formava e praguejou. Apertou-a com força, para que então, se visse trancado no banheiro. Precisava dar um jeito naquilo.

 

@Kei: Certo. Me calei.

 

@Yamaguchi: (:

 

Satisfeito com a resposta, Yamaguchi para que pudesse concluir o desafio bateu os prints e enviou.

 

@Suga: Puta que merda, além de ser gostoso calou a boca do Tsukki.

 

@Bokuto: Chega ascendeu meus faróis aqui.

 

@Lev: O maior turn down for wat que você respeita.

 

@Kuroo: Tsukki, perdão. Mas não sei se reparo no Yams ou na volta por cima que ele deu.

 

@Tooru: Você nos concede analisar seu friend?

 

@Kei: Pode olhar, não to com a visão de ninguém -_-

 

@Lev: Ui.

 

@Noya: Eu já sabia que o Tadashi é gostoso. Digamos que por acidente eu já vi ele de cueca.

 

@Yamaguchi: Dia ruim ._.

 

@Bokuto: Tem um corpo de menina, mas é gostoso.

 

@Suga: É, realmente.

 

Assim que terminou de arrumar sua cama, Yamaguchi escutara seu celular vibrar em cima do criado mudo. Olhou para o display vendo que se tratava de Tsukishima. Sentiu seu rosto ferver. Recolheu os fones de ouvido jogados pelo chão, conectou e em seguida atendeu a ligação.

— Vai querer jogar hoje? — a voz de Tsukishima parecia estar sonolenta, um pouco rouca também.

— Eu não sei, se a mãe chegar eu irei.

Quase todas as tardes, os primos de Tsukishima se apossavam de sua sala. Jogavam, normalmente, games de tiro e outras vezes FIFA.

— Hm. — o chiado do outro lado da linha denunciou que Kei estava comendo alguma besteira empacotada. O silêncio instaurou-se sem permissão entre os rapazes.

Jamais haviam tido algum tipo de contato íntimo, pelo contrário, sempre foram reservados até demais quanto ao que se referia à amizade. O que compartilhavam se limitava a coisas que ocorreram na infância, no dia a dia ou problemas familiares. O advento do nudes parecia ter danificado alguma peça entre eles.

— Você ficou chateado?

— Não. Surpreso talvez, mas chateado não — amaçou a embalagem e arremessou num pequeno cesto de lixo próximo a sua mesa de estudos.

— Tem certeza?

— Tenho.

Yamaguchi relaxou seus ombros um pouco mais e deitou-se pensativo.

— Isso... Pode... Sei lá, afastar a gente?

Tsukishima franziu suas sobrancelhas. Sempre foi notória a preocupação de Tadashi com a relação que existia entre eles, entrementes, não entendia o porquê de uma simples foto poder acabar com bons anos.

— Essa pergunta foi bem idiota.

O pesar das palavras secas fora como um golpe. Ainda que Tadashi mantivesse suas forças para não ficar sentido, o som da mágoa se mesclou a sua voz.

— Desculpe Tsukki.

Kei, por sua vez, sentira a culpa no peito. Porém, fizera o que já estava acostumado a fazer: Ficar calado. Remexeu em seu celular, principalmente no grupo da brincadeira onde os meninos ainda comentavam empolgados sobre foto de Yamaguchi.

 

@Kei: Já acabaram?

 

@Tobio: Ain, ele se irritou.

 

@Kei: Não me irritei, só que é besteira demais para pouco grupo.

 

@Tobio: Vejamos... É, o Yamaguchi tem um corpo legal.

 

— Que saco!

A interjeição saíra alto demais. Não havia explicações para que tivesse ficado desestabilizado com as mensagens de Kageyama. Desligou a ligação sem avisos prévios, precisava ficar sozinho e por a cabeça no lugar, pois as coisas aos poucos pareciam perder os sentidos.

Seu coração não estava bem, batia inconsolado e ao mesmo tempo enfurecido como uma criança que estava preste a sentar no chão e chorar. Sua garganta parecia estar embolada em xingamentos presos.

A vontade que tinha era de simplesmente chamar o levantador no privado e lhe dizer poucas e boas, entretanto, sabia que não havia motivos reais para um chilique em grande escala.

Deslizou o polegar três vezes na tela do celular para poder ignorar as três chamadas seguidas de Tadashi. Já tinha acontecido coisa demais para pouco dia.

 

 

@Tobio: Oloco, o cara me deu bloqueio.

 

@Yamaguchi: É melhor rodar o jogo.

 

@Suga: Eu protesto! Isso é um relacionamento abusivo Yamaguchi!

 

@Daichi: Cadê o numero do disk denuncias?

 

@Yamaguchi: Mas eu só ligo se for pelo 0800.

 

@Kuroo: E a crise acaba de chegar ao Japão, apenas lamentamos.

 

@Bokuto: Crise das batatas.

 

@Noya: Batatas, saudades </3

 

@Kenma: Estamos melhor que os EUA com o Trump

 

@Lev: Quem confia em alguém que se chama Donald?

 

@Tooru: Vamos evitar conflitos mundiais. Kuroo, eu te desafio a completar o desafio que você falou naquele dia.

 

@Kuroo: Ensinar a beijar por vídeo?

 

@Tooru: Sim, mas no Kenma, óbvio.

 

@Lev: Segundo ship que virar canon hoje, o universo está progredindo.

 

@Hinata: É que teve reclamação no inbox.

 

@Lev: xD

 

@Bokuto: O universo é bem filho da puta comigo. Já foi Iwaoi, Levyaku, Tsukkiyama, Ushiten agora KuroKen, mas não sai um BokuAka.

 

@Tooru: O universo gosta de torturar.

 

@Bokuto: Muito humilhante isso.

 

@Noya: Relaxa, os humilhados serão exaltados.

 

@Bokuto: Amém.

 

@Bokuto: Mas e ai Kuroo, vai rolar os beijo ou nem?

 

@Kuroo: Só dar uma chegada na casa do Kenma aqui, mando já o vídeo.

 

 

@Lev: Arrasa viado.


Notas Finais


Hey hey hey!

Pessoas? Espero que tenham tido uma boa leitura!

Sim, eu estou meio desapegada das notas iniciais, não faço ideia do porque, mas tudo bem o bonde que segue xD Eu tenho alguns pontos a destacar antes que você saia simplesmente do chap ;-; sz tenha pacienciazinha comigo.

Para as pessoas que me cobraram ATT, aqui estou eu e com uma decisão. A única fanfic minha (em andamento) que receberá atualizações será essa. As variantes somente serão atualizadas depois da prova do enem. Se você lê evangelho de sangue please não me bata ‘-‘ (LEMBRANDO QUE, Chain Lovers vai receber ATTs sim, pois eu nao faço ela sozinha então... A praticidade é maior do que escrever uma solo)

X Se você não faz ideia a respeito de qual fanfic me refiro (com certeza pouquíssimas pessoas sabem), eu criei uma conta secundária para publicação de fanfics em Haikyuu por um único motivo; Essa minha conta ela é bem variada e eclética, eu não costumo me dedicar em um fandom só. Tem knb, snk, hp, kpop, e outras nas quais não me recordo e para não flodar a conta resolvi criar a Hannye_Haikyuu. (onde eu postei uma short fic DaiSuga padre x demon)

X Sim, o primeiro a crushar vai ser o Tsukishima, pq sim u-u. O Yams mandar nude foi um pedido de uma leitora, então, se manifesta ae, dá um salve de leves pra nois u-u sudhsuhd

X As pessoas que estavam a espera do Beijo do Kuroo, está mais perto do que longe xD

X Suga está gamando no Daichi? Sim ou claro? xD

X Gente, as atualizações serão de duas em duas semanas por conta da minha carga horária de estudos que gira em torno de 12h diárias, fora que eu trabalho e meu tempo de lazer é quase nulo, visto que eu tenho cursos e minha folga é em dia de domingo (nem isso, pq eu trabalho o dia quase inteiro tb), então, paciência com a garotinha aqui sudhushd

X Outra coisa que eu queria esclarecer é o seguinte: Devido ao advento da minha correria por conta do ultimo ano do ensino médio, enem chegando e tudo mais, eu não tive tempo de dar aquela olhada marota. Se vc viu erros, me avise, sim? Serei eternamente grata u-u

X GEEENTE DO CÉU, quase 100 pessoas favoritaram a fic neste ultimo chap, estou bem besta xD fora os 40 comentários, vcs são realmente fodas <3

(Tá porra nota grande do krl viadu)

Se gostou, já deixa aquela interagida marota que todos nós autores amamos!
Se não atingiu suas expetativas, se teve erros e variantes, eu peço desculpas <3
Até breve!
Beijinhos da han!


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