História Verdades obscuras - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 4
Palavras 1.149
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela
Avisos: Estupro, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo 1



Estávamos no dia 18 de julho de 2020. Eu estava escorada no minúsculo espaço entre a janela e minha pequena biblioteca. Fazia frio do lado de fora e o céu começava a dar sinais de que iria chover.

Meus olhos percorriam, atentamente, a rua em busca da sombra que havia visto há alguns segundos atrás, quando o apito da chaleira começou a chiar e eu levei um susto de leve.

Desviei minha atenção para dentro do meu pequeno apartamento de número 35 e em seguida dei uma última olhada na avenida. Tudo parecia normal, exceto pelo barulho que meu vizinho do apartamento de número 39 fazia.

Suspirei. Eram nove horas da manhã de um sábado e, provavelmente, Sofia deveria chegar daqui à meia-hora. Iriamos para um show em São Paulo e ela estava ansiosíssima. Não que eu não estivesse, mas quando notei o clima logo que acordei desanimei, totalmente.

Caminhei em direção a minha cozinha com a minha gata, Atena, em meu encalço. Desliguei o fogo e preparei uma pequena porção de atum com ração de gato. Sim, eu poderia estar mimando demais a minha pequena gata, mas eu não tinha filhos e nem muitas contas para pagar. Então, por que não mimá-la? A gata ronronou em resposta, enquanto eu me servia de café e torradas.

Quando terminei, ouvi o bipe do interfone e a voz conhecida de Sofia ressoar no ambiente. Mandei-a subir e corri para meu quarto para me aprontar. Em poucos minutos, uma batida leve na porta dizia que a mulher já tinha chegado.

-Pode entrar! – minha voz ecoou no silêncio do apartamento. Escutei o rangido da porta enquanto esta se abria e logo depois um clique.

-Alice? Onde você está? – a voz de Sofia denunciava sua chegada.

-Estou no quarto! Este apartamento não é lá muito grande,você sabe não?

-Certamente que não é! O que você está fazendo? Ainda não se arrumou?- ela disse logo que entrou no cômodo.

Virei-me e dei de cara com uma mulher de vinte anos com os cabelos cacheados, de tamanho médio, soltos, suéter verde, calça jeans e botas.

-Uau, isso não é muito para um show? Parece que você vai trabalhar! – Notei seu revirar de olhos e sua expressão se fechar. Lá vem bronca...

-LILI! Você disse que já iria estar pronta quando eu chegasse! O que tem de tão difícil em cumprir os prazos e o que promete? – Ela começava a explodir e andava de um lado para o outro do quarto.

-Foi mal, Sofi... Eu me distraí! – Ela me olhou com reprovação, mas percebi que só estava se comportando deste jeito por ansiedade. – Para quê ficar tão nervosa? O show só vai começar a partir das 21h00min!

-Eu sei, mas ainda temos que passar na casa dos meus pais e pegar as outras meninas! Além disso, quero estar lá no máximo até as 19h00min... Ainda vamos ter que comer, nos situar e procurarmos nossos lugares... –Minha amiga falava desesperadamente como se estivéssemos mesmo atrasada.

Suspirei e tirei do meu guarda-roupa o vestido branco com estampa de folhas secas em preto, minhas meias-finas bege, uma bota de cano baixo também preta e meu casaco branco. –Vou tomar uma ducha. Já volto.

-Alice! Seu vizinho, Greg, está fazendo barulho de novo? – Ouvi a voz dela e entrei debaixo do chuveiro. Murmurei um “É o que parece” e um “Onde quer chegar com isso?”. Quando ela não respondeu, presumi que iria escutar mais algum falatório quando saísse do banho.

Desliguei o chuveiro e me enxuguei rapidamente. Coloquei meu conjunto de lingerie e logo deslizei no vestido.

As meias- finas deram um acabamento muito melhor do que o que eu imaginava proporcionando um ar mais elegante, por assim dizer. Destranquei a porta do banheiro e fiz uma mini- corridinha ao meu quarto. Ao adentrar o ambiente, notei Sofia estirada na cama com um sorriso malicioso no rosto.

-O que foi?- perguntei enquanto colocava meu casaco e procurava meu perfume na pequena penteadeira- Por que está com essa cara?

-Nada. – Ela respondeu mesmo que seu rosto demonstrasse outra coisa e em seguida murmurou: “A Louise vai amar isto!”. Fingi que não ouvi. Há meses essas duas tentavam me juntar com o que diziam ser o bonitão do 39. Sempre ignorei. Não estava interessada em alguma espécie de romance neste momento da minha vida e, por isso, nunca fui aos encontros arranjados.

Terminei de me aprontar passando apenas o lápis nos olhos, rímel e um batom rosado nos lábios. Dei uma conferida no visual e uma última penteada nos cabelos que caiam livremente em meus ombros e, em seguida, coloquei minha bota. Olhei para Sofia que me encarava sorrindo, mas sem nenhum resquício de malícia.

-Está linda, Lili! Muito linda! Vai arrasar! – ela disse descendo da cama e dando pequenos saltinhos. Revirei os olhos, um pouco envergonhada. Peguei minha bolsa e me dirige a cozinha. Enchi a tigela de água e comida de Atena e dei uma olhada em sua caixinha de areia, na lavanderia. Estava tudo limpo e em ordem.

-Cadê a Atena? – escutei Sofi perguntar enquanto procurava a gata no apartamento. –Ela sempre some quando chega visitas em casa, não?

-Sim, acho que ela ainda deve ter medo... Atena!! –Chamei e em seguida o sino dela soou na sala. A gata saiu detrás do sofá, ainda meio desconfiada, e foi ao meu encontro sempre de olho em Sofia e em seus movimentos.

-Atena! Vou sair por algum tempo. Só vou voltar amanhã, tudo bem? – Perguntei a gata como se ela pudesse mesmo responder. Ela ronronou quando acariciei sua barriga e encarou Sofia intensamente.

Sofi sorriu e estendeu a mão para lhe fazer um carinho. Porém a gata foi mais rápida e arranhou-lhe a mão.

-ATENA! – a repreendi e Sofi correu para o banheiro a fim de lavar o arranhão e passar algum antisséptico. A gata me olhou com desinteresse, pulou do meu colo e foi se esconder em algum lugar do apartamento. Fiquei alguns segundos olhando para o lugar em que ela tinha, supostamente, “desaparecido” e disse com a voz meio irritada- Nós vamos ter uma conversa quando eu chegar! Ouviu, mocinha? Você não vai escapar tão fácil assim não! Então, para a sua segurança, é bom que esse lugar não esteja bagunçado!

- O que é isso Alice? É só um gato e foi só um pequeno arranhão! Não é nada demais! – Olhei para Sofia, que havia feito um curativo na palma da mão direita e já pegava seu casaco na entrada. – Não precisa fazer tempestade em copo d’água! Agora, vamos? Estamos atrasadas!

-Tudo bem! Estou indo – disse pegando minha bolsa, celular e chaves. Dei uma última olhada no apartamento e fechei a porta. Mal sabia eu, que este era o começo de um pesadelo muito mais aterrorizante do que os pesadelos que já tive.


Notas Finais


Olá. É a primeira estória que posto... Sempre amei escrever,mas sou meio insegura quando os outros lêem meus textos. Espero que gostem,porque eu estou muito nervosa... hahahaha


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