História Verdades obscuras - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.083
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela
Avisos: Estupro, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capítulo 2



- Sofi? Cadê o Fernando? – Perguntei quando adentramos seu HR-V prata.

–Ele é o seu cachorrinho! Vocês são um grude... É como se dependessem um do outro. Cadê ele?- Ela revirou os olhos enquanto observava o estacionamento do prédio. Estava tudo silencioso e as pessoas passavam na rua, conversando animadamente.

-Ele está no plantão ainda, disse que me encontraria na casa dos meus pais... – Sofia murmurou e seus dedos tamborilaram no banco. Era como se estivesse nervosa. – Posso ligar o rádio? – perguntou, direcionando um olhar ansioso para mim. Sorri.

- O carro é seu! Faça o que quiser! – E então dei partida no veículo, saindo do prédio. Meus olhos percorreram a rua em busca de algo estranho, mas não notei nada e arranquei virando na primeira esquina e entrando na avenida movimentada.

-Sabe... Ainda não sei o porquê você sempre me deixar dirigir! É seu carro, não me culpe se eu for de encontro ao um poste, do nada... – Ri imaginando a cena e querendo estabelecer uma conversa. Sofia me encarou, finalmente relaxada.

-Fala sério! Todos nós sabemos que você é doida pelo meu carro. Além do mais, você, mais do que qualquer um, sabe que é uma ótima motorista! É a melhor de nós quatro. –Sorriu, trocando de rádio e dirigindo um olhar alegre para mim.

-Não é verdade! A Fê dirige muito bem! – Troquei um olhar com ela, que estava com a sobrancelha arqueada – Ok, eu deveria afirmar que todas dirigem bem, mas acho que todas nós sabemos que a Fê é a melhorzinha...

-Tirando você! – Ela riu e a música “ Ela vai voltar” da banda Charlie Brown Jr. pairou no carro. Sorri e sussurrei um “Talvez...” enquanto entrávamos na rodovia.


Quando o carro encostou-se à frente da casa de número 375 na Rua Clover, a porta se entreabriu e a mãe de Sofia veio ao nosso encontro.

-Mãe, a senhora não devia tomar friagem! Entre. Vamos! – Sofia falava enquanto acompanhava a mãe para dentro da casa. Eu ri, peguei nossas bolsas e corri para dentro.

-Senhora Mendes! – Cumprimentei a pequena mulher sorrindo e abrindo os braços para lhe dar um abraço. A Sra. Mendes sorriu, retribuindo o abraço e dizendo:

-Ah, por favor, me chame de Maria! Não sou tão velha assim... – Dei um riso e ela acrescentou- Vamos, meninas! Querem me ajudar com o almoço? – E, olhando para Sofia disse:- O Fernando já está aqui, meu amor!

-Sério?! – Sofia sorriu alegremente, saindo em busca do namorado. Sra. Mendes me fitou rindo e, pegando na minha mão, me guiou até a cozinha.
-Minha filha... Já comeu? Não quer uns biscoitos? Pão? Bolo? Suco? – Ela falava apontando para a mesa. Eu neguei dizendo que já tinha comido e não estava com fome, porém ela me obrigou a comer um pedaço de bolo e tomar um copo de suco. Ela parecia mais uma avó do que uma mãe...

Observei a cozinha, curiosa. O ambiente era simples e bem rústico, mas de muito bom gosto. As bancadas da pia continuavam do mesmo jeito que eu me lembrava desde a última vez em que vim nessa casa. A janela revelava um pequeno jardim, localizado nos fundos da casa, com uma horta maravilhosa  que ainda não tinha nenhum resquício de vegetal ou legumes. Provavelmente, não fazia muito tempo que havia sido replantado. Sorri e minha mente viajou até a minha mãe. Com certeza, a mulher não levava nenhum jeito para hortas desde que tentara ter uma e acabou matando as plantas ou por afogamento ou falta de sol. Ri, lembrando o quanto ela ficou frustrada e chateada.

-Lili? – A voz de Sofia me trouxe de volta a realidade e a mulher entrou no cômodo com Fernando em seu encalço. Dei uma risadinha abafada. – As meninas disseram que vão vir para cá. Parece que Fernanda vai vir dirigindo.

-Isso é ótimo! Mas me diga, por que saímos tão cedo assim? – A desafiei olhando de Sofia para Fernando e, novamente, para Sofia- Oi, Fer!

-Oi, Lili! – Ele me cumprimentou com um abraço rápido e Sofi respondeu:

- Fica quieta, Alice! – Virando-se para sair da cozinha e levando consigo o namorado.


Ajudei a Sra. Mendes com o almoço, enquanto a sua filha, ingrata, namorava em algum lugar da casa. Miguel, o filho mais novo, e o Sr. Mendes chegaram do mercado e acabaram, por fim, assumindo meu posto. Eu agradeci e sentei no sofá da sala para assistir televisão.

Após, finalmente, achar um programa interessante. Miguel adentrou  a sala, sorrindo. Eu achava muito engraçado o fato de ele ser dois anos mais novo do que Sofia e, às vezes, ser o mais responsável e, talvez, por isso parecer mais velho. Ele sentou do meu lado sem desviar o olhar.
-Alice – Ele ampliou ainda mais o sorriso. E eu sorri.

-Miguel! Quais são as novas? Alguma garota na fita? –Ele negou com a cabeça.- Algum garoto? Você sabe que eu não discrimino ninguém, né?

Ele riu e quando ia responder a campainha tocou.

- Eu atendo! - E assim que abri a porta, Louise pulou em mim, rindo alegremente.  Eu acabei me desequilibrando e caí de bunda no chão com a mulher de cabelos louros por cima. Gemi de dor, enquanto tentava abrir meus olhos e sair  de debaixo daquela doida.

-Tudo bem que eu apoie o movimento LGBT e tal, mas a Lou tem namorado Alice! – Escutei a voz de Fernanda tentando soar brava, mas logo desistindo e rindo junto com Louise.

Quando olhei para cima, escutei um click e percebi Sofia com o celular e todos ao nosso redor. Bufei, inconformada com tamanha criancice.

-Oh, senhor! Levantem daí, este chão está frio! – A Sra. Mendes disse nos ajudando a ficar de pé.

-Esta foto ficou muito boa! – Sofia anunciou ainda com o celular na mão e as duas se juntaram para ver melhor. Elas riram e eu revirei os olhos. Passei as mãos nas minhas vestes, como se buscasse alguma sujeira e me virei para Fernanda.

-Você a embebedou, Fernanda? – Louise riu e cumprimentou o Sr. e a Sra. Mendes, seguida de Fernanda. As duas me ignorando, completamente.

-Essa foto ficou muito boa, Lili! Vamos acrescentar à pasta das fotos que vamos mostrar na festa do seu casamento! – Sofia dizia, enquanto me mostrava a tal foto. Bufei, novamente, o que ocasionou risos na sala, me fazendo ficar vermelha.



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