História Verdades Secretas - Capítulo 30


Escrita por: ~, ~Deborajosy e ~bcrdso

Postado
Categorias Once Upon a Time, Originais, Três Espiãs Demais
Personagens Colin O'Donoghue, Ginnifer Goodwin, Jennifer Morrison, Josh Dallas, Lana Parrilla, Sean Maguire
Tags 007, Ação, Colifer, Colin O'donoghue, Espiões, Espionagem, Ginnifer Goodwin, Gosh, Jennifer Morrison, Josh Dallas, Lana Parrilla, Meghan Ory, Missão Impossível, Mistério, Nathaniel Buzolic, Once Upon A Time, Original, Ouat, Romance, Sean Maguire, Seana, Três Espiãs Demais
Exibições 301
Palavras 5.822
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oláaa! Olhem quem está de volta em menos de uma semana!!! 😱
Voltamos rápido porque ficamos muuuuuito felizes com os 200 favoritos completados nessa semana. Nunca imaginamos que a história tivesse um feedback tão bom quanto o que está tendo. Muito obrigada a cada um de voces que favoritaram, vocês que comentam e estão sempre com a gente, às meninas do grupo do wpp que, vira e mexe, indicam VS pra alguém... Vocês são incríveis!!! ❤❤
Enfim, sem mais delongas...
O capítulo hoje tem muita coisa boa. Começando pela foto do capitulo hehehe
Esperamos que gostem 😉

Capítulo 30 - Ligações perigosas


Fanfic / Fanfiction Verdades Secretas - Capítulo 30 - Ligações perigosas

POV Jennifer

Acordei assustada com um barulho irritante de buzinas de carros. Esfreguei os olhos e olhei bem devagar ao redor do quarto e em seguida enterrei minha cabeça no travesseiro constatando que, para minha infelicidade, eu não estava sonhando e o dia já tinha mesmo amanhecido. Infelizmente eu havia passado a minha madrugada estudando para algumas provas semestrais e repassando o roteiro da minha apresentação com Colin, o que me fez dormir muito, muito pouco e acordar com aquele barulho insuportável não era muito agradável.

Praticamente me joguei para fora da cama e me arrastei para fora do quarto rumo à cozinha, mas ao perceber que a casa estava em completo silêncio, o que era muito estranho, mudei meu rumo para o quarto de Ginnifer, já que não a havia visto sair de lá desde o dia anterior quando havia se trancado lá dentro assim que chegamos da faculdade.

Quando eu tinha 11 anos, meus pais me mandaram para uma suposta colônia de férias da S.I.O.H.P. – que na verdade era um artifício usado pela agência para encontrar mentes brilhantes e novos agentes mirins para recrutar –. Um dia eu estava andando pelo acampamento e acabei encontrando uma garota da mesma idade que eu, de cabelos negros e pele branca como a neve. Na verdade, já nos conhecíamos, nossos pais eram amigos, mas não éramos muito próximas e nunca havíamos trocado mais que três palavras. Ela estava em um canto escondido de uma cabana e chorava muito por conta de algo de mau gosto que uma das crianças disse a ela por conta dos óculos que usava.

Não me lembro de detalhes da nossa conversa, mas eu a fiz parar de chorar e fingir que aqueles idiotas não existissem. Desde então, eu nunca mais havia visto Ginnifer daquela maneira.

Até hoje.

Assim que entrei no seu quarto, eu a vi encolhida no chão ao lado da cama, seus braços abraçavam suas pernas com força e seus olhos e rosto estavam vermelhos. Parecia que o tempo estava decidido correr em câmera lenta, porque parecia ter passado uma eternidade até o momento em que me ajoelhei ao lado da minha amiga e a levantei do chão frio.

– Ginny, pelo amor de Deus, o que houve com você? – minha voz beirava ao desespero, não era como se eu estivesse acostumada a acordar e topar uma das meninas naquele estado, chorando sem parar.

Ela se permitiu chorar com mais força assim que eu a sentei na beirada da cama. Passei um dos meus braços pelos seus ombros e esperei até ela estar pronta para falar.

– Ele... foi embora. Simplesmente foi embora. – sussurrou, bem baixinho enquanto fungava o nariz.

– Ele quem? – sequei um pouco das lágrimas que estavam em sua bochecha.

– Josh. Ele me deixou um bilhete. – apontou para a agenda no chão e rapidamente eu a peguei e li o que estava escrito, não sem antes me perguntar em qual hora do dia Josh esteve por aqui, pois eu não o tinha visto.

– Ginny, ele apenas viajou. – falei, tentando acalma-la, mas sabia que não daria certo. Além de que a frase "quem sabe nos encontraremos por aí” não era bem um “volto em alguns dias”.

Não que eu não gostasse de Josh, longe disso, mas ele andava estranho comigo desde a festa na sua casa. Na verdade, ele era meio de lua, alguns dias conversava comigo como se me considerasse uma amiga de muitos anos, queria saber sobre mim, meus interesses e tudo mais – o que me deixava um pouco incomodada, afinal, ele era o namorado de Ginnifer, não meu –, mas em outros, me evitava ao máximo possível e, quando nos encontrávamos, me dava respostas curtas. Nunca o entendi muito bem.

– Não, Jen. – levantou da cama e fingiu arrumar os cabelos. – Ele se foi, eu só não entendo o porquê e nem o que a frase “É tudo tão perigoso e difícil que você não entenderia” significa. O que seria mais perigoso do que a droga da minha vida? Ele não deve nem imaginar o que é perigo.

Agora Ginnifer já havia passado do estágio da tristeza para o da fúria. E tudo isso em menos de dois minutos, o que não combinava muito com a personalidade dela, eu bem sabia. Josh havia feito um grande estrago.

– E ele não comentou nada a respeito dessa viagem com você? Vocês estavam tendo problemas? – tentei ser cautelosa, mas não estava sendo muito fácil.

– Apenas algumas brigas bobas que sempre acabavam na mesma: nós dois dormindo juntos. – Ginny suspirou e se jogou na cama com as mãos no rosto. – Eu fui muito burra.

– Discussões sobre o quê? – me deitei ao seu lado e encarei seu rosto.

Nossas vidas estavam tão conturbadas que muitas vezes não tínhamos tempo nem de falar sobre nossos problemas umas com as outras.

– Algumas vezes sobre a Helen... – revirei os olhos instantaneamente só com a menção ao nome daquela jararaca. – Outras vezes sobre a vida dele. Não me entenda mal, Joshua é maravilhoso, mas no momento em que entramos em um perímetro nada confortável para ele, ele simplesmente se fecha e se transforma. E esse perímetro, na maioria das vezes, diz respeito a nós dois e nosso futuro ou algo sobre seu passado.

Pensei em algo, mas não tinha certeza se deveria perguntar aquilo para Ginnifer. Em contrapartida, a minha dúvida poderia nos ajudar de alguma forma caso algo estivesse errado com Josh.

– Você já... – tentei buscar as palavras certas, mas não vi outra maneira de dizer o que eu queria. – Verificou a ficha... Você sabe, o banco de dados...

Ela suspirou antes de responder.

– Sem um passado criminoso, sem registros policiais, nem mesmo uma multa de trânsito o miserável tem. A ficha dele é cristalina. – sorriu um pouco e eu me senti aliviada por aquilo. – Completamente limpo.

– Então ele deve ter sérios problemas mentais. – falei, sem querer.

– Provavelmente. – ela sussurrou.

Abracei Ginny e deixei que ela colocasse toda a sua tristeza para fora num choro que parecia incessante. Alguns poderiam pensar que era exagero da parte dela e que aquilo havia sido apenas um namoro bobo de três meses, mas para quem a conhecia bem sabia que não havia sido apenas aquilo. Ginnifer era intensa em relação aos seus sentimentos. Se gostava, gostava demais e da mesma forma era o inverso.  

Já estive com ela em outras desilusões amorosas, mas, dessa vez, eu achei mesmo que não teria isso, que os dois realmente fossem dar certo. Eu via a maneira como se olhavam, como cuidavam um do outro...

Às vezes me pergunto se o amor vale mesmo tanto à pena.

***

Depois de muita relutância, eu e Lana deixamos Ginnifer em casa e fomos para a faculdade. As aulas decorriam da forma mais monótona possível e eu sentia uma falta imensa da parte agitada da minha vida. Fazia pouco mais de duas semanas que Jerry não dava sinais de vida e aquilo com certeza já deveria ter me custado vários fios brancos na cabeça, além de deixar a minha vida completamente sem emoção.

Havíamos ido para o auditório, assim como outras turmas da universidade e, enquanto algumas duplas apresentavam seus trabalhos semestrais e encenavam cenas românticas dos clássicos livros estrangeiros, eu não pude deixar de pensar em Colin, na nossa apresentação, que seria no final do semestre, e no que ele estaria fazendo nessa viagem. Era certo que eu havia confirmado que gostava dele, mas não sabia exatamente o que aconteceria assim que colocasse os meus olhos naquele rosto novamente.

Sabem aquele tipo de aula que tudo parece ser mais interessante do que qualquer coisa que esteja sendo dita pelo professor? Do tipo que até uma mosca pode tirar sua atenção? Pois bem, nesse caso a mosca morta que atraiu minha atenção enquanto passava pelos bancos do auditório foi Helen, mas minha atenção não se delongou muito nela, mas sim em quem deveria estar ali e não estava: Meghan.

Com todo o drama da morte de Sebastian e a invasão da agência, havíamos nos desligado completamente do caso da família Wholdinov e da nossa última descoberta sobre Meghan, mas me lembrar dela acendeu uma lâmpada em minha cabeça. Se eu não podia entrar em contato com o nosso diretor, eu mesma encontraria meios de encontrar mais pistas.

Tentei me levantar da cadeira em que estava sentada, mas senti meu braço ser segurado por alguém.

– Aonde pensa que está indo? – uma garota da minha classe, que estava ao meu lado, perguntou. – O professor vai retirar pontos da sua apresentação.

– Só se ele descobrir que eu saí. – abri o meu melhor sorriso simpático. – Tenho certeza de que você não vai contar, não é mesmo?

Ela me encarou, desconfiada.

– E o que eu ganho com isso? – arqueou uma das sobrancelhas, mostrando interesse.

– Seu nome é Jane, certo? – perguntei e ela confirmou com a cabeça. Percebi que ela tinha um pequeno tique nos dedos e, para um bom observador, as pontas deles estavam com leves queimaduras. Aproximei meu rosto do dela e sussurrei. – Não é muito esperto se drogar dentro da faculdade, então se você ficar de bico fechado ao meu respeito, eu ficarei sobre você.

Seus olhos se arregalaram levemente com a acusação e logo ela se pôs em estado de defesa, mas acho que meu olhar não a encorajou a falar alguma coisa que me contrariasse, então ela apenas confirmou com a cabeça e perguntou assim que eu me levantei:

– Como eu sei que você não vai falar nada?

– Não vai saber, mas eu aconselharia não me testar. – sorri para ela e saí do auditório de forma cautelosa para não ser vista pelo professor.

Assim que cheguei ao lado de fora, mandei uma mensagem rápida para Ginny pedindo que ela me enviasse o endereço de Meghan e outra para Lana, para que ela encontrasse uma carona para ir para casa, pois eu estaria com o carro e não sabia se voltaria a tempo de buscá-la.

Depois de alguns minutos de espera, recebi a resposta de Ginny com o que eu precisava, então entrei no carro e dirigi rumo à área sul da cidade.

***

Eu estava parada há mais ou menos trinta minutos em frente a um condomínio, pensando se aquilo era mesmo o certo a se fazer e se as meninas aprovariam essa minha decisão. Não que eu quisesse excluí-las, mas Ginnifer não tinha cabeça para pensar em missões – tanto que nem me perguntou para que era o endereço – e Lana provavelmente estaria em alguma aula importante, então por isso preferi fazer tudo sozinha.

Peguei todos os apetrechos que supus ser necessário e caminhei até a entrada. O dia estava ensolarado e bonito, e o vento batia contra o meu rosto enquanto eu caminhava. A sensação se estar de volta à ação parecia ser revigorante.

Abaixei minha cabeça e coloquei um aparelho que daria curto nas câmeras sobre um balcão. Depois de um baixo "bipe", eu o recoloquei no bolso e toquei o interfone.

– Posso ajudar? – um homem de meia idade perguntou, sem tirar os olhos do computador.

– Sim. Estou procurando por Meghan Ory Belykh. – arrumei minha postura e tentei parecer o mais séria possível.

– Qual o seu nome? – perguntou.

– Agente Smoak, FBI. – ergui o distintivo falso. – Tenho uma ordem de investigação contra a senhorita Belykh.

– Sinto muito, mas a senhorita Meghan saiu e não permitiu a entrada de ninguém com esse nome. – olhou em minha direção e logo em seguida voltou sua atenção para o que quer que estivesse na tela daquele computador.

Mas que audácia! Eu havia acabado de dizer que era da FBI e ele estava mais interessado naquela droga de máquina velha. Olhei para a sala em que ele estava e a observei com cuidado, o local era um cubículo abafado e sem conforto algum, mas o computador que estava ali parecia servir muito bem para manter o homem entretido, já que desde quando cheguei, ele não havia tirado os olhos dali por mais de dois minutos. Não sei porque, mas hoje eu estava com um espírito indiscutível de observação, então resolvi aproveitar o máximo possível dele.

Entrei no cubículo a contragosto do porteiro e me aproximei do seu computador.

– Ei, o que pensa que está fazendo? – tentou agarrar meu braço, mas antes disso eu agarrei o dele e o torci para trás e pressionei seu rosto contra o balcão interno.

– Você tem duas opções... – usei a minha mão livre para abrir o histórico do computador e a outra para apertar mais o rosto do homem contra a bancada. – Ou me deixa entrar por livre e espontânea vontade, ou... – abri o navegador e, exatamente como imaginei, lá estava tudo que eu procurava. – seus supervisores vão saber que você anda vendo vídeos nada convencionais em seu horário de trabalho. E aí? Qual vai ser?

Soltei o homem, que já estava com o rosto roxo, e esperei até que ele abrisse o portão e me desse passagem. Suspirei de alívio e olhei para o relógio, constatando que ainda tinha algum tempo até que as câmeras voltassem ao normal.

– Pode passar. – falou entre dentes.

– Obrigada, é muita gentileza sua. – abri meu sorriso mais falso possível e me pus a andar até o apartamento da filha de Ivan Belykh.

Já disse o quanto amo os apetrechos malucos que Jerry nos dava? Pois bem, a pulseira de utilidades havia realmente sido muito útil. Depois de entrar no apartamento de Meghan e me certificar de que ela não estava realmente em casa, procurei por indícios de qualquer ato criminoso que ela poderia ter cometido, pois até então só tínhamos certeza de que ela era filha de Ivan, mas nada sobre seu envolvimento.

Depois de procurar por arquivos ou até mesmo tatear as paredes em busca de uma sala secreta, encontrei um escritório atrás de uma das prateleiras da biblioteca. Quem não deve nada teme, certo? Então por qual motivo alguém teria um escritório escondido?

– Vamos lá, chegou a hora de incorporar a Ginnifer Goodwin. – estralei os dedos e o pescoço e me sentei na cadeira giratória.

Coloquei o pen drive decodificador no local de encaixe e logo em seguida várias páginas foram se abrindo simultaneamente, porém a que mais me chamou atenção foi a dos e-mails. Mensagens constantes eram trocadas com um usuário anônimo, porém a última continha a data de mais ou menos duas semanas atrás. O mesmo dia da invasão à S.I.O.H.P.

"Segundo Nikolai, a invasão à agência acontecerá hoje. Se o seu pai quiser fazer algo terá que ser antes que ele consiga. Depois disso, impedir que o Sr. Wholdinov destrua a S.I.O.H.P. e avance com o seu plano será praticamente impossível."

"Iremos atrás de três agentes em algumas horas. A única coisa que você terá que fazer é matar o braço direito de Nikolai. A menos que queira morrer no lugar dele.

Eu soube exatamente quem era aquele usuário e mal podia esperar para poder dar uns bons socos naquele rosto tão lindo. Imprimi alguns e-mails e saí correndo de dentro da casa.

Eu tinha um interrogatório para fazer.

16h17min da tarde – prédio sede da CIA, Los Angeles.

Enquanto esperava na sala de interrogatórios da CIA, resolvi mandar uma mensagem para as meninas explicando tudo que havia descoberto e avisando que já tínhamos coisas suficientes para emitir uma ordem de prisão contra Meghan.

– Eu já estava ficando com saudades. – ouvi a voz debochada de Nate acabar com o silêncio da sala. Pus meu celular no bolso e esperei até que ele se sentasse na cadeira à minha frente. – Pensei que não viria mais me visitar antes de sair daqui.

– Sinto decepcioná-lo, mas você não sairá daqui tão cedo.

– Qual é, Jen... – ergueu os braços para que eu pudesse ver suas algemas, em seguida as balançou no ar. – Você acha mesmo que eu ficarei aqui por muito tempo? Nikolai tem mais recursos do que você...  

– Mais recursos do que eu imagino? Eu sei que tem, mas... – deslizei a impressão do último e-mail dele trocado com Meghan em sua direção. – ...será que ele te ajudaria depois de tudo que você fez? Depois de tentar matar seu “braço direito” ou até mesmo tramar contra ele? Eu tenho minhas dúvidas...

Nate sorriu ao olhar para a folha em cima da mesa de metal.

– E o que você acha que vai conseguir provar com esse pedaço de papel? – me encarou, inexpressivo.  

– Sabe qual a primeira regra desse nosso jogo, Nate? – pus os cotovelos sobre a mesa e o olhei nos olhos. – Sempre seja a pessoa mais esperta da sala. Eu realmente acho que se colocarmos Meghan contra a parede, ela te entregaria em menos de dois tempos.

Sorri para ele e recostei minha coluna na cadeira. Eu podia tentar parecer confiante por fora, mas querem saber a verdade? Eu não fazia ideia do que estava fazendo.

Fiz umas anotações rápidas em minha mente, pontuando tudo o que eu possuía.

• Acusações contra Nate. ✅

• Acusações contra Meghan ✅

• Ligação entre os dois ✅

• Descoberta sobre a invasão da S.I.O.H.P. ✅

• Interrogatório com Nate ✅

• ...

Tinha que haver algo no sexto item, mas eu ainda não havia descoberto o que era. Talvez Nate me dissesse ao longo da nossa conversa.

– Meghan sempre foi uma criança mimada, Jennifer. Você acha que Nikolai não sabe que Ivan quer acabar com ele? – respondeu, tranquilamente. – Eu nunca trairia um homem como Nikolai Wholdinov. Tenho muita experiência em trabalhar infiltrado, como você bem sabe, e era exatamente isso o que eu estava fazendo para ele.

– Como assim? – perguntei, dando brechas para que ele continuasse falando, na esperança de que saísse algo interessante sobre Nikolai.

– A liga recebeu informações sobre Ivan ter contratado alguma agência para interferir nos planos dos Wholdinov e eu, como um ótimo investigador que sou, me aproximei de Meghan.

A calma com que Nathaniel falava era incrível. Ele não estava mesmo nem aí para nada do que toda essa sujeira em que estava envolvido poderia virar.

– E descobriu sobre a agência? – comecei a me interessar sobre o assunto.

– Tenho 98% de certeza de que foi a D.S.S. – falou. Senti um arrepio percorrer a minha espinha com a menção do nome. Já tínhamos cruzado o caminho dessa agência e algo me dizia que eles não estavam de brincadeira. – Infelizmente não consegui identificar o paradeiro e a identidade do diretor. Uma pena, mas o meu trabalho ainda não acabou.

– E eu acho que não será possível finaliza-lo. – sorri, satisfeita.

– Espere e verás. – me encarou, com um olhar desafiador.

Eu teria que pedir que dobrassem a vigilância sobre esse cara, a segurança de si que ele possuía chegava a ser invejável. Como fomos burros em não ter percebido isso antes...

– Nathaniel Buzolic, 25 anos, russo; viveu nas ruas a maior parte da sua infância e, na outra, em orfanatos; agente traidor do governo estadunidense...– li sua ficha em voz alta e em seguida o encarei. – Olha, acho que sua ficha criminal está aumentando a cada segundo que passa e, supondo que você se venda para quem der o maior lance, acharia melhor começar a falar.

– Você se esqueceu de acrescentar que sou amigo de uma pessoa muito próxima a você. – sorriu enquanto tentava fazer um jogo mental comigo. – Sabe, o filho de Nikolai confia muito em mim, somos amigos desde que entrei na liga. E ele me confessou que encontrou a sua irmã. – ele levantou da cadeira e veio em minha direção. – Na verdade eu fiquei muito surpreso. Uma irmã... Uau!

– Eu não tenho uma irmã, Nathaniel. Acho que não fez muito bem o seu dever de casa. – tentei parecer tranquila quanto a nossa proximidade, porém seu corpo estava tão colado ao meu que eu sentia sua respiração tocar minha pele.

A sala tinha entrado em um completo silêncio, mas a única coisa que não mudava era o rosto sarcástico de Nate. Aquela afirmação dele era absurda! Saí do meu estado de transe e troquei nossos corpos de posição, colocando-o contra a parede.

– O quão patética você acha que eu sou? – apertei o seu pescoço, depois o soltei e me afastei.

Andei em direção à porta, já cansada daquela brincadeira e decidida a pedir que Lana viesse me ajudar com aquilo, mas assim que encostei meus dedos na maçaneta fria, ouvi uma risada fraca, que me fez olhar para trás.

– Ah, Jen, chegue perto... – olhei para ele e dei um passo em sua direção. – Mais perto. Por que quanto mais você pensa que vê, mais fácil será te enganar.

– No momento tudo o que vejo... – em segundos minha mão estava na cabeça de Nate e logo depois seu rosto havia se chocado contra a mesa metálica, deixando uma rajada de sangue no seu rosto e na superfície lisa. – É esse seu nariz horroroso quebrado.

– Sua filha da...

Saí da sala antes que pudesse ouvir mais alguma asneira sair da boca daquele estúpido e fui até a diretora da CIA, que estava na sala ao lado.

– Ele não vai falar. – a mulher parecia convicta do que dizia. – Ele nunca fala nada, por mais torturas que sofra.

– Uma hora ele terá que abrir a boca. Se não for por bem, será por mal.

Peguei meu celular e mandei uma mensagem para Lana, perguntando onde estava. Com certeza ela tiraria algo de Nate, ela sempre conseguia. Mas, quando recebi a sua resposta, que continha um endereço, revirei os olhos e bufei de frustração.

– Voltaremos em alguns dias. – estendi a mão e cumprimentei a diretora. – Obrigada pela ajuda.

***

Passei em casa para tomar um banho e fiquei pronta em incríveis trinta minutos. Escolhi um vestido rosa escuro de renda e mangas compridas, um salto nude e deixei o cabelo solto para ir até o endereço que Lana havia me enviado mais cedo. Segundo ela, por mensagem, Ginnifer precisava sair para espairecer, então elas estavam em uma espécie de pub que ficava no centro de Los Angeles.

Já eram quase oito horas da noite e eu não tinha cabeça para pensar em sair ou "espairecer", não depois do que eu havia escutado mais cedo, mas resolvi deixar meus problemas de lado e ajudar a quem realmente importava: Ginnifer.

Apesar de ainda estarmos no início da semana, o bar estava realmente lotado. Era um local rústico e sofisticado ao mesmo tempo, a maioria das mesas estava ocupada e no palco uma banda desconhecida tocava uma música animada. Me espremi contra as pessoas e, depois do que pareceu uma eternidade, consegui alcançar o balcão.

– Posso ajudar em alguma coisa? – ouvi um barman perguntar, mas não prestei muita atenção, pois estava concentrada em encontrar as meninas.

Percorri meu olhar por todo o estabelecimento, até que avistei as duas sentadas numa mesa ao lado do palco, vendo que estavam acompanhadas por um rapaz que deduzi ser Sean. Fui até lá.

– Ah, olhem quem chegou! – Lana levantou da cadeira e deu dois pulinhos enquanto me abraçava. – Onde você esteve? Sumiu o dia inteiro.

– Acho melhor conversarmos sobre isso depois. – ela se afastou e voltou para o seu lugar.

Sentei ao lado de Ginnifer e cumprimentei o professor de Lana, que me respondeu simpático.

– Como você está? – perguntei, discretamente, para Ginny.

– Melhor. – sorriu. – Resolvi escutar Lana e sair um pouco. Já que ficar horas em casa não me ajudou em nada, pensei que algo diferente pudesse surtir efeito.

Concordei e, ao olhar para Lana, que prestava atenção na nossa conversa, pensei em constrangê-la um pouquinho na frente de Sean.

– Não escute mais que isso, hein? A gente sabe que Lana não é o melhor exemplo de pessoa...

Sean a olhou, curioso e ela me fuzilou com os olhos.

– Eu não vou nem comentar esse tipo de ofensa. Não dê ouvidos a elas – falou para ele. – Vamos dançar? – estendeu a mão para Sean, que a pegou depressa e a guiou até a pista de dança.

Observei os dois até sumirem em meio à multidão.

– O que você acha dele? – perguntei para Ginny que bebericava sua bebida. – Ele parece estar um pouco deslocado quando está conosco.

Ela apenas negou com a cabeça, também olhando para onde os dois haviam ido.

– Acho que ele talvez seja tímido.

Concordei com ela e me levantei da mesa, pensando em ir pegar algo para beber também.

– Quer algo diferente para beber? – Ginny negou. – Certo. Eu volto em dois segundos.

Andei em meio àquele mundaréu de gente até conseguir novamente chegar até o balcão. Quando estava quase o alcançando, senti uma pontada forte no peito e uma tonteira repentina me desiquilibrou um pouco.  

– Ei, você está bem? – um rapaz perguntou, ao segurar o meu braço me impedindo de cair.

Respirei fundo e recompus minha postura, assim que me senti melhor.

– Sim, não foi nada. – tive a sensação de já ter visto aquele cara em algum lugar, talvez da faculdade, mas não mantive muito a minha atenção sobre ele. – Obrigada pela ajuda.

– Então já que está melhor, eu posso te pagar alguma bebida? – o rapaz ainda segurava o meu braço e exibia um belo sorriso galanteador.

– Não pode, não. – uma voz grave e bastante familiar respondeu por mim, fazendo com que minhas pernas fraquejassem e eu me sentisse tonta mais uma vez. – Acho que o namorado dela não ficaria muito feliz com isso. – pegou a minha mão e entrelaçou nossos dedos. – Obrigada por sua ajuda, mas agora já pode sair.

Sem dizer nada, o garoto se afastou, completamente sem graça e envergonhado. Senti um pouco de pena dele, mas nada eu poderia fazer, então apenas olhei para Colin e o fitei. Até alguns dias eu não sabia o que sentiria ou faria quando o visse novamente, mas, enquanto nossos olhos estavam grudados uns nos outros e nossas mãos entrelaçadas, eu percebi o quanto havia sentido saudades dele.

– Eu não me lembro de ter nenhum namorado. – falei, depois de afastar nossas mãos.

Me virei para o balcão e finalmente pude pedir a minha bebida para o barman.  

– E eu acho que isso está prestes a mudar – falou, ao se escorar no balcão, e ficar de frente para mim.

Meus olhos grudaram no copo que havia sido posto diante de mim, e meu coração pareceu querer sair do meu peito do tanto que ele batia. Colin é um demônio! Em apenas cinco minutos ao meu lado, conseguiu me deixar sem reação diversas vezes.

– Como sabia que eu estava aqui? – mudei de assunto, me esquivando de mais embaraços.

Ele também fez um pedido ao rapaz do outro lado do balcão e logo olhou para mim novamente.

– Digamos que Lana Parrilla é uma ótima cúmplice. – deu uma piscadela.

Ah, claro! Como não imaginei?

– Pensei que só chegaria amanhã... – bebi um gole do martini.

– É, mas... Algo me fez voltar antes. Tomei uma decisão e não vou sossegar até coloca-la em prática – coçou a nuca, parecia nervoso.

– Entendi... Precisa de ajuda em alguma coisa? – perguntei, vendo seu embaraço.

Colin bebeu um longo gole de seu whisky. Depois, abriu aquele sorriso maldito para mim.

– Preciso que você me dê um beijo primeiro.

Ele passou o dedo por cima dos lábios e eu observei o movimento com os meus entreabertos. Pensei em negar, em não ceder assim tão fácil, mas eu nunca conseguiria fazer isso, e o meu rosto certamente entregava o quanto eu estava a fim, pois Colin tomou a liberdade de se aproximar e encostar seus lábios nos meus.

Não sei se porque estávamos com saudade um do outro, ou se porque agora eu o beijava consciente dos meus sentimentos, senti que o beijo foi diferente. Não demorou muito, mas o suficiente para me desestruturar mais uma vez.

– Eu não queria fazer isso assim, mas... – o olhei nos olhos, esperando pelo restante. – Não sei se consigo esperar.

– Esperar pelo quê, Colin? – ele estava nervoso, coçava a nuca toda hora, e eu estava ficando preocupada.

Pegou seu copo e terminou com todo o líquido que tinha dentro dele de uma só vez.

– E-eu não sei... – gaguejou. – Eu gosto de você, Jennifer. Gosto muito. Eu tinha coisas para resolver nessa viagem e não consegui simplesmente por que você dominava minha mente. – ele gesticulou com as mãos, sem olhar para mim. Mais uma vez meu coração começou a pular dentro do peito. – Eu quero ficar com você. Não ficar assim, ficar... de verdade – Colin olhava apenas para suas mãos, que agora seguravam o copo vazio. E eu tinha os olhos arregalados, perplexa com as coisas que estava ouvindo. – Não faço a mínima ideia da merda que estou fazendo – soltou uma risada nervosa e coçou a barba antes de me encarar. – Eu quero... namorar você.

Eu estava estatelada na cadeira, minha boca estava seca e eu não conseguia mover nem mesmo um dedo. Não fazia ideia do que dizer ou fazer a não ser manter meus olhos nos dele. Tudo ao redor pareceu parar, eu não ouvia mais as músicas nem o falatório das pessoas à minha volta, tudo isso se tornou irrelevante e apenas Colin parecia existir para mim.

Fiquei  ali, olhando para ele com os lábios entreabertos e completamente atônita por o que pareceram ser horas. Minha cabeça estava uma bagunça , eu me perguntava se estava pronta para iniciar um relacionamento e me assombrava apenas com a ideia da possibilidade de passar por tudo o que passei com Sebastian novamente. E dado o histórico da minha vida, algo me dizia que não era seguro trazer Colin para ela dessa maneira.

– Certo. – ele suspirou e abriu um sorriso sem graça. – Eu acho que vou embora.

Colin se inclinou em minha direção e deixou um beijo na minha bochecha antes de me dar as costas e se dirigir para a saída do pub.

"Então você vai novamente se negar a viver e aproveitar a vida? [...] Deixar que uma possibilidade de felicidade escape entre os seus dedos?"

Eu podia ouvir Lana me dizendo isso novamente enquanto via Colin se afastar cada vez mais. Tudo parecia estar em câmera lenta, e um vazio tomou conta do meu peito quando, por um milagre divino, minhas pernas pareceram voltarem à vida e me permitiram correr para impedir que Colin saísse dali.

Me permitiram correr atrás da minha felicidade. Agora eu sabia disso.

Passei com dificuldade por entre as pessoas, pisei em dezenas de pés e me desculpei diversas vezes até conseguir alcançar o braço de Colin e o fazer olhar para mim. Quando nossos olhos se encontraram, eu ainda não sabia o que deveria dizer, então, agarrei a gola da jaqueta preta de couro e fiz nosso lábios se tocarem novamente naquela noite.

Tentei demonstrar tudo o que não consegui dizer naquele beijo. Quis mostrar o tamanho da minha saudade, o tanto que eu gostava dele e o mais importante: que eu também queria o mesmo que ele.

Colin abraçou minha cintura com força e retribuiu o beijo da mesma forma que eu, como se também tentasse demonstrar tudo através daquele ato. Soltei sua jaqueta e adentrei meus dedos nos cabelos tão macios enquanto sentia sua mão deslizar por minhas costas.

– O que isso significa? – ele perguntou, ao desfazer o beijo e me olhou com expectativa.

– Para ser sincera, nem eu sei – falei, num suspiro.

– Eu vou levar como um "eu também quero namorar você " – Colin abriu aquele sorriso lindo que me deixava tão desnorteada.

– Tudo bem – respondi, sorrindo. – Eu quero mesmo.

Nos beijamos mais algumas vezes até eu me lembrar que havia deixando Ginnifer sozinha. Eu merecia o prêmio de pior amiga naquela noite, sem dúvida alguma.

Afastei Colin de mim e o chamei para ir até a mesa em que estávamos. Pensei no que Ginny pensaria ao olhar para ele, já que era amigo de Josh, e me preocupei. Mas o que eu faria? Não poderia deixar Colin sozinho e nem abandonar a minha amiga para ficar com ele, então não tinha muito o que fazer.

Assim que cheguei à mesa, me sentei ao lado de Ginnifer e Colin ao meu lado, depois de cumprimenta-la. Lana parecia ainda não ter voltado desde que saí. Vi que o rosto da minha amiga ficou ainda mais cabisbaixo quando olhou para o meu... namorado.

– Colin... – ela falou, assim que ele se sentou. Eu sabia o que ela pretendia e apenas suspirei, aguardando. – Sabe onde Josh está?

Colin a olhou, confuso.

– Não – negou com a cabeça, seu cenho estava franzido. – Porquê?

Ginny abaixou a cabeça e apertou os olhos. Vendo a confusão em que Colin se encontrava, expliquei brevemente para ele o que havia acontecido, e ele me pareceu tão surpreso quanto a própria Ginnifer.

– Como assim foi embora? – pegou o celular e digitou algumas coisas, parecia preocupado. – Ginnifer, em alguns dias ele estará de volta, não se preocupe. – tentou tranquilizá-la, mas ela apenas concordou com a cabeça sem muita esperança. – Vou pegar uma bebida para a gente, tudo bem? – concordei com ele, que se levantou e foi em direção ao bar.

Eu queria contar sobre Colin e eu para Ginny, mas tinha medo de que aquilo a deprimisse ainda mais, então passei meu braço por seus ombros e a abracei de lado com um pouco de força. Eu, mais do que ninguém, sabia exatamente pelo que ela estava passando.

Fiquei um tempo pensando no que poderia fazer para animá-la e nem percebi quando alguém se sentou à nossa frente.

– Feliz, Jennifer? – não consegui acreditar no que meus olhos estavam vendo. Era muita coincidência para uma noite apenas. – Vamos brindar a sua felicidade. – Helen ergueu o copo que estava em sua mão, em seguida deu um gole.

– O quê você quer aqui? – perguntei, sem entusiasmo algum.

Os cabelos dela estavam soltos e possuíam cachos soltos ao longo dos fios. Helen tinha um rosto delicado e perfeito, era linda, mas seus olhos demonstravam tanto ódio que eu era incapaz de mensurar.

– Você se acha invencível, não é? – segui o seu olhar, que estava em Colin e senti uma coisa estranha no peito. Uma vontade de arrastá-la pelos cabelos até o lado de fora daquele bar. – Eu no seu lugar não me orgulharia de roubar o namorado alheio.

Ginnifer também a encarava com raiva. Afinal, Helen havia sido o pivô do seu término também.

– Eu não roubei namorado de ninguém. Eu não tenho culpa se não foi boa o bastante para que ele quisesse ficar com você – sorri cinicamente e a encarei.

Ela estava se preparando para falar algo, porém foi interrompida pelo toque de um telefone. O meu telefone. Olhei para tela e vi que um número desconhecido me ligava. Me levantei da cadeira e pedi para que Ginnifer me seguisse, deixando Helen sozinha na mesa.

– Alô? – falei, ao atender.

"Sentiram minha falta?" – aquela simples pergunta foi o suficiente para me causar um alívio enorme.

– Jerry? – perguntei, mesmo sabendo que era ele. Ginnifer me olhou, surpresa e interessada.

"Liguei apenas para dizer que estamos voltando à ativa. Logo entrarei em contato novamente."

Eu não tive a chance de responder, pois a ligação foi finalizada antes que eu pudesse até mesmo terminar de ouvir a frase completa.

Olhei para Ginny com um sorriso no rosto.

– Jerry está de volta!


Notas Finais


Eu ouvi um aleluia????? 🌚 hahaha
Gostaram???
Até o próximo capítulo ❤❤


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