História Vermillion - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias D.Gray-man
Tags Dgray-man
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Palavras 914
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Canibalismo, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá. Deslcupa pela demora e por criar um texto menor, é que eu estou muito cansada. Prometo que no próximo capitulo teremos ação. Obrigada por acompanharem. Bjs

Capítulo 6 - Capitulo 6


Os céus tempestivos emitiam um som angustiante para os ouvidos de Kanda. A chuva cessou deixando uma longa e duradoura melodia. A noite parecia segura, porém triste. Fechou as cortinas e observou Lenalee que dormia profundamente. Ela chorou durante a noite. Não comia, não bebia, não queria companhia, não queria absolutamente nada. Queria apenas "viver" isolada do mundo. Lamentou-se por sua fraqueza. Infelizmente não podia culpá-la por isso, afinal, sofreu danos tanto fisícos quanto psicológicos. E naquele momento a cura parecia-lhe inevitável.

Saiu do quarto silenciosamente. Infelizmente não conseguia se lembrar de nada além de "acordar" naquele estranho presidio rodeado de cadáveres. As vezes gostaria de deixá-los para trás, mas sentia-se na obrigação de ajudá-los. No caso seria ajudar a garota e não o maldito que tentou matá-lo. Apesar do pedido de desculpas, não conseguia vê-lo com bons olhos. Ele o manteve vivo por causa de Lenalee que implorou por sua vida.  Caminhou pelo corredor cansado, sentia muita fome e não tinha absolutamente nada no estoque, teria de sair pela manhã para procurar por suprimentos. 

 Desceu as escadas cuidadosamente devido a escuridão. Fitou Allen na cozinha falando sozinho, andava de um lado para o outro, falava com voz de tenor, alto, exaltado, ora com indignação, ora com surpresa... Suspirava aborrecido por não conseguir cumprir com as suas metas, estava perto de conseguir os suprimentos necessários para o seu grupo, mas colocou tudo a perder por medo. Sim, medo do ser que o ameaçou com a katana, um ser tão belo quanto impiedoso.  Kanda ouvia tudo com atenção, notando que o maior motivo de sua frustração era ELE. Depois de alguns minutos reclamando, Allen desperta para realidade no momento em que seus olhos cruzam com os do moreno.  

 — Vo-Você? Es-ta-ta aqui? - Soou alto e desengonçado.

 — Onde mais poderia estar? -  A sua voz soava baixa e sensual como de costume. Puxou a cadeira e acomodou-se exibindo todo o seu charme e elegância.

 — Bom... - Passou os dedos sobre os cabelos nervoso. - Como esta a Lenalee? - Sorriu sem graça. 

Não ouvindo uma resposta, ficou ainda mais desconcertado. Olhou para os lados entendiado e puxou uma cadeira sentando de frente para o moreno. -  Então, voltaremos para resgatar o Marie? 

— Nós quem?  - Disse seco. 

— Você não pode... - levantou a voz subitamente, logo, foi interrompido por uma voz rouca e impetuosa.

— Quem você pensa que é para me dizer o que eu posso ou não fazer? - Levantou lentamente com um semblante ameaçador. - Eu vou sozinho. Você fica com a garota. 

— Como é? - Cruzou os braços e sorriu debochado. - E quem você pensa que é para me dar ordens? Enlouqueceu? - Achou graça das feições do outro que certamente não estava entendendo o seu comportamento.

— E quem vai cuidar da garota, seu inseto? - Soou mais alto, perdendo toda a paciência. 

— Nós cuidaremos dela, seu imbecil! - Levantou furioso, derrubando a cadeira. 

— É mesmo? E o que sugere? Quem levamos ela para o local onde foi abusada e torturada, como acha que ela vai reagir? 

— Ela precisa encarar os seus medos, não pode passar  a vida toda trancada no quarto chorando, ela precisa reagir. Eu consegui me reerguer sozinho, sem ajuda de terceiros, acredite o sofrimento, as dores, as decepções, tudo isso nos ajudam a crescer e ficarmos ainda mais fortes em nossas crenças. Nada disso esta acontecendo por acaso. Aliás, não existe o acaso. 

— Você é mais idiota do que eu imaginava. - Deu as costas. 

 — O que sugere então, espertão? - O puxou pelo braço, trazendo o corpo do moreno para mais perto do seu, 

— Solte-me! - Desvencilhou de suas mãos com violência e afastou. - As pessoas não são iguais, cada um reage de uma forma diante do sofrimento. Não podemos forçar alguém a ser como nós, pelo contrário, devemos respeitar seu tempo. Não estou dizendo para desistirmos dela, mas sim respeitar. Forçando ela a encarar aquele inferno mais uma vez, no estado em que se encontra, nos estaremos adiando a sua morte. 

 — Kanda... - Suspirou cansado, abaixando o tom de voz. - Você não esta me entendendo.  

 — Você é que não está entendendo Allen Walker. Quer saber? Leve ela nas costas então, mas preste bastante atenção... - Levantou a mão, apontando o dedo contra o rosto dele. - ...Se por acaso essa menina tentar se matar, eu juro que farei você arrancar as suas próprias entranhas e jogá-las para os infectados comerem.

Assombrado por aquelas palavras. Allen permaneceu estático. Abaixou o olhar, o medo mais uma vez percorreu por suas veias, como um veneno, dilacerando as suas células, uma por uma, deixando o desespero tomar formas em seu interior. Kanda sabia ser assustador quando queria, as suas palavras soavam como de um assassino. O que aquela garota tinha de especial? Na realidade a questão não era essa, muito pelo contrário, isso era um sinal de amparo... Eles precisavam ajudá-la sim, mas não forçando a voltar para aquele inferno para encarar os seus medos. Ela não estava preparada, não como eles! No fim Allen acabou sorrindo. Ambos tinham algo em comum e isso era confortador. 

Tentou chamá-lo, mas o moreno ignorou. Deu as costas e seguiu para o quarto rapidamente.

 — As suas feições mudaram de repente. - Pensava. -  Aquele olhar, era exatamente o mesmo de quando nos encontramos pela segunda e terceira vez, os olhos negros, tão brilhantes quanto a escuridão. As suas feições, exatamente como as de um sanguinário. O que  aconteceu com você Kanda?  



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